Marcado
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pedimos mil desculpas pela demora, mas não iríamos postar sem antes fazer revisões e mais revisões, aliás, vocês merecem. Betado por nós mesmas e esperamos que gostem.
Boa leitura a todos!
Marcado
Capítulo 4
Quando Dean e seu grupo chegaram ao hotel onde haviam feito reservas, já haviam se passado dois dias desde a morte de Steven Belmont e, embora tudo parecesse tranquilo, havia no ar uma sensação estranha. Como se todos ali estivessem escondendo um grande segredo.
O quarto em que se encontravam era pequeno, cheirava a poeira e coisas velhas, mas pelo menos era limpo. Pensou que mereciam um lugar melhor, mas sabia que não poderia correr o risco de chamar a atenção.
Sentou-se na cama de colchão duro e mentalmente passou todos os acontecimentos que haviam ocorrido nos últimos dias. As palavras de Steven pareciam que haviam sido gravadas em sua mente com fogo vermelho. “Desaparecimento de um garoto de dez anos e que um policial estava supostamente envolvido.” Sabia que essas palavras continuariam a assombrá-lo até que encontrasse algumas respostas.
Que policial era aquele? Onde estava o seu irmão? Será que Sammy ainda estava vivo?
Sentiu seu estomago revirar ao pensar na possibilidade de seu irmão estar morto. Amaldiçoou o suposto policial envolvido e mais uma vez prometeu a si mesmo não descansar até encontrar o irmão. Vivo ou morto.
— O que quer que façamos com as nossas coisas, chefe? — Ambrose tinha o rosto cansado pelo trabalho e pela noite mal dormida, enquanto entrava no quarto carregando as várias malas e pertences que estavam no carro.
— Deixe tudo empacotado. — Sua voz estava mais rouca que o normal. — Não vamos demorar muito por aqui.
Ambrose, que era um homem sério e que acima de tudo sabia respeitar a vontade do chefe, deixou as malas num canto do pequeno quarto e saiu outra vez para buscar alguma coisa decente para que pudessem comer.
— Acha que ela vai demorar chefe? — Perguntou Ivan.
Era um homem de estatura média, um pouco acima do peso e devagar no manuseio de armas de fogo. Em contra partida, era sem dúvida o mais inteligente do grupo, estando sempre um passo a frente dos colegas.
— Não sei. — O semblante do Winchester suavizou e ele se deixou encostar as costas nos lençóis frios da cama. — Mas vocês sabem como as coisas funcionam com ela. É melhor não apressar. Sairemos daqui assim que ela voltar.
— E para onde vamos exatamente? — Perguntou, sem conter a expectativa nos olhos espertos.
— Vamos voltar para casa, Ivan. — Respondeu de forma misteriosa e fechou os olhos em seguida, numa demonstração clara de que dava o assunto por encerrado.
Enquanto estava deitado, lembrou-se do sorriso de seu irmão, do perfume de sua mãe e da voz grossa, porém suave de seu pai. Tudo não passava de lembranças antigas que com o passar do tempo tinha a infeliz certeza de que iriam se dissolver cada vez mais.
Sentia-se desorientado pelo turbilhão de perguntas que, se ele não fosse forte o bastante, o levaria a um círculo vicioso de dolorosas recordações. Mas estava determinado a não deixar sua mente adoecer como ocorrera logo após o acontecimento que mudara sua vida.
Levantou e saiu do quarto tentando não chamar muito a atenção. Aquele pedaço de papel estava cada vez mais pesado em seu bolso, entretanto, Dean sabia que não podia dividir aquele peso com ninguém.
Andava a passos lentos, sem ânimo algum, pelo corredor estreito e cheio de portas até chegar a uma pequena varanda isolada e silenciosa. Fechou a porta de vidro atrás de si, buscando privacidade, e pegou o celular do bolso da jaqueta de couro. Sentiu as mãos tremendo e suadas. Não podia fraquejar agora. Seu irmão precisava de sua coragem. Olhou o numero que havia anotado, o traçado preto e irregular destacando-se no papel branco. Finalmente tinha em mãos algo de concreto. Algo com um significado. Instintivamente segurou o papel com mais força e não hesitou em discar.
Ele ansiava por respostas bem fundadas e não absurdas como aquelas que lhe foram dadas durante a investigação do homicídio de seus pais e do sumiço de seu irmão.
(...)
O celular tocou, mas Castiel não fez menção de atendê-lo. Estava cansado. Ou melhor, estava exausto. Acabara de ter uma longa conversa com seu chefe e tinha certeza que a cabeça iria começar a latejar em breve.
Olhou mais uma vez para a tela, o número desconhecido piscando incessantemente, e suspirou derrotado antes de atender.
— Policial Laser, em que posso ajudar? — Esperou pela resposta, mas ela não veio.
Ele podia ouvir a respiração pesada do outro lado da linha e soube de cara que quem quer que fosse estava claramente querendo irritá-lo.
— Pois não? – Castiel perguntou mais uma vez e, em seguida, o celular desligou, deixando o policial ainda mais cansado. Olhou o visor do aparelho e respirou fundo, amaldiçoando quem quer que fosse. Anotaria o número para identificação futura.
Castiel já estava com seus problemas, à reunião que tivera com o chefe o estressara profundamente e agora só queria saber de tomar um bom banho e relaxar, sem nenhuma interrupção. Ergueu-se de sua cadeira e recolheu suas coisas para ir embora. O corredor estava ocupado por poucas pessoas, e ao longe, ele avistou Carlos falando ao telefone, de um modo quase escondido. Franziu o cenho e continuou o caminho, dando pouca importância ao colega.
Ao vê-lo se aproximar, Carlos encerrou a ligação de modo falsamente animador e sorriu para o colega, a fim de contornar a situação. Ele sabia o quão esperto Castiel Laser era. Guardou o celular no bolso e aproximou-se do moreno, caminhando com ele para a garagem.
— O que houve? – Carlos quebrou o silêncio. — Está abatido.
— Estou cansado, só isso. – Castiel respondeu certo de que aquela conversa não era de seu interesse. O comportamento de Carlos ainda o alertava. — Com quem falava? – quando se deu conta, a frase já havia escapado.
Carlos sorriu discreto. Era incrível a percepção que o colega de trabalho tinha, mesmo não se tratando de nenhum caso que tivessem que resolver. E isso apenas fazia com que seu amor por Castiel aprofundasse ainda mais. Não cansara de dizer isso a ele, e Carlos jurou que jamais desistiria do colega, mesmo que o coração de Castiel se abrisse para outra pessoa.
— Com um amigo. – a fala de Carlos soou mais confiante do que ele gostaria e esperou que para Castiel o efeito tivesse sido o mesmo. — Por quê? Está com ciúmes?
— Não seja ridículo. – Castiel respondeu, sentindo a irritação começar a açoitá-lo. Por que Carlos tinha que estragar com o clima raro? — É que... Nada. Você irá para casa?
— Não, hoje eu tenho um compromisso... – Carlos aproximou-se mais de Castiel, envolvendo um dos ombros do colega com o braço. — Mas podemos ficar juntos se quiser? – sim, ele estava se divertindo com as caras de desaprovação de Castiel.
A surpresa tirou-lhe a capacidade de formular uma resposta imediata. Não que ele soubesse, ou que se importasse com a vida social de seu colega, mas era a primeira vez que Carlos falava de forma aberta sobre um compromisso e o modo como estava falando ao telefone...
— Obrigado, mas prefiro ir para casa. – desvencilhou-se do contato e andou um pouco mais a frente de Carlos.
Carlos observou-o de esguelha. — Esse caso está acabando com você sabia? — Deixou escapar.
Castiel virou o corpo e encarou os olhos preocupados do colega. Sabia que Carlos se importava com ele, mas gostaria que parasse com aquela perseguição.
— Fico grato pela preocupação, mas estou bem.
— Castiel. — Aproximou e tocou de leve o ombro do parceiro. — Deixe de lado as formalidades e diga o que realmente quer dizer.
— Acho melhor irmos. — Se desvencilhou do toque. — Você não quer se atrasar para seu compromisso não é mesmo?
Voltaram a andar e logo estavam na garagem, onde cada um entrou em seu carro. Partiram sem sequer trocar uma palavra.
Continua...
Notas finais
Esperamos pela sua opinião, diga realmente o que achou do capítulo, o que mais gostou ou o que desagradou, tudo isso é muito importante!
Até o próximo!
Beeijos
Fale com o autor