Marcas do Passado
42 Capítullo 42
Notas iniciais
PS: SE VOCÊ CONSEGUIR COLOCAR A MÚSICA NO MATTER WHAT DO PAPA ROACH EM ACÚSTICO PARA TOCAR EM QUANTO VOCÊ LER VAI FICAR BEM MELHOR.
Pedro
Tudo estava muito escuro, meu corpo parecia anestesiado, eu não ouvia mais nenhum barulho, nenhum barulho se quer, era como se eu estivesse trancado dentro de uma caixa, e essa caixa estivesse dentro das profundezas do oceano. Nada me obedecia, eu tentava abrir meus olhos, mas só o esforço de tentar fazer isso já me deixava exausto, eu tentava mover meu corpo, mas era como se eu não estivesse controle sobre ás minhas articulações. Um acidente… Um acidente é disso que eu lembro… Karina… Onde ela está? Meu desespero aumentou. Lembro-me de tê-la ouvido gritar, um grito desesperado que transbordava pânico. Eu não posso ter descumprindo minha promessa de que eu á protegeria de tudo. Eu tentava grita-la, mas eu não conseguia, por que eu não estava conseguindo? Por que eu não estava conseguindo chama-la? Por que eu não estava á sentindo em meus braços? Senti um medo bruto percorrer meu corpo. Aos poucos eu fui tentando novamente abrir meus olhos, e dessa vez eu estava conseguindo. Depois de tê-los aberto totalmente eu vi… O carro estava de cabeça para baixo, eu estava sentado no banco preso pelo cinto. Com um grande esforço eu virei meu pescoço fazendo com que uma dor insuportável surgisse e após tê-lo virado eu á vi… Karina também continuava sentada no banco, ela estava desacordada e pela fraca luz que entrava pelo vidro do carro eu pude vê que sua cabeça sangrava, sangrava muito. Lágrimas transbordavam dos meus olhos, eu não poderia perdê-la, não poderia. Eu tentei sair dali mais foi em vão eu simplesmente não tinha força, tudo doía, qualquer mínimo movimento que eu fazia dava á transparecer que meus ossos se quebravam. Eu consegui esticar o braço até á alcançar.
– Ka – minha voz saiu fraca… cortada… A força que impunha em meu braço não era o bastante para conseguir movê-la. Seja forte Pedro, pelo menos uma vez na vida, seja forte – Ka… – Eu consegui sacudi-la um pouco, mas ela não acordou. Coloquei minha mão em frente ao seu nariz e sua respiração era fraca, e cortadisa. Meu Deus ela não poderia partir. – Ka – Á sacudi com um pouco mais de urgência não me importando mais com á dor que surgia em meu corpo. Nada poderia acontecer com ela eu tinha prometido para ela e para mim mesmo que tudo ficaria bem por que eu não consigo cumprir isso? – Ka meu amor – Eu á sacudi novamente e eu vi ela tentando abrir os olhos, depois de alguns segundos seus olhos estavam entre abertos, lágrimas rolaram por eles e ao vê-la naquele estado eu senti meu coração se quebrar – Ka… está… tudo bem?
– Minha… minha cabeça, está doendo muito – Ela elevou sua mão até seus cabelos – Sangue? – Ela olhou seus dedos.
– Precisamos… sair daqui.
– Eu não sei se posso, tudo está doendo, eu não vou conseguir – Ela chorou com mais desesperou.
– Calma meu amor.
– Pê, eu sinto que… que… eu não, eu não…
– Ka amor, olha pra mim – Ela me olhou.
– Eu estou com você e sempre vai está tudo bem.. Eu jamais vou ti deixar, nós estamos juntos nessa.
– Eu sei, mas é que eu não sei se consigo Pê, tudo dói, é como se meu corpo estivesse quebrado inteiro. Aii! – Ela fechou os olhos e colocou á mão sobre á cabeça – Dói muito.
Sua cabeça não parava de sangrar, o sangue estava espalhado pelo lado direito do rosto de Karina e estava sobre toda sua blusa. Eu estava com medo, muito medo. Eu queria acalmá-la, mas nem eu mesmo estava conseguindo me manter calmo.
– Também está doendo muito Ka,mas temos que conseguir…
– Não, não vamos conseguir, o destino brincou com a gente, ele nos separou e nos uniu para que no final fossemos embora juntos. Tudo foi deixado para trás, nosso amor sempre foi diferente cercado de coisas estranhas e acontecimentos inexplicáveis. Viemos pré-destinados e assim como viemos também vamos. O nosso amor é uma marca do passado.
– Amor – Eu disse fraco, minhas forças estavam se esgotando, tudo em meu campo de visão começou á girar.
– Pedro – ela me olhou e pelo pouco que eu enxerguei seus olhos estavam quase se fechando. Eu peguei em sua mão e entrelacei nossos dedos apertando-os com todas forças que eu tinha o que não era muito – Você se lembra do dia que estávamos no sofá do meu apartamento e eu disse vai ser sempre eu e você até o infinito e você me respondeu muito mais além disso?
– Lembro.
– Acho que está na hora de vê se isso é mesmo verdade – Sua voz saiu baixa quase inaudível – Eu… amo você.
– Eu amo você – Minha voz saiu tão baixa quanto á dela.
Karina aos poucos fechou os olhos e não disse mais nada. Lágrimas ainda continuavam saindo dos meus olhos, minhas forças haviam ido embora, assim como Karina eu também fechei os olhos e o que eu vi depois disso foi á completa e temerosa escuridão.
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