Maybe We Can Be Each Other's Company
4 The Best Job Ever
Notas iniciais
— E se eu não quiser trabalhar com você? – Perguntou Kurt, tentando fingir que não tinha ficado praticamente sem ar ao ouvir Blaine pedir para ele não provocar, ainda mais com aquela voz rouca do moreno.
— Bem simples. – Começou ele. – Você fica desempregado.
— É realmente um bom argumento... – Ponderou Kurt. – Sendo assim, eu aceito, chefe.
Aquilo não iria dar certo, ele já podia ver que daria tudo errado. Kurt não podia negar que passara o dia inteiro montando as cenas da última noite em seus pensamentos, não deixando de imaginar inúmeras outras para acontecer e agora tinha isso de eles trabalharem juntos... era uma perfeita desculpa para se aproximar mais de Blaine, mas era péssimo para o seu emocional, em outras palavras, era difícil se manter calmo perto de um homem tão quente quanto o Anderson.
E o pior, agora Blaine seria seu chefe. Isso seria completamente errado, por isso era tão excitante.
— Agora, eu preciso trabalhar, Sr. Hummel. – Avisou Blaine, encarando a tela do computador. Ele não estava nem aí para o trabalho, mas sabia que pularia por cima daquela mesa para beijar Kurt se eles ficassem ali por mais alguns minutos.
— Tudo bem, Sr. Anderson. – Kurt disse em tom provocativo. A verdade é que ser chamado daquele jeito era uma coisa extremamente provocante, ainda mais quando ele tinha ouvido aquelas palavras serem pronunciadas por Blaine. – Nos vemos mais tarde.
Blaine apenas afirmou com a cabeça e viu Kurt ir embora. Agora sua cabeça girava e girava, ele estava ferrado. Ele não contratou Kurt por ser amigável, fez isso só para ficar mais perto do castanho. Ele nem tinha uma vaga especifica para que fosse ocupada por um novato, então decidiu que Kurt seria seu assistente, controlaria sua agenda.
É, pode dar certo, não? Claro que não. Principalmente quando agora ele vai conviver do lado daquele que ele teve em sua cama, que praticamente o enlouqueceu enquanto gritava de prazer sussurrando o seu nome. E como Blaine queria repetir aquilo... ah, como ele queria...
Tentando ao máximo focar no que realmente importava, Blaine mirou seu olhar para o computador ao seu lado, mas nem olhar aquele monte de letras pretas o acalmava. Ele se sentia um adolescente com os hormônios fervendo, não um homem de vinte e nove anos que era empresário, dono da maior gravadora da Califórnia. E a sensação de sentir-se como um adolescente com os hormônios borbulhando, era horrível. Até um pouco assustadora, principalmente quando Kurt parecia, literalmente, um adolescente, apesar da idade – e atitudes.
Percebendo que não tinha mais jeito e que aquele dia tinha sido um dia perdido de trabalho, Blaine pegou suas coisas e foi para casa, sem nem se despedir de sua secretária ou dar a ela satisfações sobre o motivo de estar indo embora antes do final de seu expediente. A verdade é que ele era o dono daquele lugar, chefe de todos, não precisava dar satisfações. Fazia o que bem entendesse e fazia todo o seu trabalho mais do que bem. Não tinha motivos para se preocupar.
Chegou ao térreo descendo pelas escadas de emergência, logo pegando seu carro para ir embora. Chegou em casa quase vinte minutos depois, logo indo para o banheiro tomar um banho frio. Era a única maneira de se acalmar, já que não tinha exatamente o que ele queria para se acalmar de verdade. O banho frio precisaria resolver.
Quando saiu do banho viu que tinha recebido uma mensagem, era Kurt informando que já estava pronto e perguntando se eles iriam se encontrar direto na boate. Mesmo sabendo que quanto mais tempo passasse ao lado de Kurt, mais difícil seria de se segurar, Blaine disse que podia pegar o castanho em casa. Ele se prometeu que não beberia naquela noite, para poder voltar com seu próprio carro para casa.
Ele colocou uma roupa simples demais e mesmo assim estava deslumbrante. Arrumou seus cachos e se encheu de perfume. Pegou seus documentos, seu cartão e as chaves do carro e dirigiu-se para a casa de Kurt, chegando dez minutos depois lá, já o encontrando à sua espera.
O cumprimentou com um sorriso e voltou a dirigir, sem falar nada. Cada semáforo em que ele parava era um inferno, pois tentava ao máximo não olhar para Kurt, que olhava para a rua.
Eles chegaram na boate um pouco depois, entraram e foram até o bar. Ambos pediram uma água, o que fez outras pessoas que também estavam ali rirem e os chamarem de criança. Eles apenas reviraram os olhos e foram dançar.
— Olha, eu juro que tentei procurar alguém legal para você, mas você negou todos que eu sugeri. – Kurt disse, parecendo estar frustrado.
— É porque eu só quero você me tocando... – Aquelas palavras simplesmente saíram da boca do moreno, que nem teve tempo de inventar uma desculpa por ter dito aquilo. – Quer dizer... bom, não vou mentir, eu passei o dia inteiro pensando em você, lembrando da noite passada.
— Confesso que eu também. – Kurt disse em tom ameno. – Acho que poderíamos repetir...
— Vem comigo.
Blaine puxou Kurt pela mão e foi o guiando pelo corredor vermelho, entrando com ele no banheiro, trancando a porta após se certificar de que os dois estavam sozinhos ali. Ele não perdeu tempo em atacar os lábios macios e doces de Kurt, que retribuiu o beijo com vontade e desejo.
— Não é perigoso fazermos isso aqui dentro? – Kurt perguntou, logo sendo puxado novamente, já grudando sua boca na de Blaine.
— Não. Eu sempre faço isso, não se preocupa. – O moreno disse tranquilo, passando suas mãos por dentro da blusa de Kurt, enquanto beijava seu pescoço, dando leves mordidinhas no local.
— Só mais uma coisa. – Kurt disse, dando um leve empurrão em Blaine. – Nós não somos um casal, não é? Somos apenas amigos...
— Amigos coloridos? Foda-se o nome disso, Kurt. Eu quero você e seu corpo demonstra que você também me quer, então cala a boca e me beija, só isso.
Kurt apenas assentiu e voltou a beijar Blaine, puxando um pouco seus cachos. O moreno deu um impulso em Kurt e o colocou sentado sobre o balcão da pia, aproveitando para beijar o seu pescoço enquanto apertava um pouco forte suas coxas. Eles não tinham tempo para ficar nesses joguinhos, então pararam de brincar um com o outro, prometendo-se mentalmente que em outro momento fariam tudo com mais calma, provocando um ao outro.
Kurt abriu com pressa os botões da camisa de Blaine. Mas deixou ela no moreno, que fez o mesmo com a blusa de Kurt. A parte de baixo de suas roupas, infelizmente, precisaram tirar por completo, as colocando em um canto da pia.
Blaine pegou Kurt no colo e o prendeu contra a parede, apenas para não precisar ficar segurando o castanho. Com um castanho quase o implorando por mais toques, Blaine se encaixou na entrada de Kurt e o penetrou devagar, ouvindo de pertinho um delicioso gemido que escapou dos lábios do Hummel. Ele não pôde deixar de sorrir com aquilo, logo acelerando a velocidade de seus movimentos.
Kurt estava com as mãos por dentro da parte de trás da camisa de Blaine, lhe apertando as costas e se esforçando ao máximo para se controlar. As costas de Blaine ficariam marcadas, aquilo era óbvio e, como vingança, Blaine voltou a beijar o pescoço de Kurt, mas sugava com força a pele clara do castanho, querendo com todas as suas forças deixar uma marca.
Não demorou muito para eles chegarem aos seus ápices, mas permaneceram atracados contra a parede, se beijando mais calmamente.
Depois de o êxtase passar, eles se soltaram e pegaram suas roupas para vestir. Após isso, se encararam e começaram a rir. Ambos viram que estava tarde e resolveram ir embora, Blaine até disse que iria levar Kurt em casa.
— Eu falei que um banheiro servia para muitas coisas... – Blaine disse rindo, fazendo Kurt também rir, um pouco envergonhado. – Você pode começar a trabalhar amanhã...
— Tudo bem... – Kurt não sabia como exatamente se despedir do moreno quando foi deixado em casa, então apenas agradeceu pela carona e lhe desejou boa noite.
[...]
Na manhã do dia seguinte, Kurt estava pontualmente e completamente arrumado dentro do escritório de Blaine, já esperando por seu chefe, que logo chegou, vestindo um terno azul escuro.
— Bom dia, chefe! – Brincou Kurt. – Eu te trouxe um café.
— Muito eficiente! – Blaine olhou para Kurt e o agradeceu pelo café. – Vou te mostrar tudo por aqui.
Os dois saíram perambulando pela empresa. Blaine mostrou seus colegas de trabalho, os estúdios de gravação e edição, o escritório dos outros que também eram importantes ali, mostrou a sala de reuniões e tudo que ainda tinha direito.
Quando terminou de mostrar tudo, após fazerem algumas paradas em alguns dos locais e almoçar, e ainda fazer um lanche no meio da tarde e irem cada um para seu canto fazer seu trabalho, já era final de expediente, e Kurt andou até a sala de Blaine e trancou a porta ao entrar.
— Por que você trancou a porta? – Blaine perguntou, levantando e andando até Kurt, logo sendo empurrado para cima de sua mesa, ele nem conseguiu raciocinar direito.
— Sei lá, eu estava pensando comigo mesmo, que deve ser muito legal fazer certas coisas na sala do chefe, ainda mais quando você é o meu chefe, e é com você que quero fazer todas essas coisas...
Continua...
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