Metamorfose

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Sede — Antidoto

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- Bella temos que entregá-la á alguém o mais rápido possível. - Edward porque ainda teme por todos nós quanto à menina? - Eles viram buscá-la mais cedo ou mais tarde. - Edward, Rosálie e Emmett concordaram que á esconderíamos deles e comigo perto ninguém tocara nela. - Não temo só pelos Volturi! Essa menina ainda não conhece sua força e se estivesse com os humanos não teria condições e nem desconfiaria de quem é. - Penso que Jess e Mike serão ótimos pais para ela. – Bella e Edward sentaram-se no sofá e viu Perola entre eles montando um quebra-cabeça... E menina ria com a brincadeira. - Eu espero que ela seja discreta! – Edward segurou sua mãozinha. - Penso que iriam gostar dela! – Bella sorria junto com ela. – Edward, Perola vai voltar para nós quando for a hora certa! - Rosálie irá entregá-la comigo... Se quiser ir conosco... - Sim! Eu só espero que ela á aceite de novo. - Teremos que esperá-la.

Acordei sentada ofegante, os sonhos voltaram com mais freqüência naquelas semanas. A escola estava me obrigando a estudar dobrado, depois de um longo dia no colégio, minhas tarefas seguintes era com Carlisle, Emmett e Edward.

Carlisle criou um método para que eu descarregasse minha energia e meus poderes em algumas coisas... Tentamos com uma arvore, mas não afetou em nada, meu sangue só se tornava relva. Emmett conseguia boas risadas com nossas tentativas infelizes de esgotar meus poderes que sempre estavam regenerados.

Edward fazia o mesmo, é melhor vê-lo rir da minha situação em vez de criticar e complicar com seu pessimismo, a trégua estava servindo de alguma maneira. Pela primeira vez eu vi que ele tomou minha causa: Os três se uniram nas madrugadas estudando e procurando um meio de me ajudar á conseguir o autocontrole.

Resolvemos treinar com animais como alguns repteis:

- O que é isso? – Edward apareceu com um bicho medonho nas mãos, rastejante e peçonhento.

— Cobra! – Eu soltei um grito. – Coloca isso longe de mim! – Edward continuou exibindo a cobra coral que tentava atacá-lo em vão.

- Vamos Perola! Precisa tocar nela! – Ele disse á segurando pelo corpo e pela cabeça.

- Toque nela Perola! – Emmett insistia me fazendo temer enquanto ria.

- Não Edward! Não vou tocá-la! – Saí correndo.

- Vai sim! – Edward ria brincando comigo. Todos na casa riam de mim com as perseguições e exigências daqueles vampiros malucos. Jasper decidiu se juntar á eles. No primeiro mês descobriu cada detalhe de como funciona minha genética. Ele estava empolgado e me tranqüilizou quando tive que tocar em nossa amiga venenosa.

- Toque nela Perola, pode confiar em mim! – Jasper segurava meus ombros enquanto encarávamos Edward e a serpente.

- Vamos Perola... Toque nela! – Carlisle observava enquanto fazia suas anotações. Toquei nela e com um pequeno descuidado a serpente me mordeu na palma da mão. Carlisle veio me socorrer quando vi Edward joga — lá para longe.

- Ai droga! Ta doendo!

- Espere. – Carlisle disse calmo e paciente. – Deixe me ver! – minha mão estava sangrando e doía muito. Chorei quando a dor me provocou o estomago e fez meu corpo tremer e amolecer. Do nada ficamos abismados com o que aconteceu... Meu sangue se tornou uma tinta preta como a de um polvo... Parecia uma água fervente que borbulhava em minha mão.

- É impossível!

- Perola está expulsando o veneno! É como se fosse um mecanismo de defesa contra qualquer resíduo desconhecido. – Jasper dizia admirado.

- Edward traga a serpente. – Carlisle disse. – Vamos tirar o veneno.

- Perola! Me deixe tirar os resíduos da sua mãos! – Jasper pegou uma maleta branca e com a lamina que tirou dela fez a coleta. Lavei minha mão com as orientações dele depois que guardou a lamina. – Pronto?

- Sim!

- Deixe-me ver! – Mostrei a mão e os dois buracos estavam se fechando apenas deixando os roxos. – É incrível! Como conseguiu se curar?

- Eu não sei... Talvez seja por causa de Seth, eu ainda sinto suas habilidades em mim. – Jasper tocou cada ponta que estava recuperada.

- Não Perola! Tem um mês que isso aconteceu, os outros dons você não os percebe mais! Tem alguma coisa haver com o veneno da serpente! Como se sente?

- Muito bem!

- o que sabe sobre mim? – Ele perguntou.

- Bom... – Não entendi, mas entrei na brincadeira. – Você é Jasper Hale meu colega de historia, marido de tia Alice e um ótimo biólogo.

- Mais alguma coisa?

- Não! Nada! – Respondi confusa. – Por quê?

- Você não absorveu minha energia! – Jasper ficou intrigado. Ele tocou em minhas mãos e braços – E agora?

- Nada! – Soltei um riso. Carlisle, Jasper e Edward construíram um laboratório na mansão da mais alta tecnologia, mais um mês se passou e todos estavam mais convictos de suas teorias.

Se eu tocasse eu roubava a força de qualquer coisa, mas se eu fosse tocada ou ferida de forma interna, como sangrar ao ser atacada por exemplo, eu perdia minha defesa... Agora descobri que sou vulnerável.

O quarteto fantástico arrancava meu sono nas madrugadas para varias analises. A maior parte das aulas eu passava dormindo, o que me garantiu ligações á Esme pela queda do meu rendimento.

- O que está vendo Jasper? – Me sentei ao seu lado enquanto analisava as laminas no estereoscópico.

- Acho que descobri o antídoto que você precisa! – Edward, Carlisle e Emmett voaram até nós largando qualquer ocupação no laboratório.

- Diga Jasper... Qual é sua teoria? – Emmett estava ansioso.

- Ok! – Ele continuou trocando a lamina. – Observem! – Foi o que fizemos. – Perola tem o DNA animal, humano e vampiro... Nessa lamina o sangue dela está limpo e os glóbulos se movimentam com a freqüência da energia elétrica... Vêem como se movimentam? Podemos ver o poder de Perola á olho nu. – Jasper trocou a lamina e vimos um resíduo com a mesma semelhança que o meu sangue. –

Esse é o veneno da cobra coral! A freqüência é a mesma, seu sangue é semelhante com de uma serpente. – Jasper trocou a lamina mais uma vez, então vimos os glóbulos brigando entre si, estavam sendo devorados e se neutralizando. – Agora vejam que quando a cobra mordeu Perola ocorreu o que a lamina acabou de mostrar, nossa garota expulsou o veneno como um mecanismo de defesa do próprio corpo, caso o veneno permanecesse seu dom estaria extinto de seu corpo.

- Então se aplicarmos o veneno em Perola ela perde os poderes? – Emmett perguntou entusiasmado com a nova solução.

- Acha que podemos? – Carlisle voltou a observar a lamina.

- Infelizmente não! Se o organismo de Perola rejeitou é porque ainda é mortal, ela estaria curada... E morta! – Meu corpo tremeu com a possibilidade.

- Não existe outro meio? – Edward insistiu.

- Perola não pode ser curada de nada! Isso faz parte dela... Se ela provar do “próprio” veneno ela morre. – Ele tentou ser otimista – Mas... Podemos testar um novo método para que ela consiga uma folga corporal.

- Como? – Eu e Edward exclamamos.

- Veja... – Jasper pegou o soro antiofídico e pingou algumas gotas em cima da lamina e pediu para que voltássemos a observar. Dessa vez os glóbulos estavam em transe, como em trégua, não se atacavam como antes.

- O que quer dizer? – Carlisle não entendeu... Nem eu.

- O soro antiofídico tem veneno de cobra, quando uma pessoa é picada só encontra a cura no veneno do próprio animal.

- E o que mais? – Edward estava nervoso com tanto suspense.

- Tudo se encaixa! Perola precisa amenizar suas duas naturezas. O poder se desenvolveu por falta de cuidados com seu lado não humano. É como soltar um leão com fome em uma arena cheia de pessoas.

- Então o que devo fazer? – Era minha vez de fazer as perguntas.

- Vai ter que beber sangue!

- O que? – Perguntamos todos juntos sem acreditar.

- Mais sou humana!

- Por fora! – Jasper continuou. – Você é tão vampira quanto qualquer um da nossa espécie.

- Isso vai parar? – Edward estava tão interessado quanto eu.

- Se ela beber o sangue poderá tirar as luvas por algumas horas, depois voltará á ser intocável sempre que o efeito passar.

- E será que tem alguma exceção quanto ao sangue animal ou humano? – Carlisle passava os olhos pelas anotações de Jasper.

- Eu testei o sangue humano e o DNA de Perola pareceu mais fortalecido do que antes. – Ele voltou a explicar. – Se Perola tomar sangue animal terá controle, mas se provar o sangue humano poderá roubar qualquer habilidade para si sem que machuque ninguém e ficará com eles de forma permanente.

- É confiável? – Emmett perguntou cruzando os braços.

- Perola terá controle com seus poderes e vai saber como usá-los na hora que quiser. É só Perola aceitar. – Todos voltaram seus olhos para mim me deixando constrangida. Realmente eu era uma vampira, mas ainda não tinha consciência.

- O que? – Ainda perguntei sem acreditar. – Vou mesmo ter que beber sangue?

- Se quiser que isso pare... Sim! – Jasper afirmava com toda a certeza do mundo.

- Tente Perola! – Carlisle tocou em meu ombro. – Se depois não quiser iremos entender.

Foi uma experiência complicada, me sentei na cadeira encostando os braços em frente a copa, meu olhar estava fixo no copo de cristal com o liquido vermelho dentro dele á minha espera. Todos os Cullen me encaravam esperando que eu desse o primeiro passo.

- Vamos Perola! Acaba logo com isso! – Reneesme dizia tentando acabar com aquele suspense. Puxei o copo para os meus lábios e deixei que meu paladar avaliasse o liquido que tocava toda a parte interna da minha boca descendo em minha garganta. Em minha mente era uma experiência desagradável, mas que em meu corpo passou a pedir com grande ansiedade.

- E então? – Carlisle perguntou com os olhos pensativos e ansiosos por mim resposta como todos os outros — O que achou?

- Nossa... É bom demais!Nunca provei nada igual, ou melhor!

- Certo! – Jasper exclamou. – Três minutos! – Esperamos nos ponteiros. – Perola toque em algum de nós.

- Tem certeza? – Me aproximei e vi que todos se afastaram com medo de que o efeito fosse pior do que já estava. – Vamos! Precisamos confiar! Quem se habilita? – Todos ficaram sem graça de alguma forma com medo.

- Vamos! – Edward deu um passou a frente e segurou meus braços. Minha respiração ficou presa nos pulmões enquanto nossos olhos se encaravam, suas mãos frias e geladas caminharam por todo o meu braço e seus dedos se entrelaçaram entre os meus provocando uma frenesi em mim sem que todos percebessem – Apenas ele – Não foi algo que saísse para fora, mas só que meu coração pode sentir e como Edward podia ouvi-lo.

Dessa vez fiz o que tinha me negado há algum tempo... Entrei em seus pensamentos para que eu soubesse minhas respostas e para minha surpresa: eu estava com ele. A imagem de Bella se dissolveu em camadas, vi seus olhos cor de mel se tornarem azuis que em uma rápida metamorfose se tornou a minha imagem. Edward me soltou e sussurrou:

- Nada! – Os risos e gritos tomaram conta daquela sala começando por Emmett que me tirou do chão fazendo abraçar seu corpo com minhas pernas, aquela montanha de vampiros pularam em nós compartilhando da mesma felicidade. Em meio a confusão Edward se manteve afastado, seu olhar não era de raiva, era de um desespero que nunca vi, que eu não deveria descobrir da parte dele, mas que descobri da minha: eu estava completamente apaixonada por ele.