May - Parte V
14 O Meu Max
Notas iniciais
Max. Meu Max. Filho de Pietro. Aquele pequeno feto que me fez sentir-se humana, que me trouxe alegria. Aquela criança linda e perfeitinha que me fazia rir, que me deu um sentimento de renovação, que fez meu mundo bagunçado, meu mundo cheio de mortes e de abandonos ser um passado bem distante, quase inexistente. Max não era violento, ele tinha essa tendência, mas não tinha motivos. Max sempre me trouxe a paz, eu me obrigava a me acalmar para que ele não se assustasse e não ficasse como eu.
Max, meu garotinho com o rosto sereno e sedutor, com seu sorriso juvenil de quinze anos, agora estava na pequena arena do bar. Ele estava nervoso, eu podia ouvir seu coração se acelerar, ele olhava para seu adversário com raiva, podia ter certeza que ele estava vendo o diretor do outro lado da arena. O homem veio correndo em sua direção com os punhos cerrados. Max estava parando e o olhava fixamente, eu estava sorrindo, mas lembrei que Max não era de adamantium e me deu vontade de entrar na arena e defendê-lo, entrar na frente dele e socar a cara daquele homem tão forte que...
Antes que meu pensamento pudesse terminar, Max desviou-se do soco do homem e enquanto ele errava, ele lhe deu um soco forte na barriga, não pareceu afetar muito o homem, mas ele desequilibrou um pouco pra trás e voltou ainda mais nervoso. Max sorriu e isso me fez sorrir também. Agora Max corria em direção ao homem com os punhos fechados, ele gritava para lhe dar mais força, mas o homem girou e lhe deu um soco forte na nuca, fazendo com que Max voasse para o outro lado da arena. Tapei minha boca em pânico, ele ainda era meu bebê, aquele homem bateu no meu bebê! Comecei a correr para ir socorrê-lo, mas Max usou a parede como impulso e deu um soco muito forte bem no meio da cara do homem e o sangue espirrou para todo o lado, ele havia quebrado o nariz do homem. Fiquei surpresa mas depois dei um grito de comemoração muito forte, aquilo foi incrível, o sangue pareceu respingar em câmera lenta por todos os lados, ainda mais na mão e no braço de Max. O homem caiu inconsciente no chão. Max ficou olhando, ele estava ofegante. Ele me procurou na plateia e quando me viu ele deu um sorriso. Ele parecia feliz e orgulhoso com aquilo.
Saí correndo empurrando as outras pessoas para encontrá-lo na saída da arena. Vi ele sair e pulei em seus braços. Afastei-o pegando pelos ombros. Ele sorria.
- Você foi incrível! Incrível! — eu estava frenética, meu filho era incrível! Meu Deus, ele era realmente meu filho.
As lutas não acabaram por aí, continuei a espancar alguns caras, matá-los com a força de meu soco, mas alguns desistiam antes que eu pudesse matá-los. Max também deixou a maioria atordoado e teve uma vez em que eu pude jurar que o braço de Max entrou na parede graças ao impacto, mas ele foi esperto e tirou rapidamente de lá de dentro, antes que os bêbados pudessem julgar se era verdade ou não. Max e eu só paramos quando todos ficaram com medo de nos enfrentar.
Max e eu subimos na moto. Ríamos alto, Max se sentia aliviado, ele pulava, balançava a cabeça e parecia se sentir mais gostosão, exatamente como eu me sinto quando espanco as pessoas quando estou nervosa. Achei que Max tinha mais de Pietro, mas me enganei, ele era bastante May também e isso me deixou ainda mais animada.
Chegando em casa, já era o início da noite. Nick devia estar lá sozinho a um bom tempo e quando comentei isso com Max, começamos a rir. Entramos em casa rindo e só então percebi que havia sangue no cabelo de Pietro. Nick chegou desesperado descendo pela escada.
- Onde vocês estavam? — ele perguntou com os olhos arregalados.
- Dando uma volta — respondi com um sorriso.
- Você tá bêbada? — ele me perguntou.
- Não — respondi com cara de óbvio. — Tô sim — comecei a rir.
- O que é isso no seu cabelo? Sangue? — Nick perguntou assustado e quando olhou o braço de Max se assustou ainda mais.
- Ei, relaxa, não fizemos nada de errado — disse Max.
Eu concordei balançando a cabeça.
- O que vocês fizeram? — Nick perguntou devagar.
- Brigamos — respondi dando de ombros.
- Em um bar — disse Max com um sorriso enorme no rosto e com os olhos brilhando.
- May, você briga em bares mas nunca voltou suja de sangue.
- Esse bar é diferente querido — terminei de beber água, baguncei meu cabelo e toquei no ombro de Max. — Vai tomar banho querido, assim que estivermos mais limpos explicamos pro Nick o que houve. Combinado? — olhei para Nick.
- Combinado — disse Nick ainda assustado.
Rimos e subimos as escadas. cada um entrou pro seu quarto, sim, tínhamos três suítes. Tomei meu banho e repassei as lutas na minha cabeça, mais as lutas de Max, como ele era incrível, muito mais incrível que eu quando tinha a idade dele, ele era perfeito.
Terminei de tomar banho, coloquei um moleton e uma camiseta pretos e desci para preparar o jantar. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo bem alto. Nick sentou na mesa de jantar e ficou me olhando, as pernas dele balançavam. Max chegou saltitando na porta, sua adrenalina ainda estava a mil, ele guardara por muito tempo seu instinto de luta. Seu cabelo estava pra trás assim como os de Pietro, como ele sempre fazia. Ele também usava um moleton e estava sem camisa. Ele se sentou ao lado de Nick, lhe deu um soco no ombro de leve.
- E aí cara? — ele disse sorrindo.
Nick ainda estava assustado.
- E então, o que vocês fizeram? — ele olhou pra nós dois e eu me virei quando percebi que as panelas poderiam ficar um tempo sozinhas.
- Bom — começou Max -, lembra que o idiota do James puxou briga comigo hoje me jogando nos armários?
- Sim.
- Então, o diretor viu quando eu o empurrei em direção aos armários lembra?
- Aí eu recebei uma ligação do diretor falando para comparecer o mais rápido possível na escola. Eu fui correndo e o diretor colocou a culpa só no Max e lhe deu duas semanas de suspensão.
- Espera... ele não culpou o James? — perguntou Nick.
Max e eu balançamos a cabeça negativamente.
Nick bateu na mesa e eu e Max assustamos um pouco.
- Como assim? Esse diretor é um filho da mãe! Onde já se viu culpar só um e o outro sair ileso, esse James vai se ver comigo amanhã, eu vou socar tanto a cara dele que...
- Não Nick, você não vai fazer isso — eu disse.
- Mas May...
- Não. Não quero que você também fique de suspensão...
- Espera um minuto — Nick se afastou da mesa. — Em quem vocês dois bateram? — ele nos olhou ainda mais espantados.
- Não foi no James, nem no diretor — disse Max rapidamente e os ombros de Nick relaxaram.
- Foi no bar, a briga e essas coisas. Ficamos nervosos e ficar nervosos em casa não é bom. Eu não queria destruir a casa ou fazer com que os vizinhos vissem alguma coisa, então fui pra um bar brigar e seria bom pro Max também já que ele é muito forte.
- É... se eu batesse na mesa como você fez eu poderia parti-la ao meio.
Nick nos olhou e começou a rir. Rimos junto com ele. Voltei a cuidar das panelas. Max riu e coçou a nuca, Nick relaxou.
- Eu já disse que é incrível ter uma família de heróis?
Nick disse novamente. Max e eu nos olhamos e começamos a rir. Max estava diferente, ele parecia ter envelhecido uns dez anos após essa luta. O tronco de Max era definido, um peitoral tão lindo quanto o de Pietro era. Então, um certo tempo depois, John chegou em casa. Ele aliviou a gravata e anunciou que chegou. Subiu para o quarto, tomou banho e trocou de roupa. Ele também estava sem camisa, seus cabelos macios e meio cacheados estavam molhados, ele sorriu. Aaah que sorriso lindo. Meu Deus. Ele me agarrou por trás e isso me arrepiou toda, ele beijou minha nuca e isso me fez arrepiar ainda mais. Até que eu não resisti, desliguei as panelas e falei que o almoço estava servido. Agarrei o pescoço de John, pulei e minhas pernas se enroscaram na cintura de John.
John também tinha um tronco definido, ele era muito muito sexy e hoje especialmente. Acho que, como minha adrenalina estava a mil, tudo o que eu queria era uma noite bem gostosa ao lado de John. Saí do colo dele quando chegamos no pé da escada, virei de costas e subi as escadas rebolando, ele bateu na minha bunda, dei uma risadinha e continuei subindo com ele na minha cola. Ele me agarrou por trás de um jeito em que eu sentia seu corpo. Andamos até nosso quarto, ele fechou a porta com o pé. Eu ainda estava de costas e ele começou a tirar minha roupa, quando estava só de langerie, pulei de novo em seu colo e nos beijamos intensamente. Ele me encostou na parede e como eu sabia que eu era muito pesada, desci do colo dele e o empurrei pra cama. Ele gostava quando eu raramente ficava no comando e aquela noite foi a noite mais incrível desde que mudamos para aquela casa nova.
Fale com o autor