May - Parte II
3 Fuga
Notas iniciais
- Oh! Que encantador, você se lembra de mim — Stryker sorriu ao falar.
Permaneci calada e olhava furiosamente para Stryker.
- O que quer?
- Nossa, quanta mágoa querida May, eu...
- Diga o que quer! — gritei.
- Vim ajudar Logan.
- Me ajudar? — Logan pareceu surpreso.
- Sim Logan, tenho certeza que adoraria saber sobre seu passado, sobre as pessoas que conheceu, sobre as coisas incríveis que fez, sobre como foi criado.
Logan parecia se interessar com cada palavra dita por Stryke, afinal, ele parecia estar disposto a esclarecer todas as suas dúvidas. Mas eu sabia o que ele era, sabia o que ele fez, sabia que sua intenção não era boa. Nunca fora antes, porque seria agora? De todos os humanos que conheci, Stryker é o mais desprezível deles.
"Logan, não vá!", gritei em pensamento. Logan pareceu não me ouvir e continuou a caminhar em direção. Para pará-lo comecei a gritar em pensamento desesperadamente, pois sabia que seria impossível pará-lo e que ele me impediria de matar Stryker.
- Cale-se May! — Logan disse furioso virando-se pra mim.
- Nossa, incrível! Funciona! — disse Stryker parecendo se animar ainda mais.
- Do que você está falando? — perguntou Logan a Stryker.
- A capacidade de May poder se comunicar com pessoas da mesma espécie. Funciona!
- Você é ridículo e patético. Eu odeio você! — gritei na última parte.
Logan pareceu desconfiar um pouco de Stryker.
- Não se importe com ela Logan. Ela não teve uma vida muito boa. Mas você... oh Logan, você teve uma vida ótima e eu posso lhe contar tudo.
Logan pareceu querer continuar a conhecer Stryker. Fiquei ainda mais aflita e desejei que alguma coisa impedisse aquele encontro. Então, em alguns segundos, uma parede enorme de gelo começou a se formar entre Logan e Stryker. Suspirei aliviada.
Logan tocou na parede de gelo e olhou para trás.
O responsável era Bob, que tocou a parede ao lado da saída secreta. Vampira estava bem atrás dele.
- O que estão fazendo aqui? — perguntou Logan.
- Não vamos sem vocês — disse Vampira.
- Vamos, entrem. Essa parede não vai durar muito tempo — disse Bob.
Entrei na saída secreta e Logan veio atrás de mim ainda um pouco receoso. Começamos a correr pelo longo túnel e Logan parou um pouco para pensar se devia voltar.
- Logan! — eu o chamei.
Voltamos a correr.
O túnel saiu num grande estacionamento e Logan escolheu um carro azul de visual super moderno.
- Esse carro é do Scott — disse Bob.
Logan abriu a porta e começou a entrar sem pensar duas vezes.
- Quem se importa cara? — disse Pyro batendo no ombro de Bob e sendo o primeiro a ocupar o banco traseiro.
Bob entrou depois e Vampira logo em seguida. Eu me sentei no banco da frente ao lado de Logan , que era o motorista.
Logan saiu da garagem rapidamente.
Passado alguns minutos, Pyro, que estava atrás de mim, pediu uma música. Logan rapidamente o fez esquecer essa ideia lançando um severo "não" para ele. Segurei uma risadinha. Não sei porquê mas eu ficava contente de ver Pyro levar a pior. Acho que foi pela primeira má impressão que tive dele assim que o conheci.
Andamos e eu estava com um pouco de sono.
- Para onde vamos? — perguntei.
- Podíamos ir para minha casa — sugeriu Bob.
Logan aceitou o convite, ele devia estar cansado também, afinal, não dormira aquela noite cuidando das crianças, que aliás, não temos a menor ideia do que aconteceu a todas elas. Não sei se os outros estavam preocupados mas, por incrível que pareça, eu estava. Afinal eram apenas crianças...
O caminho era longo, ou pareceu, não sei dizer exatamente, só sei que acabei adormecendo no banco.
...
Assim que abri os olhos, vi um teto meio verde e meio cinza, estranhei. Olhei para o lado e percebi que estava deitada em um sofá meio azul. Levantei e me sentei, percebi que ainda usava a camisa de Logan.
Notei que estava numa casa na qual nunca tive e nunca sonhei em estar em toda a minha vida. Era uma casa típica de família, aquela família perfeitinha sabe? Quadros pelas paredes perto da escada que dava para os quartos. Um ambiente limpinho, com cortinas brancas, que transmitia uma grande sensação de paz. Me olhei rapidamente e percebi que não combinava em nada com aquele lugar. Meus cabelos escuros bagunçados, uma blusa enorme escondendo minha langerie... opa, acabei de me lembrar, não estou de langerie.
Um gato passou correndo por entre minhas pernas. Ele vinha da cozinha. Fui até lá e vi Logan com uma garrafa de cerveja na mão.
- Bom dia May — ele sorriu para mim.
- Bom dia — eu disse meio sem jeito. — Onde estamos?
- Na casa dos pais de Bob.
- Eles sabem?
- Não.
Logan se aproximou de mim. Seus olhos estavam fixos nos meus.
- O que foi? — perguntei meio tímida e me escondendo um pouco atrás do meu cabelo.
- Você está tão linda sabia?
Dei uma risadinha estúpida.
- Você sabe mentir muito bem Logan.
- E quem disse que estou mentindo?
Ele passou a mão em meu rosto levando meu cabelo para trás da orelha. Ele colocou a cerveja, que estava até a metade, em cima da bancada. Sua mão foi até minha nuca e ele me puxou para um beijo.
Seu beijo foi se tornando cada vez mais envolvente, até que comecei a subir sua camisa. Ele foi me beijando até chegarmos na sala. Joguei Logan no sofá e passei minhas pernas por seu qudril, me sentado em cima dele. Comecei a beijá-lo ainda mais, senti que ele subia a camisa que eu estava vestindo. Logan me jogou para baixo dele subindo ainda mais a camisa. Seu toque era perfeito em minha pele e eu começava a arranhá-lo, não a ponto de feri-lo... até que fomos interrompidos por um grito muito muito fino.
Olhamos para o outro e em seguida olhamos para a porta. Nela estava uma mulher parada com os olhos esbugalhados. Ao lado dela havia um homem que a segurava para que não desmaiasse e um garoto um pouco mais velho que Bob que ficou estático segurando as sacolas de compra.
Logan me ajudou a arrumar a camisa e nos colocamos de pé rapidamente para o outro lado da sala, perto da cozinha. Pyro veio correndo e parou ao meu lado. Bob e Vampira desceram as escadas rapidamente e todos olharam imediatamente para Bob.
- Olá mãe — disse Bob com um sorrisinho.
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