Notas iniciais
Hey lol Então não postei ontem porque tipo eu tive de ir no hospital por causa da minha perna queimada por batatas fritas 'u' É descobri que meu medico é um semideus,em cima da mesa dele,debaixo de um monte de papeis tinha ''O sangue do olimpo '' dai eu olhei pra ele,olhei pro livro dai falei ''Sdds Luke''. Ele tbm curtia o Luke lol

Ao cair da noite paramos por um breve momento para tentar descansar,mas parecia uma coisa impossível de se fazer. Os prédios ainda estavam longes e deveríamos ter andando uns 15 quilômetros aquele dia todo.

O vento que sobrava agora era mais fresco e mais forte o que tornava o frio insuportável. A areia que mais cedo queimava a pele agora era gelada. Era o melhor momento para descaçar,porém também era o melhor momento para prosseguir.Por esse mesmo motivo combinamos em seguir por algumas horas e depois tentar dormir um pouco até o nascer do sol. A areia ainda era jogada contra nossa pele a arranhando e dificultando a visibilidade,bom isso só para as outras. Nessas horas queria ter Jason ou Shawn por perto para zombar deles. Os dois sempre implicavam com meus óculos de aviador. Torço para que estejam vivos,sofrendo com a areia,para depois poder irrita-los com isso.

Andava um pouco a frente do grupo tentando calcular quando tempo ainda faltava para chegarmos aquela cidade. Se continuássemos nesse passo,talvez amanha de madrugada,mas isso dependia de como o clima se comportaria. E pelas nuvens negras que tomavam conta do céu,cheguei a imaginar que chovesse no deserto,mas acho que isso deveria acontecer alguma hora.

–Blondie.-chamava Delila que estava alguns passos trás de mim. -Acho que devíamos parar um pouco. Aproveitar para dormir.

–Sim.-respondi em um tom meio baixo,que acho que não foi escutado graças ao ruido criado pelo vento que se tornava mais forte e agora estava uivando.

No momento que joguei-me na areia para descansar percebi o quanto meu corpo doía. Acho que se cortasse meus braços não doeria tanto,estava realmente exausta,mas não conseguia dormir era muita coisa para pensar naquele momento. Primeiro os caras que simplesmente sumiram,depois as tatuagens que não pareciam ter o menor sentido,apenas a de Maddie que dizia que a loira era a líder do grupo,a minha apenas dizia a valente,apenas isso. Uma mértila que não ajudaria para nada,apenas para lembra-me pelo resto da vida o que o CRUEL fizera comigo. Para piorar tudo tinham contaminado todos com o fulgor para dar uma ''motivação'' a mais e tínhamos menos de um mês para atravessar um deserto.

Me encolhi um pouco ao sentir uma pequena pontada de dor na minha cabeça,torcia para ser o cansaço e não aquele maldito vírus. Permaneci encolhida e tentado algumas lagrimas de pura raiva. Tinha passado dois anos presa e quando finalmente temos a nossa liberdade nos jogam num deserto que os dias são quentes e as noites congelantes. Acho que seria pedir demais chegar em um lugar onde todos estariam sorriso e falando ''Bem-vindos'' e felizes por verem que estamos vivos.

Acordamos um pouco antes do nascer do sol,tinha dormindo um pouco melhor do que na noite anterior,mas meu corpo doía demais. Porém tinha que continuar sacrificando o meu privilegio de reclamar de qualquer dor física ou mental para sobreviver. Estalava o pescoço algumas vezes e em seguida os dedos. Ninguém falava nada por causa do cansaço que se tornava mais intenso. Maddie logo tomou a frente do grupo e voltamos a nossa caminhada em direção dos prédio. O dia tinha começado diferente,já que o céu estava tomado por nuvens negras. Isso ajudou bastante pois não teríamos o sol forte em nossos rostos. Não precisávamos mais daqueles panos velhos para nos esconder dos raios solares.

O clima estava meio amenos,o vento se tornara mais forte. Talvez estivesse a uns 70 quilômetros por hora,ainda podia o escutar uivando e agora alguns estrondoso criados pelas nuvens negras. Tudo que faltava era uma tempestade,seria impossível chegar na cidade antes do começo da mesma e isso iria nos atrasar bastante.

Tentamos acelerar um pouco mais,mas correr na areia era a coisa mais cansativa que existia,além das altas chances de lesões e já percebia isso com as fortes dores em minhas articulações,agora torcia para que fosse o fulgor e não uma lesão.

Maddie tinha pensado em dar uma parada,mas o vento ficara bem mais forte e tornou nossa visibilidade quase zero. O lugar estava mais bem mais bafado que o dia anterior,isso indicava que seria tempestade forte e de raios,o que não era uma das melhores coisas para se acontecer naquele momento. Isso só mostrava que deveríamos apressar mais o passo. Pela primeira vez os prédios pareciam mais perto. Talvez tivéssemos alguma chance ou estava apenas me dando esperanças para não pensar que iriamos morrer em alguns minutos com o inicio da tempestade.

Mas acreditava firmemente que chegaríamos em um lugar seguro antes daquela tempestade,porém parei de pensar assim no momento que um clarão cortou o céu e atingiu o chão a alguns metros do nosso lado. O estrondo provocado foi ensurdecedor,o impacto criou uma onda forte o suficiente para nos derrubar. Cai sobre meu braço esquerdo e senti o mesmo ser um pouco esfolado pelos grãos,mas aquilo não foi o pior e sim o fato de não escutar mais nada apenas um zumbido. Minha visão também havia sido afetada pelo clarão,via tudo meio embaçado,mas não podia ficar ali jogada no chão.

Maddie já havia se levantado e gritava alguma coisa,mas não conseguia ouvi-la,apenas tentei ler seus lábios. Ela disse algo relacionado a ''temos de nos afastar''. Creio que foi isso,já que era a melhor coisa a se fazer,assim se alguém fosse acertado por um raio a descargar não passaria para o corpo das outras.

Andava um pouco mais rápido e tentava manter uma distancia segura das outras,mas perto o suficiente para socorrer alguém a tempo. O vento tinha ficado mais forte e era quase impossível andar contra o mesmo. Outro clarão de luz cortou o céu. Dessa vez caiu mais perto,o clarão me cegou mais uma vez,porém consegui me manter de pé. Quando voltei a enxergar percebi que alguém tinha sido acertado pelo raio,não parei para ver quem era e nem para ajudar pois outro raio caiu perto demais. Uma dor insuportável percorreu todo meu corpo,não conseguia escutar meus próprios gritos de dor,por um momento não consegui mais respirar e acabei caindo no chão. Sentia meu corpo inteiro em chamas,não parava um único momento de gritar e desejar para que morresse logo,mas isso não aconteceu pois vi Kay do meu lado tentando apagar as chamas que consumiam-me. A dor ainda era insuportável,ainda sentia que meu corpo estava em chamas,mas já tinha voltado a respirar e apenas algumas partes da minha roupa estavam chamuscadas,significava que não tinha sofrido nada muito grave. A ruiva me ajudou a levantar e disse algo,mas não conseguia entende-la e nem ler seus lábios. Minha visão tinha sido bem afetada assim como minha audição. Simplesmente via tudo embaçado a minha frente e só escutava um zumbido estridente.

Kay me ajudou a prosseguir,não podia reparar se mais alguém tinha sido acertado,mas os clarões continuaram cortando o céu,até que finalmente a tempestade começou,meus óculos ficavam totalmente embaçados,mas sempre os limpava e tentava prosseguir sozinha,só que parecia que tinha alguém quebrando cada osso do meu corpo lentamente. As gotas geladas acertavam algumas partes do meu rosto e causavam dor,provavelmente estava com meu rosto deformado por queimaduras.

Acho que com tudo aquilo perdi totalmente a noção de tempo e espaço,pois quando dei por mim estávamos seguras da tempestade em um velho prédio abandonado. Kay me deixou sentada contra uma parede branca que já estava descascando. O chão era feito de madeira e tinha um forte cheiro de mofo,além de estar coberto por poeira,deveria ter anos que ninguém entrava naquele lugar. Aos poucos o zumbido foi sumindo e minha visão foi regredindo,retirei meus óculos e os joguei em qualquer lugar. Dei uma olhada ao redor para tentar descobri que tinha sumido e como se pudesse ler minha mente Kristen respondeu:

–Delila.

–O que?-perguntou Kat. -Não! Eu contei,eu contei inúmeras vez quantas estavam com a gente.

Kat olhava ao redor e percebia que a garota de cabelos loiros havia sido deixado para trás,a unica coisa que fez foi abaixar sua cabeça e olhar para o lado um pouco cabisbaixa.

–Está bem,Blondie?-perguntou Zoey se aproximando e tocando meu rosto com cuidado.

–S-sim...-minha voz falhava demais e estava tão baixa que eu mesma tive dificuldade para escutar.

Olhei para o lado e percebi que havia um pedaço de vidro espelhado quebrado a poucos metros de onde estava. Estendi minha mão para pega-lo e percebi que meu antebraço tinha uma mancha escura um pouco grande,apenas trouxe o espelho para mais perto e observei meu rosto,meu queixo estava em carne viva,na minha testa uma mancha escura que se prolongava até o começo do meu cabelo que estava meio marrom e com algumas mechas chamuscadas. Toquei a queimadura de minha testa e era como tocar em couro,meus lábios também estavam em carne viva.

–Blondie,não é tão ruim...-dizia Zoey tentando me animar.

Apenas lancei um olhar gélido na direção da garota e suspirei por um breve momento. Odiava admitir,não era tão ruim assim. Pelo menos eu tinha sobrevivido,já Delila...Embora não sei ao certo se estar viva é uma coisa para se orgulhar.