Meiga E Abusada
3 Desespero
Notas iniciais
ELENA
Meu mundo desabou quando li aquele jornal. Agora parece que estou em outro universo, onde eu sou o centro das atenções e todos em minha volta riem de mim. Lágrimas, muitas lágrimas descem dos meus olhos.
- Elena, vamos embora – Caroline diz puxando meu braço e me trazendo até a realidade.
Que não é muito diferente do que estava passando na minha mente. Contudo, as pessoas não estão rindo de mim, mas me olham e cochicham.
- O Damon... – Eu falo.
- Ele disse que ia acertar as contas. – Caroline diz e eu saio correndo procurando meu amigo.
Eu o encontro socando Fernando e o puxo, mas ele não para.
- Damon para! – Eu grito e ele me olha.
Ele para de soca-lo e vem me abraçar. Aconchego-me nos braços do meu amigo, enquanto algumas pessoas tentam ajudar Fernando, então me solto dos braços do Damon e vou até o Fernando.
- Isso é pelo que você fez sexta – Dou um chute no meio das suas pernas.
- E isso é pelo que estou passando hoje – Dou um murro no seu estômago.
- Já chega! Todos para a diretoria – O inspetor fala.
Damon pega na minha mão e vamos para a diretoria.
- Alguém pode me explicar o que aconteceu? – O diretor pergunta.
-Eles me bateram – Fernando diz fraco.
- Senhor diretor, esse dai mais a aluna Katherine Pierce espalharam algo sobre a Elena no jornal da escola. – Damon diz mostrando o jornal da escola.
- Frank, chame a senhorita Pierce, e se não a encontrarem, ligue para os pais dela, assim como é para ligar para os pais dos três aqui também. – O diretor diz e eu volto a chorar, todos agora vão saber. – Já podem me explicar como tudo isso aconteceu.
- Eles estão me acusando diretor – Fernando diz.
- Senhor Aedo, quieto. – O diretor diz e Damon segura o riso. – O que aconteceu senhorita Gilbert?
- Bom, tudo começou na sexta, eu saí com ele – aponto para Fernando. – Estava tudo bem no jantar, até que fomos dar uma volta no parque e ele tentou me agarrar e fazer...
- Entendi. – O diretor me corta.
- Ela me ligou e fui busca-la, só que ela não quis dar queixa porque se sentiu envergonhada – Damon diz e vejo Fernando fechar os olhos para a cara que o diretor faz para ele. – Então quando chegamos hoje, todos nos olhavam...
- A senhorita Pierce. – O inspetor entra com Katherine.
- O que o senhor deseja diretor? – Ela pergunta e olha para nós.
- E onde a senhorita Pierce entra nessa história toda? – O diretor pergunta.
- Pelo simples fato de toda noticia passar por ela. E sei que ela não gosta da Elena. – Damon diz.
- É mentira senhor diretor, eu não sabia dessa publicação! – Katherine fala e me dá vontade de voar em seu pescoço.
- Essa mensagem deve bastar – Damon diz mexendo no seu celular e entregando ao diretor.
- Muito bem, só vou esperar os pais de vocês chegarem para dar os devidos castigos, esperem lá fora. – O diretor diz se levantando.
- Senhor, meus pais estão em um congresso. – Damon diz.
- Os meus também estão viajando, quem está respondendo por mim é minha tia Jenna. – Eu digo.
- Ok, Damon, o senhor está suspenso por três dias por agressão. – Ele diz e Damon assente. – A senhorita, bom... – Ele para pra pensar. – Vou te suspender apenas por hoje e amanhã. Vocês podem ir para casa, mas preciso falar com sua tia.
- Beleza! – Eu digo e Damon abafa o riso – Quer dizer, tudo bem.
- Vocês dois aguardem lá fora até seus pais chegarem. – Ele diz apontando para Katherine e Fernando.
Saímos e Damon me abraça. Sinto Katherine nos olhar, sorrio. Bem feito vadia!
- Damon... – Ela o chama quando estamos saindo e eu reviro os olhos.
- O que você quer? – Damon pergunta frio.
- Podemos conversar? – Ela pergunta suplicante.
- Conversar? – Ele pergunta debochado. – Katherine eu quero distancia de você!
- Mas Damon... – Ela começa a dizer.
- Você quer que eu desenhe? – Eu pergunto.
- Não se mete sua imbecil – Ela tenta vir para cima de mim, mas Damon impede.
- Vamos Elena... – Ele diz me puxando.
Para minha tristeza, o momento em que estávamos saindo, era quando alguns alunos trocavam de sala, então mais uma vez, me senti o centro das atenções, e isso não era legal.
- Não ligue para eles. – Damon diz me puxando para mais perto dele.
- Puta merda! – Eu digo baixinho.
- O quê? – Damon pergunta.
Eu aponto e Damon também xinga. Minha tia com uma cara nada boa.
- Em casa conversamos. – Ela diz quando se aproxima – Os dois! Quero os dois em casa quando eu chegar.
- Tudo bem – Nós dizemos.
Damon me leva até em casa e, enquanto vou trocar de roupa, ele liga a TV. Entro no meu quarto, jogo minha mochila em qualquer lugar, tiro minha blusa, minha calça, pego um short e coloco, meu celular apita dizendo que chegou mensagem.
Flávio: Se quiser eu acabo com essa fofoca, ficaria honrado de tirar sua virgindade.
Reviro os olhos.
DAMON
Eu estava furioso, isso não ficaria assim. Eu ainda não fiz metade do que eu queria com o Fernando, e Katherine, como ela pôde? Sempre soube que ela não gostava da Elena, mas fazer isso? Ainda colocar meu nome? Um barulho de coisas quebrando me tira dos meus pensamentos. Veio do quarto da Elena, então subo correndo para ver o que aconteceu.
Quando eu chego, Elena está parada no meio do quarto, todo bagunçado, com várias coisas quebradas, inclusive seu celular e seu notebook.
- Elena? – Eu me aproximo dela e ela começa a me bater. – Elena, sou eu...
- Damon... – Ela diz chorando.
- O que houve? – Eu a abraço.
Ela chora ainda mais.
- Não chora... Não vale a pena... – Eu digo acariciando seu rosto. – Por que quebrou tudo?
- Eles não vão me deixar em paz... – Ela sussurra.
- O que aconteceu aqui? – A voz de Jenna me assusta e eu largo Elena.
Notando só agora, que ela estava só de short e sutiã em meus braços.
- Você está bem Elena? – Jenna a abraça. – Por que não contou na sexta? Teríamos ido a polícia.
- Eu disse isso para ela... – Eu digo.
- Damon nos deixe sozinhas, espere lá em baixo – Jenna me pede e eu desço.
Uns dez minutos se passam, e Jenna desce sozinha.
- Por que não me contou? – Ela pergunta cruzando os braços.
- Jen, não foi por mal, mas ela quem tinha que contar... – Eu digo e ela suspira. – Ela estava abalada, me fez prometer, por isso passou o fim de semana lá em casa, ela tinha marcas no braço, estava se sentindo humilhada e hoje...
A raiva volta com tudo.
- O Fernando foi expulso e Katherine tomou suspensão de uma semana e terá que prestar serviços à escola. – Jenna diz sentando.
- Ela está bem? – Eu pergunto.
- Está deitada no quarto do Jer. Você viu as mensagens? – Ela pergunta e eu olho sem entender.
- Que mensagens? – Pergunto.
- Os caras da escola a chamando para transar, dizendo que tirariam a virgindade dela. As meninas da escola dizendo que ela só queria chamar a atenção, entre outras coisas – Jenna fala e passa a mão pelos cabelos.
Eu não tenho reação. Foi por isso que ela quebrou tudo, para não ter que ler essas coisas.
- Eu posso falar com ela? – Eu pergunto.
- Queria que você fizesse mais que isso, eu conversei com o diretor, e consegui que ela só volte à escola na segunda que vem. Eu disse que a tiraria daqui por alguns dias até essa história se acalmar, só que eu não posso me ausentar do serviço – Ela diz.
- Quer que eu a leve? – Eu pergunto.
- Sim, eu pensei que vocês poderiam passar a semana na fazendo dos seus avós. – Ela diz.
- Mas tem a Soph, meus pais só chegam na quarta. – Eu digo.
- O Jer pode ficar com ela até lá. – Ela diz e eu rio.
- O Jer? – Eu pergunto.
- É, não é uma boa ideia. – Ela diz rindo.
- Ela pode ir conosco – Elena diz sentada na escada.
Nem tínhamos notado que ela estava ali. Eu vou até ela e sento do seu lado.
- Você quer ir? – Eu pergunto.
- Por favor, qualquer coisa que não seja ficar aqui e ouvir... – Ela volta a chorar.
- Então nós vamos. Arrume uma mochila e pegamos Soph na escola e depois vamos para a fazenda. – Eu digo secando suas lágrimas.
- Obrigada. – Ela diz e se levanta.
- Você ligou para sua irmã? – Eu pergunto para Jenna.
- Não... Eu... – Ela diz e eu a abraço.
- Vou cuidar dela, e quando voltarmos tudo isso vai estar esquecido e resolvido. – Eu digo e ela me aperta.
- Ela tem sorte em ter um amigo como você – Ela diz.
- Eu sei! – Eu levo um tapa. – Caroline vai surtar.
- Ainda bem que estou de plantão hoje. – Jenna diz rindo.
- Meu medo não é ela, e sim Jeremy.
E por que eu tinha que tocar no nome dele? Ele apareceu entrando com tudo e chamando por Elena.
- Ela está arrumando as malas – Jenna diz antes de ele chegar a mim.
- É melhor manter sua namoradinha longe da minha irmã – ele diz com raiva.
- Um: ela não é mais minha namorada; dois: estamos indo para a fazenda até o fim de semana e, três: eu não tive culpa do que aconteceu. – Eu digo e Jer passa a mão pelo pescoço.
- E como ela está? – Ele pergunta.
- Mal, ela quebrou tudo no quarto – Jenna diz e Jeremy sobe as escadas.
- Damon, me promete que vai fazê-la ficar bem? – Jenna me pergunta.
- Claro... – Eu digo.
Logo Elena desce com Jeremy e suas bagagens.
- Elena, vamos passar uma semana, não um ano. – Eu digo e todos riem.
- É uma fazenda, ou seja, botas, calça jeans, casacos... – Ela diz dando nos ombros.
Biquínis... Minha mente completa.
- Vamos? – Eu pergunto ignorando meus pensamentos.
Passamos no colégio da minha irmã; eu falei com o diretor, ele entendeu e a liberou. Fomos à minha casa, enquanto Elena ajudava Soph a fazer as malas, eu fazia a minha.
- Por que estamos mesmo indo para a casa do vovô? – Soph pergunta quando entramos no carro.
- Porque a Elena precisa descansar. – Eu digo.
- Tá doente? – Soph pergunta e Elena e eu rimos.
- Não Soph, eu só preciso de um tempo longe de tudo... – Elena diz.
- Então era melhor achar um lugar longe do meu irmão – Soph diz e Elena ri.
- Ela não consegue ficar longe de mim – Digo e ganho um tapa no ombro da Elena.
A viagem até a fazenda dos meus avós é longa. Quando chegamos já está no fim de tarde, Elena e Soph estão dormindo. Desço do meu carro e vou falar com meus avós, no meio da confusão me esqueci de avisar a eles que estávamos vindo para cá.
- Damon? – Minha vó pergunta estranhando.
- Vovó não reconhece mais o neto não? – Eu pergunto rindo.
- Reconheço, mas o que está fazendo aqui? Seus pais sabem que está aqui? E Soph? – Ela faz uma pergunta de uma vez só, me fazendo rir.
- Soph está comigo, não, meus pais ainda não sabem que estou aqui. – Eu digo e ela revira os olhos. – E o que estou fazendo aqui... – Passo as mãos em meu pescoço. – Vim pedir abrigo.
- O que houve? – Meu avô surge.
- A Elena precisa de uns dias longe por causa de umas paradas que aconteceram lá na escola... – Eu digo.
- A Elena está com você? – Minha avó pergunta.
- Ela e Soph estão dormindo no carro. – Eu digo.
- Claro que podem ficar, mas quero saber tudo. Os pais dela sabem que ela está aqui? – Meu avô pergunta.
- A tia sabe, ela que pediu para que eu a trouxesse para cá. – Eu digo.
Acordo Elena e Soph e logo nos ajeitamos. Elena ficou comigo no meu quarto e Soph ficou no dela. É, aqui cada um tem seu quarto. E Elena pediu para ficar comigo, e por um momento, pensei que isso não vai ser uma boa ideia, não sei por quê.
- E meu irmão não está aqui? – Eu pergunto.
Stefan não se adaptou a vida na cidade, como ele diz, então ficou morando aqui na fazenda com nossos avós.
- Ele está na Itália, chega quarta feira. – Meu avô diz.
- Como ele consegue ficar na Itália e não consegue morar em Toronto? – Eu pergunto e Elena ri.
A noite passa tranquila, ligo para meus pais e aviso o que aconteceu. Eles queriam voltar para casa, mas depois de falarem com meu avô, eles resolveram ficar, porque está tudo bem. Subo para meu quarto e vejo Elena sentada na janela olhando para o céu.
- O que tanto pensas? – Eu sussurro no seu ouvido segurando sua cintura para ela não cair com o susto.
- Que susto Damon – Ela diz e se vira pra mim.
- Eu sei – Eu digo e ela ri. – Hein, em que estava pensando?
- Em você... – Ela diz e meu coração dispara.
Eu disse que ela dormindo no mesmo quarto que eu não iria prestar. Principalmente com essa porra dos meus hormônios descontrolados. Eu olho em seus olhos, eles estão tão tristes, odeio vê-los assim.
- E o que pensava? – Eu pergunto e acaricio sua cintura.
ELENA
Por que eu disse que estava pensando nele? Que merda! Nunca que eu vou contar o que eu estava pensando. Já basta a humilhação que passei esse fim de semana. Contar que eu o escutei se masturbando chamando meu nome, que me excitei com isso, e com... Ah Elena esquece isso!
- Que eu tenho muita sorte em te ter como amigo... – Eu minto, quer dizer, é verdade, mas não era isso que eu estava pensando.
Por que não consigo esquecer a sensação?
- É... – Ele diz se afastando – Tem muita sorte. – Ele abre o armário. – Vamos dormir?
Por que mesmo eu decidi dormir no quarto com ele?
Notas finais
E essa estadia na fazendo vai prestar?
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Quem quiser me seguir, o fiz para falar de TVD e das minhas fics =D
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