May - Parte II
2 Encontro com o Passado
Notas iniciais
Entramos no Instituto. Logan entrou parecendo que acabara de chegar em casa depois de uma longa viagem. Eu simplesmente entrei segurando minha mochila preta desgastada apenas por um ombro.
Vampira veio correndo receber Logan, aquilo me incomodou um pouco, mas como conseguia ouvir os pensamentos de Logan, sabia que aquilo não passava de uma amizade inocente.
Bob me deu as boas vindas com um sorriso, da mesma forma que havia se despedido e eu retribui.
- Você voltou mesmo — disse Vampira super contente.
- Eu disse que voltaria — ele disse com um sorriso.
Vampira lhe devolveu o colar.
- Ora, ora, ora, vejam só quem está de volta. May e Logan — disse Orono descendo as escadas. Ela estava com um novo penteado, o que a deixou mais bonita.
- Pois é... — disse Logan.
- Encontrou o que procurava?
- Encontrei...
- Mas ele não foi até o fim — eu disse.
- Por que? — perguntou Orono.
- Bem eu...
- Olá Logan — era a voz de Jean, todo olhamos para ela -, olá May.
Ela descia as escadas com pose de rainha, isso era o que eu mais detestava nela. Ops, me enganei, não era isso que eu mais detestava, o pior de tudo mesmo eram os pensamentos de Logan a respeito dela. "Nossa, ela está mais gostosa a cada dia", ele pensava. Eu não acreditava nisso. O que ela tem afinal? Só porque ela tem corpo de uma mulher mais próxima da idade dele? Tudo bem, ela pode ter mais peitos, mas... meu corpo é tão sexy, ou até mais que o dela.
- Então, agora temos uma babá — ela disse olhando para Orono e Logan.
- Opa! Como assim? — Logan perguntou desconfiado.
- Iremos para uma missão e você irá cuidar do Instituto.
- Acho que isso cabe ao professor, não a mim.
- Sim, mas ele estará ocupado essa noite.
Ela sorriu e Logan sorriu de volta concordando em ser babá. Aquilo me dava náuseas. Passei no meio deles e fui em direção ao meu quarto. Joguei minha mochila em cima da cama e me olhei no espelho que mostrava meu corpo inteiro.
Não, eu não era tão menos sexy que a Jean. Meus seios eram de tamanhos normais, minha bunda e minha coxa eram robustas, nada exagerado, posso dizer até que tenho mais bunda e coxa do que ela. Minha cintura é um perfeito violão. Então por que? Por que a Jean consegue ganhar a atenção do Logan mesmo quando estou perto?
Suspirei e desisiti de pensar sobre isso, porque no final eu já sabia, meu corpo não passava de uma adolescente. Ele deve ter envelhecido uns dois ou três anos, mas ainda sim eu era uma garota com corpo de dezoito ou dezenove anos.
Decidi ir até minha janela e a abri. Fui recebida imediatamente por meu amigo pássaro azul.
- Oi pássaro — eu disse.
Ele então veio até minha janela e pousou.
- Você nunca chegou tão perto antes.
Estiquei minha mão para lhe acariciar mas ele se afastou dando alguns pulinhos para o lado.
- Entendi... nada de ir longe demais.
Eu ri. Meu estômago roncou, eu estava com fome. Fui em direção à cozinha e no corredor me encontrei com Scott.
- Seu namorado é muito folgado sabia? — ele disse vindo em minha direção.
Meu namorado? Ele se refere à Logan? Haha, nem sei se é meu namorado mesmo.
- O que ele fez dessa vez? — perguntei com um risinho.
- Usa minha moto e fala que posso reabastecer.
Rimos.
- Ele é assim mesmo. Já no meu caso, sempre abasteci as motos que roubei.
Sorri para ele e comecei a rir, ele também riu e balançou a cabeça não acreditando no que eu disse. Seria melhor se ele não acreditasse mesmo.
- Que bom que voltaram, ou pelo menos você. Logan não faria falta.
- Se ele não voltasse eu não voltaria também.
E foi assim que nos despedimos. Continuei meu caminho até a cozinha. Chegando lá abri a geladeira e para minha infelicidade só encontrei refrigerante. Esse era o grande problema de se morar em um Instituto. Decidi então fazer um ovo frito. Peguei dois ovos e fechei a geladeira. Fui surpreendida por um rosto novo.
- Olá — ele disse de forma sedutora.
Eu o olhei estranhamente.
- Olá — eu disse sem muita emoção.
- Então, percebi que acabou de chegar. Gostaria de conhecer o local?
- Eu já conheço, estou aqui a mais tempo do que você imagina.
- Ora vamos, não banque a difícil.
- John!
Olhei para o lado e vi Bob.
- Você o conhece? — perguntei e continuei meu caminho até a frigideira.
- Ele é novo, não se importe — Bob disse se apoiando do outro lado da bancada.
- Como assim eu sou novo? Ela é a novata aqui.
- Não cara, ela está aqui há muito tempo. Antes de mim até.
Olhei para ele com um olhar que dizia: eu avisei. Terminei de fazer meu ovo e comeceui a comer na bancada.
- Então, me chamo john, mas podde me chamar de Pyro.
- Pyro? — perguntei.
- Sim. Eu manipulo o fogo — ele pegou um pouco das chamas do fogão e colocou em suas mãos.
Ele fez uma cara de que aquilo era algo extraordinário. Eu ri.
- Legal — respondi sem muito ânimo. — Eu faço isso.
Deixei minha unha do dedo mindinho crescer e rasguei a pele de meu braço esquerdo.
- Você é...
Ele parou quando viu que minha pele começou a se curar.
- Wow! Isso é incrível! Imortalidade!
Não estava com o mesmo ânimo que ele, pois minha imortalidade não havia me trago muitos benefícios.
- Não é tão incrível quanto parece — respondi.
- Como não? É perfeito!
- Não é! Não quando as pessoas mais importantes pra você te consideram uma aberração.
Pyro se calou e perdeu a animação do olhar. Ignorei e voltei a comer. Depois, Pyro, Bob e eu continuamos a conversar sobre algumas coisas fúteis. Eu estava socializando, aquilo era assustador, mas senti que poderia confiar em Bob, mas em Pyro, nem tanto.
Quando a noite caiu, acordei sem Logan ao meu lado. Eu estava em meu quarto. Saí da cama e comecei a andar pelos corredores. Eu estava apenas com uma camisa de Logan.
Durante minha caminhada pude ver Logan. Parei encostada na parede e ele me viu. Ele deu aquele sorriso sexy e encantador dele.
- A senhorita não devia estar na cama? — ele disse de uma maneira tão sedutora.
- Devia, mas estou tão sozinha.
Eu o olhava de maneira sedutora e balançava a minha perna.
- Eu tenho medo de ficar sozinha — eu disse enquanto ele se aproximava.
Ele então me puxou pela cintura para colar meu corpo ao dele. Nossas faces ficaram próximas, eu olhava para seus lábios enquanto ele olhava para os meus.
- Você sabe que eu tenho que vigiar essas crianças não sabe? — ele disse.
- Sei sim, eu só vim te ajudar.
Dei um sorriso encantador e provocador e me atrevi a morder seu lábios inferior, fazendo escorrer um pouco de sangue.
Ele lambeu a ferida que eu acabara de fazer e começou a me beijar. Ele me levantou e eu enrosquei minhas pernas em sua cintura. Começamos a nos beijar nos corredores escuros. Ee começou a caminhar para a cozinha, ele pensou que podia me jogar no balcão e beijar todinha. Chegando na porta, ele me apoiou na parede, ainda me beijando, suas mãos passavam pelas minhas coxas.
Fomos interrompidos por alguém que pigarreou. Paramos de nos beijar e olhamos para o lado. Era Bob. Logan me desceu de sua cintura e tentei arrumar a camisa.
- Também não consegue dormir? — disse Logan enquanto ia em direção à geladeira.
- É... não sei muito bem porquê.
- Mas que droga, só tem refrigerante — disse Logan.
- É uma escola — disse Bob.
Logan revirou os olhos e depois pegou duas garrafas. Bob as esfriou com um sopro e uma Logan entregou para mim.
bebemos e conversamos por um tempo, até que eu senti o cheiro de algo. Não, algo não, alguém. Alguém se aproximava, alguém que eu nunca havia sentido o cheiro antes. Pelo barulho, carregavam armas.
- May? Tá tudo bem? — perguntou Bob.
Fiz sinal para que calassem, depois olhei para Logan.
- Não está ouvindo? — perguntei à ele.
Ele então pareceu finalmente ouvir, olhamos atents para as janelas da cozinha.
- O quê que tá pegando? — perguntou Bob.
- Bob, é melhor sair de perto da janela — eu disse.
Bob veio para trás de nós. Logan e eu nos preparamos para qualquer um que invadisse a janela e então o vidro se quebrou e pessoas começaram a entrar armadas. Investi contra aqueles homens com meus instintos felinos ativos. Bati em vários deles, fui até atingida por um dardo, não sei exatamente de quê, pois não senti absolutamente nada ao ser atingida por eles. Cravei minhas unhas no crânio de um deles e ele caiu morto. Fui matando vários estraçalhando-lhes o peito, perfurando-lhes o coração ou quebrando-lhes o pescoço.
- Vamos, precisamos ajudar os outros — disse Logan.
Cada um de nós correu para um lado. Achei algumas crianças e as levei até a saída secreta de emergência. Falei que voltaria depois, pois queria verificar se não ficara mais ninguém. A mansão estava completamente invadida por esses homens estranhos.
Matei mais alguns durante meu caminho. Não encontrei ninguém então decidi voltar para a saída secreta, até que o vi, sim, era ele, estava mais velho, bem mais velho, mas ainda era ele.
- May — ele disse.
Logan também olhou para mim nesse momento, eu estava atrás de Logan. Minha respiração saiu do ritmo.
- Como é bom revê-los meus queridos — ele disse.
- May, você o conhece? — perguntou Logan.
- Ora Logan, não seja tão julgador, você também me conhece, mas não se lembra — ele dizia em um tom de voz calmo.
Comecei a me aproximar de Logan e então eu o olhei nos olhos. A fúria e o medo me dominaram e então eu disse o nome dele.
- Stryker.
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