Maybe We Can Be Each Other's Company

14 You Want To Be My Company Forever?


Notas iniciais
E chegamos ao final... Espero que gostem ♥

— Acho que podemos iniciar essa reunião. – Anunciou Blaine em frente aos funcionários de sua filial.

O motivo de ele fazer essa reunião na França e não nos Estados Unidos, é porque duas pessoas específicas e francesas foram convidadas para a reunião para observarem Kurt e depois darem uma discreta resposta para Blaine. Tudo dentro do planejado.

— Como todos bem sabem, a Anderson Records tem estado presente nesse mundo há uma década para mais e eu ando um pouco cansado de tomar conta dela.

— VOCÊ VAI ABANDONAR A GRAVADORA? – Uma das pessoas perguntou e Blaine sorriu, negando com a cabeça.

— Não. Eu apenas não dedicarei todo o meu tempo a isso, afinal estou cuidando do meu próprio álbum agora. O que eu quero verdadeiramente fazer, é nomear um segundo diretor, que seria dono dessa empresa junto comigo.

— E quem seria? – Perguntaram.

Blaine andou até Kurt e pediu para que o mesmo levantasse a andasse junto com ele para frente de todos. Kurt achou loucura ser nomeado diretor sendo que não entendia nada da gravadora, mas aceitou de bom grado, afinal confiava no namorado.

Quando os dois voltaram ao hotel, sentaram-se na cama e ficaram em um silêncio quase que constrangedor.

— Por que eu? – Indagou Kurt.

— Porque eu estava pensando... Não vejo ninguém mais capacitado que você para isso. E seu único trabalho seria comparecer às reuniões.

— Você é uma caixinha de surpresas, Blaine Anderson.

— E essas surpresas não acabaram. – O moreno disse baixo, porém Kurt o escutou e ficou se perguntando mentalmente o que poderia aquilo significar, resolvendo então ignorar e apenas aguardar.

[...]

A viagem dos dois durou mais uma semana, uma semana que passaram juntos sem se separar por muitos momentos. Dormiam juntos, caminhavam juntos, até tomavam banho juntos, sendo esse último repleto de segundas intenções vindas da parte de ambos.

Um dia após estarem de volta à Califórnia, Blaine levou Kurt para um prédio ainda sem mobília alguma. Kurt olhou para o prédio pensando que talvez Blaine fosse mudar a Anderson Records de lugar, mas mal sabia ele que tal edifício pertencia agora a si e não ao moreno.

— O que vai fazer com esse prédio vazio? – Kurt questionou quando entraram em uma divisória que tinha molde para uma enorme sala de negócios, como uma sala de diretor ou de reuniões.

— Essa sala é a sua mais nova sala, meu amor. – Declarou o Anderson, escorando-se na parede. – E esse enorme prédio, pertence a você.

— Como assim? – Um certo terror passou por Kurt naquele instante, já que não estava entendendo nada.

— Você ficou muito triste quando foi demitido da revista em que trabalhava e eu entendo que você deve amar trabalhar comigo e aproveitar a minha sala ao máximo, mas eu achei que talvez você devesse abrir a sua própria revista. Talento, capacidade e dom você tem, então eu dei um empurrãozinho pagando pelo prédio e por toda a mobília e aparelhos que você precisará. Claro que isso você vai escolher, mas ainda assim.

Kurt não se aguentou e derrubou as lágrimas de emoção que o Anderson lhe causou. Ele praticamente pulou no moreno ao abraçá-lo apertado, dizendo que não merecia tudo aquilo e ouvindo que merecia ainda mais.

— Eu te amo, B. Só que tem uma condição para que eu possa fazer isso dar certo.

— Eu também te amo, Kurt. Qual a condição?

— Quero que me empreste seu sobrenome. Quero colocar nossos sobrenomes juntos como o nome da empresa, exatamente como você fez com a Anderson Records, que agora é Hummel-Anderson Records.

— Você é tão incrível. E ainda pergunta? Eu deixo você usar meu sobrenome e o que mais quiser. Sou todo seu e tudo que é meu te pertence. Você sabe disso. – Blaine disse, puxando Kurt pela nuca e o beijando apaixonadamente. – Aliás... Esse sobrenome fica muito bonito. Já parou para pensar que seria assim se casássemos?

Se casássemos? – Kurt arqueou a sobrancelha e Blaine riu.

— Ok, me expressei mal. – Riu novamente. – Quando casarmos. Melhorou?

— Muito. – Kurt deu outro sorriso, beijando o namorado mais uma vez. – Obrigado por tudo isso. Você não faz ideia do quão feliz você me deixou.

— Tenho sim, essa é a sensação de viver ao seu lado todos os dias, sabe? Uma alegria sem igual, chega até mesmo a contagiar. É muito bom.

[...]

O restante daquele mês se passou em plena bagunça. Kurt e Blaine foram a várias lojas de diferentes departamentos na procura por tudo que Kurt precisaria para sua revista. Ele até mesmo foi em busca de funcionários, abriu inúmeras vagas para vários setores da empresa. Conversou com designers, alguns estilistas não tão famosos e conseguiu algumas afiliações com empresas famosas de marcas de roupas.

Quando uma sexta-feira específica chegou, Kurt estava ansioso e nervoso. Era o dia da inauguração de sua própria revista, ele nem mesmo havia conseguido dormir naquela noite e ainda manteve Blaine acordado consigo.

Por falar nisso, Blaine e Kurt venderam seus apartamentos e compraram uma casa para morarem juntos. Não aguentavam mais um dormir na casa do outro, morar juntos era a melhor opção, assim poderiam estar perto um do outro sempre que quisessem.

Os amigos de Kurt e de Blaine foram convidados para a grande festa de inauguração, Elliot e Sebastian foram uns dos primeiros a chegarem, ajudando a colocar o restante dos balões na sala do diretor, onde Kurt ficaria e a pequena comemoração aconteceria. De fato, as surpresas ainda não haviam acabado. Blaine mandara o namorado para casa para que este se arrumasse e ficou na nova empresa organizando o que faltava. Ele ainda tinha uma pergunta a fazer e necessitava de um 'sim' como resposta para poder ser feliz – ainda mais – dali em diante.

— Você sabe que ele vai aceitar. Por que o nervosismo? – Perguntou Sebastian, vendo que Blaine andava distraidamente de um lado para o outro, batendo forte o pé no chão, andando com os braços cruzados e a cabeça se movendo negativamente a cada segundo. – Quer parar com isso?

— E se ele não aceitar, Seb? Estamos até morando juntos... Vai ficar tudo estranho. O nome da gravadora e da revista é a junção dos nossos sobrenomes, ele vai dizer que não e eu não vou suportar isso, vou me decepcionar novamente no amor e... – Blaine foi interrompido por um não muito forte tapa no rosto e uma sacudida em seu corpo. – Você me bateu, Sebastian!

— É para ver se você para. Pelo amor de Deus, está agindo como se não fosse, por acaso, pedir Kurt em casamento. Ele te ama, não há motivos para ele não querer casar.

— Eu concordo com o Seb. – Falou Elliot enquanto prendia o último balão que faltava. – Relaxa que vai dar tudo certo. Ele não tem motivos para dizer que não.

— Vocês estão certos, estou fazendo uma tempestade em um copo de água. Desculpem pelo surto e obrigado pelo choque em forma de tapa. – Blaine disse sorrindo fracamente.

— Sempre que precisar. Se quiser, posso te dar outro tapa agora mesmo. – Brincou Sebastian.

— Bata no seu marido, não em mim. Não te fiz nada. – Defendeu-se o Anderson, ainda rindo.

— E você acha que eu não bato? Só que não tem graça quando a pessoa gosta, o legal é incomodar.

— Sebastian, cala a boca. – Pediu o Gilbert, totalmente vermelho de vergonha. – Odeio quando você faz isso.

— É só o Blaine, ninguém mais sabe. – Sebastian também se defendeu. Em seguida, Kurt entrou na sala, já arrumado em um lindo terno que ele mesmo havia desenhado. – Wow, Kurt! Que terno incrível.

— Obrigado. Eu que desenhei. – Kurt agradeceu envergonhado. – Pelo visto já arrumaram tudo por aqui. Obrigado, vocês são incríveis.

— Faço qualquer coisa por você. – Afirmou Blaine, puxando o namorado pela cintura. – Além do mais, hoje é o seu dia e você merece ser um pouquinho mimado. Mas só por hoje.

— Só por hoje? – Riu Sebastian. – Se ele te pedir para você carregá-lo no colo você vai carregar, então...

Só de provocação a aquilo, Blaine pegou Kurt no colo, mas logo o botou no chão em meio a risadas, aproveitando a proximidade para beijá-lo apaixonadamente. Sebastian brincou que não era obrigado a ver tanta intimidade e soltou um 'eca' quando Blaine disse que era melhor então ele se afastar da mesa, porque a comemoração dos dois já tinha sido na noite anterior. Kurt ficou mais vermelho do que nunca, mandando Blaine ficar quieto.

Elliot ainda brincou que Sebastian e Blaine eram tão safados que só por isso já combinavam para serem amigos. No entanto, talvez esse fosse o motivo de não terem dado certo como algo a mais e, por isso, Elliot e Kurt completavam os dois, por conta das diferenças que se uniam aos outros.

O que importava era que os quatro ainda riram muito das piadinhas que Blaine e Sebastian faziam, sendo que a maioria era envolvendo um duplo sentido bem explícito.

Os convidados foram chegando e elogiando a nova empresa de Kurt. A maioria dos setores já estava cheia de funcionários, mas algumas vagas ainda se encontravam abertas. Festa vai, festa vem e Kurt deu um pequeno discurso dizendo o quão feliz estava em estar ali e devia isso a Blaine. O moreno sentiu que aquele era o momento certo de fazer seu pedido, então se aproximou do castanho e pediu o silêncio de todos, sentindo seu coração se acelerar e muito.

— E-eu queria dizer algumas coisas. – Murmurou Blaine, vendo Kurt sorrir para ele. Por algum motivo, Kurt já desconfiava o que viria a seguir, já que ambos falavam muito em casamento nos últimos meses. – Bem, eu vou ser breve, porque sempre fico um tempo desnecessário falando demais, então vou tentar resumir. Enfim, tudo começou com uma simples vontade de termos alguém com quem partilhar conversas e tudo o mais. Uma companhia, como você mesmo disse que queria. Só que as coisas começaram a fugir do controle, ainda mais porque eu me apaixonei e só depois fui saber que você também tinha se apaixonado. Eu estou nervoso agora, estou falando tudo de maneira atrapalhada, mas...

— B, calma. Sou só eu. – Kurt pediu, tentando acalmar o namorado. – Eu te amo, é só falar o que quer falar.

— Nesse caso, chega de enrolação. – Riu o moreno. – Aliás, eu também te amo. – Blaine pegou em seu bolso uma caixinha de veludo e todos soltaram suspiros ao perceberem o que aconteceria. Por incrível que pareça, Kurt não se sentiu nervoso com aquilo, se sentiu feliz e completo, como só com Blaine ele era capaz de sentir. – Kurt Hummel, meu amor, o que você acha de ser a minha companhia para sempre?

— Seria uma honra. – Kurt disse sorrindo e com lágrimas nos olhos.

— Então... você aceita se casar comigo? – Perguntou ajoelhado, segurando a mão de Kurt.

— Eu aceito sim me casar com você, Blaine Meu Anderson. – Kurt disse com um enorme sorriso, afinal tinha chamado Blaine daquela maneira quando admitiu estar apaixonado.

— Eu te amo tanto. – Blaine disse ao colocar a aliança na mão de Kurt e ter a outra colocada na sua.

— Eu também te amo.

Kurt beijou Blaine de uma maneira apaixonada, ouvindo todos os aplaudirem por aquilo. Ele se sentia muito feliz por saber que ele e Blaine estava mesmo dando mais passos em seu relacionamento. Era bom, era maravilhoso.

Agora sim, seria a companhia um do outro todos os dias de sua vida. Até que a morte os separe e, talvez, ainda mais além.

Vamos acabar com as noites solitárias um do outro
Ser o paraíso um do outro
Eu preciso de uma foto para colocar na minha moldura
Alguém para dividir meu anel

Talvez possamos ser, possamos ser, ser a companhia um do outro

– Company (Justin Bieber).

Notas finais
Muito obrigada a todos que acompanharam, comentaram, favoritaram, recomendaram e estiveram aí comigo desde março ♥ Desculpem por eu terminar a história com poucos capítulos, mas é melhor isso do que arriscar deixar vocês sem final. Vejo vocês nas minhas outras histórias por aí ♥♥ Bjo ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!