Metamorfose
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Metamorfose
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Estava dando tudo certo quanto os testes e treinamentos para que eu pudesse usar minhas forças de forma correta. Eu me sentia á cada dia melhor com todos eles.
Carlisle e Esme eram como os pais que não tinha há alguns meses, me apeguei muito á Esme com seu jeito doce e materno, Carlisle era super protetor e paciente comigo.
Rosálie passava boa parte do tempo comigo quando voltava do hospital, ela era a sensação e a cura para todos os pacientes comigo. Emmett andava com algumas crises de ciúme, o que garantia algumas brigas também:- Rose volta aqui... – Emmett a seguiu até a sala. – Você não pode me ignorar por toda a eternidade.
- Emmett você ta impossível! Você deveria agradecer porque os pacientes me elogiam.
- Eles querem é passar a mão em você! – Emmett retrucou. – Ou não percebeu o quanto aquele residente ta tão “animado” toda vez que te vê.
- Vamos parem com isso vocês dois. – Esme dizia enquanto me enlaçava em seus braços.
- Esme diz isso pra ele! – Rosálie gritava como uma adolescente por seus pais. – Emmett não me deixa trabalhar nenhum minuto com ninguém.
- Esme, Rosálie sabe que aqueles residentes idiotas estão loucos pra se divertirem com ela e agora vai me dizer que com um século de vida não vai saber o que esses caras querem.
- Emmett você está sendo injusto comigo. – Rosálie não conseguia argumentar.
- Não se preocupe amor, vou matá-los então faremos justiça.- Não vai matar ninguém Emmett! – Carlisle entrou na casa calando os dois.
- Eu só vou dar uma ultima chance á vocês ou entram em um acordo ou separo os dois, Rosálie vai para a clinica e Emmett fica no hospital! Agora é com vocês!
- Emmett é melhor que fique bem longe de mim antes que eu quebre os seus ossos! – Rosálie deu sua ultima ameaça subindo as escadas ignorando o mal humor de Emmett. Ele se sentou ao meu lado resmungando rapidamente para que eu não entendesse.
- Relaxe Emmett antes que quebre alguma coisa! – Jasper ria com Alice das histerias de meus pais.
- Droga odeio quando ela faz isso.
- Se quiser continuar perto dela é melhor que se controle! – Carlisle o alertou.
- Vamos Emmett! – Desta vez o abracei me libertando de Esme. – Vai conseguir.
- Vou sim meu anjo! – Emmett beijou minha mão e logo se levantou dizendo:
- O que acha de caçarmos alguns ursos leste... Jasper, Alice... Vocês vêem?
- Tudo bem! – Os dois concordaram.
- Edward vem? – Emmett perguntou seguindo até a porta com os dois.
- Nem tente! Ele está ocupado em vigiar Reneesme. – Alice disse num tom de ironia fazendo Emmett e Jasper rirem.
- Nem Bella?
- Bella esta trabalhando! – Alice respondeu antes que sumissem de vista.
Finja que desmaiou! Todos ficaram assustados com o ocorrido, Edward me levou pra enfermaria junto com nosso professor. Ele me deitou na maca e depois de uns minutos voltei a respirar, Edward não saiu do meu lado mesmo que a nova enfermeira e o professor fizessem vista grossa.
- Você esta bem querida? – A enfermeira perguntou preocupada.
- Acho que sim! – Agora chorei como uma criança, me joguei nos braços de Edward e me abracei á ele, fui correspondida e foi um alivio poder chorar enquanto afagava meus cabelos e me dava palminhas nas costas. – Edward ele não podia ter morrido.
- Calma Perola! Ele não conseguiria continuar naquela situação.
- O que vocês são um do outro? – A enfermeira não entendeu meu comportamento com um garoto e por cima casado.
- Perola é minha prima! – Edward respondeu por mim.
- Foi você a garota que descobriu há pouco tempo que foi adotada...
- Pois é! – Confirmei.
- Vou falar com o professor de vocês e já volto. – A enfermeira saiu da sala e tivemos nossa oportunidade.
- Paralisou de novo! – Edward estava serio. – Foi por causa do garoto?
- Sim! – Respondi. – Fui eu que o matei Edward.
- Não Perola! – Não foi sua culpa.- Ele não estaria morto se eu não o tivesse tocado.
- Entenda que foi mais forte do que você! – Edward ficava irritado por não conseguir me acalmar. – Ele não era uma boa pessoa, pelo contrario, fez muito mal.
- Jane... – Soprei o nome dela que se pudesse queria estar em meu lugar para matá-lo.
- Graças á ele Jane vai ser mãe aos 16 anos. – Edward estava repulsivo... Agora eu entendia porque Jane se afastou de todos. – Quer que eu te leve para casa?
- Quero! – Eu não queria ficar mais um minuto ali ou teria outras manifestações de pânico. As autorizações nos foram dadas e Edward me deixou na companhia de Bella em sua casa.
Era uma casa enorme, bonita e com características de Bella. Ela estava no escritório da casa ao telefone resolvendo alguns problemas, desligou o aparelho e me recebeu com toda a cortesia possível.
- Me perdoe Perola! Não é fácil ser uma advogada, venha comigo vamos até a sala. – Bella me puxou pela mão e fomos para sua bela e decorada recepção para os visitantes, Nos sentamos no sofá e tivemos uma longa conversa:
- Edward me disse que você paralisou.
- Pois é! – Exclamei desanimada. – Bob morreu por minha culpa. – Merda eu estava chorando de novo. Bella me abraçou como fazia com Reneesme e dessa vez me entreguei à tristeza e carência que estava sentindo.
- Perola sei que tem sido tudo muito difícil pra você... Todos têm problemas.
- Bella eu matei uma pessoa!
- Perola não foi sua culpa! Ele iria abusar de você! Se todas as mulheres que passaram por isso tivessem sua defesa o estupro acabaria.
- Bella eu amo todos os Cullen e tenho tido momentos bons, mas minha vida não é normal há muito tempo...
- Entendo o que quer dizer! – Bella tinha um jeito tão protetor e carinhoso que me lembrei de mamãe Jess.
- Sabe, eu sinto falta de Mike... Meu pai... De Jess... Minha mãe... Até mesmo de meu maninho Jack. Eu nunca vou poder vê-los de novo.
- Bella sei que não esta sendo fácil pra você toda essa situação, pra mim também não foi... Depois de uns anos senti falta de minha verdadeira natureza, eu queria não me esconder mais. Porem toda vez que meus olhos se voltavam para Edward eu estava feliz porque ele sempre estaria comigo e não por um momento. – Ela continuou. – Os problemas sempre aparecem... Edward sente falta do nosso passado, ele sente falta de quando fui humana... Eu sofro com isso, pois a dor de me ver morrer a cada dia era maior ao vê-lo ficar jovem pra sempre. – Voltei meu rosto para vê-la e percebi que Bella chorava.
- Bella me perdoe com minhas queixas! Você também está triste, me desculpa eu não deveria ser tão egoísta. – Bella sorriu conformada.
- Perola, não se culpe! Você tem algo que todos nós amamos...
- O que seria Bella?
- Você é igual á mim! – Bella exclamou... Era inacreditável, Bella era perfeita demais e muito feliz, nunca pensei que ela tinha problemas como esses. – Você é bem meia ágil e bonita do que eu fui, mas sua personalidade e sua essência, seus problemas e inseguranças são como os meus de minha antiga vida... – Voltei a encostar minha cabeça em seu peito e relaxei em seus braços e afagos de mãe, se Rosálie nos vê-se ficaria louca de ciúme. Perdi minha consciência quando os minutos passaram enquanto eu ouvia suas canções.
Bella me levou até o quarto de hospedes me deixando que eu sonhasse.
- A menina está viva! Dr. Brown nos deu certeza de que ela nasceu perfeita e respirava toda a vida que pudesse puxar. – Os dois se encaravam como duas feras. Jane estava ao seu lado e persistiu.
- Entregue a criança Rosálie. – Seu olhar era sombrio como se pudesse matar com os olhos.
- Ela morreu! – Carlisle continuou. – Dr. Brown morreu junto com ela.
- Não confio em vocês... – Jane tentou lançar seu poder sobre os Cullen mais foi impedida por Bella.
- A criança morreu! Diga a Caius,Aro e Marcus que o bebe não está entre nós. – Carlisle deu sua ultima palavra. – Não percam seu tempo em vão...
- O dia que ela voltar á vocês nós voltaremos para buscá-la! – Jane disse com malignidade. Os dois desapareceram com a promessa de que um dia voltariam.
- Calma Perola! Relaxa foi só um pesadelo! – Reneesme tentava me controlar, mas não conseguia até que caí na real de que estava acordada.
- Reneesme quanto tempo eu dormi?
- Tempo demais! Consegui chegar do colégio e fazer todo o dever de casa.
- Droga! – Praguejei. – Preciso ir pra casa.
- Eu preciso de um favor seu!
- Qual?
- Eu liguei pro Jake e combinamos de nos encontrar na campina.
- Reneesme já estamos com problemas quanto aos lobos, agüenta firme, pelo menos até eles decidirem o que vão fazer comigo!
- Deixa de ser chata Perola! Vamos logo antes que eu te esqueça! – Me levantei da cama e tentei me arrumar pelo menos pra disfarça o sono. Reneesme me apressou e demos a desculpa de que iríamos estudar na casa de Jay.
Reneesme dirigiu o mais rápido que pode, a sede dela por Jake era muito grande, queria vê-lo o quanto antes possível, chegamos a campina, escondemos o carro e de frente as arvores encontramos Jacob... E Seth.
- Jake... – Reneesme se jogou em seus braços e se beijaram com toda a intensidade que pudessem. Seth e eu nos olhamos um pouco receosos e com um pouco de heresia da melação deles.
- Perola... Bom te ver! – Senti um tom de ironia na voz de Jacob, Seth estava furioso.
- Oi Jake... Oi Seth! – Ele não me respondeu, apenas mexeu seu a cabeça fingindo cumprimento.
- Vem Jake, vamos conversar...
- Não Reneesme! – Aquela bela voz estava comparada com um rugido de um leão, no segundo seguinte Edward estava quase lutando com Jake e Seth, antes que os dois avançassem em Edward entrei na frente dizendo:
- Parem vocês dois!
- Saí da frente Perola! – Jake e Edward gritaram comigo.
- Se tocarem um dedo nele eu juro que faço o pior. – Eles pareciam não me ouvir, mas não se moviam, me coloquei mais a frente apontando as mãos, o que fez com que eles se afastassem – Reneesme, leve Jack e Seth para longe daqui... EU vou ter uma conversa com Edward. – Reneesme e os lobos se afastaram nos encarando, o sacrifício entre ela e Jake não era um dos mais fáceis.
Quando os três sumiram de nossas vistas fui completamente censurada:
- O que acha que está fazendo acobertando os dois?- Edward eles se amam! Por que você e os Cullen não deixam que eles vivam em paz?
- Não me diga o que devo permitir ou não á minha filha.
- Edward para com isso! – Gritei com ele, até que tive meu braço puxado por ele.
- Vamos logo antes que eles fogem pra longe!
- Edward me solta! – Em um instante ele me jogou em suas costas me agarrei firme em seu pescoço quando começou a correr. Droga que experiência horrível, além de ser chato conseguia me colocar medo. Fomos para o outro lado da campina e em algumas rochas pudemos ver o carro de Jake partir com Reneesme junto... Edward não sabia como descontar tanta raiva.
- Viu o que vocês fizeram? Tem idéia do que apoiou Perola?
- Edward eu quero mais é que se dane o que você pensa e quer dizer. Não entendo o que está fazendo? Quer que todos se afastem de você? – Agora era eu que estava furiosa. – Você não apóia nada, é contra tudo! Foi contra o nascimento de Reneesme, foi contra o meu nascimento... E agora? Está magoando á todos, sua filha ama aquele cachorro e daí? Meus pais me amam e você não tem me dado uma folga desde o dia em que apareci na casa dos Cullen, tem feito todos sofrerem... Tem feito Bella sofrer...
- Ótimo Perola! – Ele gritou. – Quer mesmo saber qual é o motivo de todos esses problemas?...
- Quero! – Tentei mostrar segurança, mas estava apavorada. Então seu rosto ficou sem expressão e as palavras fugiram de sua boca... Deveria ser muito cruel.
- E você! – Edward sussurrou me encarando sem qualquer insegurança. Pelo contrario... Estava cada vez mais convicto do que dizia.
- O que dizer? – Minha voz tremeu. Como eu conseguia ser tão desajeitada em certas ocasiões.
- Quer suas respostas... Vou dá-las á você! – Me sentei no chão tentando respirar e deixar de ser covarde, seus braços de mármore me enlaçaram para que eu deitasse do seu lado. Nos encaramos por alguns minutos mantendo a musica do silencio, ele estava observador pensando talvez no que me diria ao procurar as palavras certas. Seu hálito soprava sobre meu rosto.
Por mais errado que fosse, se eu tivesse uma ultima oportunidade era a face dele que eu queria ver sem qualquer sombra de duvidas, se era o Maximo que eu poderia ter dele... Eu o faria. Sua mão puxou a minha para que eu a colocasse em seu peito frio e duro. Minha espinha se arrepiou com seu simples ato – O que sente Perola?
- Eu...
- O que sente quando está... Comigo? – Um nó se formou em minha garganta, suas perguntas pareciam um desafio. – Seja sincera.
- Eu sinto... Tontura! – Perola sua idiota como consegue estragar um clima perfeito desses? Edward riu sem ironia. Aquele sorriso torto me deixou sem movimentos congelando todo o meu sistema.
- Perola existe algo em você que tem me feito odiar cada parte de mim existente. – Eu estava confusa, ele sabia que eu não estava conseguindo assimilar nada com todas aquelas sensações. – O calor de sua pele... – Agora ele deslizava seus dedos pelas minhas mãos e segurava minha palma. – O sangue quente com um aroma inigualável que corre por suas veias. A fragrância com que ele se exala em minhas narinas... Sua forma frágil... Seu coração que bate incansavelmente tem me torturado por me fazer querer meu passado...
- Você me perseguia por isso?
- Eu não suportava o fato de que você tenha o que eu mais almejei há 20 anos atrás... No primeiro momento em que te vi foi como se Bella tivesse voltado à forma humana, você tem todas as marcas... – Ele se virou para mim e tocou minha face com seus dedos alvos (claros) de leve. – Todos os traços que mais amei diante de tudo o que já vi, já senti e amei. – Edward apertou os lábios e prosseguiu. – Eu queria matá-la, porem seria uma traição com Rosálie e Emmett, eu nunca conseguiria... Mas estava insuportável te desejar com tanta fúria como tenho o feito... Sua pele... Seu corpo... Seu sangue tem me deixado obcecado. Bella finge que não sabe, mas ela sente que sinto falta de tudo o que ela foi e que por uma infelicidade encontrei em você!
- Eu... Não sei o que dizer! – Droga! Eu estava me sentindo um lixo. Como fazer as pessoas ou os vampiros infelizes? Seus problemas acabaram chamem Perola.
- Sei o que quer que eu diga! – Ele sussurrou com o rosto mais próximo do meu. – E tenho me controlado como uma fera domesticada pra não estragar tudo o que consegui... – Sua voz era quase fraca, ele estava tão assustado quanto e, apoiei meu corpo em meu cotovelo e aprecie seu rosto. Eu estava entristecida demais com suas palavras e como não podia esconder nada dele, deixei que meus olhos libertassem toda minha angustia, Edward se manteve em silencio enquanto afagava minhas bochechas tocando minhas lagrimas e depois em meus cabelos.
- Não quero ficar longe de você! – Foi o que consegui dizer.
- Não peça isso Perola, eu não tenho forças.
- Eu vou ficar bem!
- Não, não vai! – Seu polegar desceu em meus lábios. – Eu também não ficarei... Eu estou magoando você e me sinto desprezível por isso.
- Não diga isso! Você é tudo o que alguém pode querer... – Coloquei meus dedos por seu rosto e passei meu polegar em seus lábios como ele havia feito comigo. – Edward me prometa que vamos fazer de tudo para continuarmos bem!
- Perola eu, Bella e Reneesme vamos partir...
- Não... Não... Não... Edward... Não pode fazer isso... Me prometa... Me prometa! – gritei com ele de forma possessiva. – Me prometa que não fazer isso!
- Não posso prometer isso! – Ele se levantou em seguida me colocando de pé.
- Edward, por favor! – Me agarrei em seu corpo. – Não seja cruel comigo.
- Vai ser pior se eu continuar se continuarmos aqui.
- Não! – Gritei com ele desesperada. Segurei seus braços impondo força mesmo que fosse em vão. – Não pode fazer isso comigo! Se você for eu... Morro! Minha vida vai parar se eu abrir meus olhos e você não estiver aqui...
- Perola, por que esta tornando as coisas mais difíceis?...
- Não quero que vá embora por minha causa... Eu não vou agüentar.
- Perola está fazendo o mesmo que Bella... Não insista... Se eu ficar vou destruir tudo o que construí, porque não vou agüentar olhar pros seus olhos e negar o desespero com que eles me chamam.
- Então não negue... – Dessa vez foi inevitável, as palavras de Edward sumiram de seus lábios. Me abracei a ele mais agarrada do que antes como se eu pudesse prende-lo a mim. Edward passou o nariz em meus cabelos aspirando meu cheiro e retribuindo meu abraço tentando me tranqüilizar.
- Perola eu á amo... Não se esqueça disso! – Edward me jogou em suas costas e voltamos para a estrada. Eu não queria sair de perto dele por nenhum instante que fosse. Meu coração estava apertado.
Bem antes que voltássemos pra mansão, voltei á abraçá-lo e por tudo o que era mais sagrado eu não agüentava mais chorar.
- Por favor, não vá... – Implorei.
- Shhh... – Ele tentava me silenciar.
- Por favor...
- Não se aflige... Estou aqui! – Edward me apertou em seus braços e pude fechar meus olhos, consciente de que tudo ficaria bem e que quando eu abrisse meus olhos era seu rosto que eu teria como minhas respostas.
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