Notas iniciais
Eu gostaria muito que meus personagens existissem. A boa notícia é que: eles realmente existem! E são meus.

Não, não era livre. Pelo menos não totalmente. Em alguns momentos poderia ser ,mas não sempre. Talvez nunca fosse realmente livre....

Olhou a menina que ela agora carregava.Havia achado a casa e parou o carro. A menina dormia tão tranquila, seria uma pena acordá-la.Ficava tão boazinha dormindo, parecia mesmo com ele.Parou por um instante, será que queria ver seu marido?

A porta abriu de sopetão e Mégara se sentiu esmagada por um forte abraço. Agora sabia que queria, sempre queria ver Lourenço.

–Meg, que saudade! Odeio ficar sem você por perto!-ele era alto,tinha que se abaixar para abraçá-la.Os olhos eram azuis, doces.-Foi muito difícil achar o caminho? Deveria ter chegado a umas quatro ou cinco horas.

–Ah, é que o carro quebrou e tive que parar em um mecânico. Depois Mariska passou mal.Livros e carros, sabe como é...-ela olhava fixamente, na esperança de convencê-lo. Não era difícil inventar desculpas, muito pelo contrário.

–Coitadinha,passou mal e dormiu. Típico dela.-ele sorriu e pareceu envergonhado.-Eu tentei arrumar as coisas do jeito que você gosta, mas acho que não deu.Sinto muito.-ele olhava para baixo, parecia decepcionado. Realmente, era um marido muito atencioso.-Me dê ela, vou colocar no quarto.-ele tomou-a nos braços e subiu as escadas.

É, ele não tinha acertado a mão na arrumação. Mas tentou, isso foi o suficiente. Os móveis escuros e a decoração laranja estavam lá, poderia dar um jeito.Exfregou a região dos olhos, estava cansada.

–As crianças estão dormindo.-ele descia as escadas.-Quer fazer o que?

–Podemos dormir também?-seu corpo parecia que iria desabar,precisava descansar.

–Humm, claro.-ela parecia extremamente fofa quando estava com sono. Ele ainda a achava linda após dez anos de casamento.-Vamos?

–Sim, sim.-ela andou sonolenta até o quarto vazio,colocou uma camiseta laranja e se deitou.

Ele já estava com seu pijama azul e esperou, parado na porta do quarto. Meg não havia mudado, era a mesma de dez anos antes. Parecia uma menina.

–Ei, você não vem? Vai me deixar sozinha? Não gosto disso.-ela levantava a mão, requisitando a presença dele.

–He he, já vou.-ele se deitou e a abraçou por trás. Seu rosto estava no cabelo dela.Tinha cheiro de erva cidreira, ele nunca gostou de erva cidreira.

Notas finais
Eu queria muito ver algum comentário. Sou uma mendiga de comentários.