Maybe We Can Be Each Other's Company
2 A New Friend
Notas iniciais
— Você me traiu, Colin. Isso é imperdoável. – Esbravejou Kurt, andando de um lado para o outro dentro da sala de sua casa.
— Eu sei disso, me perdoa. Eu queria experimentar algo diferente e eu me arrependi, me perdoa. – Colin estava quase se ajoelhando no chão e implorando. – Não destrua nosso namoro por causa de um erro desses, por favor.
— Eu não destruí nada. Você fez isso sozinho. – Kurt tirou o anel de compromisso de sua mão e atirou em cima do ex-namorado. – Acabou tudo!
Essas foram as últimas palavras de Kurt, que logo se dirigiu para fora daquela casa. Ele iria para o seu antigo apartamento. Ele não precisa se humilhar para um namorado, ainda mais um que aparentemente preferia experimentar coisas novas do que estar inteiramente com ele. Ele realmente não precisava de Colin.
Kurt precisava espairecer, então decidiu passar em seu antigo apartamento para largar suas coisas e se arrumar, decidindo que iria para uma boate beber alguma coisa. Ele precisava mesmo se distrair.
Nas noites que se passaram, Kurt começou a ir diretamente a bares e boates, mas ele só ia para se distrair, dançar com alguém, nunca para se embebedar e acabar na cama com alguém. Até que, em uma noite qualquer, ele conheceu alguém.
Ele estava sentado ao bar, enquanto a música tocava de maneira tranquila pelo local. Ele olhava para todas as pessoas lá dentro e nenhuma parecia ser interessante. Mas isso não iria durar, não é mesmo? Não quando um homem extremamente lindo sentou ao seu lado.
— Boa noite. – Disse o tal homem, olhando tão penetrantemente nos olhos de Kurt, que o castanho chegou a corar.
— Boa noite. – Disse envergonhado, sorrindo de canto.
— Me chamo Blaine. – Espera, o que? O nome dele era Blaine? O mesmo nome do... não... não podia ser ele.
— Você por um acaso é... – Kurt fora ligeiramente interrompido.
— O dono da maior gravadora da Califórnia, a Anderson Records? Eu mesmo. – Blaine disse rindo, pedindo uma bebida no bar. – E você? Como se chama?
— Kurt Hummel. – Respondeu o castanho e os dois compartilharam um aperto de mão. – E o que um homem tão atarefado está fazendo por aqui?
Blaine pegou seu copo e tomou um longo gole de seu drink, o qual Kurt não sabia definir o que era. Ele pensou que estivesse incomodando e até pensou em se retirar, mas logo ouviu sua resposta.
— Hoje a gravadora precisou encerrar um álbum às pressas, acabei ficando o dia inteiro estressado. Vim apenas me divertir um pouco. – Explicou o moreno. – E você? Não sei se já te disseram isso, mas um rapaz tão bonito e jovem como você não deveria estar na rua essa hora da noite.
— Fui traído depois de seis anos de namoro e decidi não ligar para mais nada. – Kurt disse e riu.
— Você procura por um relacionamento ou por uma diversão? – Perguntou Blaine, se levantando do banco.
— Uma companhia. – Respondeu depois de um tempo, também levantando.
— Sua companhia eu posso ser, mas se quiser um par eu posso ajudar a encontrar. Eu sou aquele idiota das festas que só quer uma noite de diversão, mas se você quer apenas se divertir com alguém sem que envolva sexo, posso ajudar você a encontrar alguém. O que acha? – Blaine pegou seu casaco e o pendurou no braço. Kurt apenas assentiu e se deixou ser conduzido por Blaine.
Os dois acabaram indo parar no carro do moreno, que logo começou a dirigir, até que chegaram na frente de uma boate. Uma das mais famosas de toda a Califórnia.
Eles pegaram algo para beber e sentaram-se em uma das pequenas mesas que tinha por ali. Eles observavam todos os rapazes que dançavam na pista de dança e até trocavam alguns olhares com alguns deles.
— Tem um bem bonitinho te cuidando ali. – Kurt apontou na direção de um loiro, que piscou para Blaine ao perceber o olhar do moreno.
— E tem um outro ali cuidando você. – Blaine apontou na direção de outro loiro, que sorriu tímido para Kurt.
Blaine e Kurt foram em direção aos seus “parceiros” e começaram a dançar, mas, enquanto Kurt continuou na parte de dançar, Blaine logo estava aos beijos com o outro rapaz. Kurt não pôde deixar de rir do jeito do novo “amigo” e voltou a dançar com o garoto que estava ali ao seu lado.
Mais tarde naquela noite, Blaine e Kurt resolveram ir embora de táxi, já que ambos haviam ingerido álcool.
— Se divertiu com o seu dançarino? – Brincou Blaine, rindo demasiadamente alto.
— Ele era legal, até peguei o número dele. – Respondeu Kurt, também rindo. – E você? Aproveitou bastante?
— Ele é bem habilidoso com as mãos... – Blaine parou para pensar um pouco. – Mas já tive melhores.
Kurt riu e olhou para o lado de fora da janela, até que ele finalmente entendeu o que Blaine queria dizer.
— ESPERA AÍ! – O grito de Kurt foi tão alto, que assustou até o taxista. – Você transou com ele? Onde? Como?
— Sim, no banheiro, quer mesmo saber como? – Blaine fez a melhor cara de safado que podia, fazendo Kurt corar.
— Mas em um banheiro, Blaine? – Kurt revirou os olhos, fazendo Blaine rir até perder o ar.
— Várias coisas podem acontecer em um banheiro.
— Ok. Já entendi.
[...]
Algumas semanas se passaram, três semanas mais especificamente. Kurt e Blaine se tornaram bem amigos nesse tempo, saindo praticamente todas as noites e rindo muito um com o outro. Eles viviam se ligando e passavam praticamente o dia inteiro conversando. Estavam se dando extremamente bem e a amizade deles era tão tranquila, que agradava aos dois da mesma maneira.
Naquela noite, Blaine tinha passado o dia na gravadora e havia novamente sido estressante. Ele estava sem ânimo algum para ir em alguma festa, mas não avisou isso para Kurt. Ele fez um jantar e ficou à espera do castanho, que iria com ele para a festa.
Quando a campainha tocou, Blaine levantou um pouco rápido e sua cabeça começou a doer mais do que já estava doendo antes. Ele queria revirar os olhos para sua própria situação, mas aquilo faria seus olhos doerem mais ainda.
Ele abriu a porta e se deparou com um Kurt arrumado de uma maneira provocante até demais. Tudo que vinha a cabeça dele, era Kurt chegando em uma festa e milhares de olhares o olhando de cima a baixo, querendo arrancar todas aquelas roupas apertadas, que mostravam cada detalhe magnífico do corpo perfeito de Kurt e... ok, Blaine estava observando demais.
— Você está muito arrumado... não? – Blaine precisou respirar fundo umas cinquenta vezes antes de falar alguma coisa. Aquela calça vermelha estava apertada demais e Blaine estava vendo coisas demais e ele não sabia se conseguia se controlar.
— E você está vestido como se não fosse sair de casa, embora esteja muito bem. – Comentou Kurt, sorrindo nervosamente.
— Ah, eu não vou sair. – Blaine disse, dando de ombros. – Nem você. Vem comigo, eu fiz um jantar.
— E por que você fez um jantar para nós? – Perguntou desconfiado, mas se deixando ser guiado por Blaine, sentando na cadeira que foi puxada pelo moreno e tudo.
— Minha cabeça parece que vai explodir, eu não estou no ânimo de ir para uma festa. Então pensei que você podia jantar comigo, já que viria para cá de qualquer jeito. – Explicou Blaine, tirando um pouco os olhos de Kurt, aproveitando para sentar-se do outro lado da mesa.
— Já tomou um remédio? – Kurt perguntou e Blaine apenas assentiu.
O moreno nunca tinha sentido tanto desejo de ter alguém para si como ele estava sentindo vontade de ter Kurt. Ele queria pular por cima da mesa e beijar o castanho até tirar todo o ar de seus pulmões, queria passar a noite inteira ao lado de Kurt fazendo tudo que tivesse direito... queria arrancar aquelas calças apertadas... ah, ele definitivamente queria ter Kurt para si por pelo menos uma noite.
— Você está prestando atenção no que estou dizendo? – Kurt perguntou desconfiado, vendo Blaine quase babar.
— Não. Eu estava com os meus pensamentos em outro lugar.
— Onde?
— Na vontade que estou sentindo de te beijar.
E, dizendo isso, Blaine praticamente parou de raciocinar, ele simplesmente subiu em cima da mesa e foi parar muito próximo a Kurt, aproveitando para beijá-lo. Ele simplesmente parou de pensar em tudo e focou na vontade de beijar Kurt que já estava o matando. Ele precisava provar muito mais, porque aquele pedacinho do paraíso não havia sido o suficiente ainda.
Fale com o autor