Notas iniciais
Desculpem a demora. descobri que eu só me inspiro se escrever a mão no papel e que no pc eu não consigo me concentrar XD

Velhos Tempos

(N.D.A. Duas votações para Matsumoto, então, que se faça a luz –q)

—------Flashback on-------

— Volta aqui, cretino! – Quando finalmente encurralou o ser envolto pelas sombras, um grito agudo foi ouvido, o que assustou o careca, que já mantinha a espada no pescoço da... Mulher?

— Quem é você?

—-----Flashback off-------

Ikkaku olhava fixamente para a silhueta humana a sua frente com dúvidas intermináveis em sua cabeça que só focavam a pessoa a sua frente e para amenizar a situação, a voz feminina ao invés de assustada como antes, começa a gritar irritada com o homem a sua frente, chutando-lhe as pernas com o salto agulha.
— Ikkaku, seu energúmeno! Você faltou me matar do coração, pensei que fosse um ladrão ou sei lá o que.

— AAAAI... Rangiku? – Dizia ainda apontando a lâmina com dificuldade na direção da voz sua lança, sentindo as pernas doerem, meio incerto do que fazer.

— Quem mais poderia ser? Sua avó? – Ikkaku automaticamente lembrou de seu mestre falando no telefone e riu, abaixando a arma.

— O que está fazendo aqui? – Perguntou o careca, guardando sua lança de volta de onde havia retirado e ajudou a amiga a se levantar, pois a mesma havia caído no chão durante a perseguição.

— Eu quem devia lhe perguntar isso. Tenho motivos para estar aqui, sou detetive e estou a serviço, mas e você?

— É uma história comprida e cansativa e eu ainda não sei sobre o que é afinal, pois o Zaraki me falou que só irá me contar quando eu chegar no hospital com umas coisas que pediu pra eu buscar aqui.

— Posso lhe adiantar uma coisa. Não é nada bom o que aconteceu e pior ainda o que está por vir.

— Ok, depois falamos disso, estou quase atrasando e não quero ouvir o chefe gritando comigo. – Arqueando a sobrancelha, o careca voltou para onde havia abandonado a sacola com os itens e saiu da casa, seguido pela ruiva, vendo agora no claro que ela vestia uma blusa pouco decotada e um jeans, tendo em mãos um bloco de notas.

— Me faz um favorzinho, Ikkaku? – Sorria pondo as mãos em prece, olhando pra ele quase implorando. – Não conta pra ninguém que eu entrei aqui. Não tenho permissão de invadir residências.

— Desculpa Matsumoto, mas a casa é do Zaraki e eu não posso deixar passar. Alias, como você entrou?

— Se-gre-do. – Disse com um sorriso amarelo, ainda com as mãos em súplica. – Por favoooor?

— Vou amenizar pro seu lado, mas só isso. Você sabe como ele é. Mesmo sendo seu trabalho, a casa ainda é dele.

Se despedindo da bela mulher e trancando a porta por detrás de si, Madarame seguiu em direção ao hospital onde seu mestre estava, seguindo para o quarto com uma expressão fechada. Não estava gostando daquilo nenhum pouco. Pelo que havia entendido, tanto Zaraki quanto Yachiru estavam internados naquele lugar que embora fosse excelente, ao ver antes como estava a casa de Aizen, soube na hora que aquilo havia sido obra de Kenpachi. Ele era uma das poucas pessoas que conhecia capazes de fazer algo assim.

“Aposto que aquele maluco entrou com tudo pela janela... Mas porque?”

Ikkaku sabia da história da pequena e de Zaraki do início ao fim e até dos motivos de seu mestre ter sido preso, o que não esperava era ele já arrumar confusão no mesmo dia em que foi liberto.

~ TOC TOC ~

— Entra! – Ao ter a permissão de entrar no quarto pelo vozeirão do outro lado da porta, se surpreendeu ao ver o homenzarrão deitado na cama recebendo sangue transplantado com diversos ferimentos tratados com iodo e bandagens enquanto comia animado um pote de gelatina. – A única coisa boa que eles servem é gelatina. A comida daqui não tem sal, acredita?

— O que aconteceu? O senhor está bem? – Se recuperando do choque inicial, caminhou em direção do moreno, deixando as coisas em cima de uma bancada com o olhar um tanto aflito.

— Que? Ah, isso. Relaxa, isso não foi nada. Já estive pior. Agora senta que eu vou te contar tudo nos mínimos detalhes e quero que você preste atenção para não deixar nada escapar, pois eu não vou repetir.

— Sim senhor! – E fazendo o que foi dito, sentou, ouvindo o enorme discurso do maior atentamente, arregalando os olhos em surpresa umas vezes, perdendo a compostura em outras e no final, Ikkaku estava com um olhar tão irritado que poderia queimar a alma de uma pessoa normal e a fazer correr por puro instinto.

— Esse maldito, eu vou acabar com ele! – Socou a própria mão, fitando o chão com o mais puro ódio, mas sua raiva foi interrompida pelo sorriso irônico do moreno.

— E vai fazer o que? Mata-lo? Não Ikkaku. Se você fizer qualquer coisa, serei preso como principal suspeito, até porque, eu já tenho planos pra ele. Agora vá deixar as coisas da Yachiru no quarto dela.

— Tá certo. – Respondeu a contragosto, sabendo que seu ex-capitão estava certo. Saiu de dentro do quarto do moreno a passos lentos e ao adentrar o quarto da menina, se surpreendeu ao deparar com Grimmjow, seu ex companheiro de batalha.

— Grimmjow? – Refletiu em voz alta, chamando a atenção do médico alto de cabelos azuis e olhar forte.

— Está quase na hora do horário de visitas se encerrar. – Respondeu o médico com um sorrisinho nos lábios, o fazendo voltar a realidade.

— Quase não acreditei quando Zaraki me falou que você quem havia feito a cirurgia nele e na Yachiru. Então, você se tornou mesmo médico...

— Esperava que eu fosse soldadinho de chumbo para sempre? Há! Faz-me rir. Só entrei pro exército àquela época porque estávamos em guerra.

— Formávamos uma excelente equipe. – Respondeu o careca com um sorriso maligno, lembrando os nomes de seus companheiros um a um. – Grimmjow Jeagerjaquez, Zaraki Kenpachi, Hisagi Shuuhei, Kuchiki Byakuya, Nnoitra Jirga, Stark, Luppi e...

— ...Madarame Ikkaku. – Completou o médico com o mesmo sorrisinho sarcástico tão comum de si. – Éramos chamados de sanguinários, mas quem não é em uma guerra, não é? Bons tempos.

— Sim, ahahaha a gente era louco! Como não morremos? Éramos os únicos a usar espadas ao invés de armas de fogo.

— Ainda me pergunto como sobrevivemos. – Dizia divagando o maior, pondo a mão no queixo pensativo, olhando pra cima.

— Bem, não vim aqui lembrar da nossa adolescência, mas para deixar isso pra ela. – Disse Ikkaku ao médico, deixando uma sacola com roupas e outros itens pessoais em cima de uma cômoda do quarto, olhando para a guria com visível pena.

— Quero muito pegar o safado do Aizen, cara. Juro como estou me controlando a cada segundo a mais dentro desse ambiente, sabendo que ele está hospitalizado aqui. Por isso pedi pro Byako pra colocar ele bem longe de mim em um quarto distante da minha zona de auxílio. Não entro no corredor 7 nem amarrado.

— Corredor 7, heim? Mesmo me conhecendo bem você ainda tem a coragem de me dizer onde o cafajeste está? – Ikkaku levantou o olhar ao amigo, o fitando sério.

— Disse porque tenho certeza que seu amaaaado capitão lhe deu ordens de não o matar. – Sorriu escarnecendo ao menor com visível sadismo.

— Você é impossível. – Sorriu irritado, cruzando os braços para voltar o olhar à jovem, suspirando longamente.

— Hoje irei dormir aqui. Não confio na segurança de hospital algum e não duvido em nada que o maldito queira silenciar a garota.

— Vou avisar o pessoal de que você é amigo da família para eles deixarem você ficar aqui. Qualquer coisa eu posso lhe dar a chave do banheiro daqui e você se tranca enquanto espera o tempo passar. Dando o horário, você volta pra dentro do quarto e dorme no sofá daqui.

— Não me entenda mal, Grimmjow, a ideia não é má, mas eu não pretendo dormir. Ficarei de vigília.

— Você o ama muito, não é? – Perguntou impulsivo ao careca, o olhando seriamente.

— Mais do que você imagina. – Disse sem tirar os olhos da garota desacordada no leito, que tomava sangue e soro. – Ele é como toda uma família em uma só pessoa. É mais importante pra mim do que eu mesmo.

— Profundo... Bem, eu estava tirando o dia de folga hoje antes do Zaraki me ligar, então como está tudo resolvido, vou indo. Ainda pretendo pegar alguém hoje mesmo na sua boate.

— Quando você fala assim eu só penso em uma coisa. Dor de cotovelo. – Ria provocando o maior, que punha as mãos dentro do bolso.

— Tsc só um cara que eu ia comer... Mas o filho da puta do senhor certinho chegou a tempo de salvar a donzela em perigo e eu fiquei como o vilão da história. Saco! Porque ele sempre interrompe na melhor parte?

— Se o Kuchiki ouvir você chamar ele assim vai ficar puto. Mas sabe, eu também ficaria irritado se flagrasse alguém no maior amasso no meu escritório.

— Como você sabe que foi no escritório dele? – Perguntou surpreso ao careca.

— Suspeitei e tive a confirmação agora. Cara, você é tão transparente! Sei que o perigo de ser flagrado é excitante pra você, não é? – Perguntava com um sorriso malicioso que logo foi percebido pelo maior, que o imitou.

— Filho da puta. – Pegando a chave do bolso, entregou ao amigo. – Você me conhece bem. – Dizendo isso, saiu rindo. Iria à boate aquela noite e provavelmente iria ficar bebendo enquanto esperava alguém dar em cima dele.


oOoOoOo Continua oOoOoOo


Notas finais
Atualizada 30/07/13