Notas iniciais
Mais uma por hoje *--* Espero que gostem ♥

Alguns dias se passaram, talvez semanas, mas a data não fora algo reparado por Kurt e Blaine. Os dois foram fazer a viagem de negócios de Blaine, mas o que era para ser uma viagem para o lançamento de um álbum qualquer, se tornou a viagem para o lançamento do álbum do próprio Anderson. Kurt não poderia estar mais feliz com isso.

Em uma das noites, Blaine teve uma reunião com o produtor da Anderson Records de Paris, uma das três filiais que ele tinha, mas não conseguiu levar Kurt consigo, até porque seria apenas uma conversa burocrática sobre produção de um álbum. Kurt preferiu ficar no hotel assistindo a um filme e esperando pelo namorado.

Blaine não aguentava mais andar pela cidade sem seu carro, embora a França por inteiro fosse linda e a vista em que se encontravam fosse mais linda ainda, ele preferia o bom conforto da sua cama na Califórnia. Ao chegar no hotel onde ele e Kurt estavam, o qual tinha uma incrível vista da Torre Eiffel, encontrou o Hummel observando a paisagem usando só uma boxer vermelha.

— Que paisagem linda. – Comentou o Anderson já colocando no rosto um sorriso safado.

— Ah, concordo, essa cidade é tão linda. – Kurt não tinha entendido a malícia na frase do Anderson, nem mesmo quando Blaine chegou por trás dele e o abraçou de maneira firme e forte.

— Você é a bela paisagem. – Um arrepio percorreu o corpo do Hummel ao ouvir tal frase sendo sussurrada em seu ouvido. – E por sorte você é só meu.

Kurt virou-se de frente para o namorado. O mesmo não perdeu tempo para juntar suas bocas em um beijo calmo, que logo se intensificou. As mãos do Anderson desceram pela cintura de Kurt e o apertaram por cima da boxer, causando um gemido abafado pelo beijo.

— E você está com roupas demais, não acha? – Kurt perguntou de maneira sugestiva. A cama deles ficava bem na grande janela de vidro, então eles tinham a total visão das luzes da cidade. – Mesmo que eu ache você extremamente irresistível quando está de terno.

Blaine andou até o interruptor e apagou as luzes do quarto, já que as luzes da cidade iluminavam o ambiente o suficiente para que eles se enxergassem. Os dois se aproximaram e voltaram a se beijar. O Anderson sentiu as mãos de Kurt tentando soltar sua gravata e parou o beijo no mesmo instante.

— Tive uma ideia. – Revelou Blaine, vendo o sorriso safado de Kurt apenas aumentar. – Lembra daquela vez, na minha sala, quando eu te amarrei com a gravata?

— Lembro. – Kurt já havia entendido onde Blaine queria chegar. Ou não, já que se surpreendeu com sua resposta.

— Então... – Blaine tirou a gravata de si mesmo de uma maneira extremamente lenta e sensual. – Se quiser se vingar... Eu realmente não me importo.

Kurt apenas sorriu novamente e tirou a gravata das mãos de Blaine, a deixando largada no canto da cama. O castanho voltou a beijar Blaine e tirou lentamente seu blazer e a sua camisa, o empurrando em seguida para a cama e subindo sobre ele. Kurt pegou a gravata de volta e amarrou firmemente as mãos do namorado, beijando-o novamente enquanto fazia isso.

As mãos do Hummel foram escorregando por todo o corpo de Blaine, causando-lhe arrepios e mais arrepios, que o faziam suspirar cada vez mais alto. Kurt trilhava beijos por um caminho qualquer daquele corpo, sentindo-se maravilhosamente bem por poder provocá-lo tanto, já que normalmente era o contrário.

Kurt levou suas mãos até a calça de Blaine e a tirou fora, voltando para cima dele e apalpando seu membro ainda por cima da boxer antes de também tirá-la fora. Ao voltar para cima dele mais uma vez, seus lábios foram de encontro ao membro de seu namorado, fazendo com que o mesmo soltasse um alto gemido e murmurasse algumas palavras que não foram entendidas. Kurt queria provocar mais e ainda por cima obrigá-lo a respondê-lo. No entanto, tocar seu corpo sem que o moreno pudesse o tocar de volta já era uma provocação boa o suficiente.

Quando os lábios de Kurt voltaram a subir pelo corpo do Anderson, seus lábios se encontraram novamente em um beijo afoito, com direito a uma mordida vinda por parte de Blaine.

A única peça de roupa que tinha em Kurt foi parar no chão junto com as outras e, se apoiando no peito do namorado, o Hummel sentou sobre o membro do mesmo e começou a se movimentar lentamente.

Blaine queria poder tocar no namorado, já estava se odiando por ter tido aquela ideia ridícula, mas agora era tarde demais. Kurt começou a aumentar a velocidade de seus movimentos, fazendo Blaine delirar de tanto prazer.

— Kurt... Eu vou... – Blaine deixou sua frase no ar, mas Kurt tinha entendido.

O castanho se inclinou sobre o namorado, diminuindo a velocidade para poder fazer isso e o beijou com delicadeza, soltando as mãos dele que ainda estavam amarradas. Ao fazer isso, Kurt sentiu as mãos de Blaine apertando suas coxas com força, o que o fez sorrir de maneira safada.

Kurt foi empurrado para trás e Blaine ficou por cima dele, logo novamente se encaixando e começando a se movimentar dentro dele. Os gemidos dos dois se encontravam e se misturavam com o som de suas peles se chocando e suas respirações totalmente aceleradas. Blaine ainda levou sua mão ao membro de Kurt e começou a fazer movimentos de vem e vai no mesmo, fazendo o castanho gemer ainda mais alto, alto o suficiente para que Blaine chegasse ao seu ápice. Kurt veio logo após.

— Nossa. – Blaine soltou um suspiro cansado, levando Kurt a rir. – Você mexe com a minha sanidade, Sr. Hummel.

— Preciso mesmo dizer que você também ou já está óbvio o suficiente? – Kurt perguntou risonho, vendo Blaine apenas assentir.

Kurt se debruçou sobre o peito do namorado e se inclinou para beijá-lo suavemente. Os dois nem viram o tempo passar, adormeceram naquela posição.

No dia seguinte, seus corpos estavam doloridos. Haviam dormido a noite inteira na mesma posição. Kurt sentia todo o lado direito de seu corpo doer e Blaine reclamava de dor nas costas. Começaram a rir por reclamarem de suas dores e levantaram juntos, tomariam café em algum lugar fora do hotel.

Após um banho rápido e com direito a muitos beijos, finalmente se vestiram e saíram do quarto de hotel de mãos dadas. Foram caminhar pela rua e só pararam a caminhada ao chegarem em um belo café que havia perto de uma enorme praça. A vista dali era perfeita, assim como grande parte dos lugares que haviam visitado nesses últimos dias.

— Você ainda não me contou como foi a reunião. – Comentou Kurt enquanto aguardavam seus pedidos. – Mas, a ver pela sua empolgação ontem à noite, acredito que tudo tenha dado certo.

— Eu não tive tempo de te contar, sabe... Estava com a boca um pouco ocupada. – Blaine sorriu de maneira safada, fazendo Kurt corar. – Mas, sim, deu tudo certo. A próxima reunião já é a última e nessa eu quero você comigo e, depois disso, poderemos aproveitar sem nos preocupar com isso.

— Você então vai oficialmente gravar seu álbum? – Blaine assentiu com um sorriso de orelha a orelha. – Parabéns, meu amor. Eu disse que você iria conseguir.

— E só consegui graças a você, por isso quero que vá na reunião.

— Vou onde você quiser. – Kurt sorriu, vendo Blaine agradecer aos pedidos recém chegados em um francês perfeito. – Nossa, você fica muito sexy falando em francês.

— É mesmo, Sr. Hummel? – Provocou Blaine. – Je t'aime (eu te amo).

— Huuuum. – Kurt alongou sua palavra, sorrindo de maneira boba. – Je t'aime.

Claro que Kurt não falava francês, mas pelas aulas que teve sabia dizer coisas como, por exemplo: sim, obrigado, por favor, com licença e, o mais importante, eu te amo. Por isso não foi difícil entender o que Blaine tinha lhe dito, muito menos dizer de volta.

— Queria ter te encontrado antes na minha vida. Não aos meus quase trinta anos. – Refletiu Blaine. – Você é bem mais novo que eu...

— Justamente, sou bem mais novo que você. Se tivéssemos nos conhecido seis anos atrás, eu teria dezesseis e você vinte e três. Já parou para pensar nisso? Talvez eu nem fosse te querer. – Kurt disse em tom de brincadeira, levando Blaine a também rir. – Nem sei como você foi capaz de gostar de alguém como eu. Você é um homem de negócios, dono da sua própria empresa, está quase lançando seu próprio álbum, irresistível que pode ter o homem que quiser...

— Então está tudo certo, porque eu tenho o homem que eu quero. – Kurt aumentou seu sorriso ao ouvir aquilo.

Ele não sabia, mas o álbum de Blaine já estava completamente resolvido, o assunto dessa próxima reunião nem mesmo era com a sua gravadora, envolvia algo que ele queria dar de presente para o namorado e ele sabia que iria agradá-lo.

Ele, de fato, realizaria o sonho de Kurt.

Notas finais
O que acharam? Contem aí ♥