Medicina Arriscada

2 Prisão e confusão - Liberdade em risco


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar o segundo capitulo. À todos aqueles que lêem Medicida arriscada, um beijo super ultra mega super supimpa. À todos aqueles que gostam do Zaraki Kenpachi e da Yachiru, este cap é dedicado à vocês. Desculpem a demora para postar o segundo capitulo.

Prisão e confusão — Liberdade em risco

— Renji, pegue o prontuário de Touchirou e anote o endereço dele na minha agenda pessoal. Preciso enviar à ele as informações trabalhistas, salário e outras coisas. Depois ligue para a floricultura de sempre e envie flores em homenagem à Hisana, com um cartão desejando melhoras para Rukia.

Renji que anotava à tudo que o patrão pedia, parou a caneta por um momento. O Assistente pessoal de Byakuya suspirou longamente e fitou o moreno com visível preocupação.

— Desculpe se estou me intrometendo demais, mas... Já faz nove anos e 11 meses, o senhor não acha que está na hora de esquecê-la? Digo, não é saudável.

—Tem razão. – Surpreso pelo que o patrão lhe respondera, abraçou o bloco de notas com força, deixando a caneta cair. – Está mesmo se intrometendo demais. – Renji fechou os olhos, abaixando a cabeça, voltando a respirar normalmente. Sequer havia percebido que tinha prendido a respiração.

— Perdão. Tentarei não tocar no assunto novamente. – Se afastou depois de juntar a caneta do chão e ligou pra floricultura. A esposa de Byakuya havia desaparecido misteriosamente no mar em outro país, quando viajara a trabalho. O moreno havia ficado arrasado e durante dois anos mandou procurarem ao menos o corpo dela, pois julgava impossível a morte dela ter sido real, mas era. O próprio patrão da moça havia presenciado a cena, ele tendo escapado por pouco do naufrágio do navio que se encontravam. Ele viu a amiga ser levada pelas ondas e sucumbir à ferocidade do mar.

Abarai Renji achava a irmã gêmea de Rukia muito irritante, mas ao ver seu amigo desmoronar diante a notícia, seu modo alegre de ser desapareceu dia após dia, dando lugar a um vazio tão grande, pensou que talvez ela não fosse tão ruim, pois era ela quem fazia seu patrão e amigo, feliz. Renji sentia seu dia se iluminar sempre que Byakuya sorria. Agora todos os dias eram trevas e ele chorava internamente pelo amigo. Chorava escondido por não poder ajudar e se sentia tolo, pensando que se alguém descobrisse isso, pensariam que ele era apaixonado pelo Kuchiki.

— Já enviei as flores para Rukia e aqui está o endereço de Hitsugaya Touchirou. Ele tem mesmo 17 anos? – Abarai arqueava a sobrancelha ruiva, acabando por erguer parte da tatuagem tribal que tinha pela face.

— Sim e ao que tudo indica, ele será meu sócio e trabalhará conosco, aumentando ainda mais o prestigio de nossa empresa, portanto, trate-o com devido respeito e não como se ele fosse uma criança.

— Sim senhor. – Entregou a agenda à Byakuya e se retirou.

—_________________Bem Longe Dalí – So far away ______________________

Encontrava-se um homenzarrão musculoso com longos cabelos espetados para cima com gel e alguns sinos amarrados nas pontas, frente a uma casa de frente ricamente decorada, fitando-a por longos minutos.

Usava um tapa-olho preto no olho direito e tinha uma cicatriz no olho esquerdo, mantendo seu semblante selvagem e olhar perigoso sempre atento. Todos que o olhavam se assustavam, pensando ser um gangster perigoso ou talvez um mafioso, devido à suas roupas e fisionomia, desviavam seu percurso, temendo que lhes acontecesse algo, sendo que ele sequer dava atenção para a presença deles.

— Yachiru... – O homem musculoso suspira se encostando a um poste, pensativo. Ela morava naquela casa. Tinha certeza disso.

Zaraki Kenpachi Adotara um bebê que encontrara na lata de lixo perto de onde morava e a levou para casa. Ela acabou se tornando o motivo para ele voltar cedo para casa e o único motivo para sorrir de alegria ao invés de deboche ou sarcasmo como sempre fizera, mas ao defender sua criança de um lunático, acabou torturando o infeliz e foi preso.

A criança foi levada pelos assistentes sociais e quando soube, ficou desamparado. Foi então, que no dia seguinte ao ser solto, ela fugiu de onde morava e deixou um bilhete por debaixo da porta de Kenpachi com os seguintes dizeres:

“Estou morando no endereço: —--------------------------------“

“Quero voltar pra casa, Ken-chan”.

Não estava assinado, mas ele sabia de quem era e a cada dia que passou longe de sua amiga, sofreu enormemente, temendo ficar sozinho mais uma vez. Ela era a única coisa que fazia querer continuar vivo e também a única que não tinha medo dele. Ela era especial e ele tinha por ela um amor incondicional.

Agora estava frente à casa do atual pai adotivo dela e sorria em meio a angustia, sabendo que em breve teria ela de volta. Foi então que ele ouviu um choro e algo de vidro ser quebrado.

— Ken-chan vai te matar se souber! Eu vou contar tudo pra ele! – Aquela voz era de Yachiru e demonstrava medo, insegurança e pavor. Kenpachi nunca havia sequer pensado nela neste estado e estagnou por um segundo imaginando o que poderia ter acontecido ao ouvir aquele grito de horror que fizera sua espinha gelar. — NÃO, PORFAVOR! AHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Sem mais pensar ou sequer imaginar em outra possibilidade, atravessou a janela de vidro com seu corpanzil, sem se importar com alguns cacos grudados ao seu corpo que o fizeram sangrar, correu em direção da voz e mesmo sem conhecer a tal casa a encontrou amarrada à uma cama, nua chorando baixinho e em pé à frente desta cama amaldiçoada estava seu colega de trabalho, Aizen Sousuke sem blusa, com a calça no meio das pernas, a tirando.

— AIZEEEEEN!!! – Um soco rápido acerta em cheio a face esquerda de Aizen, que cai sentado com as pernas abertas pouco longe de onde estava, tendo batido o corpo contra a parede.

— Ken-chan! – A garota de cabelos róseos choramingava, sentindo alívio, vergonha, e frio.

— Yachiru! – Kenpachi corre até sua amiga e imediatamente cora ao perceber que ela não era mais tão criança assim. Tinha 15 anos afinal. Envergonhado por gostar do que estava vendo, puxa o lençol que estava entre o corpo da jovem e a cama, cobrindo-a em seguida, para não mais olhar a nudez da mesma.

— Ora, ora, Zaraki Kenpachi. Não imaginei que nos encontraríamos neste momento tão inoportuno. – Dizia o alto moreno a massagear a mandíbula, permanecendo sentado no chão frio por alguns segundos por conta do impacto que havia sofrido do soco que o maior havia lhe causado, ainda com a calça no meio das pernas, mas para o alivio de Kenpachi, ainda usava a cueca. O não tão jovem, colega de trabalho de Kenpachi se ergueu, apoiando-se na parede.

— Não me venha com essa, Aizen! O que pensava estar fazendo com minha filha, seu cafajeste! Ela é uma criança!

— Não acho que ela seja uma criança. É desenvolvida o suficiente para saber seduzir um homem. Rsrs. – Dizia enquanto puxava a calça para se vestir. Não poderia se divertir como havia planejado, afinal.

— Ora seu... – Quando ouviu o que o outro havia lhe dito, sentiu seu sangue ferver e por um momento, pensou em sacar sua arma que sempre levava carregada, mas ao ouvir sua menina, resolveu parar imediatamente.


— Ken-chan, não! Me leva daqui, vamos à delegacia e resolvemos por Lá.

— Mas... Yachiru, ele – Antes de terminar a frase, a menina de cabelos róseos o interrompe em um murmúrio alto e choroso:

— Eu estou amarrada em uma cama. Nua! E eu não quero te perder de novo para a prisão, Ken-chan. Não mais.

Passando a mão pela face endurecida pelos anos de sofrimento, Zaraki caminha até a pequena e desata os nós dos tecidos que prendiam os pulsos e as pernas da garota na cama, tentando ao máximo ignorar a existência patética de seu colega de trabalho, que agora tateava em sua escrivaninha até abrir a gaveta e achar uma arma de pequeno porte a apontando para o homenzarrão, que ao ouvir um grito surpreso e assustado da pequena, percebeu ter levado um tiro no ombro.

O cheiro de sangue fez com que despertasse ainda mais o instinto assassino de Kenpachi, que pôs sua amiga protegida deitada atrás da cama, e em um murro fez a cama se erguer do chão e cair de lado, protegendo-a melhor do que pudesse acontecer à ela.

Já de frente ao outro, seus olhos brilharam em precipitação, caminhando devagar em direção ao moreno que continuou atirando em Zaraki, que recebia outros tiros. Um no peito, outro no braço e mais um de raspão na perna e um outro certeiro na coxa. Zaraki não iria parar. Não até matar aquele que ousou por em risco sua pequena.

— Zar-aki arrhh~ — Segurara o moreno pelo pescoço com força suficiente para matar alguns animais de pequeno porte, sorrindo com o canto da boca de forma sádica.

— Coragem você tem. Ou talvez isso seja apenas burrice. – Apertara com maior força o pescoço do outro que ainda portando a arma, tentou atirar a ultima bala no mesmo em um ponto vital. O coração, mas logo que ergueu sua arma para um pouco acima, o maior lhe segurou o pulso com violência e o quebrou, fazendo com que o ultimo disparo fosse ecoado no quarto e um grito feminino fosse ouvido. Yachiru havia sido ferida. A cama não era a prova de balas, afinal de contas.

— Você tem muita sorte ou muito azar, Aizen. – Vociferou a ultima palavra, lhe socando o estômago com força suficiente para que o mesmo desmaiasse, mas não sem antes cair ajoelhado no chão e vomitasse um pouco do liquido biliar e almoço.

— Yachiru... Aguente firme! Merda!

Desesperava-se ao ver a quantidade de sangue que empoçava o chão e por perceber que a pequena embora acordada, sentia-se tonta e não conseguia responder. Logo perderia os sentidos, pois não tinha o corpo resistente como o seu amigo. Imediatamente lembrou de seus amigos. Eles trabalhavam com aquela coisa de medicina. Eles poderiam ajudar a salvar a vida de sua pequena.

— Alô! – Respondeu uma voz que beirava a irritação, pois não conseguira sair com seu amigo no fim das contas por causa do baixinho Hitsugaya.

— Grimmjow, deu merda. Vem pra cá agora! – Dizia após o telefone ser atendido.

— Peraê, quem morreu? – Um longo suspiro foi ouvido pelo azul que conhecendo o amigo, sabia que ele estava tentando reunir todas as suas forças para não partir o celular em três ou quatro pedaços.

— Quem vai morrer é a Yachiru se você não fizer alguma coisa. Ela foi baleada.

— Onde vocês estão? – Agora sério, Grimmjow foi logo em direção ao carro, onde guardava seu material cirúrgico.

— Estamos na casa do Aizen. Ele tentou violentá-la!

— Filho da puta... Você o matou? Se ele ainda estiver vivo me diz. Senão te ajudo a encobrir.

— Antes que eu o matasse a arma que estava na mão dele disparou e acertou por acidente a Yachiru na barriga. Ela... O que você tá fazendo aí ainda? Vem logo! Ela acaba de desmaiar!

— Merda! Tou chegando. – Embora estivesse falando com o moreno pelo celular, já estava a caminho dirigindo. Como Aizen ainda estava vivo, ligou para a policia e a encaminhou para o local, dando as indicações do incidente.

oOoOoOo Continua oOoOoOo

Notas finais
-Atualizada 30/07/13