Marcado

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Olá, amores de nossas vidas, tudo bem com vocês?
Desculpe-nos pela demora, mas como eu (With) fiquei atarefada com meus trabalhos escolares (pois é, último ano está sendo puxado), não pude trabalhar no capítulo com tanta frequência... Mas hoje que tive um tempinho, Kaay e eu juntamos e conseguimos terminar esse capítulo para vocês. Ele está pequeno, sim, mas vocês gostarão mesmo assim (espero).
Betado por nós mesmas, qualquer coisa é só nos avisar!
A todos: Boa leitura!

Marcado

Capítulo 7

A luz da lua que entrava pela pequena janela do quarto, derramava-se pela jaqueta de Dean, pela sua calça jeans, suas botas desgastadas, até descansar no chão de madeira escura de seu quarto.

— Alô? — Dean voltou a perguntar. Houve um momento de silêncio absoluto e então uma respiração pesada se fez ouvir do outro lado da linha.

Não era uma resposta e nem mesmo uma palavra, mas aquele som foi capaz de congelar o coração de Dean e partir um pedaço dele. Aquele som era a prova de que, de algum modo, tudo o que ele estava fazendo para achar o seu irmão não estava sendo em vão.

Com um gesto quase natural, levou a mão esquerda até um dos bolsos da jaqueta de couro e puxou de lá um papel quase amassado.

A folha de papel já estava ficando amarelada. Ela poderia parecer insignificante para qualquer outra pessoa, nada além de uma folha comum com letras espremidas numa tinta preto-pálida, mas para Dean, ela era a única pista concreta que ele tinha do caso até aquele exato momento.

Sentiu o coração pesado bater forte em seu peito ao ler o nome que estava gravado em tinta preta.

— Eu sei quem você é. — Começou, tomando coragem. — Sei que está me procurando. Caçando-me. Sei que não para de pensar no dia que irá me capturar.

Ouviu a respiração do outro lado da linha falhar, mas não teve sorte em conseguir resposta alguma. Dean sabia como lidar com policiais. Ele sabia que tinha que manter a iniciativa e que sempre deveria estar um passo a frente da polícia. Sabia que de nada adiantava recuar agora. Ele já havia feito muita coisa e não iria desistir. Não agora que sabia que estava mais próximo de achar o seu irmão.

— Escute o que vou te dizer. Eu vou achar o meu irmão, e você seria um homem inteligente se não ficasse no meu caminho. Eu farei qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para encontrá-lo. — Sua voz soou teimosa como a de uma criança e ele encerrou a ligação sem ao menos esperar por uma resposta.

Percebeu como a folha tremia entre seus dedos e sem saber o motivo começou a chorar. Ali estavam elas novamente, as lágrimas. Apesar de tê-las segurado, elas estavam de volta. Mas, diferentemente de antes, essas lágrimas não eram de tristeza e sim de raiva. Uma raiva vermelha e inflamada que parecia prestes a explodir em seu peito.

— Quem era no telefone, Dean? — Alan perguntou, mantendo distância do chefe. Ele conhecia bem Dean para saber que aquela não era uma boa hora de se aproximar.

Dean se virou para encarar os olhos preocupados de Alan, e as palavras saíram de sua boca sem ele perceber.

— Nosso próximo alvo.

Alan saiu sem fazer maiores perguntas. Ele havia recebido ordens de seu chefe e iria começar a colocá-las em prática. Já Dean sentou-se na cama e tentou pensar com clareza no que acabara de decidir. Seu coração mal começara a se aquietar quando o vento pegou a janela e a bateu com força, dando-lhe um enorme susto. Teve a sensação de mal poder respirar, como se alguém houvesse roubado o coração de dentro de seu peito.

Levantou-se e moveu-se pela completa escuridão do quarto, atravessou pé ante pé o corredor e a cozinha, e desceu a escada do porão. Com a desenvoltura de sempre, evitou as tábuas soltas que pudessem ranger ou suspirar sob seu peso. Cada passo lento fazia apenas o mais leve ruído no piso.

Abriu a porta enferrujada do porão com certa dificuldade, e ali ficou, respirando o ar carregado de lembranças e sonhos distantes.

(...)

A melhor palavra que definia Castiel Laser naquele momento era: Surpreso. Em sua expressão não havia mais nenhum resquício da convicção que sentira ao discar aquele número. O tom que a pessoa usara do outro lado da linha era sério, magoado e acima de tudo, enraivecido. Ainda ouvindo-as com nitidez, Castiel deixou-se cair na cadeira ali presente, completamente sem reação. Quem quer que fosse não estava brincando, muito menos se importou se ele tinha alguma coisa a dizer.

O coração batia forte dentro do peito, causando-lhe desconforto. A respiração pesava, como se os pulmões não tivesse forças suficientes para suportar a quantidade de ar que precisava. Olhou para suas mãos, e ficou ainda mais surpreso por vê-las trêmulas.

"Eu vou achar o meu irmão, e você seria um homem inteligente se não ficasse no meu caminho. Eu farei qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para encontrá-lo."

Será que...? Não, era impossível que fosse ele! Jamais tiveram contato algum, e as notícias que lia e guardava não podiam ser consideradas como qualquer outro meio que os envolvessem. Porém, nada o fazia apagar da mente aquelas palavras obsessivas e cheias de determinação, vindas de um homem completamente desesperado.

Castiel suspirou, tentando se recompor da melhor maneira que podia. Onde estava sua inteligência agora que não o deixava raciocinar? Levantou-se, ignorando completamente as vozes estridentes que ecoavam em seus pensamentos, desnorteando seus sentidos. Caminhou até a saída da sala e mais uma surpresa se somou àquele dia. Carlos estava ali, muito bem escondido atrás da porta.

— O que está fazendo aqui? – O tom que Castiel usou foi mais irritado que o normal.

— Eu fiquei preocupado. Você saiu sem ao menos me dar uma explicação. – Carlos defendeu-se como sabia fazer.

— Mesmo assim, não te devo nenhuma. Você não deveria ter agido desse jeito. – as sobrancelhas do policial Laser quase se encontravam. — Vou para minha sala, e quero ficar sozinho por hoje.

Carlos quase foi atropelado pelo andar rápido e desconexo do colega de trabalho. Os ombros levemente voltados para cima, o rosto avermelhado e gotículas de suor formaram na testa de Castiel. Embora a imagem fosse realmente preocupante, Carlos não pôde evitar sorrir. Um sorriso largo, aberto, como jamais se lembrara de ter produzido. Desta vez, ele era real.

Continua...

Notas finais
Obrigada por lerem!
Deixem suas opiniões sinceras, críticas construtivas são sempre bem vindas. Adoramos saber de tudo!
Até o próximo!
Beeeijos
Kaay e With