Marcos Flich e o Segredo dos Grimpaus
3 Em busca de grimpaus.
— Que? – Falou Carol – Você só pode está maluco.
— Maluco? É isso que pensam de mim? – questionei – Bom se acham que eu realmente estou maluco por que não me deixam ir, e me esqueçam!
Não esperei que respondessem, sai correndo, soltando fumaça pela orelha. E quando finalmente olhei para trás pude observar que Carol me seguia, o que me fez ficar ainda mais nervoso.
— Por que esta me seguindo? – Perguntei – Já não basta o que aconteceu lá na varanda?
— Não posso deixar que você saia sozinho nesse estado. Não quero que faça nenhuma besteira. E a final aonde você esta indo? – Falou Carol pegando fôlego porque eu aumentara os passos.
No instante em que ela parou de falar, eu parei de andar, e me virei para olhá-la, seus olhos eram de preocupação, ela estava começando a suar e parou de andar quando viu que eu estava parado olhando-a, sua respiração estava rápida por causa do cansaço, mesmo sem perceber já devíamos ter andado mais de quatro quilômetros, pois não conseguia mais ver a casa, estávamos em meio a uma floresta fechada, as árvores eram altas com folhas extremamente verde o chão era areia compactada e a luz que passavam por entre as folhas das arvores eram o suficiente para que eu pudesse ver seu rosto, seus olhos verdes fixados em mim. E depois daqueles instantes em silencio finalmente falei:
— E por que você não pode deixar que eu saia sozinho? É só para que eu não faça nenhuma besteira?
— Não – Carol falou com clareza e de vagar para que eu não perdesse uma palavra que falará. – Eu me preocupo com você e não aceitaria a idéia de ver você matando alguém ou até mesmo se ferindo.
Ao escutar aquilo não sei por que me senti melhor. O seu olhar esperançoso me fitou sem entender porque eu demorava tanto a respondê-la, ela mexia na ponta de seus cabelos ruivos que batiam na altura de sua cintura.
— No que está pensando? Porque de repente você ficou calado? – Finalmente ela perguntou.
— Bem... É... Tudo o que você disse realmente... – não sei por que mais eu estava nervoso, gaguejando e com as palmas das mãos suando.
— Sim, Claro eu nunca mentiria para você – Falou rapidamente.
Aquilo correu pelo meu corpo como se o mundo começasse a fazer sentido.
— Pensei que você e o Rivan estavam... – Antes que eu pudesse se quer termina a frase Carol me cortou.
— Não! Como você pode pensar nisso – Ela fez uma pausa – Não acredito... A meu Deus! Então era por isso! Não acredito. – Logo depois ela correu e me abraçou, eu fiquei sem entender nada do que acabara de acontecer. Mas não ligava, pela primeira vez pude ver que ela estava afim de mim, e isso fez com que toda aquela cena parecesse normal. Mas mesmo assim tinha que perguntar. Afastei-a um pouco de meu corpo para que eu pudesse ver seu rosto e então perguntei:
— O que foi isso? Como assim, eu não poderia pensar nisso? Nisso o que? – Mandei as perguntas o mais rápido possível para que ela não me cortasse.
— Bem é que eu não entendia há muito tempo o que você realmente sentia por mim. Achei que você me via como uma simples amiga e quando você começou a falar que pensou que eu e Rivan tivéssemos algo, eu não pude acreditar que você estava com ciúmes e também com pesar de não estar comigo, então depois de todos esses anos entendi o porquê de você nunca ter falado de seus sentimentos comigo. – Ela fez uma pausa para analisar a expressão do meu rosto e então continuou – Agora eu entendo que você estava se mantendo afastado por causa do Rivan.
— Não exatamente por causa do Rivan e sim por sua causa – falei
— Por mi... – Começou a falar, mas eu a impedir de continuar com um toque do polegar em sua boca. E continuei a falar:
— Porque eu não queria forçar a barra, tinha medo de você não sentir o mesmo por mim, tinha medo de você se afastar de mim depois que eu tentasse me aproximar, eu achei que você me via como um simples amigo, achei que você gostasse do Rivan pelo jeito que olha para... – E antes que eu pudesse terminar ela me beijou, o beijo mais perfeito de todos os tempos, o beijo dela.
Quando enfim nos separamos e olhei a volta pude observa que ainda estávamos no meio da floresta e falei:
— Venha vou te mostrar a onde estava indo.
Depois de andarmos mais alguns quilômetros chegamos a uma caverna escura que eu conhecia muito bem.
— Para onde esta me levando? – Perguntou apreensiva antes de entrarmos na caverna.
— Você confia em mim? — Falei, ela fez que sim com a cabeça sem falar uma palavra – então vem comigo.
Então após de andarmos mais algum tempo na caverna escura e fria chegamos à saída do outro lado, e Carol falou:
— Que lugar é esse? – Ela estava olhando para um vale totalmente incrível, tinha uma cachoeira no final dele, onde suas águas corriam por todo o vale, as árvores eram mil vezes mais bonitas que as de qualquer lugar que ela já virá na vida, tinham pássaros voando para todos os lados, um mais lindo que o outro, e a nossa direita tinha um gramado enorme e muito lindo, o gramado era baixo e não tinha nenhuma árvore grande nele, fazendo com que a maior parte dele fosse iluminado pelo sol, a nossa esquerda tinha um lago onde a cachoeira desaguava, sua água era calma e cristalina, havia alguns peixes nela e ao olhar direito dava para ver o reflexo de tudo que estava em sua volta nela.
— Esse é um lugar que descobri faz algum tempo — respondi a pergunta dela
— A quanto tempo exatamente? – Perguntou de novo
— 47 anos mais ou menos mais não posso afirmar com certeza — Falei
— E quando pretendia mostrar isso para mim? – Dessa vez sua voz saiu como se estivesse magoada.
— Eu estava esperando que... Bem você sabe... Que agente ficasse primeiro. – Fiz uma pausa e olhei no fundo dos seus olhos verdes esmeralda – este lugar é muito importante para mim, venho aqui quando estou triste, feliz, mas, principalmente quando estou com vontade de fazer uma loucura por você.
— Nossa, mas, agente vai fica parado aqui ou você vai me mostra o lugar? – Carol falou com um sorriso encantador e ao mesmo tempo tímido no rosto.
— Claro que vou mostrar-lo vem comigo, mas antes – Eu a puxei e dei um beijo em sua boca perfeita. – Vamos – Falei assim que afastamos os rotos, correndo em direção ao gramado.
O resto do dia nós dois passamos conversando sobre nossos sentimentos e sobre como perdemos muito tempo com essa minha desconfiança boba. E quando o sol estava se pondo falei:
— É melhor irmos, Rivan deve esta nós procurando a tarde inteira – Falei – Mas, antes de irmos quero te avisar que amanhã ao amanhecer sairei à procura de bem você já sabe e não quero mais discutir isso com você.
— Como assim você não quer mais discutir esse assunto comigo?! Você não pode simplesmente me trazer aqui falar tudo o que falou hoje e ir embora amanha! Eu não vou deixar. – Carol se impôs, fazendo um bico, que quase me fez desistir, mas, eu não podia tinha que fazer isso.
— Eu não estou pedindo sua permissão, eu estou falando que vou você já sabia disso, já tinha falando mais cedo. Carol não me faz discutir isso com você, por favor, não depois do que aconteceu hoje, eu preciso que você fique do meu lado, não quero ir embora amanha e deixar você aqui nesse estado. – Falei observando seus olhos enchendo de lágrimas.
— E quem disse que eu vou ficar aqui? Se você for pode ter certeza que eu vou junto. Não vou deixar que você saia sem mim, não quero ficar mais nem um minuto longe de você. – Falou – E você nem tente em me impedir.
— Não vou. – Falei, e seus olhos se encheram de alegria por saber que eu não ia contra a idéia de que ela fosse junto. – Vamos logo, Rivan deve estar nos procurando e temos muita coisa para arrumar para amanhã de manha.
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