Maybe We Can Be Each Other's Company
5 I Want To Work Like This Everyday
Notas iniciais
— Kurt, por mais que eu concorde que essa é a melhor ideia que você poderia ter, não podemos fazer isso agora. – Blaine segurou os braços de Kurt antes que o castanho voltasse a empurrá-lo. – Mas se você quiser ficar aqui depois do seu expediente, posso realizar seus desejos. O que me diz?
— Eu não queria ir para casa mesmo. – Kurt riu de maneira um pouco safada. – Te vejo mais tarde então, Sr. Anderson.
O tempo se tornou uma grande tortura para Blaine após aquela curta visita de Kurt em sua sala. Queria que o tempo voasse para que todos os seus funcionários fossem embora e eles pudessem finalmente aproveitar a sós naquela sala – e em qualquer outra que quisessem.
Foi só lá pelas onze horas que o último funcionário foi embora, depois de editar o restante do álbum no qual trabalhava. Blaine era o dono daquela grande empresa e sabia de cada detalhe do que acontecia dentro de cada setor. Sabia dos detalhes de gravação e edição, da parte chata da papelada, da parte técnica e por aí vai. Sabia, até mesmo, como funcionava dentro do estúdio, não só na hora de gravação, mas também o que se passava dentro da cabine de vidro.
Ele era um bom administrador de sua gravadora, dava valor a aqueles que trabalhavam ao seu lado e dava valor também à sorte que tinha por ter conseguido construir um império daqueles com tão pouca idade, já que a Anderson Records tinha quase dez anos de funcionamento.
O moreno desligou seu computador e organizou os papeis em sua mesa, os guardando em seus devidos lugares dentro das grandes gavetas de arquivos. Ouviu alguém bater em sua porta e mandou que entrasse e esse alguém entrou e trancou a porta. Era agora que o verdadeiro trabalho dele começava, por mais promíscuo que dizer isso pudesse soar.
— Meu expediente já acabou, Sr. Anderson. – Kurt escorou-se na porta já trancada e cruzou os braços, encarando o moreno se aproximar dele.
— E você fez um trabalho tão bom, que agora merece uma recompensa. O que me diz, Sr. Hummel? – Blaine sussurrou o “Sr. Hummel” no ouvido de Kurt, que perdeu todo o controle do seu corpo naquele momento, já levantando a cabeça para beijar ferozmente os lábios deliciosos do Anderson.
Os dois pareciam estar em uma luta por poder, tentando ver quem tocava mais o outro. Mas a verdade é que ambos tinham perdido o controle de seus corpos naquele momento, porque a partir do momento em que começaram a se beijar, tudo se tornou feito para o prazer de ambos e não mais de um ou de outro.
Enquanto ainda se beijavam, Kurt passou a tirar o nó da gravata de Blaine para poder tirá-la fora, sua vontade era usá-la para amarrar as mãos do moreno, mas não se sentia ousado a esse ponto. Deixaria isso para outro momento. Tirou a pequena peça e tirou a parte de cima do terno de Blaine, mostrando uma camisa branca – muito bonita por sinal. A qual Kurt tratou de abrir lentamente botão por botão, apenas para provocá-lo.
— Você não vai querer sentir a minha vingança... – Disse Blaine, sentindo as delicadas e macias mãos do Hummel tocando todo o seu corpo.
— Ah, eu vou sim. – Kurt disse no ouvido de Blaine, aproveitando para descer os beijos pelo pescoço dele.
Blaine tomou o controle da situação para si e grudou Kurt na parede, tirando com um pouco de força seu casaco e sua camisa, quase rasgando essa última peça. Mas eles ligavam? Lógico que não. Estavam extasiados demais para ligar.
Eles se apoiaram na mesa de Blaine – que graças aos céus era forte e grande – e o moreno logo tratou de tirar as peças da cintura de Kurt para baixo, logo deixando-o totalmente sem nada. Kurt sentou na beirada da mesa e também tirou a parte de baixo das roupas do moreno, aproveitando a situação em que se encontrava para distribuir inúmeros beijos ao longo da extensão do membro do Anderson, o fazendo quase perder a força das pernas.
— Se vira... – Blaine ordenou, falando isso de uma maneira extremamente provocante. – E se inclina sobre a mesa.
— Não está muito autoritário, não? – Perguntou o castanho, fazendo o que lhe foi mandado, logo sentindo Blaine se inclinar por cima de si e beijar-lhe sua nuca, sentindo um arrepio percorrer seu corpo inteiro.
— Não está gostando, Sr. Hummel? Posso fazer isso de outro jeito, embora eu ache que seu corpo está reagindo muito bem a esse jeito... – Blaine só ouviu um murmúrio de resposta e sorriu com aquilo, voltando a beijar a nuca e as costas do castanho, que conseguia se arrepiar cada vez mais. – Posso continuar?
— Já está até demorando. – Reclamou o castanho, fazendo Blaine rir.
O moreno encaixou seu membro na entrada de Kurt e o invadiu com certa força, fazendo um grito escapar pelos lábios do Hummel. Ele se desculpou rapidamente e começou a se movimentar, segurando com um pouco de força a cintura de Kurt, se inclinando algumas vezes para beijar seu pescoço.
— B-blaine... mais rápido...
Ah, aquela voz tinha o poder de enlouquecer cada centímetro do corpo de Blaine, o fazia perder toda a sua concentração para o que quer que estivesse fazendo. Desse jeito não tinha como ele manter sua sanidade quando estivesse longe de Kurt.
Fazendo o que lhe foi pedido, ele acelerou os movimentos, logo chegando ao seu ápice e deixando o corpo de Kurt, o deixando um pouco frustrado.
Blaine se afastou e encarou o estado em que Kurt se encontrava, o encarando um pouco irritado. O moreno mexeu nas suas roupas que estavam jogadas no chão e voltou a se aproximar de Kurt, o beijando ferozmente, fazendo o mesmo perceber que aquilo ainda não tinha acabado.
O Anderson deu um impulso em Kurt e ajudou o castanho a subir completamente na mesa. O moreno aproveitou e subiu com ele, sentando sobre suas coxas. Ele colocou as mãos de Kurt em cima da cabeça do mesmo e as amarrou com sua gravata enquanto o beijava, deixando um sorriso um pouco diabólico brotar em seus lábios ao fazer aquilo. Ele se apoiou com um braço de cada lado do corpo de Kurt e a mesma coisa com suas pernas.
Ele passou a distribuir inúmeros beijos pelo corpo de Kurt, começando por seu pescoço, descendo por seu peito até chegar onde realmente importava. Ele passeava com sua língua pela extensão do membro de Kurt, depois distribuiu alguns beijos pelo mesmo local e, por último e certamente não menos importante, finalmente o colocou em sua boca, subindo e descendo em um ritmo um pouco acelerado, levando Kurt a loucura – principalmente por não poder mexer as próprias mãos.
Blaine se sentiu ainda mais satisfeito do que já estava ao ver Kurt se desfazer em seus braços gemendo seu nome. Ele fez a trilha de beijos pelo caminho contrário, parando em sua boca e o beijando um pouco mais tranquilamente, já o desamarrando.
— Por que eu não te encontrei antes? – Blaine quebrou o silêncio enquanto se vestia. Kurt fazia o mesmo, também em silêncio, corando com a pergunta. – Digo... se eu tivesse te conhecido antes, as coisas poderiam ser diferentes. Não que agora seja tarde demais, mas ainda assim.
— Porque eu tive que ser um idiota apaixonado que saiu de coração partido e ainda por cima traído do meu último relacionamento. – Kurt disse e riu, lembrando o quanto aquilo era ridículo. – Gosto de passar meu tempo com você, pelo menos você faz com que eu esqueça do que já passou.
— Acho que esse é o momento de termos uma conversa séria sobre nós.
— Não estou apaixonado, não se preocupe... não foi isso que eu quis... – Kurt foi interrompido por um beijo. Ele aproveitou e já ajudou Blaine a refazer o nó de sua gravata e arrumar corretamente seu terno.
— Não é isso. Eu só queria saber se isso está estragando a nossa amizade, porque não quero parar, mas ao mesmo tempo eu me apeguei a você e não quero te perder. Sei como uma amizade colorida é arriscada e sei que sou idiota o suficiente para estragar tudo e eu não queria que um de nós acabasse se apaixonando e sofrendo, entende?
— E se isso acontecer? – Perguntou o castanho. – E se um de nós acabar se apaixonando?
— Eu não duvido que tenha chances de isso acontecer, mas... não sei. Não faço ideia.
— Vamos ter que criar coragem e confessar um para o outro e acabar com isso o mais rápido possível. Duvido que tenhamos a sorte de ambos se apaixonarem ou ambos não se apaixonarem. – Kurt disse um pouco triste, o que deixou Blaine pensativo.
— Quer jantar comigo? Você me deixou com fome...
— Pensei que já tivesse matado ela. – Kurt disse com um sorriso safado, sendo ajudado por Blaine para arrumar seu casaco, logo saindo com ele.
— Não o suficiente. – Blaine disse depois de um tempo e logo os dois já estavam no carro do moreno. – Sabe, vou confessar uma coisa... eu já me apaixonei por um cara com quem eu tinha uma amizade colorida. Só que ele descobriu de uma maneira não muito boa e terminou tudo comigo, inclusive nossa amizade. Eu era bem novo, uma semana depois eu abri a gravadora e ele veio correndo atrás de mim, porque eu consegui uma boa fama em pouco tempo.
— Eu admiro muito o seu trabalho, acredito que você ainda vai mais longe do que já foi. Você se dedica muito pelo que observei hoje... – Kurt disse e fez uma pausa. – Mas voltando para isso da sua amizade, espero que você tenha mandado ele para o inferno.
— Na verdade eu mandei ele para o apartamento dele e fui junto. Eu sei que fui idiota, mas eu estava apaixonado, queria ele. Mas aquela foi a última vez, mandei ele nunca mais me procurar. Ele procurou, mas eu não cedi nunca mais. – Blaine afirmou, estacionando o carro em frente a um restaurante, mas permaneceu no carro. – O que eu quero dizer é que eu não sou tão insensível quanto parece, ok? Se você se apaixonasse por mim eu não faria isso e quero que saiba que pode me contar.
— E se for você o primeiro a entregar o coração? – Kurt sorriu para o moreno.
— Se você me prometer que não vai agir como ele, eu te conto.
— Eu prometo!
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