Marcado

15 Capítulo 15 – Posse


Notas iniciais
Ain gente! To muito feliz, meu Aomine Big Cock Nigga Daiki chegou finalmente!! Agora só preciso comprar a garota dele haha. Sem piadinhas dessa vez. Boa leitura!

Marcado

Kaline Bogard

Capítulo 15 – Posse

Kagami e Kuroko continuaram parados na ala externa aguardando que os outros shifters chegassem ali. Midorima e Kise, ambos aparentando calma, foram os primeiros. A presença do Alpha de outro Pack, considerada uma ameaça, desaparecera sem que nada grave acontecesse.

— Tudo bem? — o Beta loiro perguntou.

— Tudo, Kise kun — Kuroko respondeu. Já os tinha tranqüilizado pelo elo mental, ainda que precisassem de confirmação visual.

— Não teve nada de mais — o ruivo deu de ombros. Talvez fosse apenas tempestade em copo d’água — Ele só queria conversar.

— Não sentimos nenhuma intenção agressiva — Midorima olhou em volta. O cheiro do outro shifter ainda impregnava o ar. Malditas criaturas territorialistas.

Aomine foi o próximo a chegar, surpreendentemente rápido para quem estava jogando em uma quadra adjunta. Vinha acompanhado por uma garota de cabelos longos e seios grandes, que demonstrava preocupação nas feições.

O Alpha ignorou todos, caminhou até Taiga e segurou-lhe o rosto com as duas mãos, olhando fundo naqueles olhos vermelhos. As íris azuis davam a impressão de brilharem com intensidade. Um sinal que Taiga reconheceria como a parte animal sobrepujando o lado humano.

— Você está bem? Por que não respondeu ao elo mental?

— Eu to bem... — Kagami sentiu o rosto esquentar e o coração disparar — Não ouvi você falar nada.

— Tsc. Não quero que fique perto de outros Alphas! — o cheiro do rival dissipava-se no ar da noite, mas ainda era forte o bastante para deixar o animal interior de Aomine inquieto e rancoroso — Você é o meu companheiro.

E, sem aviso algum, se inclinou um pouco, tomando os lábios do rapaz, requisitando-o para um beijo. A carícia teve nada de calma, foi um contato profundo e brusco, em que a língua de Daiki dominou por completo, exigindo uma correspondência que Taiga quase não pôde fazer. O ruivo ficou sem fôlego!

Aomine finalizou o beijo e passou os braços ao redor de Kagami, trazendo-o para perto de si ainda mais. Um abraço apertado.

— Da-Daiki — o Ômega gaguejou. Uma represa de sentimentos e sensações desabou sobre ele de uma vez. Sentia o incomodo do Alpha, assim como seu ciúme e irritação. Uma onda de possessividade o paralisou. Não teve nem chance de refletir sobre seu primeiro beijo! Ou tempo para pensar na platéia que os acompanhava.

— Quieto — Aomine rosnou, mais governado por seu instinto shifter do que pela parte humana. Kagami compreendeu que não deveria insistir, o animal em sua alma se intimidou, submisso. Permitiu-se ser abraçado sem reclamar.

Os Betas se conformaram em assistir. O momento era delicado. Um Alpha que se sentisse ameaçado podia sair do controle. O que acontecia ali era a instabilidade do vínculo recente. Além disso, envolvia um Ômega, criatura misteriosa e fascinante. Talvez sua essência intensificasse os sentimentos do Alpha. Não podiam saber com certeza.

À medida que o animal interior de Aomine visivelmente se acalmava, a garota arriscou-se a aproximar um passo do casal.

— Dai-chan? — perguntou, cruzando as mãos atrás das costas, não queria que nada em sua iniciativa fosse mal interpretada.

— Hn? — o rapaz resmungou sem sair da posição.

— Precisamos conversar...

— Pode falar — não se deu por achado. O tom já era mais leve, debochado. Voltara a ser o velho Aomine de sempre. Os olhos azuis já não brilhavam.

— Daiki! — ela bronqueou.

Então o Alpha libertou seu companheiro do abraço, ainda o segurou pelo rosto pela segunda vez, analisando as feições um tanto pálidas.

— Não me assuste assim, baka!

— Oe! — a normalidade voltou de vez, o bastante para Kagami ter coragem de enfrentar o outro — Você não pode ter um ataque de ciúmes cada vez que alguém chegar perto!

— Alguém não, Bakagami! Um Alpha! — virou-se e lançou um olhar agudo para seus três Betas — O que vocês estavam fazendo, porra? Esqueceram o sonho que o Midorima teve? Vou ter que ficar vinte e quatro horas com ele para ter certeza que é seguro?

Antes que alguém respondesse, Taiga segurou as mãos de Daiki e as afastou de si com um gesto brusco.

— Não seja idiota, Daiki. Eu já disse como as coisas vão funcionar entre a gente. Melhor controlar esse seu animal interior aí, porque já tá ficando feio e... — corou nessa parte — Não me agarre em público assim, maldito!

— Mimimi — Aomine fez uma careta enquanto enfiava o dedinho na orelha, em um gesto de pouco caso.

— Ne, ne — a garota se meteu na discussão — Então esse é o Ômega e companheiro de Dai-chan?

— Aa. Kagami Taiga, essa é Momoi Satsuki, uma amiga de infância e a única fêmea do Pack. Satsu, esse é Bakagami, nosso Ômega e meu companheiro — reforçou a posição do ruivo.

Ela acenou feliz.

— Yoroshiku! — exclamou sorrindo.

— Aa — Taiga respondeu meio sem jeito. Nunca se saiu muito bem com garotas mesmo. Principalmente as mais animadas, como aquela dali. Foi a primeira apresentação depois de ter harmonizado. Sentiu imediatamente um laço se formando entre eles, algo bom, reforçado por respeito. A boa índole da fêmea o atingiu e o conquistou. Foi esquisito, porém espontâneo e incontrolável. Devolveu o sorriso, mais a vontade.

— Não fique tão bravo, Aominecchi — Kise teve coragem de chegar perto, com as mãos no bolso. Tudo em sua postura evidenciava submissão ao Alpha, mesmo que Daiki já tivesse voltado ao normal — Nós não deixaríamos que nada acontecesse. Você nos conhece muito bem...

— Mas a ceninha foi divertida — Midorima importunou. Só então Kagami e os outros repararam que ele colocara uma tiara branca na cabeça. Ninguém perguntou o que significava aquilo, só podia ser o item de sorte do dia.

— Não dá pra levar a sério alguém que usa coisa de menina — Daiki devolveu a provocação.

— Aomine kun, a intenção de Iwamura kun não foi de causar mal. Seu animal interior não ficou agressivo em momento algum — Kuroko falou como forma de desculpa.

— Isso vai acontecer muito — Midorima olhou estranho para Taiga — Há gerações não vemos um Ômega.

— Kagamicchi vai gerar curiosidade — Kise falou divertido — Outros virão só para vê-lo. Alphas e Betas...

Aomine encarou seu companheiro e abriu a boca para falar algo. Antecipando o que ouviria, Taiga ergueu a mão e apontou um dedo ameaçador para ele.

— Teu rabo que eu vou ficar preso no meu apartamento o resto da vida. Nem vem...

A pequena explosão indignada fez Daiki desistir de argumentar, por hora. Talvez um dia convencesse seu companheiro de obedecê-lo nessa questão. Água mole em pedra dura... não?

— Iwamura kun nos disse algo preocupante — Kuroko revelou — Ele afirmou que Hanamiya kun estava entre os Betas que vieram ao estádio hoje, apesar da Kirisaki Daichi não ter nenhuma partida essa noite.

— Aquele cara dos Reis Sem Coroa? — Daiki franziu as sobrancelhas.

— Quem é esse? — Kagami questionou. Já era a segunda vez que aquele nome era mencionado com receio, rancor e vários sentimentos negativos — Parece famoso.

— Hanamiya é um Beta — Kise respondeu — Ele é um ano mais velho do que a gente e faz parte de um Pack muito tradicional e antigo no Japão. Mas não é um Pack com bons antecedentes.

— Todos os shifters desse Pack acabam fazendo o colegial na mesma escola, Kirisaki Daichi, e geralmente os titulares dos times são sempre Nascidos e harmonizados — Midorima ajeitou os óculos sobre o nariz. Seu tom era indiferente.

— Esse negócio de Pack é muito esquisito — Kagami coçou a nuca, tentando compreender todos os detalhes de sua nova vida.

Aomine o segurou pela mão e começou a puxá-lo dali, num claro sinal de que era hora de partir. Os Betas seguiram o casal sem que fosse preciso falar nada.

— Por que acha esquisito, Bakagami?

— Porque vocês ainda não são adultos. Como podem ter um Pack? E os pais de vocês? Tá tudo bem com isso?

— Sim — Kise respondeu — Nossos pais são shifters e fazem parte do próprio Pack. É natural que a gente siga nosso caminho conforme entramos na puberdade. Exceto lobos. Esses levam família muito a sério...

— Eu te disse: quando tem diferença de idade muito grande é difícil fazer um vínculo. Mas são situações diferentes: nós nascemos dentro do Pack dos nossos pais e crescemos ali. Como os humanos, depois construímos nosso próprio grupo. É natural e esperado, ao nos encontrarmos no fundamental, o reconhecimento foi instantâneo. Meu pai é um Beta, eu sou um Alpha. Nossos caminhos se separam, mas ainda seremos ligados pelo sangue e afeição. Não é como se cortássemos relações.

— Pense no meu caso Tai-chan — Momoi ajudou com um exemplo, chamando-o pelo apelido carinhoso — Eu sou uma Beta, quando tiver um filho vou cuidar dele até que cresça e possa fazer isso. Se nascer um Beta, a tendência é encontrar um Pack com um bom Alpha e se vincular. Se for um Alpha, ele irá encontrar seus próprios Betas. Eu continuo com a Geração Milagrosa, mas nunca deixarei de ser mãe dele. Ou dela, se for uma menina — terminou a frase lançando um longo olhar para Kuroko, que não o devolveu.

— Foi assim com Tetsu, Kise, Midorima, Murasakibara e até o Akashi — Daiki retomou a fala, aproveitando para dar um apertão carinhoso na mão entrelaçada à sua — Você só está estranhando porque tudo é novo, mas logo se costuma.

Kagami ouviu a explicação de Daiki com atenção. Pensou por segundos e concluiu que ele tinha razão. Parecia um pouco com os humanos, mas acontecia mais cedo e somava aos detalhes sobrenaturais envolvidos, claro.

E esse Hanamiya não é flor que se cheire. Por isso o Pack dele não deve ser boa coisa também?”, tão concentrado o Ômega estava em suas reflexões que acabou perguntando pelo elo mental sem se dar conta.

Exato. Shifters de essência contrária não se dão bem. Os integrantes da Kirisaki são problemáticos. Mas o Alpha deles não é tão forte assim, por isso só agem a traição e em grupo”, Daiki respondeu usando o mesmo esquema de contato.

Entendi. Vou ficar longe desses caras!”, balançou a cabeça pesaroso.

Você aprende rápido. Vai ganhar um biscoito...

— AHO! — Kagami indignou-se com a última parte e acabou deixando a ofensa escapar em voz alta. Os Betas não entenderam nada, apesar de ser óbvio que o casal estivera conversando em particular.

Daiki deu uma risadinha e o puxou para perto, passando o braço por cima do seu ombro em um gesto protetor e possessivo. Voltara ao normal por completo, embora o ciúmes ainda deixasse um gosto amargo na boca. Não admitiria que nenhum Alpha ficasse chegando perto do seu Ômega.

Do seu companheiro.

continua...

Notas finais
Aí está uma cena de ciumes! Não foi lá muito tretosa, mas... e eu lá sou das tretas? Haha. Falando sério. Terminei a fic. Vocês querem saber quantos capítulos ficou no total ou deixo surpresa mesmo? :3 Abraços e até em breve.