Meiga E Abusada
25 Oxford
Notas iniciais
AUTORA
Jonh estava em seu escritório, tentava de todas as formas resolver seus problemas na empresa sem ter que viajar. Sua empresa tinha cede em Nova York mesmo, mas ele tinha filiais no Canadá, França e Inglaterra e por isso ele viajava muito com Miranda.
Ele não podia viajar agora, muito menos com os últimos acontecimentos, estava muito preocupado com a segurança de sua família. Alguém o estava chantageando com seu maior segredo, segredo esse que pode desmoronar tudo o que construiu. E era um preço muito alto que ele não estava disposto a pagar.
E ainda tinha Elena, que aos olhos dele estava muito rebelde, mas que isso poderia ajuda-lo com seus problemas, ele só estava esperando ela dá um vacilo. E ele sabia que ela havia dado, mas estava dando o tempo dela curtir o dia. Ele estava impaciente, sabia que tinha que agir logo, ele tinha que fazer isso. Não havia mais escolhas.
– John alguém ligou e disse que Elena está com Damon – Miranda entrou apressada no escritório do marido.
– Eu sei Miranda – Diz e a esposa o olha incrédulo.
– Como? – Pergunta.
– Você acha que sou idiota a ponta de deixar minha filha ir pra lá pensando que Damon está na fazenda dos avós? – Debocha – Só dei a oportunidade dela se despedir dele.
– Por quê? – Pergunta ainda mais confusa.
– Vamos nos mudar para Inglaterra, todos nós assim que a aula dos meninos acabarem – Diz e Miranda senta, não acreditando naquela informação.
– E você me comunica assim? – Pergunta perplexa.
– É o melhor, é longe dele e dessas amizades loucas que Elena fez e que a mudaram tanto – Diz olhando para esposa.
– Eu não acredito que você está fazendo só por isso! – Miranda se exalta.
– Não é só por isso Miranda! – Diz calmo e se levanta e vai na direção da esposa – É o melhor para toda nossa família.
– Eu não vou falar nada, sabe que eles vão surtar né? – Pergunta.
– Jeremy é tranquilo, só temos que fazer Elena ir por vontade própria – Diz cauteloso – É por isso que estamos indo na fazenda nesse exato momento.
– O que? – Miranda se exalta novamente.
– Miranda você pode parar de gritar? – Pede e abraça a esposa – Eu vou mandar prender o Damon.
– Não! Não podemos fazer isso com os Salvatore’s – Diz preocupada.
– Elena não vai deixar e vai ceder ao que quero – Diz e dá um beijo na esposa.
– Isso é loucura John, não precisamos chegar a esse ponto – Miranda tenta convencer o marido.
– Já está decidido Miranda, nós vamos e pronto – Diz irritado.
DAMON
Elena tentava esconder o chupão no pescoço, mas estava com dificuldades, já que não tinha trago às maquiagens necessárias. Eu tentava não rir, porque já apanhei demais mais cedo por conta disso.
– Desisto – Elena diz sentando do meu lado.
– Desculpa – Digo e ela me encara.
– São sinceras? – Pergunta e tento não ri.
– Ok, não quero mentir, mas pensa como eu – Digo e ela me bate – pare com isso Elena!
– Você gostaria que eu deixasse um monte de hematomas em você? – Pergunta e eu faço que sim.
– Se for me dando prazer, não me importo, porque toda vez que eu olhar ou que alguém comentar tirando sarro de mim eu vou sorri – digo e ela me olha.
– Você é louco – Diz rindo.
– É uma forma de ter você – Digo e ela abaixa o olhar. – Vem cá – Puxo-a para meu colo.
– Aqui não é problema porque minha tia e Ric sabem, mas e quando eu for para casa? O que vou dizer quando meus pais perguntarem? – Pergunta e eu tento ficar sério. Tá muito feio o hematoma no pescoço, acho que exagerei nos chupões.
– Ok, não faço mais isso em áreas expostas – Digo e ela me bate e depois ri.
– Vamos descer logo, quanto mais cedo começar, mais cedo termina – Diz revirando os olhos. Tenta sair do meu colo.
– Ei – Puxo seu rosto para que ela me olhe – Te amo – Ela sorri.
– Também te amo – Diz e sela os nossos lábios.
Logos descemos, entrelacei meus dedos aos dedos dela, para lhe passar segurança, porque ela estava tensa. Isso tudo por causa do hematoma?
– Bom dia – Digo assim que chegamos na cozinha.
Então, eu percebo porque ela estava tão tensa, Ric, Jenna e os pais dele começaram a rir.
– Damon você virou vampiro ou o que? – Ric diz rindo ainda mais.
– Elena parece que você sofreu um acidente feio ontem a noite – Jenna fala tapando a boca para não rir ainda mais.
– Deixem a menina quieta, o namorado só queria deixar uma lembrancinha – Caio o pai de Ric disse, Elena estava mais que vermelha do meu lado.
– Como se nenhum de vocês tivessem aparecido com algum chupão antes – Marie a mãe de Ric disse. – Jenna você sabia que Alaric uma vez apareceu com vários chupões?
Agora eu tive que rir, porque a cara que o Ric fez foi a melhor. Até Elena deu uma risada, o que me aliviou.
– Conte mais sobre isso Dona Marie – Pedi, queria que o foco mudasse de Elena para Ric.
– Bom... – Ela começou.
– Mãe não! – Ric pediu todo vermelho – Jenna não precisa escutar isso, mãe.
– Mas eu quero Ric – Jenna diz rindo.
– É Ric, deixa sua mãe contar – Elena disse enquanto nos sentávamos a mesa.
– Vá, divirta os outros – Ele cruza os braços e fecha a cara.
– Ric não fica assim amor, eu não vou ficar com ciúmes nem nada, é passado – Jenna diz e lhe dá um beijo, Elena e eu falamos eca juntos e rimos – Se vocês ficarem fazendo gracinhas o foco volta pra vocês!
Ric ri e ficamos quietos.
– Bom, ele tinha uns 21 anos e tinha uma namorada meio estranha – A mãe dele começa a dizer e dá uma risada – Tipo apesar de ser doce conosco, ela parecia meio agressiva com Ric, ele sempre aparecia marcado quando voltava da casa dela.
– Eu mereço isso – Ric bufa – Só um aviso se essa história vazar eu reprovo os dois!
– Ok! – Elena e eu dizemos juntos.
– Ai teve uma vez que ele foi passar o fim de semana com ela, tipo eles já estavam juntos há dois anos, e até cheguei a pensar que eles se casariam – Diz séria e olha pra Ric, ops ai tem alguma coisa – Quando ele chegou, bem... – Ri – Parecia que tinha sido atropelado de tantos hematomas expostos, tinha chupão no pescoço, no abdômen, nos braços, nas coxas, em tudo quanto é lugar. Mas o que mais me espantou foram as marcas... – Ela parou e fechou os olhos e riu ainda mais – Das amarras nos pulsos e nos tornozelos.
Acho que ficamos uns cinco minutos em silencio absorvendo o que ela tinha dito. Até que Elena começou a rir, fazendo todos nós rimos da situação.
– Ric eu não acredito nisso – Elena disse rindo ainda mais, vi que ela ria tanto que já estava saindo lagrimas dos seus olhos. – Você foi submisso dela!
– Fetiche Elena, fetiche – Disse sério e emburrado.
– Fala sério Ric, você se envergonha disso? – Jenna pergunta.
– Claro né Jenna, ele a deixou amarra-lo e fazer o que quisesse – Digo como se fosse obvio.
– Porque deixou então? – Elena pergunta.
– Eu não quero falar disso, vamos mudar de assunto? – Pede.
– Ric submisso, essa é boa – Digo para zoa-lo e ele me encara.
– Damon chega, ele não gosta – Elena me repreende.
– Ok – Digo.
– Olha o submisso ai – Ric diz.
– Ele pode zoar e eu não? – Pergunto fazendo biquinho e cruzando os braços.
– Duas crianças vocês são, por isso se entendem e são amigos – Jenna diz rindo.
– Concordo – Elena diz rindo.
Então escutamos sirenes da policia.
– O que será que está acontecendo? – Caio diz se levantando.
Então todos nós nos levantamos e seguimos para sair da casa e ver porque tem policia aqui perto. É quando vemos os carros da policia entrar atrás de um carro que eu conhecia muito bem. Puta merda!
ELENA
Vejo o carro dos meus pais entrando no sitio e logo atrás dele três carros de policia. Olhei pro Damon, depois para minha tia Jenna. Abracei Damon com todas as forças que eu tinha. Isso não podia está acontecendo! Não agora!
– O que vamos fazer? – Perguntei pro Damon assim que vi meus pais saírem de dentro do carro e logo os policiais também descendo, mas ficando perto dos carros.
– Eu não sei pequena, mas vamos dar um jeito – Damon diz e beija o topo da minha cabeça enquanto meus pais se aproximavam.
Meu pai não estava com a cara muito boa, e vi que ele parou um pouco e ficou nos encarando. Minha mãe veio até a mim e me puxou dos braços de Damon e olhou furiosa para minha tia. Os pais de Ric olhavam a cena sem entender nada.
– O que está acontecendo? – Caio pergunta pro Ric – Porque tem policiais no meu sitio Alaric?
– Pai... – Ric começa a dizer.
– Eles estão acobertando um encontro que não devia acontecer! Essa cara – Meu pai aponta pro Damon – Está proibido de chegar perto da minha filha.
– Como assim Alaric? – Marie pergunta confusa.
– Pai... – Eu tento intervir.
– Cala a boca Elena! – Meu pai grita.
– Não fala assim com ela – Damon se intromete.
– Eu falo como eu quiser é minha filha – Meu pai diz rude.
– Alguém pode explicar melhor a situação? – Marie pergunta.
– Minha filha quase morreu por causa desse insolente – Meu pai grita apontando para Damon – E vocês estão acobertando o encontro deles!
– Nós não sabíamos – Caio diz tranquilamente.
– Pai sem gritos – Digo e minha mãe me aperta em seus braços – Estamos na casa deles e eles não tem culpa.
– Claro né! A culpa é da sua querida tia e desse namoradinho dela! – Ele diz e bufa.
– John eles se amam – Minha tia fala.
– Ele a droga Jenna! A drogou e ela quase morreu! – Meu pai grita mais uma vez.
– John! – Minha mãe grita me assustando.
– Sr. Gilbert eu já disse que as drogas não são minhas – Damon fala e meu pai parte para cima dele lhe acertando um soco.
Damon recua, mas não revida o soco.
– Sem agressões, por favor – Eu imploro com lagrimas nos olhos.
– Você cala a boca – Meu pai me dirigi um olhar mortal.
– O senhor está muito nervoso, é melhor se acalmar se quiser continuar essa conversa – Caio diz se pondo entre Damon e meu pai.
– Isso não é assunto do senhor – Meu pai diz rude.
– É assunto meu desde o momento em que eles estão em minha casa e que o senhor chegou aqui com a policia – Caio diz firme e sério.
– A policia está aqui para leva-lo preso Damon – Meu pai diz.
– O que? – Eu grito saindo dos braços da minha mãe e indo até o Damon – Não! Pai não faz isso!
– Eu disse que se ele chegasse perto de você ele iria preso! – Meu pai fala me segurando antes que eu chegasse até Damon.
– Solta ela, você está a machucando – Damon grita.
– Vem cá Lena – Minha tia me puxa, só então sinto que meu pai apertava com força meu braço.
– Eu disse que queria você longe dela! – Meu pai fala e tenta acertar Damon novamente. Mas Ric segura seus braços e logo os policias vem até nós.
– Já podemos leva-lo senhor Gilbert? – Um policial pergunta.
– Não! Pai... – Eu grito tentando ir até onde o policial algemava Damon.
– Pelo que ele está sendo preso? – Ric intervem – Que eu saiba não a nenhum mandado de prisão.
O policial tira um papel do bolso e entrega a Ric.
– Pai o que você fez? – Pergunto chorando.
– Eu denunciei e pedi a prisão temporária dele – Meu pai diz.
– Pai – Chorei.
Damon não reagia nem nada. Ele só mantinha a cabeça para baixo. Eu não podia deixar isso acontecer. Isso acabaria com todo seu futuro e ele estava tão animado com a possibilidade de entrar em Harvard.
– Espera pai – Digo tomando coragem – Eu faço o que o senhor quiser se você deixar o Damon livre.
– O que eu quiser? – Meu pai pergunta.
– Qualquer coisa, só tem que me prometer que não fará mais nada contra ele – Digo e Damon me olha.
– Não faz isso – Ele sibila pra mim.
– Você vai para a Inglaterra se preparar para Oxford assim que as aulas terminarem – Diz e as lagrimas descem pelos meus olhos.
Olho para Damon e vejo seu olhar se perder, as lagrimas descerem. Meu coração dói. Mas isso é o melhor.
– Eu vou – Digo.
– Não Elena – Damon fala.
– Eu vou Damon, eu não suportaria ver seu futuro destruído por minha causa – Digo e seco as lagrimas – Eu posso pelo menos me despedi dele pai?
– Deixa John – Minha mãe fala.
– Ok, vocês tem 10 minutos – Ele diz.
O policial tira as algemas de Damon e eu corro para abraça-lo. Pego sua mão e o levo para o lago, onde havia me declarado para ele ontem. O caminho até lá foi silencioso. Quando chegamos eu não consegui falar nada, então fiz a única coisa que eu podia, selei nossos lábios. Damon me apertou em seus braços.
– Você não precisava ter feito isso – Ele disse fechando os olhos.
– Não poderia deixar isso acontecer com você Damon – Digo e selo nossos lábios novamente. – Eu prefiro ir para lá do que ficar aqui e ver seu futuro acabar.
– Eu me viraria Elena – Diz.
– Damon nós vamos dar um jeito lembra? – Pergunto e o faço olhar pra mim – Você continua sendo meu namorado?
– Elena... – Diz e eu o beijo de novo – Sim...
– Então confia em mim, eu vou dar um jeito sem brigar com eles – Digo e ele me abraça.
– É melhor voltarmos antes que ele mude de ideia – Diz.
Antes dele me deixar ali eu selo nossos lábios mais uma vez. Lagrimas descem pelo meu rosto.
– Não chore – Diz secando minhas lagrimas. – Eu te amo!
– Eu também te amo – Digo.
AUTORA
John estava conversando com um policial enquanto esperava Elena. Mas ele encarava a figura que estava abraçada com a irmã de Miranda. Ele não acreditava que depois de anos e logo agora ele estava de volta. Ele só estava tranquilo porque sua filha aceitou ir, e seu plano estava dando certo e pelo que percebeu o cara não o reconheceu. Quando viu Elena e Damon voltando suspirou.
Ele sabia que a filha amava Damon, e que nunca na sua vida ela arranjaria alguém como ele. Mas no momento era o melhor afastar, principalmente agora com ele de volta. No futuro quem sabe para não se redimir com a filha faria um reencontro entre eles. John gosta de Damon, mas o medo de perder a filha é maior que isso.
– Vamos? – Ele perguntou para a filha.
Elena abraçou mais uma vez Damon e foi se despedir de Ric e dos pais dele. Se despediu da tia, que preferiu ficar mais um pouco com o namorado. Então entrou no carro para esperar sua família. Ela havia prometido que não choraria na frente deles, não queria dar esse gosto a eles.
Miranda tentou se aproximar da filha, mas respeitou a distancia que ela pediu. John estava exausto e muito triste pela filha. Mas na mente dele o que ele fez foi tudo necessário para o bem dela e da família.
Na fazenda Ric consolava Damon, que estava abatido demais. Mas o que mais rondava em sua cabeça e de como achou John e Miranda familiar, o mesmo havia acontecido quando prestou mais atenção em Elena na tarde do dia anterior. Mas não conseguia se lembrar de onde conhecia aquela família.
Fale com o autor