Mariska Esténo e o Debuto do Chapéu
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Acordou e ele ainda estava dormindo, perfeito. Tinha mesmo que visitar alguém e odiava acordar quem estava dormindo.
Lavou o rosto, escovou os dentes e colocou o vestido laranja. Era 07:00 de acordo com seu celular, talvez ela fosse lá, ver ele. Ainda não tinha certeza. Será que deveria?
Decidiu comer uma maçã, adorava maçãs. A casa estava toda desarrumada, teria um longo trabalho. Decidiu olhar as crianças.Subiu as escadas. Iago estava dormindo, a Princesa dormia agarrada com seu coelhinho de pelúcia, e a menina estava dormindo também.Falava algo bem baixinho, decidiu se aproximar para ouvir...
–Mãe, mãe, mamãe....
Mégara se levantou apressada e fechou a porta do quarto. Então a menina realmente gostava dela, a considerava uma mãe. Certas vezes não tinha certeza. Uma única lágrima caiu em sua bochecha, eles sempre a faziam chorar.
Decidiu vê-lo, não faria mal algum, não o via fazia quanto tempo? Dois ou três anos? Achava que faziam três. Parecia que nunca houvera uma pausa, ele ligava todos os dias. Entrou no carro e tentou lembrar o caminho, provavelmente ficava perto do parque da igreja. Realmente ficava, em cinco minutos havia chegado.
Era terça feira, ele deveria estar se arrumando para o trabalho. Mal estacionou e ele próprio abriu a porta. Correu a abraça-la.
–Oh meus deus, finalmente você veio Meg! Agora está perto, não tem desculpas para não me ver.-ele deu o sorriso malandro que ela tanto gostava. Estava um pouco mais velho, com cara de homem, e era lindo. Ele era o homem mais lindo que ela já havia visto! Seus cabelos ondulados, seus olhos insinuantes, sua boca, oh meu deus, e que boca....
–Acho que não tenho mesmo. O tempo fez bem a você Lima, não tem mais aquela cara de moleque.-ela sorriu, lembrava do menino sardentinho de antes.
–Você não sabe como eu adorei ouvir isso. -ele balançou a cabeça com desdém, a língua dela não havia mudado.-Quer entrar? Não sou casado nem nada.-ele apontou os dois braços para a porta.
–Pode ser.
A casa era mal arrumada. Típica de um homem solteiro. Pode ver várias latinhas de cerveja no chão, um pacote de camisinhas aberto e uma calcinha preta.
–A noite foi boa ontem Lima?-ela sorriu.-Parece que se deu bem ontem.
–É, me dei bem. Ela já foi faz tempo, sabe que eu não gosto de dormir com elas. Nunca gostei. Elas não são boas o suficiente, nunca conseguiram passar da sala.-ele olhava o chão da sala, quem sabia com quantas mulheres havia transado naquele chão? Nem ele mesmo sabia mais.
–Sério? E como uma delas poderia ser boa o sufiente para chegar à cama?- ela contorcia a boca, umedecendo os lábios e afastando as latas do chão.
–Ela...ela teria que ser única, especial. Não sei bem , nunca encontrei ela ainda.-ele olhava ela no chão,gostaria de arrancar sua roupa e levá-la para o quarto. Espera, havia mesmo pensado em levá-la para o quarto?
–Tem o telefone dela? Deixou a calcinha aqui. Talvez ela precise, nunca se sabe. -ela rodava a calcinha em uma mão.- Se bem que sem uma, já está preparada para certas coisas.
–Não,nunca guardo telefones e nunca dou o meu. Odeio que me liguem.-ela tinha que parar. Mordia a boca, levantava a saia, estava sentada no sofá e ele podia ver o decote. O desejo estava impresso nos olhos dela. Não aguentava mais.
Agarrou-a e começou a beijar o pescoço. Tentava tirar o vestido e não estava conseguindo. Ela percebeu e tirou o vestido, fazendo com que ele caísse na sala.Ele sentia falta de vê-la,tocá-la, sentia falta de seu cheiro chiclete. Ele bem que poderia ficar lá com ela, para sempre, naquele momento.
Sabia que não seria possível,agarrando-a, abriu a porta do quarto.
Seu chefe ficaria bravo, ele se atrasaria para o trabalho.
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