Notas iniciais
May encontrou seu querido irmão novamente e as coisas finalmente darão certo para ela.

Entrei no quarto de Remi ainda meio sem jeito. Havia uma mulher se enrolando nos lençóis. Remi fechou a porta atrás de nós. O quarto de Remi era bem bonito. havia uma cama de casal com tecidos vermelhos, laranjas e branco. haviam tapetes que combinavam as cores, uma mesa quadrada ao canto com duas cadeiras, uma porta para o banheiro e outra para o armário para guardar roupas. Era um lugarzinho confortável. Ele pegou minha mochila e a colocou em cima da mesa.

– Lucy, pelo amor de Deus, vá se vestir. Minha irmã não é obrigada a te ver desse jeito.

– Te atrapalhei não foi? — eu disse rindo.

A garota se levantou e começou a catar suas roupas no chão meio desembestada.

– Não. Claro que não. A Lucy eu tenho todo dia e se não for a Lucy é outra — ele deu uma risadinha. — Sente-se May, vou pegar uma coisa pra gente beber. Um suco?

– Suco? — ri. Mas depois me lembrei de que não podia beber coisas álcoolicas. — Sim... um suco.

– Hum... mantendo a forma não é? — ele riu e eu o acompanhei.

Lucy saiu do banheiro arrumando os cabelos.

– Pode nos dar licença Lucy? — ele não era muito carinhoso com ela.

– Claro Gambit.

Ela saiu pela porta rapidamente.

– Gambit? De onde tirou esse nome? — perguntei.

Ele chegou com um copo de suco pra mim e de vodka pra ele. Se sentou do outro lado da mesa de frente pra mim.

– Bom, pode-se dizer que não vivi tão tranquilamente desde que fui embora. Eu fui capturado.

– Capturado? — me assustei.

– É. Me levaram pra uma usina nuclear, alguma coisa a ver com experimentos com mutantes. O cara era louco sabe. Mas eu consegui fugir, graças ao meu dom excelente — ele deu uma risadinha e girou uma carta na mão fazendo ela pegar fogo.

– Engraçado, eu também estava nessa usina — levei meu copo de suco à boca.

– O quê? — ele perguntou de repente. — O que fizeram com voc~e May? Você tá bem?

– É claro que estou bem. Eu não morro lembra? — dei uma risadinha. — mas vamos, continue sua história. Quero saber como se tornou Gambit – apoiei os dois braços na mesa.

– Bom, para sobreviver aqui fora comecei a jogar sabe e... você sabe como sou bom com cartas não é mesmo? Então ganhei esse apelido e o adotei como nome. Parece que me dá mais prestígio sabe, me sinto mais... forte, mais acima dos outros — ele deu uma risadinha e eu o acompanhei.

– Eu prefiro Remi.

– Mas por favor não me chame de Remi na frente dos outros May.

– Ok Gambit.

Sorrimos para o outro.

– Ah — ele disse de repente. — Tenho uma coisa pra você.

Ele se levantou, foi até a porta do armário e pegou um ursinho marrom, eu não podia acreditar. Era o... o...

– Você ainda se lembra dele não é?

– Claro — me levantei e o peguei das mãos de Remi. — Browny. Então esse tempo todo ele estava com você? Pensei que tinham queimado ele — me emocionei ao vê-lo.

– Assim que consegui fugir da usina voltei pra casa pra te buscar. Mas aí descobri que papai e mamãe haviam morrido e que você tinha ido embora. Peguei o Browny e disse que assim que te encontrasse eu o daria pra você.

Eu o abracei forte. Ele não havia me esquecido, apenas voltou um pouco tarde demais. Ele era realmente o melhor irmão do mundo.

– Obrigada Remi.

– Por nada May.

Ele me abraçou ainda mais. Eu me afastei um pouco dele e enxuguei minhas poucas lágrimas.

– Bem... tenho uma novidade pra te contar — eu sorria demais.

– Diga — ele sorria o mesmo tanto que eu.

– Eu estou grávida!

– O quê? — ele disse animado.

– Sim, estou grávida — eu ri ainda mais feliz.

– Oh meu Deus, você conseguiu! Conseguiu!

– Sim Remi, eu consegui!

– Isso é incrível!

Ele me abraçou e me girou. Nos abraçamos e quando nos olhamos nós dois estávamos chorando.

– Ai meu Deus, eu vou ser tio — ele riu emocionado. — E voc~e como se sente?

– Bom... eu vou ser mamãe!

– A melhor mãe do mundo eu tenho certeza!

Ambos estávamos excitados com a notícia.

– Temos que comemorar o melhor dia das nossas vidas. Você voltou, vai ser mamãe e eu vou ser tio. Só um minutinho.

Remi trocou de roupa rapidamente. Ele não se importou de se trocar na minha frente, ambos fazíamos isso desde pequenos, não sentíamos atração pelo outro de maneira alguma. Ele penteou os cabelos para cima e estava muito mais gato do que me lembrava da última vez.

– Nossa, o envelhecimento te fez bem hem — ri.

– Pois é gatinha. Agora sou irresistível!

Ele me lançou uma piscadinha, pegou minha mão e me levou para fora do quarto. Deixei Browny em cima da mesa. Ele trancou a porta, guardou as chaves e descemos para o bar. Ele gritou lá de cima.

– Hoje é dia de celebrar pessoal — ele gritou lá de cima. — Minha irmanzinha voltou — ele me apresentou — e eu vou ser titio galera! Isso é demais! Uma rodada por minha conta!

Todos celebraram com ele cada palavra que ele falava. Desci as escadas com ele e todos comemoravam felizes, alguns me cumprimentavam alegres e Remi se sentia super feliz. Sim, eu poderia ser feliz novamente.

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Gambit? Irmã? May? Gostaria de saber como tudo chegou a esse ponto?

May — Parte I

Não está tão longe, é uma "leitura leve e envolvente", de acordo com comentários de leitores que acompanham e que começaram May depois.

Mas se preferir conhecer a origem de May primeiro, comece em May — Parte IV

Notas finais
Quer daber como May chegou a esse ponto? Aqui está a parte I http://fanfiction.com.br/historia/238365/May_-_Parte_I É uma leitura leve e envolvente (de acordo com que os leitores que acompanham dizem) Espero que gostem da aventura da minha personagem May. Grabde beijo Paula rodrigues