Medicina Arriscada

5 Amores mistérios e conflitos


Notas iniciais
VOTAÇÃO NO FINAL DA FIC desculpem a demora meus amores. a fic tava pronta e digitada >—> fiquei com preguiça de postar = sim, eu sou uma autora du mal -q

Amores mistérios e conflitos

Em são Paulo havia muito o que fazer a noite e para os que queriam diversão, era fácil acha-la, principalmente na boate Madarame, cujo dono Ikkaku acabava de atender um telefonema.

— Alô?

— Ikkaku, quero que vá até a casa do Aizen e pegue ... Hã... Ah sei lá! Pega uma muda de roupa feminina de dormir, uma pra passeio e compra escova de dentes pra adolescentes.

— Zaraki? – Demorando alguns segundos para assimilar a ligação repentina, a voz de quem ligava e o que a pessoa dizia, deu brecha para que seu mestre se irritasse nesse meio tempo.

— Não, sua avó. CLARO que sou eu! Quem mais teria esse numero e essa voz?

— Desculpe senhor. Irei imediatamente, mas posso saber pra que as roupas femininas? O senhor está saindo com garotinhas? Tenha cuidado. – Perguntava curioso o careca.

— Imediatamente como, se você não sabe onde eu tou? São pra Yachiru, seu calhorda! Depois que fizer o que eu falei vá até a minha casa e da um jeito de pegar uma muda de roupa pra mim também. Estou no quarto 104 do hospital Kenseikan.

— Senhor!? O senhor está bem? O que aconteceu? – Preocupado, começou a escrever em um papel, anotações com os seguintes dizeres:

“Vou sair e não tenho previsão de quando volto. Deixo a boate em suas mãos, enquanto isso. Não deixa nenhum verme bagunçar com nosso negócio.”

— Não tenho saco pra explicar agora. Chegando aqui te falo. — E assim, Ikkaku precisou guardar o celular no bolso e sair de sua sala a prova de som, ouvindo todo o barulho alto do lugar festivo, vendo as luzes coloridas dançarem pelos corpos do salão que acompanhavam o ritmo dançante, mas não se importou, indo até o segurança que mais confiava, seu melhor amigo e entregou o bilhete, saindo sem dar explicações.

(...)

Os papeis já estavam assinados e no contrato dizia que o pequeno já poderia começar a trabalhar naquele dia se quisesse e foi o que fez. Já estava lendo os prontuários médicos, procurando quem pudesse vir a precisar de supervisão ou de si para quaisquer outros eventos, até que viu um nome familiar.

— Yachiru? Seria aquela maluca de cabelos róseos? – Ao dizer isso recebeu uma cotovelada de leve em seu ombro, o fazendo olhar inquisitivo para quem o fizera derrubar os papeis, dando de cara com Grimmjow.

— Tenha cuidado quando for falar seus pensamentos por aí. Mesmo trabalhando aqui, eu não sei se eu poderia proteger você do brutamonte irracional do Zaraki se ele pensasse que você está falando mal da filha dele.

— Proteger? Filha? Do que está falando, Jeargerjarques? Yachiru é filha de Aizen Sousuke, um homem sério que – Um dedo foi posto nos lábios do menor que imediatamente se calou, percebendo um pouco tarde que havia se deixado calar por aquele homem irritante.

— Shhhh Vou repetir. Tenha cuidado ao falar seus pensamentos, porque você poderia ser partido em dois pelo pai da Yachiru, Zaraki Kenpachi. Ele não hesitaria em socar seu rostinho lindo só porque você falou mal da filha dele ou bem de seu maior inimigo. Aizen não é o pai dela.

— ... – Hitsugaya sentiu a face esquentar pelo ato do maior e ficou com mais vergonha ainda por ter gostado, deixando o olhar focado ao dele por alguns segundos antes de perceber que estarem perto demais e ao entender o que estava se passando por sua própria mente, empurrou seu colega de trabalho com força, surpreendendo tanto ao mais velho quanto a si próprio, ao ver que havia derrubado ele no chão.

— Fique longe! — Se no local houvessem pessoas, estariam vendo a confusão entre um menino de 17 anos vermelho e cabelos prateados olhando nervoso e envergonhado para o homem adulto de cabelos azuis que ao cair havia derrubado duas pranchetas que carregava com prontuários à preencher.

Só pôde ser visto duas expressões no rosto do mais velho, exatamente nesta ordem: Surpresa e raiva. Quando chegou em raiva, em um pulo, ficou de pé, frente ao menor, que se assustou com aquilo e recuou, acabando por escorregar nos papeis que derrubara por culpa da cotovelada que recebera pouco tempo atrás do maior.

Ainda doía um pouco e quando foi tentar se levantar, foi impossibilitado por Grimmjow, que rosnara como um animal selvagem, congelando o menor no local, mas o que o azul via não era medo, e sim, um rubor na face do pequeno. Um sorriso se desenhou pelos lábios do mesmo e se ajoelhou ao lado dele, o olhando nos olhos sem sequer piscar.

— Hitsugaya Touchirou. Não nos apresentamos, não é?

— Eu sei seu nome e você sabe o meu. Grimmjow Jeaqerjaques. – Dizia se erguendo devagar, sem tirar o contato visual do outro que parecia mudar de humor facilmente.

“Talvez ele tenha distúrbio bipolar do humor”

— Garoto, não sabe no que está se metendo. – Quando o menor já estava de pé, o maior se ergueu, empurrando o garoto até ele bater contra uma porta que abriu com o ato e o maior acabou por forçar a entrada de Hitsugaya na sala, a qual foi trancada assim que Grimmjow entrou.

— O que pensa que está fazendo? Destranque isso agora! – Agora quem se irritara havia sido o menor, que sequer sabia onde estava, por estar escuro demais. Era noite e as luzes estavam apagadas.

— Hahahaha. Como pretende me obrigar? – Se o garoto enxergasse no escuro poderia ver os olhos selvagens do azul brilharem em meio ao sorriso malicioso, que se aproximava.

— Não vou te obrigar, deve saber que é crime manter alguém sob cativeiro e também deve saber que sou sério demais pra aceitar ser coagido dessa forma e te deixar impune. – Seu tom de voz era firme, mas sabia que embora estivesse apelando um pouco, não poderia fazer nada, ainda mais contra um homem como aquele que parecia ser tão mais forte.

“Forte, alto, bonito e muito, muito irritante. Ele poderia ao menos tentar ser sutil. Ou talvez eu que estou imaginando coisas. Talvez ele não tenha tentado me beijar naquela hora”. – Lembrava-se o menor de pouco antes de o empurrar.

Mais uma vez Hitsugaya havia sido guiado contra a vontade em direção incerta e antes que pudesse reclamar, sentiu uma mesa atrás de si, sendo sentado na mesma pelo maior.

“Será que estamos em um escritório?”

Os pensamentos do menor foram interrompidos ao sentir seu corpo pressionado contra o do maior, que afastara a bata do garoto para o lado.

— Foi aqui que eu te machuquei, não foi? – Disse com a voz enrouquecida, lambendo lentamente a região, fazendo com que o menor ficasse confuso e as mãos que havia posto no peito de Grimmjow para empurrá-lo, agora apertavam a blusa do mesmo, que continuava a lamber o local lentamente, mas com um pouco de força.

— O que está... Fazendo? – Suspiros impediam que o garoto respondesse normalmente e aquele carinho que ninguém jamais fizera à ele o deixava entorpecido. Sentir aquela língua experiente e as mãos percorrerem seu corpo sensível. As mãos do maior deslizavam pelas coxas de Touchirou suavemente, o fazendo arfar um pouco.

— Não é óbvio? Estou lambendo seu ombro. – Grimmjow ria ao perceber que não seria recusado e continuou avançando. Abriu as pernas do menor com um pouco de violência, ficando entre elas sem pudor algum e deslizou a língua do ombro até o pescoço, começando a arfar pelo desejo que sentia. Não lembrava a ultima vez que havia ficado com um garoto tão mais novo e lindo daquele jeito.

— O que...O que vai... Ahh... Fazer? – Havia perdido a noção do que estava acontecendo. Não estava pensando. Touchirou estava perdido em meio as sensações que a língua e os toques do maior provocavam.

“Isso é tão gostoso que eu nem lembro o que eu ia fazer. Nossa, o peito dele é tão firme”.

O coração estava acelerado assim como sua respiração. Ao ser abraçado, Grimmjow sentiu que podia avançar mais, pressionando sua excitação contra a dele, que mesmo sobre as calças de jeans branco, podiam ser sentidas e apertou a bunda do menor com um pouco de força, dizendo com essa ação o que queria.

— Eu vou te lamber todinho. – Disse com a voz provocante, ficando excitado ao ouvir os gemidos fracos que o pequeno dava de vez em quando.

Sentir o corpo rígido do outro contra seu membro foi o suficiente para o menor voltar a realidade. Eram homens e ele nunca tinha feito isso com ninguém, quem dirá com um estranho. Percebeu que estava abraçando o maior e que estava gemendo havia algum tempo e por isso mordeu seus lábios com força, saindo do abraço e o empurrando com força para longe de si novamente, mas desta vez o azul permanecia em pé, embora surpreso, olhava para a face corada do menor sem entender.

— Porra, o que foi isso?

— Eu não posso. – Ainda arfando, retribuía o mesmo olhar irritado que o outro, mas os motivos eram diferentes. Queria mostrar que falava sério.

— Merda, vai ficar com frescura agora? Qual o problema? Se o problema é medo de doença eu tou limpo e tenho camisinha. – Retirava do bolso uma pequena cartela com três, mostrando pro menor, que virou a face pro lado envergonhado.

— Não fale bobagens, eu sou menor de idade, somos homens, trabalhamos no mesmo lugar, eu amo uma outra pessoa e eu.. Eu... E-eu ...

— Eu sei, você é virgem. – Respondeu o outro com os braços cruzados. Somente naquele momento havia reparado que podia enxergar o azul, pois o abajur da mesa havia sido aceso.

— Hã? – O menor o olhara confuso e mais corado do que antes, levantando da mesa onde havia sido praticamente forçado a sentar.

— Não tente dizer que você não é, porque tá na cara que é virgem. Se não fosse, teria feito mais do que me abraçar e acariciar meu peito.

— Eu não ia negar Grimmjow, mas vamos fingir que isso nunca aconteceu, ok? Esse é meu primeiro dia de trabalho e pretendo manter a linha profissional.

— Então, você me seduz e agora quer cair fora? Fala sério, moleque, eu quero que a merda do profissionalismo vá pra longe. Somos livres e desimpedidos pra fazer o que quisermos.

— EU O QUE? Como você pôde pensar que eu te seduzi? Quem me agarrou foi você!

— Há! Faz-me rir! Me olhando com aquela carinha vermelha e olhar pidão, é impossível negar que você me queria. – O rubor do garoto apenas aumentou ao ouvir aquilo.

— Você queria que eu ficasse normal com alguém tocando meus lábios daquele jeito?

Percebendo o que havia dito, Hitsugaya arregalou os olhos, vendo o sorriso malicioso de Grimmjow crescer e sem aguentar a vergonha, andou rapidamente até a porta a tentando abrir, lembrando depois que estava trancada.

— Abre essa porta. – Virou o rosto para o azul que mantinha o mesmo sorriso nos lábios.

— E como pretende me obrigar? – Deja vu.

— ABRE ESSA PORTA, GRIMMJOW! – O pequeno médico estava alterado tanto pela vergonha quanto pelo nervosismo que crescia a cada segundo perto daquele homem maluco. Foi então que bateram na porta pelo outro lado e uma voz firme e bela pôde ser ouvida, sendo reconhecida pelos dois.

— Grimmjow, esqueci uns documentos importantes no meu consultório e preciso deles agora. – Por um segundo Hitsugaya sentiu alívio e pensou que Byakuya era seu salvador, mas no outro segundo sentiu o corpo gelar, pois ao enxergar seu reflexo no pequeno espelho decorado que alguém havia pendurado na porta, recuou alguns passos, pondo as mãos na cabeça.

Seu pescoço estava todo marcado com chupões que sequer lembrava ter recebido. A bata estava em uma posição estranha e quem visse percebia que havia sido afastada com aquele propósito. Respirou fundo, tirou as mãos da cabeça e se ajeitou rapidamente, pondo a gola aberta de forma a esconder as marcas do pescoço.

Grimmjow resmungava enquanto procurava a chave no bolso e abria a porta, vendo a figura altiva adentrar o consultório.

— Grimmjow, quantas vezes tenho de dizer que meu consultório não deve ser usado para esse tipo de coisa? – Ao ouvir que estavam no consultório do moreno, Hitsugaya olhou a sua volta, reconhecendo o lugar e pôs a mão na boca, surpreso por não ter percebido antes o local onde estavam.

— Tch. Não fizemos nada de mais.

— O que quer que eu pense ao ver os objetos da minha mesa todos fora do lugar com apenas o abajur aceso? Tem alguma noção de que ele é menor de idade? Entende que pode ir pra cadeia e manchar a reputação deste hospital?

— Qualé Byako! Nem nos beijamos! Ele é certinho que nem você.

— Vocês podem parar de falar como se eu não estivesse aqui? – O menor sentia-se envergonhado, ouvindo a conversa. Parecia que não era a primeira vez que aquele tipo de coisa acontecia e isso apenas frustrava ainda mais o menor, que olhava à ambos com sua face carrancuda e séria de sempre, embora um pouco vermelha pela vergonha.

— Desculpe, Hitsugaya. Grimmjow não bate bem e só o mantenho ainda neste hospital porque ele é um bom cirurgião, mas se não fosse assim ele já havia sido despedido por seu tipo de comportamento... único. – Dizia Byakuya ao menor, o olhando com sua seriedade e calma de sempre. Ele entendia que o menor não era culpado só de ouvir os gritos do lado de fora.

— Ei! E a nossa amizade? Onde fica? – Respondia o maior com seu tom divertido e debochado de sempre.

— Grimmjow, já lhe disse antes e volto a repetir. Não deve misturar o trabalho com o lazer. Negócios, são negócios. Este é um hospital de renome internacional e pretendo que se mantenha assim. Isso vale para todos. – Dizendo isso, pegou uns papeis de cima de sua cadeira e se retirou, como se não houvesse acontecido nada demais.

— Droga. – Saindo em seguida, Hitsugaya trombou de propósito o ombro no maior apenas para mostrar que sua frustração vinha por causa dele e fechou a porta com força ao sair, deixando sozinho o maior, que socou a parede.

— Merda! – Sentia-se endurecido ainda e não poderia concretizar seus desejos com o mais novo colega de trabalho. Estava de folga naquele dia e resolvera trocar por causa de seu amigo que pedira ajuda e sem mais estar com a bata, foi se trocar no seu próprio escritório.

(...)

No centro da cidade, Aburame Ikkaku arrombava a casa de Aizen com facilidade. A janela que Kenpachi havia transpassado permanecia quebrada, mas com uma estante de livros a cobrindo para evitar invasores, no entanto, Ikakku invadira pela porta, que tinha sido aberta facilmente pelas técnicas de Aburame. Dentro da residência, o careca passeava com as luzes desligadas, se perguntando onde ficariam os quartos e quando achou um com colcha cor de rosa, teve quase certeza de que aquele era o quarto da filha de seu líder, vasculhando o guarda-roupa da menina e pegando mudas de roupa para dormir e sair do hospital, parando quando viu as peças intimas da jovem.

— Meu Deus! Ela realmente não é mais criança. – Dizia corando ao ver o numero do sutiã da menina que era um pouco maior que sua mão.

— Quantos anos será que ela.. – Se deu um tapa ao ficar pensando aquele tipo de coisa, guardando rapidamente as vestes da menina numa sacola que havia levado consigo.

“Se Zaraki descobre que tive esse tipo de pensamento me mata.”

Sem demorar, o fiel pupilo parte em direção à casa de seu mestre, parando em frente da porta da mesma e para pra pensar por um momento.

“A última vez que ele me pediu pra pegar algo na casa dele, lembro que faltou me bater por ter arrombado a porta. Onde ele guarda a chave reserva?”

Procurou debaixo do vaso de planta, dentro do vaso, debaixo do carpete, na soleira da porta, no hidrante, no extintor de incêndio e resolveu parar em frente à porta.

— Droga! Ele não tem chave reserva?! – Então encostou a testa na porta, apoiando também os braços como que para pensar no que fazer.

=Clock=

A porta se abriu repentinamente, fazendo com que Ikkaku caísse pra dentro da casa do homenzarrão, se estatelando no chão.

— Ai! Mas que porra é essa? – A conclusão em que o careca chegou foi que a porta já devia estar aberta e que havia procurado pela chave infernal... Por nada. Levantou-se irritado, indo direto pro quarto de Kenpachi como um furacão e logo pondo o que lhe havia sido pedido, resmungando para si mesmo.

— Zaraki de uma figa. Sai com a porra da porta... Epa. Ele nunca deixa a porta aberta.

Se dando conta apenas agora que já havia terminado de guardar os pertences do moreno, o dono da mais badalada Boate ficou atento.

Algo estava errado e ele descobriria o que era. Ikkaku sempre usava uma calça folgadona que havia mandado fazer especificamente com um compartimento dentro da mesma e abrindo um longo zíper lateral, puxou de dentro uma espada, ficando em posição de batalha, começou a andar com cautela pela casa, sem se preocupar com as coisas que havia deixado, até que um vulto correu para o outro cômodo, fazendo com que ele despertasse e corresse atrás com sua lâmina afiada.

“Droga, devia ter aceso as luzes quando entrei. Há quanto tempo ele me percebeu? Ele podia ter me matado!”

— Volta aqui, cretino! – Quando finalmente encurralou o ser envolto pelas sombras, um grito agudo foi ouvido, o que assustou o careca, que já mantinha a espada no pescoço da... Mulher?

— Quem é você?

oOoOoOo Continua oOoOoOo



Notas finais
Queria ouvir sugestões!!! pedidos sobre situações; Pessoas que venham à aparecer; ETC atualizada 30/07/13