Many Reasons To Live
10 If you need something... I'm here.
Notas iniciais
[http://www.youtube.com/watch?v=oaWKnjN-CuI]
If you need a place where you can run
Se você precisa de um lugar onde possa correr
If you need a shoulder to cry on
Se precisar de um ombro para chorar
I\'ll always be your friend
Eu sempre vou ser seu amigo.
O vento do início da noite era frio e apesar de estar de moletom o meu corpo estava gelado de mais. Podia sentir cada músculo tremer, mas eu não tinha forças para me levantar e procurar um lugar mais quente ou voltar para casa. As lágrimas ainda escorriam pelo meu rosto apesar da minha crise de soluços ter cessado. Apertei ainda mais minhas pernas contra mim, devido à temperatura extremamente baixa, minha respiração estava curta e falha, podia sentir uma forte sonolência chegar. Meus olhos estavam pesados e eu não relutava para deixá-los abertos.
- Meu Deus! Você esta congelando! – alguém disse colocando as mãos quentes por cima da minha – Venha, vou te tirar daqui.
Senti me levantarem, mas não tinha força alguma para ver quem era. Algo quente foi colocado por cima de meus ombros, como uma blusa, me dando um confortável sentimento de aquecimento e logo depois meus olhos se fecharam e eu não pude mais abri-los.
Acordei sentindo minha cabeça latejar. Rodei na cama para tentar achar meu relógio de cabeceira, mas a cama parecia estar maior do que o de costume. Lentamente abri meus olhos e fui analisando ao meu redor. Eu estava em uma cama de casal enorme, com lençóis brancos e macios. O quarto tinha paredes brancas e o teto era revestido com madeira escura, os moveis eram tão brancos quanto as paredes, com alguns detalhes em preto, dando-lhes uma aparência moderna. O chão era forrado com um carpete de listras largas de cores diferentes, mas não muito chamativas.
Assustei-me por não estar em minha casa. Tentei me lembrar do que havia feito ontem, mas não conseguia pensar em nada que me fizesse acordar em um lugar totalmente estranho. Pelo menos eu ainda tinha minhas roupas no corpo e apenas meu tênis colocado no canto da cama, fiquei por um segundo aliviada por isso.
A porta do quarto estava aberta e deixava um delicioso cheiro de café entrar. Calcei meu tênis e caminhei até a porta do quarto. Segui pelo corredor e atravessei uma pequena sala de estar e entrei na cozinha. A mesa estava posta para duas pessoas, com pães, bolo, frios e suco. No balcão ao lado da pia alguém de costas preparava o café.
As transinhas negras não me deixariam enganar, não percebeu minha presença no local até se virar. Tom trajava apenas um short e chinelos, tinha o tronco desnudo que me chamou a atenção.
- Que bom que acordou! – disse ao se virar.
Franzi o cenho por um segundo o observando, estava um pouco surpresa e desconcertada em vê-lo daquela maneira. Pisquei algumas vezes tentado me concentrar.
- Como vim para aqui? – perguntei com a voz um pouco baixa.
- Bem... – deixou a garrafa de café em cima da mesa, pegou uma camiseta que estava em cima da cadeira e a vestiu – sente-se! Eu te explico.
Olhei para a mesa e tudo parecia delicioso e meu estômago dava sinais de vida. Sentei-me logo em seguida ele se pôs na cadeira a minha frente.
- Eu estava voltando para casa e te vi escorada na parede... Você não parecia bem, então eu desci do carro e fui ver como estava e... você desmaiou. – explicou. – Espero que não tenha se importado em ter te trazido para cá, eu pensei em te levar para sua casa, mas...
- Não. – interrompi. – Quero dizer, Obrigada. Eu acho que não teria sido uma boa idéia voltar para casa.
- Hun... – fez uma careta e deu um sorriso logo depois – Você quer me contar o que aconteceu?
Respirei fundo e o respondi sem olhar nos olhos.
- Se importa em não falar sobre isso? – pedi.
- Hãn.. Tudo bem! – respondeu um pouco sem jeito. – Não quero... Intrometer-me. Mas se precisar de algo... estou aqui.
- Obrigada. – respondi – Você tem sido muito gentil.
Sorriu um pouco sem graça.
- Sirva-se, por favor! – disse apontando para a mesa.
- Parece delicioso.
- Eu espero que sim, não estou muito acostumado a receber visitas, então, me de um desconto se não estiver tão bom.
- Você mora aqui sozinho?! – perguntei analisando a cozinha que não era muito grande e a mesa que havia apenas três lugares, apesar de ser muito bonita e moderna.
- Sim, assim que sai da faculdade quis ter meu próprio canto. – respondeu.
- Huuun.. legal. Você tem bom gosto, é uma casa bonita.
- Obrigado. – falou enquanto mastigava um pedaço de pão. – Eu mesmo que escolhi a decoração, por isso ficou tão bom. – disse convencido.
- Você é sempre modesto assim?!
- Não, sou apenas realista.
- Ah, claro.
Passamos todo o café rindo de coisas bobas. Tom é extremamente engraçado e faz piada de tudo, na maioria das vezes se colocando como o melhor em tudo. Depois que terminamos o ajudei a arrumar a cozinha e acabei conhecendo o seu companheiro. Tom tinha um cachorro, Alex, enorme preto com a barriga branca cheia de pintinhas. Alex era muito dócil e fofo, minha paixão por cachorro me fez derreter por ele.
- Acho que ele gostou de você. – Tom disse enquanto eu fazia carinho na barriga de Alex.
- Ah, ele é tão lindo. – falei ainda acariciando Alex que rosnava de felicidade.
- É, dizem que os cachorros são parecidos com seus donos.
- Bobo. – disse mostrando a língua e rindo em seguida.
- Hey! Vamos sair do meio da cozinha. – Tom disse dando alguns passos em direção a sala. – Gosta de desenho animado?! Acho que tá passando Timão e Puma essa hora.
- Você não está meio grande pra isso?!
- Nunca! – disse dando uma voltinha em torno de sim mesmo.
Fui em direção a sala sendo seguida por Alex que reclamou um pouco por ter parado com os meus afagos. A sala era um bem maior que a cozinha, Tinha as paredes em um tom de creme, o chão era revestido por um carpe um pouco mais escuro que as paredes. Havia um único sofá enorme que contornava metade da sala e virava em forma de L. Tinha uma TV gigante de 52 polegadas de LSD, alguns quadros pendurados, uma mesa de centro e um balcão comprido em uma das pareces com alguns portas-retratos e enfeites.
Segui o olhar observando as fotos. Reconheci o Senhor Batista em uma das fotos. Tom ainda era pequeno, parecia ter apenas uns 8 anos no máximo, era bem diferente do que é agora, mas o sorriso não me deixaria enganar. Fui reparando em outras, algumas tinha a sua mãe que eu havia visto algumas vezes na empresa e outros que nunca havia visto. No meio de tantas encontrei uma que me chamou a atenção, meu coração parou apenas de ter a certeza de quem era naquela foto.
Notas finais
KKKKKKKKK
Reviews?!
beijos. :*
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