Marcado

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Olá, meus amores, tudo bem?
Sejam bem vindos ao capítulo 3 de "Marcado" e nos desculpem pela demora, mas o capítulo passou por alguns ajustes, esperamos que gostem.
Betado por nós, qualquer erro, é só nos avisar!
A todos que passarem por aqui: Boa leitura!

Marcado

Capítulo 3

Ele estava sentado à mesa de trabalho, acabando de tomar seu desjejum. O vapor do café subia incontrolável, se dissipando no ar a sua volta e formando uma variedade infinita de desenhos e formas. Seus olhos azuis, cansados e vermelhos, estavam fixos na quantidade de papéis e recortes de jornais espalhados a sua frente. A notícia do desaparecimento de Steven Belmont se espalhara numa rapidez absurda e agora o telefone não parava de tocar com supostas informações sobre o paradeiro do empreendedor. “Isso se ele ainda estiver vivo”. Castiel pensava enquanto olhava para o relógio de parede e suspirava. Teria de aturar aquilo tudo por mais duas horas.

Era incrível como aquele homem havia conseguido mudar com a rotina de sua vida. Em doze anos de serviços, Castiel nunca havia se envolvido em um caso como o de Dean Winchester, e aos poucos, coisas como sair para jantar, ou simplesmente ficar em casa assistindo a um filme, pareciam sonhos distantes e como se tudo isso não bastasse, Carlos Schwarcz estava em sua sala, o que passara a fazer com freqüência nos últimos dias, e olhava de forma divertida para o amigo.

– O que é Cass? Está entediado?

Aquelas palavras, ousadas e absurdas, sobressaiam das demais, e Castiel sentiu a raiva aquecer-lhe o corpo. Olhou para o rosto atrevido do colega e pensou seriamente se deveria responder aquela pergunta.

– Estou analisando os fatos. – Respondeu de forma educada.

– E chegou a alguma conclusão?

– Carlos... – Começou, mas então seus olhos foram atraídos para uma moça loira que conversava com um dos seguranças de plantão no corredor. – Se você me der licença. – Disse se levantando e saindo da sala.

Carlos acompanhou os movimentos do colega com atenção e admiração. Era impressionante como Castiel mantinha a calma e a elegância mesmo em momentos como aquele. Momentos em que estava sendo pressionado a dar algumas respostas sobre o caso. Olhou com curiosidade o colega se aproximar da moça loira e decidiu que seria melhor sair da sala do amigo, antes que ele voltasse e fizesse uma cena.

– Por aqui. – Castiel falou para a moça, segurando a porta de sua sala e suspirando aliviado ao perceber que ela estava vazia.

– Obrigada. – A moça agradeceu e parou assim que entrou no cômodo, sem saber como deveria agir a seguir.

– Então, senhorita Emily, em que posso ajudar? – Perguntou, fazendo um gesto para a moça se sentar na cadeira vazia a sua frente. Deu a volta na mesa e sentou-se em seu lugar habitual, pacientemente esperando a moça se acomodar.

– Eu... Eu recebi informações anônimas sobre o desaparecimento do senhor Belmont. – Ela ainda parecia amedrontada, mas havia um toque de segurança em sua voz.

– E eu posso saber como a senhorita conseguiu tais informações? – Perguntou com calma, sem querer assustar a moça. Tudo aquilo parecia muito estranho, mas ele não podia descartar a hipótese de Emily ser apenas uma moça assustada e, porque não, de pouca sorte.

– É claro, senhor...

– Laser. Castiel Laser.

Por uma fração de segundos, Castiel achou ter percebido um sorriso nos lábios finos e avermelhados da moça. Um sorriso parecido com aquele que ela lhe dera na primeira vez em que se encontraram. Um sorriso malicioso e cheio de segredos.

– E então, senhorita, como foi que conseguiu as informações? – Indagou, fazendo esforço para não deixar transparecer sua ansiedade. Essa não seria uma atitude muito profissional.

Emily suspirou, e com seus dedos delicados abriu a pequena bolsa que trazia, tirando de seu interior uma folha branca, amassada e dobrada.

– Encontrei isso na porta de minha casa assim que saía para o trabalho. – Falou, esticando a folha em direção ao policial.

Castiel aceitou o pedaço de papel e depois de uma rápida examinada, começou a ler seu conteúdo com atenção. Assim que terminou, ficou uns bons segundos olhando para as letras cursivas e delicadas, escritas em tinta preta. Ficou se perguntando se deveria acreditar ou não naquela informação. Não havia assinatura alguma, mas de alguma forma, algo lhe dizia que aquela carta fora escrita por Dean. E aquela não seria a primeira vez que o Winchester se comunicava por cartas anônimas. Já ocorrera duas vezes dos policiais encontrarem cartas contendo informações do caso, ali mesmo na porta da delegacia, e esse tipo de atitude mostrava a Castiel que Dean não tinha medo de brincar com a lei.

Esticou a mão esquerda e abriu uma gaveta, mas parou no meio do caminho assim que percebeu o olhar curioso da moça em seus movimentos.

– Aqui está dizendo exatamente aonde encontraremos o corpo de Steven Belmont. – Disse, voltando a fechar a gaveta.

– Eu sei, é horrível! – Emily falou, desviando o olhar e colocando uma mão em seus lábios. Buscou de forma afobada um lenço de papel na bolsa e passou a limpar os olhos que começavam a ficar vermelhos. – Eu sabia que ele iria voltar. – Admitiu com medo, limpando as primeiras lágrimas que começavam a cair.

– Senhorita, por favor...

– O modo como ele me parou na rua naquela noite. Eu não entendo... Não entendo porque isso está acontecendo comigo!

– Sim, é muito estranho, realmente. A senhorita tem certeza que nunca conheceu Dean Winchester?

– Certeza absoluta. Eu nunca seria amiga de um assassino. – Disse com desgosto, um pouco chateada com a pergunta do policial.

– Desculpe-me senhorita, estou apenas fazendo meu trabalho.

– Eu sei policial Laser. O senhor é um bom homem e tenho certeza que irá capturar esse assassino, afinal de contas, o senhor é o responsável pelo caso, não é mesmo? – Perguntou curiosa, brincando com o lenço de papel.

– Sim, isso mesmo, e é por isso que peço para a senhorita entrar em contato comigo assim que souber de alguma coisa. Qualquer coisa. – Disse, entregando um cartão para a moça. – Aqui está meu telefone, meu email e os horários em que estou trabalhando na delegacia. Não hesite em me procurar.

– Não irei. Eu apenas quero que tudo isso acabe. – Estendeu a mão e pegou o cartão, fazendo com que seus dedos roçassem nos de Castiel.

– Eu não sei o porquê do interesse de Dean na senhorita, e não sei se ele vai tentar entrar em contato outra vez. Por isso peço que tenha cuidado.

– Eu terei policial Laser. Obrigada pelo seu tempo.

Castiel levantou e acompanhou Emily até a porta de sua sala, e quando a abriu, foi surpreendido com um abraço mudo e repentino por parte da moça.

– Obrigada Castiel, e boa sorte em sua busca. – Falou, antes de sair andando pelos corredores da delegacia balançando seus quadris.

Assim que Emily saiu de sua sala, Castiel ligou para o departamento de buscas e lhes deu o endereço que estava no papel, torcendo para que fosse verdadeiro. Não teve muito tempo de pensar no que acabara de acontecer, na despedida e no abraço de Emily, pois assim que desligou o telefone, seu chefe, Bobby Singer, resolvera aparecer para uma conversa.

(...)

Dean olhava sem parar para o relógio, enquanto tentava descansar no banco de trás do carro alugado. Ele era muito esperto e sabia dos perigos de ficar em um mesmo lugar por muito tempo, então decidiram sair da cidade por alguns dias.

– Acha que ela vai conseguir? – Alan perguntou, olhando com atenção para o chefe.

– Se tem alguém no mundo capaz de conseguir essas informações, esse alguém é ela. – Respondeu confiante, embora tivesse que admitir que estava ficando preocupado de tanto esperar.

E então foi tirado de seus pensamentos assim que o celular tocou.

– Até que enfim! Já estava quase te ligando. O que descobriu?

A pessoa do outro lado da linha foi rápida nas informações e o telefonema não durou mais que dois minutos.

– E então? – Chester perguntou para o chefe, assim que parou o carro num farol vermelho.

– Já temos um nome, rapazes. – Disse o Winchester de forma divertida, voltando a guardar o celular no bolso.

Continua...

Notas finais
Olá!
Obrigada por lerem!
Gostaram? Sugestão, melhorias, críticas construtivas...? Tudo é bem vindo e ficamos feliz em saber a opinião de vocês.
Até o próximo!
Beeeijos