Maryhelen Hatet (spin-off The Sister)
11 Fique (Parte 1)
Notas iniciais
Como eu sei que vocês estão esperando novidades, e um momento especial, vamos lá? Conversamos mais lá embaixo ;)
— Elle, seus pais, os convidados deles estão lá em cima. Eles podem entrar aqui a qualquer hora.
Ela nada disse e continuou abrindo a mala que havia carregado até o quarto no porão da casa. Hatet estava parado de pé em frente a cama com tecido que parecia seda, e ele conhecia aquilo. Ele reprimou uma gargalhada ao ver a cor verde tomando conta da cama. Hatet olhou para acima e viu duas algemas pressas na cabeceira. Diferente da cama do quarto superior, a cabeceira tinha uma estrutura retangular, e aparentemente mais forte que a outra. Hatet engoliu em seco, e levou a mão a virilha em antecipação. Isso não era bom, e ele sabia que ela estava aprontando.
— Eu instalei algumas coisas. Eles não descem as escadas sem uma senha de acesso.
— Elle... Seus pais vão ouvir...
Maryhelen começou a revirar a mala, enquanto o lábio superior de Hatet ia umedecendo. As mãos dele se tornavam bicas. Hatet as esfregou as palmas nas calças, e rezou para que não fosse mais um dos joguinhos que o deixava a beira da loucura. E era um jogo que ela sabia jogar muito bem.
— Aquilo é para mim? — ele disse olhando de soslaio as algemas. Lembrar o quão louco ele ficou de vontade de beijá-la e tocá-la naquela noite no quarto de cima, a antecipação do ato. Argh...
— Aquilo o quê? — ela perguntou ainda sem olhar para ele.
— As algemas, são para isso que vai...?
— Para você não.
— Então o quê...? — Os pensamento de onde e com quem ela havia aprendido aquilo o tomaram. Sem pensar ele começou a despejar — Nenhum macho toca em você além de mim. — ele se ouviu dizer antes de processar a ideia do quanto aquilo soava obsessivo. O cheiro de sua vinculação queimando como lenha crua, lentamente, por todo o quarto. Como se ele fosse uma maldita vela aromática. — Quero dizer, eu... Droga! Onde você aprendeu isso? Com quem? Você ainda o vê? Você realmente gosta disso?
— Não, — Elle foi até ele calmamente, e esfregou as mãos em seu peito. Passou os dedos pelos botões abertos no topo da camisa e ficou na ponta dos pés para lhe falar ao pé do ouvido — é assim que eu quero estar para você. Quero ser completamente sua. Quero te descobrir. — ela disse sussurrando em seu ouvido, antes de lamber e mordiscar a ponta de sua orelha. — Eu não quero te dominar. Não nesse momento. — ela disse com um riso preso nas palavras — Vamos terminar o que nós começamos na sua casa. Beije-me. Faça-me sua. Prenda-me a você e nunca mais me deixe ir embora.
Isso enviou um onda de estremecimento por todo o corpo de Hatet. Seu autocontrole estava por um fio, como um cabo de aço que se romperia com um grande estalo. As lembranças daquela noite vieram como uma soco direto no estômago. O atingindo e roubando o ar de seus pulmões. Ele não soube o que falar, abriu a boca, mas não saiu som. De repente ele se sentiu encurralado, sem saída. Como ela poderia ter jogado assim com as emoções dele? Ela sabia que ele estaria vulnerável se tocassem no assunto.
Ele ficou tenso, suas mãos suaram ainda mais, não conseguia conter a ereção em suas calças. Isso tudo somado ao efeito que ela trazia quando estava perto dele. Seu cheiro, o toque dela. A raiva o invadiu, e ele não pode se controlar mais.
Não queria. Não iria.
***
Maryhelen sabia que tinha exagerado. Sua última frase fez Hatet apertar os olhos com força. Ela havia jogado baixo, mas ela precisava fazê-lo enxergar que ela não poderia ir embora. Não mais, com ele gravado em sua pele como tatuagem.
Sua respiração ficou alterada. Ele balançou a cabeça levemente depois de grunhir um palavrão. Meio resistindo, meio querendo. Por fim ele e pôs sentada na cama, e posicionou os braços a cada lado de seu corpo.
— Já que você quer assim... Você não precisa de roupas, para o que quero fazer com você. — Hatet disse segurando-a pelos cabelos e inclinando seu rosto para sua garganta ficasse mais livre. — Não sou muito delicado com as suas roupas. Você sabe.
— Tire as suas também.
Longe demais, ela sabia que tinha ido longe demais. E era exatamente onde ela o queria. Verdade fosse dita: ela não queria carinho de Hatet. Ela gostava quando ele era rude na cama. A noite no estacionamento do Iron Mask foi a realização de uma fantasia antiga. Ela teve que admitir. Hatet estava sombrio na medida certa. Nem rude demais, nem delicado demais. Ela tinha entendido depois de tanto tempo. Seu corpo sonhava com a força dele de novo.
Enquanto ela tirava as roupas, ela quase se esqueceu dos acessórios que tinham separado para eles, lembrando o abdômen de Hatet, molhado da água do chuveiro no seu apartamento em Fresno. Definido, bronzeado, perfeito... Ela não conseguia não olhar para tudo aquilo que Hatet estivera mostrando. Elle foi até a mala, sentindo os olhos cinzas de Hatet a acompanhando a cada movimento. De lá, tirou uma garrafa e duas taças de champagne, as echarpes de seda que eles tinham usado da outra vez, e lógico, os All Stars.
— Queria que você vestisse isso — disse mostrando os tênis.
— Tá brincando comigo? — ele disse em tom incrédulo — Você só pode estar brincando comigo.
— Bem, faz parte do jogo.
— Você quer jogar amor?
— Tire a roupa e coloque-os. — ela os sacudiu insistindo. Acrescentou: — Por favor.
Hatet sorriu, esfregou as mãos na cabeça, e pegou os All Star.
— Com uma condição: são os tênis; ou os lenços. Ou um ou outro.
Elle pensou por uns segundos. Okay, ele também estava jogando com ela.
— Quais você prefere?
— Quais você prefere? — ele respondeu com um sorriso coquete no rosto.
Devagar, Elle pegou uma das echarpes e cobriu os olhos, dando um nó bem apertado. Pode me guiar, ela pensou. Okay, ela daria esta noite para ele comandar.
— Agora tire a minha roupa. — ele disse próximo ao ouvido dela. A respiração picando a pele e fazendo se sentir tão necessitada do toque dele.
Elle tateou e achou os botões do topo da camisa. Desabotoou cada um deles até o fim. Quando ela esticou os dedos para acariciar a pele, ele segurou suas mãos.
— Agora não. Continue tirando.
Ela engoliu em seco, mas continuou. Ele pôs suas mãos no cinto, e ela o desprendeu, desenrolou da cintura e o jogou no chão. Ouviu ele jogar os sapatos longe com alguns movimentos rápidos. Tateou mais uma vez para encontrar o botão e zíper da calça, e lambeu os lábios quando deslizou as pontas do dedos pela extensão macia e dura, do membro excitado de Hatet. Ela queria prová-lo, sentir o gosto dele. Como seria? Hatet soltou uma risada escura do peito, quase um soluço de prazer quando ela o fez. Elle desabotoou a calça e abaixou, fez a mesma coisa com a boxer, e empurrou tudo com pés, para liberá-lo.
Hatet a puxou para seu colo, e se deitou de costas na cama, deixando-a escarranchada sobre o abdômen.
— Foi exatamente aqui que nós paramos. — antes que ele pudesse continuar com os planos, ela irrompeu em palavras.
— Hatet, eu não quero devagar. Eu não quero lento. Eu sei que você também não quer, e eu sei que você está se controlando.
H não disse nada por alguns segundos. Ele ficou muito quieto, na verdade.
— Eu fui um ogro com você naquele carro. Não acredito nem por um segundo que você desfrutou de alguma coisa dali. — sua voz estava amarga.
— Não importa como foi para mim. Era você lá. Não precisava de mais nada. — ela se remexeu mais para baixo da cintura de Hatet. — H, eu só me senti... segura, pronta para você. Seu prazer foi o meu. Não vê? Foi assim aqui também.
Hatet a puxou até que ela estava deitada sobre seu peito. Ele a beijou tão duro e profundo como ele nunca a havia a beijado. Sua língua invadiu a boca de Elle sem preliminares, seu braço ficou trancado ao redor de sua cintura e o outra mão segurando seus cabelos com força. A urgência tomou conta deles como fogo lambendo combustível. Quando eles deram uma pausa para respirar, suas respirações eram pesadas. Ela poderia correr uma maratona daquilo e ainda pedir por mais.
— Eu não vou embora. Nunca mais eu vou sair do seu lado.
Ouvir aquilo foi melhor que ouvir "eu te amo", e de repente essas três palavras soavam tão piegas.
— Quero provar você. — ela disse.
Ele não disse mais nada, e nem precisou, pois Elle já estava deslizando beijos até a virilha de Hatet.
Ela segurou firme sua ereção e sentiu a vibração de todo o corpo de Hatet o percorrer da cabeça aos pés. Ele grunhiu afundando-se mais na cama. Sem perder tempo, Elle já tinha sua ereção na boca, que ela a lambeu, chupou e acariciou, rápido e devagar. Ainda não podia ver, mas sentia H se contorcer a cada movimento que ela fazia. O gosto dele era magnífico, e ela queria mais, ela queria ir até o fim. Quando esse pensamento a ocorreu, ele a puxou para a cama, e retirou a venda dos olhos dela.
— Eu quero que você veja o que eu vou fazer. — sua voz tão rouca, tão sensual.
Elle não precisou dizer nada. Ela só ficou ali, olhando enquanto ele provava seu sexo, sem cansar, sem parar, uma e outra vez. Um orgasmo arrebentou nela, e Elle segurou os ombros de Hatet para se firmar, sem esperar, ele estava pronto dar-lhe uma segunda rodada.
Hatet a fez esticar os braços, e a prendeu na cabeceira com as algemas postas lá. Um calafrio passou Maryhelen. A sensação de estar presa, indefesa, não era uma sensação de prazer, para ela custava confiança.
— Elle? Tudo bem? — ele perguntou cauteloso.
— Sim, continue. Por favor. — ela se apressou em dizer.
Elle não queria deixar a sensação estranha vir, e tomar conta do momento. Por isso ela respirou fundo, e relaxou os músculos. Hatet a beijou na mandíbula, pescoço e seios, e o alívio veio aos poucos. Hatet deslizou a mão por seu sexo, ainda sensível do primeiro orgasmo, e circundou o clitóris. Elle gemeu, e se contorceu debaixo de Hatet, que tomou sua boca mais uma vez.
— Eu sinto que posso queimar agora. Você é tão linda.
— Não pare, por favor.
Hatet posicionou seu membro na entrada de Elle. Ela viu como as presas de H estavam largas. Ela queria que ele a mordesse, e tivesse o sangue dela correndo pelo sistema dele. E queria o sangue dele no dela.
Sua bocas se encontraram para mais um beijo avassalador. Hatet deslizou seu membro dentro dela, e ela nunca se sentiu tão completa. O peso dele sobre ela, era o que Elle mais sentiu falta. A força dele a segurando, a tocando, seus quadris se chocando, era tudo o que ela ansiou por semanas.
Os movimentos cada vez mais intensos, o beijo cada vez mais profundo. Se ela não estivesse consciente de cada célula de seu corpo, diria que estava desmaiada em um sonho profundo. Eles não respiravam, tudo era sobre a pele deles juntas, o formigamento, o ardor bom, o calor do toque.
— Onde estão as chaves? — ele perguntou, e Elle mal ouviu a pergunta.
— Não se atreva a sair daqui. — ela quase rosnou.
— Elle, por favor — ele choramingou em seu ouvido — Preciso que me toque.
Elle havia deixado as chaves na mesinha de cabeceira, ao lado deles, bem ao alcance. Ela gesticulou em direção, ele logo as puxou, e destrancou as algemas.
— Chega de brincar — ele disse antes de morder seu pescoço. A dor maravilhosa, a sensação dos lábios e do sugar de Hatet em seu pescoço fez o novo orgasmo de Maryhelen vir mais à borda.
Elle gritou quando ele impulsionou mais fundo os quadris nos dela. E mais uma vez, e mais uma vez. Ela se desfez nos braços dele. Antes dele desacelerar, ela o mordeu em resposta, e segundos depois ele estava sacudindo com a sensação de um orgasmo também. O líquido quente na boca de Maryhelen a entorpeceu, e ela o mordeu mais uma vez. A resposta de Hatet foi mais um grunhido de prazer, e ela queria ouvir aquilo a noite toda.
**** Bônus ****
Assail estava chegando até sua casa, e ficou parado dentro do carro por alguns minutos, com a cabeça encostada no assento. Suas mãos tremiam, e ele apertou mais forte o volante. Os gêmeos estavam dentro da casa o esperando. Seriam notícias ruins?
Antes de conversar Assail fez um gesto de mão, para que esperassem, ele precisava ficar quieto por um instante. Pegou um copo, e se serviu de qualquer bebida que viu. Não se importou em olhar o que era, apenas entornou e engoliu. O sabor acre da bebida, e o fogo em sua garganta o fez pensar em outra coisa por alguns segundos.
Sim, alguns segundos de sossego.
— ... Assail. Precisamos ir. Tem um barco nos esperando. — disse Ehric quase que preguiçosamente, apesar da urgência do pedido.
— Ele não estava te escutando. — disse o gêmeo de Ehric, comprovando sua pistola e a encaixando na base das costas. — Ele não nos escuta mais com frequência.
— Não me foda! — cuspiu Assail sem paciência — O que vamos fazer?
— Para começar, "o que você não deveria ter feito". — disse Ehric. — Ricardo Benloise, e essa humana, nunca deveriam ter passado de negócios.
— Marisol nunca foi meu negócio — disse Assail apertando a mandíbula — Vamos logo com isso!
Assail estava a ponto de explodir de raiva, os gêmeos o captaram. Eles se entreolharam e seguiram em direção a saída. Assail não se conteve a tomar outro gole, do que ele sabia agora ser vodka.
A viagem na Range Rover foi silenciosa, e intranquila para Assail. Ele alisou os cabelos para trás, as palmas das mãos suadas. Ehric já havia telefonado para Benloise, e estava indo de encontro ao traficante. Ele não sabia que seu irmão gêmeo estaria junto, e muito menos que Assail estava no carro. Seria uma pequena reunião amistosa. Ele ficou inquieto com esse pensamento, pois já havia dado uma chance ao bastardo filho da puta uma vez. E desta vez, a promessa seria cumprida. Chega de diplomacia. A diplomacia não estava no tabuleiro quando a jogada envolvia sua mulher.
Marisol, era sua mulher, certo? Ele não tinha mais certeza de nada.
Ehric estacionou na entrada do porto de Caldwell. Assail checou suas Smith & Wesson no coldre. Tudo em ordem... Não, não estava em realidade. Seu iPhone tocou, e ele apenas verificou que era alguém da Irmandade. Ignorou. Se fosse sua sobrinha ou o Rei, retornaria depois. Este não era o momento, definitivamente.
— ... por isso suba rápido. — Mais uma vez Assail se perdeu em seus pensamentos sobre Marisol e não ouviu o que Ehric lhe disse. O gêmeos se moviam em sincronismo até a lancha Focker de 19 pés, com seu casco pintado em vermelho sangue. Os dois bancos da embarcação, eram de couro branco macio. Assail não ouviu a explicação dos gêmeos antes, mas agora ele entendia que se pegassem a Range até o centro de Caldwell, no museu de Benloise, poderia ser tarde. Iriam também de lancha, já que teriam de entrar e aparentar uma visita fora de hora amistosa.
15 minutos depois Assail estava em um sedã dos gêmeos em direção a galeria. Ehric informou que Benloise o receberia. Ou melhor, os receberiam a eles.
— Dá para fazer essa coisa ir mais rápido? — disse farto e cada vez mais irrequieto no banco de trás, os gêmeos iam no condutor e carona calados. — Infernos Ehric!
— Faça as coisas com calma Assail — disse com um tom irritadiço aparente na voz — Não nos foda a todos, por conta dessa sua humana!
Assail grunhiu, tentando lidar com a realidade da situação. A discrição da Sra. Yesenia Carvalho, a avó de Marisol não era a dele. E Assail sabia muito bem de quem era.
—Ah, não sei onde ela está. Mãe de Deus, ela se foi, se foi...
Não. Ele se recusou a pensar nas palavras da idosa. Não precisava ser nenhum gênio para saber que Ricardo Benloise, havia a visitado naquela manhã. O canalha sem escrúpulos não aceitou ser menos esperto que uma simples mulher como Marisol. Que de simples, em realidade não tinha nada. Sua pequena ladra, era mais esperta que todos aqueles idiotas juntos.
— Ele o espera... — o vigia da galeria se interrompeu quando avistou o gêmeos e Assail saindo do sedã. — Eles também? — disse apontando com o queixo para Assail e seu outro primo.
— Não se preocupe, não vamos demorar. — disse Ehric com seu tom calmo, despreocupado.
O vigia coçou a cabeça e hesitou por alguns instantes.
— Cara, eu estou sozinho aqui hoje. Não quero problemas. Os outros saíram e... Ele não gosta de surpresas.
— Não há surpresas nenhuma. Fique tranquilo, não há problemas também. — Ehric disse calmamente batendo no ombro do vigia, que lhe deu um gesto indeciso em troca.
— Ele está lá dentro.
Assail atravessou corredores sem mesmo olhar para os lados. A mandíbula trincada, o olhar trancado sempre a frente. O cheiro do charuto de Benloise chegou primeiro, antes que Assail pudesse olhar nos olhos daquele filho de uma cadela, e... A mão de seu primo o segurou no lugar, e Ehric foi a frente.
— Não sabia que teríamos uma reunião assistida Ehric. Não façam caso, entrem por favor. — ele estava atrás de sua mesa, uma grossa papelada em cima do tampo, o laptop aberto. Assail ensaiou um sorriso, que não deve ter sido grande coisa. — Em que posso ajudá-los cavalheiros?
— Um assunto passado. — disse Assail — Retornemos por favor.
— Qual assunto? — as mãos do canalha foram para baixo. Assail sabia o que se escondia ali.
— A última vez que tivemos ele, lhe fiz uma promessa, e não sou de quebrar promessas. Por isso serei direto. — Assail debruçou-se sobre a mesa, e estendeu o corpo na direção de Benloise — Onde ela está?
— Ela quem?
— Oh, eu estou sendo sincero, espero o mínimo disso em troca. Sabe muito bem quem.
— Os senhores querem beber alguma coisa? — os gêmeos nada disseram, e Assail se limitou a olhar pelo ombro aos primos.
— Respondida a sua pergunta. Responda a minha, não vou perguntar de novo. E lembre-se: uma vez é cortesia minha.
O olhar quase tranquilo que Benloise tinha nos olhos desapareceu.
— Como eu poderia saber onde ela está?
Assail se irritou, tirou o celular no bolso e empurrou até as mãos de Benloise.
— Você tem razão. Você não saberia. Ligue para quem sabia. Eu e você vamos até lá. — Assail voltou até a porta e fez um gesto com a mão. Benloise olhou o celular, e olhou para Assail.
— Sem ofensa, mas não vou a lugar nenhum. — disse com determinação.
Assail olhou para seus primos prostrados um em cada lado da porta, que continuavam olhando a Benloise igualmente. Antes que Benloise pudesse fazer qualquer movimento, Assail desmaterializou bem atrás da cadeira do bastardo. Com as presas descobertas, ele estava sedento pelo sangue do traficante. Ficaria bonito como uma bela obra do próprio Picasso seu sangue pelas paredes.
— Mas que porra...?! — exclamou Benloise. Ele viu Ehric levar o indicador aos lábios, e negar com a cabeça. Prostrou a boca próximo a jugular do filho de uma boa puta.
— Você visitou a habitação de Sola esta manhã. Você a sequestrou, e arrastou até onde sabe Deus onde. Se algo estiver acontecendo com ela, não serei piedoso. Serei doloroso.
— Mas que porra você é?! — Benloise gritou. Sibilando e estendendo mais próximo ao pescoço de Benloise, Assail perdeu o controle.
— Eu avisei porra! Ligue! — rosnou.
Ricardo Benloise estendeu a mão do colo, e pegou o celular. Com dedos trêmulos, bateu os números na tela.
— Eduardo? Estou indo encontrá-lo. Pare o que tiver que fazendo. — Oh, sim. Isso ele gostou de ouvir. — Pare imediatamente! Já disse! — mais uma pausa — Conversamos quando eu chegar aí.
Logo ele desligou e entregou o celular de volta a Assail que agradeceu.
— Eu aprecio sua compreensão Benloise. Vamos. — Assail guardou o celular no bolso do paletó, e mais uma vez avançou para a porta.
— Por que... por que ela te importa? — disse encaixando o paletó pendurado na cadeira.
Assail, respirou fundo, esticou o pescoço, e olhou por sobre o ombro, direto nos olhos de Benloise antes de responder.
— Por que ela é minha.
******* Continua em Amante Conquistado*******
Notas finais
Hum... curiosas? Felizes? Gostaram? Não? Querem me matar? kkkkkkk Me contem tudo! Quero saber de tudo!
Beijinhos e até a próxima!
Saudades dos reviews de vocês! *-*
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