May - Parte VII
3 Eat You Up
Notas iniciais
A música, aposto que achavam que eu não ia contar qual música é. A música se chama "Eat You Up", da cantora BoA (recomendo que escutem e vejam a tradução, mas essa dança será bem detalhada).
A música começa com uma leve falha de rádio, que sintoniza e dá a batida da música, nesse momento eu olho pros olhos de Pietro com um sorriso e ele me dá um sorriso ainda mais sedutor, ele pega a minha mão e me puxa pra ele devagar. Então quando ela começou a cantar eu a acompanhei:
– When I first saw you I knew nothing is like it's used to be / Boy you have got to be the finest thing in history / The way I feel inside is just so hard to understand / You feed my appetite in ways I can't explain.
Eu dançava enquanto cantava e aquela letra fazia parte de nossa história de certa forma. Quem me apresentou a música foi ele mesmo, Pietro, disse que era nossa música, que escreveram uma história sobre nós em forma de música. Eu tive que concordar de certa forma. Assim que terminei de seguir minha parte, começou o refrão, o refrão que ele adora cantar pra mim me agarrando com a cara mais sexy do mundo.
Nós temos um passo para o refrão: olhamos nos olhos do outro enquanto falamos "I'll eat you up" e quando vem a parte do "You love" fazemos um passo de dança de rua acompanhando a batida e na hora do "love" mais comprido eu rebolo e ele acompanha meu rebolado com as mãos na minha cintura. Nas partes do "Oh-Oh" dançamos de frente para o outro e cantamos o refrão com o rosto próximo, minha parte preferida é "so yum yum", porque Pietro é realmente "Yum Yum", a unica parte que eu tentava não cantar, era parte que dizia "I think I'm in love", mas ele fazia questão de cantar.
Então Pietro cantou a segunda parte, substituindo "boy" por "girl":
– If you move any closer, girl there is no guarantee / What I will do to you I fear it and it's scaring me / Like I've become so kind of demon in the night / You look so tasty I could eat you up alive.
Pietro sempre dava um sorriso gostoso e sedutor quando dizia a parte final "I could eat you up alive" e então entrávamos no refrão da maneira mais gostosa ainda, mas na repetição do refrão, começamos a bater os pés três vezes com as batidas da música quando repetia "I'll eat you up" e fizemos um passo sincronizado que os outros quiseram copiar.
E então cantamos a terceira parte juntos:
– Can't stop thinking 'bout the things I wanna do to you / You move any closer you'll be asking for it too...
E então na parte em que é dito "I want your love", eu estava na frente dele e ele pegava na minha cintura e na parte "I need your touch" ele foi subindo as mãos e então eu peguei uma das mãos dele e fui para o lado dele ainda cantando juntos a parte que diz "So much I think I'm in love" e prestando atenção no que cantei, eu parei de olhar pra ele mas ainda continuei cantando a música.
Então dançamos o refrão do jeito que estamos acostumados e então na parte em que é dito "I'm gonna take you to my room", Pietro me grudava pela cintura e falava em meu ouvido com uma voz bem sedutora "my room" e eu continuava cantando a parte "I'll eat you up" e ele repetia a frase "I'm gonna take you my room" e então eu me afastei dele com um sorriso e continuamos até o final da música com nossos passos de rua como os do clipe dela e então começamos a dançar de uma forma mais afastada com os passos treinados e na hora que é dito o último "I'll eat you up", ele me agarra bem perto dele e eu fico encarando-o.
Estamos afobados, respirações rápidas, ele me observa enquanto outra música começa, eu me afasto dele.
– Obrigada pela dança — respondo tentando dar uma ajeitada no meu cabelo.
– Eu é que agradeço por ter deixado — ele respondeu.
Sorri e comecei a sair da pista de dança. Não olhei mas pude sentir vários olhares em mim e eu foquei em John e caminhei até ele determinada. Ele me olhava fixamente.
– O que foi? — perguntei ainda ofegante.
– Dançou muito bem.
Dei uma risadinha breve.
– Vocês estavam bem concentrados e o jeito determinado que ele cantou a música e...
– John — disse suavemente e me sentei no colo dele de leve. — Não precisa se preocupar, você é quem eu quero.
– Não tenho tudo tão jovem mais e...
Eu o beijei bem gostoso.
– Cala a boca — respondi com um sorriso e fiz carinho no rosto dele. — Eu te amo seu bobo, você me deu a vida que eu sempre quis ter. Você é tudo o que eu sempre quis.
Ele sorriu pra mim, ele sabia que eu dizia a verdade.
– Ainda bem que já sei quem vai te fazer feliz depois de mim — ele disse.
– Pare de dizer bobagens. Não quero pensar nesse dia.
E então, após algumas outras danças, algumas mulheres ficaram doidas pra dançar com Pietro, mas agora ele estava confraternizando com as amigas de Melissa. Então chegou o momento de parabenizarmos Melissa com o bolo. Cantamos "parabéns pra você" e quando Melissa soprou as velas fazendo um pedido, Max subiu ao palco do DJ da festa e chamou por Melissa. Todos olhavam para ele.
– Bom, Melissa, não sei qual foi o seu desejo, mas espero que esse não esteja longe de um dos seus. Gostaria que se aproximasse do palco por favor.
As amigas de melissa começaram a cochichar animadas, Nick estava abraçado de lado com Page e olhava para Max com um sorriso. O que estava acontecendo?
Assim que Melissa chegou perto de Max, ele se ajoelhou, Melissa se emocionou e levou as mãos à boca, as meninas gritaram animadas, eu olhava fixamente tentando compreender, tentando ter certeza se era mesmo o que eu pensava.
– Melissa, quer se casar comigo? — ele mostrou as alianças a ela.
– Sim! — ela disse animada.
Casar?
Max colocou o anel no dedo de Melissa.
Casar?
Eles se beijaram e ela pulou em seus braços.
Casar?
Senti a mão de John em meu ombro, ele me pegou de lado e me abraçou. Todos sorriam, batiam palmas, gritavam animados, e então os amigos foram parabenizar e eles sumiram da minha visão. Casar? Meu Max ia se casar? Parecia que o mundo sumia de debaixo dos meus pés.
– Isso é tão bonito, não é? — perguntou John me animando.
Com dificuldade consegui assentir, mas a verdade é que eu estava com medo, Max sumiria assim como Nick? Morariam longe, afastados? Eu mal veria meu filho? Meu único filho, o único filho que posso ter por toda a eternidade irá ficar mais tempo longe de mim. Eu estava sem reação, eu não ouvia mais ninguém, algumas mulheres vieram me parabenizar pelo noivado de Max e tudo o que eu fazia era sorrir rapidamente e depois mergulhar num mundo oco, num vazio. E então Max me olhou e eu encontrei os olhos dele. Me obriguei a sorrir de volta, mas ele percebeu meu pânico e veio até mim e me abraçou. Eu o abracei muito e fechei os olhos, tive uma vontade enorme de chorar.
– Não gostou, mãe? — ele perguntou baixinho ao meu ouvido.
– Não é isso, meu filho — eu estava chorosa. — É que... você... você vai embora, como os outros filhos e...
– Ei, mamãe, estarei sempre com você. Tá certo que não poderei ficar te ligando tanto, ou te vendo com tanta frequência, mas Melissa entende a situação e você será a mãe mais visitada que já existiu.
Nos afastamos para olhar no rosto do outro. Ele limpou minhas lágrimas e eu sorri de verdade. Eu amava meu garotinho. Fiz carinho em seu rosto e lembrei dele pequenininho, meu Max que mal sabia de seus poderes, que conquistava garotas no bar como Claus, que era paparicado pelo tio Remi, que ficou super amigo de Nick e me fez conhecer John, que adorava me ver na porta da escola e vinha correndo me receber, que fazia bagunça em casa comigo, que adorava aprender a lutar, o garotinho que arranjou briga na escola e fomos descontar num bar, o sorriso dele ao socar uma pessoa, ele me olhava como se eu tivesse lhe apresentado a melhor coisa na vida. Meu Max, meu menininho será sempre meu menininho. Para todo o sempre.
Fale com o autor