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1 Capítulo 01 - A Geração Milagrosa


Notas iniciais
Desculpem os erros! Revisei, mas sempre passam vários :3

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Kaline Bogard

Capítulo 01 – A geração milagrosa

Eles fizeram história. Cinco jovens do Ensino Fundamental com habilidades jamais vistas antes. E um sexto elemento misterioso que, juntos, foram chamados de a Geração Milagrosa.

Gênios do esporte.

Mas quis o destino que eles se separassem. Talvez fosse uma provação necessária, mas ao dar inicio ao colegial cada membro da Geração Milagrosa escolheu ir para uma escola diferente. A equipe diluiu-se, tornou-se lenda, cujos nomes de seus protagonistas faziam os rivais tremerem.

Mesmo que não estivessem juntos, cada um dos seis; sozinho, era uma verdadeira potência. Quase sobrenatural.

Sobrenatural.

Esses são os fatos que todos sabem, o que corre de boca em boca e alimenta boatos, fortalecendo o mito. Porém, existe outra história atrás da Geração Milagrosa. A verdadeira história que revela o que os impulsiona e os torna invencíveis. O mundo secreto que existe além desse mundo em que vivemos e que foi abalado pela chegada de um novo personagem.

Um novo talento forçou a passagem e mergulhou em algo que jamais poderia imaginar. Algo que mudaria os rumos não apenas do próprio destino, mas de todos os que cruzassem seu caminho.

A roda da fortuna começara a girar.

Os tempos de paz chegavam ao fim.

oOo

— Oe, Kuroko! Não é possível que você seja tão ruim! — Taiga rosnou decepcionado, sentando-se em um banco de cimento na lateral da quadra. Puxou a camiseta e limpou suor do rosto — Tem certeza de que fazia parte da Geração Milagrosa?

O outro rapaz não se irritou com a reclamação. Sentou-se ao lado dele, com a bola de basquete presa em suas mãos. Ambos suavam pelo esforço no dia quente.

— Sim, Kagami kun. Eu fazia parte.

— Até entendo porque te chamavam de membro fantasma — Kagami ergueu o rosto e fechou os olhos, sentindo o sol aquecer sua pele. Agradável sensação.

Ambos eram novatos no colégio Seirin e acabaram se inscrevendo no mesmo clube: a equipe de basquete. Esporte que amavam. Depois de ouvir boatos sobre seis integrantes incrivelmente fortes no Ensino Fundamental e descobrir que o outro novato era um deles, Kagami decidira tirar a prova de que era tão bom assim, aquele baixinho sem presença alguma. Mas o moleque era péssimo! Incapaz de acertar um arremesso sequer.

— Não se engane, Kagami kun. Não vim aqui para você me analisar. Eu queria analisá-lo.

O ruivo riu. Aquilo soava exatamente como uma desculpa. Não disse nada, porque não cabia a ele julgar um colega. De um jeito ou de outro a verdade viria à tona na hora certa.

— Nunca vou entender porque a tal Geração Milagrosa se separou. Se os seis eram tão fodões juntos o certo eram seguir para o mesmo colégio, não?

Kuroko inclinou-se pra frente no banco e começou a quicar a bola contra o chão da quadra. Aquela questão envolvia muita informação, coisas que ainda não podia revelar totalmente. Preferiu responder de forma vaga.

— Chega um ponto na vida em que cada um deve seguir novos caminhos e buscar aquilo que o tornará mais forte. Foi preciso uma separação para passar pro próximo nível — não falara uma mentira completa.

A expressão de Kagami tornou-se confusa. Roubou a bola em um gesto rápido, passando ele mesmo a quicá-la no chão.

— E você acha que encontrará isso aqui em Seirin?

— Porque não? Talvez já tenha encontrado...

— Sei lá — deu de ombros — Esse colégio é novo. Não tem tradição no basquete, apesar dos senpais serem fortes. Se você quer passar para um próximo nível no basquete não parece a escolha mais apropriada.

Aquilo era óbvio para Taiga. Para se tornar melhor, tem que enfrentar desafios maiores. Talvez Kuroko tivesse escolhido Seirin justamente por ser o mais fraco dos seis integrantes. Bem... até o momento o garoto parecia bem fraquinho, obrigado.

— Nem tudo se trata de basquete, Kagami kun.

A risada leve de Taiga ecoou pela quadra deserta. Que absurdo! Para ele seria sempre basquete. Sempre.

— É um jeito de pensar, Kuroko — usou a grande mão para desmanchar os fios de cabelo do garoto — Boa sorte na sua “busca”.

— Não bagunce meu cabelo, Kagami kun — reclamou quando o ruivo afastou a mão encerrando a brincadeira. Tentou colocar os fios espetados no lugar.

— Preciso ir — Taiga ficou em pé. Estendeu a bola de volta para Tetsuya, que a pegou e colocou sobre o colo — Mas uma coisa eu garanto: mal posso esperar para enfrentar todos da Geração Milagrosa! Vou passar por eles como um rolo compressor.

Jogou a mochila sobre o ombro e foi embora.

Kuroko assistiu enquanto o novo amigo se afastava. Estavam na mesma sala do primeiro ano e se tornavam próximos rapidamente, unidos graças à paixão pelo esporte em comum. Mas não somente por isso.

Desviou os olhos para as próprias mãos pequeninas. Podia sentir a energia correndo por seu corpo, algo bruto e não lapidado ainda. Incrível. Apenas uma pequena amostra do que estava por vir, trazido pelo futuro ao qual estava destinado.

Quando aquele poder fosse domado... nenhum limite os deteria!

— Impressionante — sussurrou — Midorima kun não erra uma.

oOo

A noite estava fresca. A primavera acabara de chegar e trazia coisas boas consigo. Principalmente o céu noturno estrelado e a grande lua cheia que dominava a abobada celeste.

Aomine adorava a lua cheia. Era a época do mês em que se sentia mais no controle, mais próximo de sua herança. Mais... poderoso.

Estava deitado no telhado do colégio, usando o casaco como travesseiro, as mãos repousando suavemente sobre o peito. Pouco se importava em invadir o prédio durante a noite. Não respeitava certas regras.

— E então...? — perguntou para a pessoa que se aproximava. Os passos eram leves, inaudíveis. Mas não precisava ouvir para saber que ele chegava. Haviam os outros sentidos.

— É Seirin, Aomine kun — Kuroko não parou de avançar até debruçar-se na muretinha de proteção, cruzando os braços sobre ela. Deixou que os olhos azuis se perdessem no pátio do colégio alguns andares abaixo, tão pacifico e silencioso sem os estudantes. Não gostava assim.

— Kurokocchi tem muita sorte. Como foi?! — Kise, um rapaz loiro com pinta de modelo saiu da penumbra e parou ao lado do rapaz. Era bem mais alto que ele e fechava o trio presente naquela noite — Conta.

— Foi estranho. Não sei explicar.

— Acho que vou dar um pulo até Seirin e dar uma olhada também — soou empolgado. Não podia conter a curiosidade diante do que acontecia.

— Então Midorima acertou de novo — Aomine soou indiferente, ainda deitado no chão.

— O que vai fazer, Aomine kun?

— Saa. Observar? Atacar? Deixar pra lá?

Nem Kuroko nem Kise gostaram da última questão. Viraram-se para encarar o companheiro no chão. Daiki sentiu a ansiedade e expectativa deles transformarem-se em relutância e um pouco de rancor, minando em sua direção em grandes ondas. Principalmente do garoto de olhos azuis. Interessante...

— Claro que eu não vou deixar pra lá — debochou — Acham que eu sou algum tipo de idiota?

Alivio. Imensurável alívio. Ficou irritado.

— Disse que não sei o que fazer porque não sei. Quando foi a última vez que isso aconteceu?

Kise coçou a nuca, ficando pensativo.

— Meu avô falou algo a respeito. Nunca levei muito a sério.

— Ainda está no começo, Aomine kun. Mas logo não será mais segredo. Coisas assim nunca permanecem escondidas por muito tempo. Outros virão e então...

— Oe, Kuroko — Daiki cortou o discurso — Você me conhece bem. Não deixarei ninguém tirá-lo de mim. Ele é sua responsabilidade por enquanto. Mas é melhor que tenha certeza da informação.

A parte final soou como uma ameaça velada. Desnecessária, evidentemente. Kuroko não era o tipo de pessoa capaz de brincar com assuntos tão sérios. Muito menos quando havia tanto em jogo. Coisas inacreditáveis e maravilhosas...

— Tenho certeza, Aomine kun. Eu senti — observou as mãos. Já não restara nem um vestígio da energia captada mais cedo, entretanto nunca esqueceria a sensação viciante de poder natural. Puro poder — Kagami kun é um Omega.

continua...

Notas finais
Ufa. E começa mais uma épica (SQN) aventura! Até o próximo capítulo que será... hum... saa... PS: quem quiser dar uma olhada na outra fic, sinta-se a vontade: http://fanfiction.com.br/historia/590386/Tempest/