Many Reasons To Live
9 Everything is her fault.
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=UHvgAJe8bvM
For those days we felt like a mistake,
Para os dias em que nos sentimos como erros
Those times when love\'s what you hate,
As vezes em que o amor é o que você odeia
Somehow,
De algum jeito
We keep marching on.
Estamos seguindo em frente.
- Mãe?! – chamei do corredor. – Mãe é você?!
Fui andando de vagar até chegar à sala, mas não havia ninguém lá. Escutei alguns soluços do quarto de minha mãe e caminhei até lá. A porta estava encostada, bati nela e a abri levemente.
- Mãe, você está bem? – perguntei sem entrar no quarto.
Escutei algumas gavetas batendo e coisas sendo remexidas. Abri um pouco mais a porta e dei dois passos adentro. Encontrei minha mãe ajoelhada retirando roupas desesperadamente do guarda-roupa espalhando-as por todos os lados.
- O que está procurando? – perguntei.
- Meu cordão. Você viu meu cordão? – minha mãe respondeu sem parar de remexer nas gavetas.
- Qual cordão? – perguntei.
- Meu cordão, meu cordão. – ela dizia atordoada.
- Mãe eu não sei de qual cordão a senhora está falando. – disse me aproximando dela – Mas se quiser posso te ajudar a procurar.
- NÃO. – gritou segurando algumas coisas suas perto de seu corpo – Não se encoste a nada do que é meu.
- Eu só quero te ajudar. – falei não entendendo nada.
- Charlie me deu aquele cordão. – falou de repente abraçando os joelhos – Ele me deu no nosso aniversário de namoro. Tão lindo... eu não posso ir me encontrar com ele sem o meu cordão, ele vai ficar bravo se eu não usar. – voltou a procurar dentro de suas coisas.
A pequena descrição de minha mãe me fez lembra de que cordão ela estava falando. Meu pai havia dado a ela uma bela corrente de ouro com um pequeno diamante como pingente. Mas isso fazia muito tempo e aquilo não fazia sentido.
- Mãe, mas você vendeu esse cordão você não se lembra?
Com a minha pergunta ela parou de remexer em suas gavetas e ficou estática. Fiquei esperando sua reação. Ela se levantou um pouco cambaleante, pelo visto sua tarde tinha sido mais do que agitada, ela estava bêbada novamente. Seu corpo se voltou para mim e por ultimo o seu rosto. Pela primeira vez em minha vida vi um olhar tão fulminante direcionado a mim, seus olhos tinham fúria e uma mistura de medo e angustia percorreu minha espinha fazendo-me recuar.
- Saia daqui. – disse com ódio.
- Mãe você está bem?
- SAIA DAQUI! – gritou tacando uma de suas blusas em minha direção.
Estava completamente confusa, sem mais delongas fui saindo do quarto e fechei a porta. Encostei-me na parede do corredor ainda desnorteada, foi quando comecei a escutar gritos e coisas sendo tacadas fortemente contra a parede.
- É TUDO CULPA DELA. TUDO, TUDO, TUDO. – minha mãe berrava para as paredes e os sons de coisas sendo quebradas se misturavam com sua voz – POR QUE ELA NÃO FOI NO LUGAR DELES? POR QUE NÃO?
Minhas pernas bambearam e eu deixei meu corpo escorregar pela parede e lágrimas involuntárias começaram a escorrer pela minha face. Os barulhos que minha mãe fazia com berros e quebrando coisas encovam pela minha cabeça. Toda a algazarra chamou a atenção de Sherry que começou a latir loucamente para a porta. Flashes de algumas cenas começaram a passar rapidamente pela minha cabeça.
- Kyle. Me tira daqui por favor, eu não quero mais ficar aqui. – falava desesperada.
- Calma Alice, onde você está?
Sherry não parava de latir. À medida que minha mãe gritava mais e mais Sherry latia e aranhava a porta mais e mais.
- Você não pode ir, eu já disse que não. – Meu pai insistia em me proibir.
- Não pode me tratar como criança pra sempre – falei completamente irritada.
- Enquanto agir como uma, vou te tratar como uma.
Minha cabeça girava e girava, eu não conseguia respirar podia sentir o oxigênio faltar em meu cérebro. Não agüentava mais ficar parada ali. Levantei-me desesperada e sai pela porta da frente correndo o mais rápido que podia. Não parei por um segundo, até que minhas pernas não agüentavam mais se mover. Minha visão estava muito embaraçada para conseguir ver onde eu estava e a escuridão da noite já havia se instalado dificultando ainda mais. Atrás de mim havia uma parede áspera, pude perceber por procurar algo para me apoiar, pois minhas pernas falhavam. Sentei-me na calçada com as costas apoiada na parede e abracei meus joelhos, voltei a chorar e a ter meus soluços como minha própria trilha sonora de novo.
Notas finais
KKKKKK
Geeeeeente eu quero fazer uma propaganda aqui.
escrevi uma one-shot, minha primeira one.
se alguém tiver tempo, e quiser:
Love the way you lie.
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/78387/Love_The_Way_You_Lie.
Bejos. :*
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