Notas iniciais
Homens são tão estranhos, principalmente os que rodeiam May, como Remi e Claus por exemplo, ambos são tão mulherengos mas tão mulherengos que podem levar o garotinho de May por esse caminho. Que aliás, não é tão diferente do pai.

Remi estava com a coisa nojenta, pequena e suja mais linda do mundo nos braços. Ele chorava muito. Cortei o cordão umbilical com minhas unhas e logo comecei a me curar. Peguei uma fronha e pedi Remi para me entregar. Eu o embrulhei na fronha e deixei ele mamar. Fiquei olhando sua boquinha sugar o leite rapidamente. Não dava para dizer ainda com quem ele se parecia. Remi estava ao meu lado. Olhei para ele.

- Você está chorando? — perguntei com um risinho.

- Não — ele respondeu segurando o choro.

- Pode chorar Remi, porque eu vou — lágrimas começaram a descer dos meus olhos. Era a maior alegria de minha vida, meu pequenino bebê.

As lágrimas de Remi começaram a descer também e rapidamente ambos estávamos chorando e rindo ao mesmo tempo.

- Qual vai ser o nome dele? — Remi perguntou.

- Max — eu fazia carinho em sua cabeça suja.

- Bem criativa você hem May.

Rimos. Eu não me importava, seria meu Max.

- Max Maximoff.

- Dois Max? — ele riu e eu ri com ele.

- É... fazer o que?

- Vou descer e avisar aos outros que é um menino!

Ele me deu um beijo na testa e desceu. Max e eu ficamos sozinhos no quarto. Assim que ele parou de mamar fui lavá-lo para vê-lo melhor. Assim que terminei de dar banho nele comecei a ver os detalhes. Os cabelos de Max eram bem clarinhos, não eram brancos como o de Pietro, era mais um loiro bem claro. O narizinho dele era a miniatura do nariz de Pietro. Como era lindo. Meu bebezinho perfeito.

Naquela noite, Remi não levou nenhuma garota para o quarto em respeito ao nascimento de Max. Por um lado eu fiquei muito agradecida, iria dormir tranquila pelo menos uma manhã. Remi me ofereceu sua cama de casal mas acabei recusando pois não queria dormir naquela cama cheia de "amor". Dividi minha cama com Max. Era gostosinho ver ele dormir. Ele respirava devagarzinho como se estivesse no lugar mais tranquilo do planeta.

Assim que acordei com o choro estridente e forte de Max, comecei a amamentá-lo. Remi apareceu no meu quarto com a cara meio amassada de sono. Minha cara também não devia estar boa, afinal estava dormindo tão bem.

- Tá tudo bem aí?

Assenti, minha voz ainda não tinha chegado, o sono era muito. Remi fechou a porta meio sonambulo e voltou para a cama dele. Deixei ele na cama quando parou de mamar e fui lavar meu rosto para acordar. Assim que estava mais desperta, me arrumei com um vestidinho preto bem colado, sim, meu corpo já voltou ao normal e agora eu sentia que ficaria presa naquele corpo de vinte e dois anos, algo que me agradou bastante. Peguei Max no colo e decidi fazer umas compras. Max não tinha roupinhas.

Saí do quarto, Remi dormia de bruços na cama e estava roncando. Dei uma risadinha e saí. Desci as escadas e no final das primeiras encontrei Claus.

- Bom dia Claus — respondi como sempre fazia.

- Olá senhorita mamãe. Cadê o garotão? — ele olhou para Max em meus braços. — Nossa, como ele é loiro! — ele pareceu espantado.

- É — olhei para Max. — O pai dele tinha o cabelo branco...

- Você pegou um coroa?

- Não — ri. — Ele tinha cabelos naturalmente brancos seu idiota.

Rimos juntos e começamos a andar pelo corredor cheio de portas.

- Nossa, você ficou bem gostosinha de novo hem.

- Claus! — comecei a rir indignada.

Caminhamos juntos o caminho que estávamos acostumados a fazer, mas não entrei na padaria, fui direto.

- Onde você vai? Esqueceu onde é a padaria? — Claus começou a rir.

- Não. Vou comprar roupas pro Max.

Nos despedimos e continuei a caminhar com ele. Cheguei numa lojinha de roupas de bebê e comprei muitas roupinhas azuis, em vários tons diferentes. Azul era minha cor preferida e ele ficaria lindo de azul, com certeza. Na loja mesmo as garotas me ajudaram a vesti-lo.

- Nossa, tá lindo mesmo. Que bebê mais lindo!

- Obrigada — respondi feliz.

- Se parece com você!

- Sério? Eu acho que parece mais com o pai.

Ela me entregou Max.

- O papai tá feliz?

- Ele estaria se estivesse aqui. Ele morreu.

- Oh meu Deus, me desculpe, eu sinto muito.

- Tudo bem — eu a acalmei. — Eu tenho um pedacinho dele comigo. Não é mesmo Max? — fiz carinho no rosto de Max.

Paguei pelas roupinhas e pelos pacotes de frauda. Caminhei de volta pra casa e incrivelmente, no caminho de volta, encontrei Clausa ainda na padaria.

- Claus? Até agora aqui?

- Fiquei pra te ajudar — ele pegou minhas sacolas e agora estava apenas com Max no colo.

- An... obrigada Claus — fiquei meio surpresa com a atitude dele.

- Por nada — Claus respondeu sorrindo e olhando em meus olhos.

- Claus? Tá tudo bem com você?

- Claro! Por que não estaria?

- Porque você tá me olhando desse jeito.

- Que jeito?

- Não sei...

- Desculpe — ele riu. — Que tal caminharmos de volta pra casa?

- Ok — respondi ainda estranhando a gentileza de Claus.

Durante o caminho de volta senti os olhares pesados que as garotas da padaria soltaram pra mim. Aposto que muitas não acreditaram que fiquei tão magra rapidamente,mas fazer o que, eu não era tao normal assim certo?

Assim que entramos no bar, muitas pessoas queriam ver Max. Todos paparicavam ele. Remi veio rapidamente e pediu para carregá-lo. Ele fez questão de apresentá-lo a todos os outros. As garotas ele apresentou falando sobre as características sexy delas. E enquanto Remi se divertia andando com Max, Claus parou ao meu lado.

- Então May, se precisar de uma ajudinha, estarei sempre à disposição.

- Am... obrigada Claus — ainda estava achando o comportamento de Claus muito suspeito.

- Sabe, se quiser alguém pra ele chamar de pai, estarei às ordens.

- Obrigada Claus mas a única pessoa que ele chamará de pai será o pai dele, Pietro.

- Pietro. Esse nome... sei não hem — ele deu uma risadinha.

- Ah, o nome não quer dizer nada, ele era muito sexy — fui fazendo cara sensual e me aproximando de Claus da mesma forma sexy. — Era um garanhão, conquistava qualquer uma que quisesse e conseguiu me pegar de jeito.

- Cara de sorte — ele viajava em meus lábios.

- E foi muito difícil, ele teve que me enganar um pouquinho sabia?

- Se quiser eu posso te enganar também.

- Eu não caio na sua conversinha Claus. Te conheço bem.

Dei uma risadinha e então o choro de Max invadiu o salão. Parei com minha cara sexy rapidamente e fui até Max, tirando-o dos braços de Remi.

- Ô meu bebê lindo, titio Gambit colocou fogo em você foi?

- O quê? Titio Gambit jamais faria isso! — ele entrou em pânico.

- Vamos sair de perto do titio mau.

- May, cualé!

Comecei a rir e fui subir para o quarto para amamentá-lo. Remi me seguiu falando que jamais machucaria Max na vida dele.

- Sei disso Gambit — ri. — Só estou curtindo com a sua cara.

Ele então me deu um soquinho na cabeça.

- Sua idiota.

Ri ainda mais e ele me acompanhou. Ele voltou para ajudar com a arrumação do bar e eu fui amamentar meu pequeno Max.

...

Três anos se passaram. Max já andava e eu ainda estava no meu corpo de vinte e dois anos. O cabelo de Max era de um loiro muito claro e muito bonito. O rosto estava tomando a mesma forma do rosto de Pietro mas seus olhos eram idênticos aos meus. Os rapazes diziam que o sorriso dele era parecido com o meu.

Max estava no colo de Remi. Os dois tinham uma conexão incrível. Quem visse de fora achariam que são pai e filho, mesmo não tendo nada em comum. Eu estava na bancada, olhando-o se divertir com Remi. Ele não entendi o jogo mas sabia que não podia atrapalhar o tio. Max olhou pra mim, seus olhinhos brilhantes e lindos, ele sorriu muito, desceu do colo de Remi e veio correndo entre as pernas dos clientes que também o cumprimentavam.

- Mamãe! — ele abriu os bracinhos e eu o peguei no colo e dei um beijo bem gostoso em sua bochecha.

- Você tá se divertindo com o tio Gambit?

- Uhum — ele balançava a cabeça positivamente.

- Ele tá ganhando?

- Sim! O titio é dimaiz! — ele disse super feliz.

- É mesmo? Ainda acho que você tá puxando muito saco do seu tio — ri e ele me acompanhou.

O desci do meu colo e dessa vez ele foi até Claus, as meninas eram apaixonadas pela fofura dele.

- Ah camaradinha, desse jeito vou perder minhas meninas — dizia Claus com ele ao lado sentado na bancada.

Max dava de ombros.

- Eu sô muinto lindu!

As meninas riam e achavam ele muito fofo. Aquela atitude ele havia aprendido com Claus e Remi quando competiam por algumas meninas as vezes.

- Tá ficando espertinho ele hem — disse Nick, o barman.

- É...

- Não fica com medo de ele perder a infância muito rápido?

- Como assim?

- Você não acha que ele está convivendo muito aqui com os adultos?

Olhei novamente para Max, ele realmente estava pegando um jeitinho de conversar de Remi.

- Mas o que vou fazer?

- Por que não o leva num parquinho que tem logo ali? Lá ele pode brincar com outras crianças e... sabe, aproveitar a infância.

- Sei... — analisei novamente.

- Acho que seria bom pra ele.

É, poderia ser uma boa ideia mesmo. Porém, haviam razões para eu não gostar que ele saísse muito, eu estava com medo, medo de ele manifestar os poderes na frente de outras crianças e acabar sendo recusado por elas. Mas Nick tinha razão, Max precisava de coleguinhas da sua idade para crescer como uma criança normal, ou mais próxima do normal que poderia ser. Então estava decidido. Eu o levaria ao parquinho.