— Onde vocês estavam? – Perguntou Rivan – Fiquei a tarde inteira procurando vocês, achei que... A deixa pra lá. Vocês estão bem?

— Estamos sim, não se preocupe – Falou Carol antes que eu pudesse me pronunciar. – Agora nos temos que arrumar as coisas rápido se nós vamos sair amanhã de manhã. – Acrescentou Carol virando o rosto para mim, onde pude observa ser rosto irradiante, cheio de alegria.

— Como assim sair amanhã de manhã? Que maluquice é essa? Você esta concordando com toda essa história de procurar outros guerreiros? – Rivan falou tão rápido que eu precisei de um tempo para poder assimilar as perguntas, Carol como sempre não precisou de nem um minuto para poder entender.

— Não vamos mais discutir isso com ninguém, já decidimos que vamos. Pode parecer maluquice, – falou Carol, e escutei o Rivan falando baixo num tom sarcástico “maluquice é pouco”, mas Carol pareceu ignorar e continuou – mas eu acho mais prudente procurar guerreiros, vai que essa história que ele escutou é realmente verdade? E se a era dos Grimpaus esta mesmo voltando?

— Se é assim – Falou Rivan – Quando é que nós partimos?

Aquela pergunta nos pegou de surpresa, Carol deu um pulo para abraçar Rivan – Entenda Rivan nunca concorda com nossas idéias e principalmente, ele nunca participa delas, então ele fala que ia ir ela uma glória – Eu dei um tapa em seu ombro e falei:

— Assim que o primeiro feixe de luz aparecer no céu

— Então é melhor começar a arrumar as coisas para sair – falou Rivan

Assim que começamos a andar em direção a fazenda Carol me puxou e cochichou em meu ouvido:

— Vai arrumar as comidas para levarmos e deixa que eu ajeito suas coisas.

— Está bem – concordei meio sem jeito, mas adorei a idéia de não ter que dobrar roupa – ei – falei antes que ela virasse de costas – não conta nada pro Rivan ainda, por que eu teria que explica tudo, até sobre aquele lugar, por enquanto eu prefiro manter em segredo.

— Esta bem – ela concordou meio sem jeito – mais até quando?

— Não se preocupe – falei – não será por muito tempo. É melhor agente ir arrumar as coisas.

— Concordo. Vamos? – falei, a partir daí ela entrou na fazenda e foi direto para seu quarto, eu fui para o outro lado, onde ficava a cozinha. A cozinha era grande com um balcão no meio, do lado direito da porta tinha um balcão menor onde tinha duas pias e um escorredor, do lado esquerdo tinha um armário de cozinha onde guardávamos os mantimentos e as louças limpas bem do lado dele havia uma geladeira, do outro lado do cômodo tinha um fogão seis bocas e um forno a lenha, também tinha uma fruteira por perto.

Assim que cheguei à cozinha peguei três sacolas grandes para guarda as comidas, em uma coloquei coisas de geladeira, na segunda coloquei sacolas de arroz, feijão, sal e o que eu via pela frente e na terceira eu coloquei muita, mas muita carne para os grimpaus, para que eles perdessem menos tempo caçando. Assim que acabei de arrumar as comidas fui ajudar Carol a arrumar minhas coisas. Quando cheguei, ela estava começando a pegar as roupas no meu armário que ficava no outro lado do quarto onde tinha uma cama bem no meio do caminho, um espelho ao lado e um baú onde eu guardava minhas coisas de guerra:

— Precisa de ajuda? – falei com um sorriso bem aberto no rosto, fazendo com que eu me sentisse meio bobo. Quando entrei em meu quarto fechei a porta para Rivan não nos escutar – Já estava ficando com saudades.

— Eu também – falou Carol chegando perto de mim com algumas roupas emboladas em suas mãos, quando chegou o rosto bem perto do meu – Ajudaria muito se dobrasse estas roupas aqui – falou colocando as roupas em minhas mãos e afastando o rosto do meu, mas antes que ela fosse muito longe a puxei pela cintura e dei um beijo. Assim que nos separamos falei no pé do seu ouvido:

— Provoca não vale esta bem? – dando um beijo em seu pescoço e largando-a para ir em direção a minha cama, joguei minhas roupas em cima e comecei a dobrar.

Assim que acabamos de arrumar as minhas coisas ela falou:

— Já está tarde, vou preparar alguma coisa para comermos antes de partimos – Assim que ela falou isso sai pela porta do quarto mais antes que saísse ela mando um beijo seguido de uma piscada, depois disto ela foi para cozinha e eu fiquei no meu quarto arrumando os últimos detalhes, andei até meu baú e tirei minha armadura e minha espada que estava meio velha, mas assim que eu a peguei ela já não parecia tão velha, na verdade ela estava perfeita, como se nunca tivesse sido usada, minha armadura estava caindo perfeita em mim, então eu imaginei como que eu estava nela quando ainda era criança, mas preferi para com o pensamento porque eu acho que estava muito ridículo. Assim que coloquei as coisas em minha mala fui ver como Teseu estava.

— Oi Teseu – falei quando me aproximava – você esta bem grandão? – Ele fez um barulho com a boca que eu aceitei como um sim – vem te falar para descansar muito porque amanhã de manhã iremos sair, avise a Thifane e a Max, e bem acho de devo lhe falar, estou ficando com a Carol, eu a amo muito, é claro que você sabe mas achei que devia lhe falar, bom é melhor deixar você dormi, boa noite – falei dando um abraço em seu pescoço nas pontas dos pés, ele era muito alto e tinha o pescoço largo então meus braços não davam a volta nele todo. Quando eu o larguei voltei para a fazenda e fui direto para a sala de jantar de onde estava vindo um cheiro muito gostoso. Logo que cheguei na sala vi em cima da mesa uma lasanha enorme, e aquilo me fez perceber o tanto que eu estava com fome.

— Se quiser, já pode comer – falou Carol – Rivan pediu para que eu esperasse sair do banho.

— Eu espero com você – falei dando um sorriso – Essa lasanha esta com um cheiro ótimo, mas eu resisto, só pra ficar um tempinho com você – Eu comecei a ir em sua direção e eu vi um sorriso abrindo em seu rosto e quando eu estava chegando perto Rivan falou:

— Que cheiro ótimo, estou morrendo de fome – ele olho para nos dois de um jeito desconfiado – vocês não estão?

— Claro – Falei – vamos comer?

— Sim – falou Carol olhando para mim, depois ela virou as costas e saiu em direção a mesa passando por mim e deixando somente seu cheiro em minha mente – você não vem? – perguntou quando percebeu que eu ainda estava parado no mesmo lugar.

— Já estou indo, só vou lavar minhas mãos antes – falei deixando a sala de jantar para trás.

Quando voltei, eles já estavam no segundo pedaço ou eles tinham pego um pedaço enorme cada um, sentei na frente do Rivan, Carol sempre sentava na cabeceira da mesa, por ser a única menina.

Assim que acabamos de comer, nos três já estávamos completamente cheios. Lavamos nossos pratos e fomos para a sala de estar, eu e Carol sentamos um perto do outro no mesmo sofá, mas deixando um pouco de distância entre nós dois, Rivan estava sentado no outro sofá ao meu lado falando alguma coisa sobre Thifane estar um pouco estranha, mas não prestei muita atenção, eu estava pensando por onde iríamos começar a procurar os guerreiros existem tantos lugares que eles poderiam estar, por fim falei:

— Naso

— O quê que Naso tem sobre Thifane esta estranha? – Falou Rivan sem entender

— Não é isso, é por Naso que iremos começar a procurar os guerreiros, porque foi lá onde teve a guerra então provavelmente deve existir algum guerreiro lá – falei

— Faz sentido – Falou Carol

— Estou sem cabeça para pensar nisto agora – falou Rivan – vou dormi, quando vocês forem apaguem as luzes.

— Está bem – falei olhando para Carol – vamos ficar mais um pouco para... você sabe para terminar de arrumar as coisas para amanhã.

— Vocês que sabem – Rivan falou por fim virando as costas e indo em direção ao seu quarto, assim que eu escutei a porta fecha sentei ao lado da Carol e falei:

— Onde agente havia parado mesmo?

— Acho que aqui – falou me dando um beijo logo depois – te amo — ela falou no pé do meu ouvido depois voltando a me beijar, logo em seguida passei um dos meus braços pela sua cintura e deixei a outra mão em sua perna, de repente comecei a perceber o clima esquenta, minha mão foi subindo, e a mão dela começou a tirar minha blusa enquanto eu desabotoava o botão da blusa dela que abria pela frente – é melhor irmos para um lugar mais reservado – ela falou quando me dei conta que ainda estávamos no sofá, sem me soltar dela eu a carreguei para meu quarto e a soltei na cama me deitando sobre ela logo depois, eu já estava sem blusa e ela já estava quase sem, terminei de tirar sua blusa enquanto ela desabotoava minha calça Jens... Assim que tiramos todas nossas roupas nós voltamos a nos beijar.

No outro dia antes de amanhecer quando eu acordei, ela ainda estava dormindo em meus braços, — o que foi um de que aquilo tudo não foi só um sonho — em cima de nós dois havia um lençol branco nossas roupas estavam jogadas pelo quarto sua cabeça estava deitado em meu peito, ela era simplesmente maravilhosa dormindo, foi ai que eu me dei conta de que estava amando totalmente aquela mulher.

— Bom dia – eu a acordei — é melhor nos arrumarmos.

— Bom dia – ela respondeu com um sorriso no rosto – esta bem, mas você tem que me convencer a sair daqui, porque eu não quero.

— Eu também não quero – falei – mas precisamos ir antes do sol nasce.

— Não me convenceu – falou por fim.

— Não seja por isso — falei jogando ela para o outro lado da cama e dando um beijo de bom dia – te amo, mas eu estou levantando, se quiser ficar deitada sozinha, sinta-se a vontade.

— Ta bom – ela falou – você me convenceu, não vou ficar em uma cama na qual você não esta. – ela falou levantando da cama.

Antes que o dia clareasse já estávamos na estrada em direção a Naso, tínhamos um longo caminho pela frente e uma missão muito difícil, mas eu não me importava, pois eu estava com o meu melhor amigo e a mulher que eu escolhi para amar.