Medicina Arriscada

3 Frustração - A quase prisão


Notas iniciais
Desculpem a demora gente. Eu invento a história na hora com a maior facilidade e digito rápido também. o problema q ocorreu foi meu computador q quebrou e demorou pra mãe comprar outro. = sim, estou com pc novo aleluia!

Frustração. A quase prisão

Ao redor da casa de Aizen Sousuke, os vizinhos cochichavam e apontavam para a casa sem sequer se darem ao trabalho de usarem a sutileza. Uns diziam que entrou um brutamontes de qualquer jeito na residência e que por isso a policia estava ali, para prender o invasor. Outros, diziam que na verdade o invasor havia baleado Aizen e sua filha adotiva, Yachiru. Ninguém dizia a verdadeira história, pois ninguém sabia da verdade.

Aizen era o monstro, mas ninguém acreditaria, pois o estado dos três era complicado. Sousuke era tido como santo pelas redondezas por sempre ajudar os que precisavam, era um filantropo, enquanto que Zaraki era um ex presidiário que havia torturado e quase matou um homem que tentara forçar sua pequena criança a usar drogas.

Desacordado e cheio de hematomas, estava o vilão, enquanto que Yachiru estava baleada e desacordada e o único consciente, mas em pior estado aparente era Zaraki Kenpachi, que tinha cinco balas alojadas no corpo e se recusava a deixar qualquer um tentar tira-las antes que a sua menina estivesse sã e salvo.

Estavam dentro da residência, três policiais, as vítimas, o agressor e Grimmjow, que já havia ligado para seus assistentes prepararem de imediato a sala de cirurgia, pois a garota poderia não resistir se não lhe fizessem uma cirurgia de urgência.

— Não brinca com isso, Grimmjow! Você estudou sua vida inteira pra isso, agora põe a mão na massa e salva a Yachiru!

— Não é tão simples, ela precisa de equipamentos que apenas o hospital dispõe e se eu fizer mais do que uma sutura simples para evitar o sangramento, eu posso acabar agravando ainda mais o quadro. Pode ter atingido algum órgão.

— Então leva logo ela daqui! Leva ela no seu carro!

— É isso o que eu tou tentando fazer seu energúmeno! Mas você não está deixando! Não percebeu?

Kenpachi se surpreendeu pelo que havia ouvido do amigo. De fato, ele estava tentando a todo custo levar a menina para o hospital, mas ele tinha tanto medo de vê-la partir e não a ver mais que acabou não deixando.

— D-desculpe, leve-a logo, não vou mais impedir. – Com um olhar preocupado, viu os assistentes de Grimmjow levarem a adolescente de cabelos róseos em uma maca improvisada com lençóis, colocando-a no carro do Azul deitada com as pernas dobradas por não caber inteira. Em uma arrancada, dirigiu em alta velocidade em direção ao hospital Kenseikan, onde trabalhava.

Os policiais seguiram o carro enquanto que os assistentes do médico cirurgião levavam Aizen em outro carro juntamente com Zaraki Kenpachi, os levando para o mesmo hospital que a pequena. Os policiais seguiam ambos os carros, pois deviam fazer certo interrogatório ao grandalhão, ao homem desacordado e se possível, à garota.

Já havia se passado 3 horas na sala de cirurgia. A bala havia se alojado por detrás do ultimo osso da costela esquerda, impressionando à alguns auxiliares menos experientes, mas os que já haviam participado de muitas cirurgias à bala sabiam que ela havia desmaiado apenas porque a dor de sentir a bala bater contra o osso havia sido muito forte e por isso eles pensaram em por uma pequena placa de platina, mas por ser apenas uma rachadura pequena no osso, não viram necessidade. Ela seria restaurada rapidamente, pela garota ser jovem.

Mais uma hora se passou, deixando Zaraki aflito, pois nesse meio tempo já haviam sido “entrevistados” pela polícia, à ele e ao futuro moribundo, Aizen, que acordara depois de enfermeiros despreocupados terem posto sais perto das narinas do homem, que acordara todo dolorido, pois antes de que a policia chegasse, o próprio Grimmjow fizera questão de chutar o homem inconsciente exatamente nos pontos onde as balas haviam ferido Zaraki e Yachiru. Ele os considerava como irmão e sobrinha.

— Porra! Eu tenho de falar quantas vezes? Eu estava do lado de fora da casa do filho da puta, pensando em tocar a campainha quando ouvi o grito da Yachiru!!! Se eu fosse a merda de um bandido, vocês acham que eu teria me tacado pela merda da janela de vidro? Um bandido de merda arromba as coisas pra entrar e ficar inteiro! Porra! Que tipo de policiais são vocês?

— Acalme-se, senhor. Estamos apenas seguindo o protocolo.

— Protocolo o cacete! Minha filha tá baleada e eu sequer posso segurar a mão dela nesse momento porque vocês não tem um pingo de humanidade! Preferem acreditar nesse bosta de merda do que esperar ela acordar e dizer por sí só o que houve! Não acreditam no cara de ficha suja, isso sim. Vão a merda!

— Senhor, se continuar com este comportamento teremos de prende-lo por desacato.

— A merda com o... – Então ele lembrou de sua pequena que disse à ele mais cedo que não queria ficar longe dele e que se ele fosse preso... — ... – Em silêncio, sentou-se de qualquer jeito em uma cadeira que por pouco não coube seu corpanzil forte. Passou a mão em seus cabelos e ouviu os guizos soarem, lembrando de quando Yachiru os havia colocado.

“- Ken-chan, tenho um presente de aniversário pra você. Vai ficar bem, você vai ver. Hihihi. – Lhe entregando uma caixa, a menina sorriu e ao ser aberta o homem falou:

— Hã? Guizos? Por que ... Como eu usaria isso, ainda mais na minha idade?

— Ken-chan, senta ali na cama que eu vou ajeitar você. – E ela sorriu. Não importava se aqueles sinos eram idiotas, pois o sorriso dela o iluminava por dentro. Crianças são tão verdadeiras... Que iluminam tudo ao seu redor. Com apenas uma semana, ele não mais achava eles idiotas. Os guizos eram importantes para os dois.”

Um suspiro longo vindo do maior e os policiais se entreolharam, sem saber ao certo como lidar com aquele homem. Sabiam de seu histórico criminal e também que havia posto muitos homens perigosos no chinelo sempre que vinham procurar confusão com ele na cadeia e fora dela.

— Senhor, só estamos perguntando tudo isso porque tem ficha criminal e porque carregava uma arma consigo, é o protocolo apenas. Ainda não nos respondeu porque a carregava quando estava na casa.

— Que saco... Eu sempre carrego essa arma pra onde quer que eu vá. Não sei se você notou, mas ela tem apenas uma bala. Eu só ando com uma bala. Vocês sabem por que?

— ...

— Existe uma pessoa que eu quero matar. Essa bala é para uma única pessoa e eu não usaria ela para mais ninguém. Nem mesmo pra matar esse filho da puta do Aizen.

— Você sabe que está fazendo uma... – Antes que a fala do policial, que tinha os joelhos tremendo apenas pelo olhar assassino que o outro havia lançado, Kenpachi o interrompeu:

— Isso seria uma confissão se eu não tivesse feito uma promessa a Yachiru. Vou deixar de carregar ela pra toda parte. Yachiru está certa e vou cumprir nossa promessa, nem que pra isso eu morra.

— ... Acho melhor terminarmos isto por aqui. Já vi que não vai adiantar muito termos esta conversa sem ouvirmos o que a vítima principal tem a dizer.

Neste momento, aparece na sala Hanataro o assistente de Grimmjow e o reconhecendo, Zaraki se ergue de supetão, fazendo com que a cadeira voasse para longe sem querer, indo até o mesmo com seu olhar aflito.

— Ela está bem? – Ao retirar sua máscara, o rapaz jovem suspirou aliviado, pois Grimmjow havia avisado que ele era explosivo e que provavelmente teria de ir até a delegacia para falar sobre como a menina estava.

— Ela está em excelentes condições. O motivo pelo qual ela desmaiou foi por ter recebido um tiro que fez rachar um pedaço do ultimo osso da costela esquerda, local próximo à barriga. Ela teve muita sorte, pois por pouco não atinge órgãos importantes como o fígado e o rim.

Quando o rapaz terminou de falar se surpreendeu ao ver aquele homenzarrão o abraçar e começar a soluçar em seu ombro e sem saber o que fazer, ficou estático com as mãos rendidas pela surpresa, mas logo foi largado por Zaraki, que limpando as lágrimas, sorriu alto com o sarcasmo de sempre em meio a alegria que sentia.

— HAHAHAHA! Agora sim! Agora podem tirar as balas do meu corpo a vontade. Não quero essas porras do Aizen no meu corpo de jeito nenhum.

—C-certo, venha comigo, por favor, a sala cirúrgica está pronta para o senhor.

— Não. Primeiro quero ver minha filha.

— Mas é proibida a visitação no momento, ela está... – Em um segundo o rapaz mudou de ideia, pois o olhar assassino de Kenpachi dizia o que ele faria ao menor caso não o levasse a ela imediatamente.

— Ela... Acho... Venha comigo, ela está no quarto 103 do terceiro andar. – Um sorriso brotou dos lábios do maior, que praticamente arrastou o assistente pelo jaleco em direção ao elevador.

— Não fique parado, venha! – Os policiais apenas assistiam a cena, suspirando. Não iriam atrás dele, pois só existia uma saída e eles estavam exatamente no corredor que dava passagem ao cômodo onde se encontrava ela.

Ele não teria como escapar caso tentasse, já Aizen, permanecia calado pensando no que diria aos juízes, pois sabia agora que a menina estava viva e diria tudo o que sabia.

Já no apartamento 103, a garota estava embrulhada com um lençol branco e usava uma bata de hospital, recebendo soro por um braço e sangue pelo outro, afinal, havia perdido muito sangue, tanto por ter sido baleada, quanto por ter feito a cirurgia. Estava dormindo tranquilamente e seus cabelos curtos um pouco bagunçados.

— ...Yachiru. – Engolira a saliva ao ver que ela estava realmente bem. Estava respirando e não estava ligada à aparelhos, como havia imaginado.

— Senhor, desculpe apressa-lo, mas o senhor perdeu muito sangue e ela está realmente muito bem. Está apenas dormindo por conta da anestesia geral que aplicaram nela antes da cirurgia. Estão nos esperando na sala há 30 minutos. Por favor?

— Claro. – Um sorriso natural surgiu de Zaraki, que surpreendeu o jovem tanto pela resposta quanto pelo sorriso dele. Ele estava calmo agora que sabia como e onde ela estava. Não a perderia para mais ninguém. Nunca mais. Abaixou-se para beijar a testa da menina e saiu do lugar, acompanhando o rapaz até a sala cirúrgica.

— Puto! Não ouse me deixar preocupado desse jeito! Eu mesmo teria ido te buscar se eu pudesse, mas eu tinha que preparar as coisas pra você. Juro como pensei que estivesse na delegacia por ter quebrado a cara de uns policiais.

— Eu até tive vontade, mas a Yachiru é mais importante. Se eu fizesse isso, não a veria por um bom tempo.

— ...Pensando, né? Certo. Troque sua roupa por esta bata naquela cabine e venha se deitar. O protocolo diz que você precisa receber uma bolsa de sangue antes da cirurgia e outra depois da mesma. Prefere anestesia geral ou local? A geral é mais arriscada.

— Não seja idiota, Grimmjow. Não preciso de bolsa de sangue ou anestesia. Vai ser sem anestesia.

— Hahahah. Esse é o Zaraki que eu conheço! Mas você será obrigado a receber sim as bolsas de sangue, querendo ou não. Mexi uns pauzinhos e ficará no apartamento 104, ao lado do da rosinha. Agradeça seguindo a merda do protocolo, sim?

— Seu merda. – Sorriu sarcástico, indo se trocar.

— Cretino. – Ria Grimmjow, dando indicações aos auxiliares de que era para cancelar a anestesia, mas que prosseguiriam com os outros procedimentos, fazendo com que todos se alarmassem.

— O paciente quem decidiu isso, vamos aproveitar enquanto ele ainda está aceitando receber a transfusão, porque se ele mudar de ideia lascou.

— Pronto. – Zaraki estava desconfortável dentro daquela bata de hospital, olhando para Grimmjow com a face um tanto corada, porque sentia ventilação excessiva em suas costas, resmungou envergonhado.

— Grimmjow, eu te odeio do fundo da minha alma.

— Eu sei, agora deita naquela cama ali e deixe seu braço relaxado pra espetarmos uma agulha enorme e grossa em você, ok? Hahahaha.

— Se continuar com isso vai sentir algo grande e grosso te espetando. – O olhar de Zaraki dizia que não estava de bom humor. Sem mais nada ser dito, o moreno deitou na maca e uma enfermeira lhe aplicou um escalpe contendo um fio que ligava a bolsa de sangue.

— Ei Grimmjow, como você sabia qual o meu RH? Sequer perguntou o meu ou o da Yachiru.

— Fica meio difícil não saber o seu, né cara? Tava escrito no fardamento quando estávamos no exercito, mas a Yachiru tivemos de mandar pro laboratório uma amostra de sangue dela para descobrirmos o tipo sanguíneo.

— Exercito... Bons tempos.

— Sim, agora relaxa aí que ainda falta uma hora pra essa bolsa acabar.

Passado menos tempo que o esperado, já havia acabado a bolsa de sangue e na sala de cirurgia já estavam paciente e médicos. Todos prontos para o que viesse ocorrer, sendo que o anestesista ainda se perguntava se deveriam ao menos dar um valium para que o homem dormisse.

— Estamos todos prontos? – Grimmjow perguntava à todos, mas olhando para seu amigo como que perguntasse para ele se podia começar.

— Vai logo com isso que eu não tenho a noite toda. – Respondeu o moreno, deitado na maca com o corpo desnudo, coberto apenas com um lençol dobrado sobre sua intimidade.

— Vamos dar início à operação. Limpeza. – E os auxiliares começavam a limpar os ferimentos com iodo, álcool, algodão e gaze, se afastando assim que terminaram.

— Bisturi. – Grimmjow estava sério agora, deixando sua mão erguida no ar, esperando o instrumento que logo lhe foi dado.

— Zaraki sorriu ao ver como Grimmjow era com seus pacientes. Na hora de agir com seriedade em sua profissão ele o fazia. Ele sabia que Yachiru havia sido bem tratada.

Como foi pedido, lhe deram também o afastador, instrumento que puxaria a pele do homem para os lados, abrindo espaço para enxergar onde estariam as balas. Logicamente que antes da cirurgia, tanto da menina quanto do moreno haviam feito um raio X de urgência, para não precisarem fazer uma cirurgia exploratória. Sabia exatamente onde as balas estavam, mas ainda assim, era necessário ser cauteloso.

Os que assistiam a cirurgia se impressionavam a face entediada do moreno, que sequer reclamava dos cortes que recebia ou da pele ser puxada pelo aço frio do instrumento.

— Cara, Grimmjow. Porque você está demorando tanto pra tirar uma balinha de merda?

— Calma. Estou quase chegando nela. Pinça. – Uma pinça grande lhe foi entregue e com cautela retirou a bala que estava alojada no peito, sendo esta a que mais preocupava a todos, pois estava perto do coração. Assim que a retirou a colocou em um vasilhame de metal, se afastando.

— Sutura. – Disse indo em direção à coxa do amigo, pedindo novamente pelo bisturi e assim foi com o ombro, onde por pouco não atingiu um nervo importante.

— Suturem o corte que a bala causou na perna direita, limpem todos os ferimentos e façam curativos. A cirurgia foi um sucesso.

— Humm, então eu vou viver, doutor? Rsrs.

— Por enquanto. Agora vão te levar para o 104, onde você vai ser bonzinho e tomar mais sangue. Tanto você quanto a rosinha ficarão sob observação durante 24 horas e depois podem ir para seus respectivos lares. – Aquilo foi um baque para Zaraki. Como Yachiru poderia voltar para aquela casa? Jamais.

— Grimmjow, quero que me faça um favor. Ligue para a assistente social da Yachiru e avise que ela sofre de maus tratos e que por isso foi parar no hospital. O telefone dela está na carteira que vocês estão confiscando sei lá porque motivo. Diga o endereço daqui e a mande diretamente para o quarto onde eu estou.

— Cara... Isso parece mais uma ordem que um pedido. Vai ser mandão assim no inferno.

— ... Por favor. – Disse o moreno sério, vendo a cadeira de rodas que um rapaz trouxe por pensar ser necessária.

— Fazer o que... – Dando de ombros, o azul seguiu para retirar as luvas molhadas de sangue e trocar de roupa, pois aquele era seu dia de folga, no entanto, fizera questão de fazer a cirurgia de ambos, mas se recusou a sequer analisar as condições de Aizen. Aquele nojento já havia ligado para seu advogado e logo, ele estaria ali como o cachorrinho que era.

— Minha equipe ficou intrigada com você. Suspeitaram se você não teria tato, mas eu falei pra eles que você era resistente mesmo, além de gostar de bancar o forte. Mas o que eu quero saber é do porque não aceitou a anestesia.

— Eu não gosto de usar essas drogas e você sabe que ser baleado ou cortado pra mim não é nada.

Yachiru dormia no quarto ao lado do seu e só aquilo o tranquilizava, mas tinha coisas mais importantes a pensar agora do que o sono dela. Tinha que pensar no futuro dela e com quem ela ficaria se não a deixassem voltar a morar com ele.

— Teremos de fugir juntos, então. – Com esses pensamentos, acabou lembrando que não levara roupas suas ou dela para o hospital e que seria um problema se saíssem dali com as roupas furadas de bala e manchadas de sangue.

— ... Vou ter de ligar pro Ikkaku.

oOoOoOo Continua oOoOoOo

Notas finais
-Atualizado 30/07/13