Mantendo Você Perto De Mim
31 Capítulo 31: Conversas Paralelas
Notas iniciais
Que dor de cabeça que foi isso. Mas em fim aqui está o capitulo. ^^
Espero que segurem seus corações, pois as coisas vão sacudir.
uahuahuahuahuahuahuahau
Depois das meninas terem se limpado, elas se estabeleceram na sala de estar de Santana para assistirem a um filme. Uma lateral toda de um dos armários era lotado de vários títulos.
Aí a briga começou de novo.
“Isso é muito injusto Santana! Devemos fazer uma votação ou sorteio. Eu me recuso a assistir deliberadamente a um filme horrendo desses!” Rachel apontou indignada para a capa de Alien o Oitavo Passageiro.
Santana olhou afrontada para Rachel. Como ela ousava chamar seu filme favorito de horrendo!?
“Minha casa, minha vontade!” Respondeu mandona.
“Isso é um absurdo!” Rachel bateu o pé.
Quinn e Brittany olhavam de uma morena para outra, como se estivessem assistindo a uma partida em wimblendon. E a discussão ia longe se alguém não intervisse logo.
“OK, isso já é o suficiente.” Quinn interviu com voz autoritária. “Santana, um sorteio é apropriado para o momento, basta que escolhemos o filme de nossa preferência e o coloquemos para o sorteio. Rachel você não pode exigir nada na casa alheia.”
Rachel e Santana olhavam aborrecidas para Quinn. Depois voltaram a discutir, para desagrado da loira.
Aquelas duas...
Brittany sorria e ria de tudo.
Dois sons de toques de telefone foram ouvidos. Quinn e Brittany foram buscar seus celulares. Enquanto Rachel e Santana afinavam os insultos. Após atenderem seus respectivos telefones as loiras voltaram um pouco cabisbaixas, o que chamou imediatamente a atenção das morenas.
“O que houve Brit Brit.?”
“Aconteceu alguma coisa Quinn?”
“Minha mãe me chamou, ela precisa de mim para ajuda-la com um jantar para algumas amigas do clube de leitura.” Quinn respondeu.
“A minha mãe precisa trocar o telhado.” Brittany deu de ombros.
“...”
“...”
“...”
Santana ofereceu carona.
“Eu vou lhe levar Britt.”
“Não precisa Sany. Quinn pode me dar essa carona. Aí você e a Rachel podem continuar com a sessão de cinema. Afinal vocês já são amigas certo!?” Brittany estava animada.
Quinn até gargalharia da cara de Rachel e Santana, se ela também não estivesse com a mesma expressão de boboca. Brittany e sua família, realmente era algo a margem da sobriedade humana.
“Brittany... Eu acho que Santana e eu, ainda temos um bom caminho a percorrer antes de nos tornarmos confortáveis umas com a outra. ”Rachel explicou suavemente.
Santana trocou um breve olhar com Brittany e imediatamente ela soube que faria qualquer coisa por ela. E de quebra importunar Quinn.
A latina jogou um braço sobre o ombro de Rachel e a trouxe para junto de seu corpo.
“Não se preocupem, Rachel e eu ficaremos muito bem juntas e sozinhas...” Santana alongou a ultima parte da sentença. E olhou sacana.
Quinn estava se preparando para arrancar o braço de Santana a dentadas se necessário, e levar sua namorada para longe daquele demônio espanhol.
“Que maravilha! Você é maravilhosa Santy. E não se preocupe Rachel, vocês vão se dar super bem.” Brittany estava animada.
Quinn por outro lado... Não estava tão entusiasmada. Ela ainda se preocupava com as inseguranças que ainda estavam enraizadas bem no fundo do coração de Rachel. E Santana não era conhecida por sua sutileza. Por tanto ela tinha um imenso motivo para ser contrária a ideia de Rachel permanecer na casa de Santana.
Rachel poderia muito bem recusar a ideia, mas ela se encontrava indefesa contra a proposta sincera da bailarina. Afinal de contas ela era uma pessoa que buscava sempre ver o lado bom das pessoas.
Ser bondosa ainda ia matá-la.
“Acho que ficar mais um pouco não vai fazer mal... Eu acho...” Rachel disse pouco entusiasmada.
Santana sacudiu a diva.
"Se anime ornamento de jardim, vamos nos divertir um bocado, ou eu vou!” Santana sorriu malignamente.
Rachel já começava a se arrepender.
“Vamos Quinn você precisa me levar logo até a minha mãe. Talvez ela aceita a minha sugestão de colocar um teto de vidro.”
Quinn suspirou, ela deu um beijo de despedida em Rachel, e olhou ameaçadoramente para a latina.
“Um fio de cabelo dela que esteja sequer fora de lugar, e você desaparece da face da terra.” Quinn intimou.
Santana sabia as implicações do tom com a qual Quinn estava falando com ela.
“Não se preocupe com o seu Oompa Loompa. Ela vai ser muito bem cuidada.” Santana rolou os olhos.
Quinn não se sentia lá muito segura.
“Thau Rachel, Thau amor, vamos Quinn!” Brittany praticamente foi carregando Quinn porta a fora.
“Agora é só você e eu...” Santana disse.
Rachel fez uma prece para sua diva Barbra Streisand.
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“Santana, aqui diz claramente, usar TRÊS ovos! Mas ele não disse que ovos usar, então eu vou sim usar o substituto do ovo.” Rachel informou imperiosamente.
Santana olhava para a diva totalmente incrédula. As duas estavam na cozinha da latina, preparando o que seria bolinhos e biscoitos. A latina se negava terminantemente a usar produtos veganos, ao contrário de Rachel que exigia a utilização de tais produtos.
“Eu me recuso a consumir comida com gosto de papel!” Santana reclamou.
“Minha comida não tem gosto de papel! E se bem me lembro, você apreciou e muito o sanduiche TOTALMENTE vegano que eu preparei na sexta-feira.” Rachel disse triunfante.
“Pois bem aqui em casa não tem produtos veganos, então vamos fazer esses malditos bolinhos e biscoitos com o que temos” Contra atacou Santana.
A latina sorriu triunfante. Bem... sorriu até Rachel se aproximar dela.
“Santana...” Rachel se aproximou com olhos grandes e brilhantes. “Vamos ao mercado comprar produtos veganos?”
Santana amaldiçoou Rachel Barbra Berry por usar esse artifício. Precisava ela ficar olhando igual ao Bambi?
“Por favor?” Rachel adicionou o beicinho.
Por motivos éticos não foi traduzido o palavrão proferido por Santana. A latina amaldiçoou Rachel, e se amaldiçoou por estar caindo na dela.
“TÁ TÁ, vamos logo nessa porcaria de mercado.” Santana foi buscar a carteira e a bolsa.
Rachel seguiu a latina com um imenso sorriso na cara.
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Digamos que o mercado não estava preparado para duas clientes tão diferenciais... Santana e Rachel pareciam um par de velhas recalcadas. Hora discutiam por causa dos preços, hora por causa da qualidade. Quem tinha que atender uma das duas ou as duas ao mesmo tempo, tinha que ter paciência de santo.
“O senhor tem certeza que este produto é aprovado pela vigilância sanitária? Pois eu não estou vendo o selo de aprovação. E se não tem selo de aprovação, eu sou obrigada a acionar os advogados da ACLU, meus dois papais tem excelentes contatos. E caso o senhor tenha algo contra eu ter mencionado que eu tenho dois pais do sexo masculino, eu também serei obrigada a acusa-lo de discriminação.” Rachel informou ou ameaçou, dependendo do ponto de vista.
O atendente ficou olhando para a diva, de boca aberta.
“Berry! O cara com certeza não entendeu metade do que você falou. Se esse produto não tem o maldito selo, ache um que tenha.” Santana rosnou.
“Santana é importante que um estabelecimento que trabalhe com alimentos tenha a preocupação com a qualidade do mesmo.” Rachel redarguiu.
Santana pegou cinco pacotes do tal produto que Rachel estava encrencando e os jogou no carrinho de compras. Depois foi para o próximo corredor com a diva protestando no pé da sua orelha.
“Santana! Isso foi extremamente rude.” Rachel seguiu reclamando.
A latina começou a assoviar, só para bloquear a voz irritante de Rachel. Elas fizeram uma breve parada no setor de lanchonete que havia no mercado. Enquanto aguardavam seus respectivos pedidos, as meninas voltaram a conversar...
Elas estavam tão entretidas que elas tomaram um tremendo susto quando o seu professor e treinador do glee clube as abordou.
“Bom dia meninas!” O Sr. Shuester saudou.
“Bom dia” Rachel respondeu educadamente.
“E aí !” Santana resmungou.
“Eu estou contente por este encontro casual. Se possível, eu gostaria de ter uma palavra com você, Rachel?" o homem perguntou educadamente, embora fosse óbvio que ele esperava que ela aceitasse sua sugestão.
Que diabos ele queria?
Rachel rigidamente acenou em acordo. Ela estava pressentindo uma dor de cabeça chegando.
"Rachel, eu estou preocupado com você" O Sr. Schue começou.
"Preocupado?" A menina simplesmente repete confusa. Santana arqueia as sobrancelhas.
"Sim, eu sou. Você está nas Cheerios agora e isso é muito diferente de você" ele continuou.
"Muito diferente de mim?" Rachel apenas reiterou a partir da última declaração. Seu sangue começou a ferver. Santana franziu perigosamente a testa.
Não percebendo que as meninas em questão estavam rigidamente tensas. O Sr. Schue proveu suas explicações. Ele realmente acreditava que ele seria capaz de prover algum juízo a sua aluna com problemas de atitude. E em extensão, jogar qualquer tipo de plano de Sue Silvester no lixo.
"Eu sei que você não estaria nesta posição, se não fosse por Sue Sylvester." Cruzando os braços, o Sr. Schue permitiu uma ligeira pausa antes de olhar a menina nos olhos de modo firme. "Diga-me Rachel, o que é que ela está usando para chantagear você? Ou ela prometeu-lhe algo em troca? Você não pode confiar nela Rachel, achando que tem algum tipo de chance no pelotão dela" Raciocinou.
Olhando fixamente para seu professor de espanhol, Rachel não podia ajudar, mas ele a fez se sentir menosprezada. O Sr. Schuester pode ter tido a melhor das intenções em mente, mas tudo o que se podia ouvir eram insultos, não importa como não intencional era. A maneira como ele declarou a situação, a maneira como ele a descreveu... Como se ela nunca pudesse conseguir chegar até o pelotão Cheerio sem algum jogo sujo acontecendo por trás dos bastidores...
Rachel estreitou os olhos ligeiramente e se preparou para os argumentos de defesa que estavam prontos para estourar. Ela nunca deixaria ninguém ditar a extensão de suas habilidades. Rachel Berry certamente tinha as habilidades e o talento para se fazer uma líder de torcida, se ela assim o desejasse.
"Se eu confio ou não confio na treinadora Sylvester" Rachel sublinhou o treinadora para mostrar sua aceitação (relutante) da mulher como um instrutor. "É a minha escolha. E eu preciso lembrá-lo que o Glee Club não é a única atividade que eu estou envolvida? Também estou ativamente envolvida com uma infinidade de outros clubes, por exemplo, Clube de debate, Clube das Nações Unidas, Clube da União dos estudantes Negros.”
"Exatamente!" Interrompe Sr. Schue. "Você está colocando muita coisa em seu prato e, mais cedo ou mais tarde você vai estourar. Você tem que saber priorizar o que é importante Rachel e não se ludibriar achando que pode dar conta de tudo sozinha!”
Rachel sentiu a dor de cabeça se transformar em uma enxaqueca poderosa.
Aquele porco hipócrita e presunçoso.
"Você não parecia tão preocupado quando eu participava... Ou melhor ainda participo dos demais clubes, e agora que eu estou no plantel da treinadora Silvester, o senhor de repente percebe que eu possa estar sobrecarregada com tantas responsabilidades? Me responda uma coisas Sr. Shuester, quando foi a vez em que eu faltei com minhas responsabilidades? Qual foi a vez em que o senhor sequer teve a decência de reconhecer que eu, uma simples aluna, teve mais responsabilidade com o nosso clube do que você? Me responda? Se o senhor tem algum problema com a minha permanência nas cheerios, vá discutir isso com treinadora Silvester! Há e outra coisa, eu não preciso que haja qualquer jogo por trás das coisas para que eu possa estar no pelotão cheerio. Eu tenho qualidades e habilidades para estar lá.” Rachel cuspiu ressentida.
Sr. Schue estava simplesmente chocado com o discurso retórico. Depois rolou os olhos aborrecido, essa menina sempre transformava tudo em drama. Pois bem ele retomaria essa conversa na segunda.
“Rachel pense no que eu te falei, e saiba priorizar o que é importante.” O professor deu sua palavra final e depois se virou com seu carrinho para ir embora.
Rachel estava literalmente tremendo de raiva. Ela até sentia alguma lágrimas tentarem escapar. Quem ele pensa que é? Willian Shuester é um tremendo idiota procrastinador de ensino.
Ao seu lado, Santana não estava muito longe no quesito raiva. Ela sentia até um gosto amargo na boca. Ela nunca havia visto tanta babaquice junta, em uma só pessoa.
Talvez em Finn Hudson...
Se o senhor Shuester estava achando que ia passar ileso dessa, era melhor ele pensar duas vezes. De repente ele era todo preocupado que Rachel estava se sobrecarregando... Preocupado era a minha bunda!
Santana estava praticamente rilhando os dentes. Ele ia ter uma surpresinha na segunda. No momento seu Hobbit de estimação precisava da sua assistência.
Rachel estava com os olhos rasos de D’agua. Santana xingou o professor de espanhol mais um pouco.
“Ei chica...” Santana usou os polegares para limpar algumas lágrimas fugitivas. “Não de ouvidos ao que aquele estúpido dissea você!”
Rachel reprimiu um soluço e sem se importar com as consequências ela rodeou a cintura da latina e escondeu seu rosto contra o ombro dela.
Santana ficou momentaneamente atordoada com a ação, mas depois se recuperou logo. Ela abraçou a garota menor e lhe consolou o melhor que pôde. Normalmente Brittany era mais versada nesse tipo de coisa do que ela.
Rachel se aconchegou mais ainda contra ela.
Quem precisa esperar cinco ou cinquenta anos a mais, para elas se sentirem confortáveis em se abraçarem?
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“Ei Q. Você nunca nos disse como você e a Rachel se tornaram parte dos unicórnios.” Brittany perguntou do nada.
Quinn que estava dirigindo, franziu a testa confusa.
“Como eu a Rachel nos tornamos unicórnios?” Repetiu achando graça.
“Sim! Como eu e Santana depois que ela resolveu ser Libanesa.”
Hein? Mas Santana não era Espânica?
Um click se fez na cabeça de Quinn e ela compreendeu o que Brittany quis dizer. Quinn se remexeu um tanto inquieta.
“Você se lembra da sexta-feira passada quando eu abordei você e o Kurt?” Brittany balançou a cabeça fazendo um sim. “Mais tarde naquele mesmo dia eu consegui encurralar a Rachel antes que ela pudesse ir para casa. Ela vinha me evitando por mais de uma semana, e isso me enfureceu muito. Nós tínhamos um assunto muito importante para conversar, mas ela sequer me deu uma chance de falar.” Quinn ainda se sentia magoada com a morena por causa disso. Tê-la deixado na cama sozinha e sem uma explicação para dar.
“Mas o que você e a Rachel tinham de tão importante para discutir?” Brittany perguntou.
“Nós havíamos nos reunido para fazer um trabalho escolar na minha casa. Surpreendentemente correu tudo bem... Até a hora dela ir embora. Não sei o que me deu e eu a convidei para ficar e jantar comigo, mas ela recusou. Não sei por que a recusa dela me enfureceu tanto, então começamos a discutir feio... E dissemos coisas muito duras uma a outra. Ou melhor eu acabei dizendo coisas muito duras para ela. Rachel ficou tão quebrada, eu nunca achei que veria o dia em que ela finalmente quebraria por alguma coisa que eu tenha dito.” Brittany observou que Quinn ainda parecia atormentada com isso. “E então Rachel me disse que ela estava tão cansada de lutar e lutar. Ela me olhou de um jeito...” Quinn parou em um sinal vermelho e olhou para Brittany angustiada. ”Ela me disse que ia desistir de mim... Eu fiquei louca e parti pra cima dela...”
Brittany arregalou os olhos.
“O que você quer dizer com eu parti pra cima dela?” Brittany não gostou do som dessa conversa.
Quinn olhou brevemente para o horizonte.
“Quando dei por mim, eu estava prensando Rachel contra a porta do meu quarto e rosnando que eu não permitiria que ela me deixa-se. Ela tentou se afastar e eu não deixei. Então eu não sei bem o que aconteceu, eu senti uma necessidade enorme de beijá-la, mas antes que eu pudesse concretizá-lo ela me empurrou e saiu correndo do meu quarto, ela desceu as escadas sem nenhum cuidado. Rachel tropeçou no ultimo degrau do térreo. Eu nunca senti tanto medo na minha vida. Por um instante horroroso eu achei que ela tinha se machucado. Mas Ela se levantou pronta para fugir de mim... E foi quando eu a peguei. Eu gritei com ela e ela gritou comigo. Ela me disse até que eu deveria ficar feliz se ela tivesse quebrado o pescoço. “Quinn apertou o volante. “Eu odiei o que ela me disse. Daí minha visão ficou nublada de raiva, carreguei ela de volta para o meu quarto joguei ela na cama e me apossei da boca atrevida dela.”
Brittany sinceramente não sabia o que dizer. Até que um pensamento terrível se infiltrou na sua cabeça.
“Quinn... Você não a forçou... Forçou?” Brittany não poderia acreditar que sua amiga tenha feito algo hediondo.
Quinn balançou a cabeça.
“A principio talvez... Mas depois Rachel me correspondeu. Cada toque, cada beijo... Ela me correspondeu.” Quinn sorriu triste. “Era a primeira vez dela. E a minha, assim por dizer. Depois adormecemos, quando acordei ela tinha ido embora, por um momento eu fiquei aliviada, mas depois, eu estava furiosa. Ela havia me deixado sozinha sem uma palavra sequer. Logo ela que fala e discute por qualquer coisa. Fiquei magoada, mas depois me recompus e fui atrás dela. E o resto você já sabe.”
As duas se assustaram quando ouviram uma buzinada atrás delas. Quinn botou o carro em movimento. E essa não era o tipo de conversa para se ter dentro de um carro.
Não muito tempo depois, Quinn estacionava em frente a casa de Brittany. A bailarina segurou a mão de Quinn.
“Você sente culpada por ter dormido com Rachel?” Brittany precisava entender.
“Não. Eu não me arrependo de ter dormido com ela. O que me pesa na consciência, foi às circunstâncias nas quais ocorreu a situação. E depois disso aconteceu muita coisa. Ainda tenho um longo caminho para percorrer com Rachel.”
Brittany apertou ainda mais a mão da amiga.
“Vocês vão ficar bem.” Brittany disse suavemente.
Quinn sorriu de volta. Ela esperava que assim o fosse.
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Santana estava preocupada com Rachel. Mesmo que isso lhe custasse admitir. Mas desde a abordagem do Sr. Shuester, a menina se manteve calada. O que por si só, já era motivo de preocupação para a latina.
Elas estavam a caminho da casa de Santana, quando o celular de Rachel tocou.
“Alô?”
“Docinho!”
”Oi papai.”
“Escute querida, seu pai e eu teremos de viajar novamente.” Dava para perceber na voz do homem o quanto isso o aborrecia. Principalmente pelo fato de que o deixava longe da sua filhinha. ”Estamos saindo nesse exato momento, deixei dinheiro para você no pote de biscoito. E também quero que você saiba que sentimos muito por essas constantes viagens.”
Rachel ficou ainda mais tristonha.
“Eu entendo papai. Se cuidem... Eu amo vocês!”
“Também te amamos babygirl.”
Rachel desligou o aparelho. E ficou um tempo olhando para ele.
Santana a observou pelo canto do olho.
“Problemas?” Questionou.
“Não.” Rachel respondeu sem acrescentar mais nada. “Santana?”
“Sim?”
“Você se importaria de me levar para casa?”
Santana olhou-a preocupada.
“Você não prefere ficar na minha casa?”
Rachel lhe sorriu bondosa.
“Eu só quero um tempo para mim. Preciso organizar minha cabeça. Mas obrigada por oferecer."
Santana ficou dividida entre atender ao pedido da garota ou simplesmente ignora-la e leva-la de volta para sua casa. Mas em via das circunstancias ela compreendia a necessidade da menina em querer ficar sozinha.
“Ok. Mais eu vou te ligar de hora em hora.” Disse firmemente.
Rachel achou graça.
“Sim, mãe!”
Santana olhou feio para ela. Isso que dá demonstrar afeto por hobbits ingratos.
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Ao ficar só, a enxaqueca de Rachel aumentou consideravelmente. A diva foi ao quarto dos pais em direção ao gabinete de medicamentos que ficava no banheiro da suíte.
Seus pais a proibiam de chegar perto de lá. Mas essa era uma emergência. Sua cabeça parecia um balão prestes a estourar. Dentro do gabinete havia um monte frasquinhos.
Rachel franziu a testa. Até parecia que seus pais eram hipocondríacos. Mas deixa pra lá, sua cabeça estava doendo demais para se ater aquele detalhe. Até sua visão estava um pouco embaçada. Ela sabia que o frasco de advil era um alaranjado. Mas havia três deles. Talvez todos os três fossem de advil. Ela pegou um e o abriu, tomou dois na boca e engoliu.
Agora era só esperar a magia acontecer.
O que Rachel não sabia, era que ia acontecer alguma coisa sim. Ela só não imaginava em que proporções.
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20:00 pm
Shelby havia acabado de colocar Beth para dormir quando o telefone de sua casa tocou. Xingando quem quer que seja ela se apressou em atender antes que o som acordasse sua caçula.
“Alô?” Atendeu com um pouco mais de irritação do que deveria.
“Alô? É da casa de Shelby Corcoran?” Uma voz feminina perguntou um tanto aflita.
Shelby ficou confusa.
“Sim, você está falando comigo.”
“Ó graças a deus! Senhora Corcoran eu sou sua aluna na classe de AP de biologia e também amiga de Rachel Berry. Eu preciso que a senhora me ajude, Rachel não está bem.”
Shelby sentiu seu coração falhar uma batida. Sua filha não estava bem?
“Quem está falando?”
“Lindsay Shay! Eu não sabia para quem ligar primeiro então eu vi seu nome no telefone dela e liguei para a senhora.”
“O que Rachel têm?” Shelby já estava se arrumando enquanto falava.
“Ela está um pouco alta e fala coisa com coisa. E eu não sei mais o quê fazer com ela.” Lindsay transparecia preocupação.
“Lindsay, a onde vocês estão?”
“Na casa da Rachel.”
“Ok, já estou chegando.”
“Tá bom.”
Assim que desligou o telefone, Shelby ligou imediatamente para a babá de Beth. Ela explicou a situação e a moça não se importou de reparar a menina. O tempo que a babá levou para chegar, foi o necessário para Shelby se arrumar.
Depois que a moça chegou, ela praticamente saiu voando para a casa dos Berry. Seu coração batendo na garganta. Ela chegou em tempo recorde. Ao chegar a soleira, a aporta se abriu de supetão.
“Senhora Corcoran, que bom que veio rápido.” Lindsay quase chorou de alívio.
“O que aconteceu?”
“Eu não sei direito. Eu encontrei Rachel na rua, e por pouco não a atropelei. Ela estava falando coisas desconexas e chorando. Eu a trouxe para casa achando que os pais dela estavam aqui. Mas ao que parece eles viajaram e então Rachel começou a ofegar e suava. Levei-a pra debaixo do chuveiro e depois a troquei e apus na cama. Mas ela ainda não para de tremer.” Lindsay estava com lágrimas nos olhos.
Shelby seria eternamente grata a essa menina por cuidar de sua filha.
“Ok, se acalme e me acompanha.” Shaelby disse suave.
As duas correram escada acima até o quarto de Rachel. Shelby foi logo em cima da sua filha. Rachel transpirava muito e estava inquieta em seu sono.
“Rachel? Bebê? Abra os olhos para mim meu bem.” Shelby acariciou o rosto da filha.
Rachel se remexeu até abrir os olhos.
“Mamãe?” Sua voz saiu grogue.
“Sim sou eu meu amor. Mamãe está aqui para cuidar de você.” Shelby arrulhou.
“Sério?” A voz dela saiu insegura.
“Claro. Agora eu quero que você fique um pouco acordada. Tá bom?”
Rachel balançou a cabeça devagar.
Shelby beijou a testa da filha e depois se levantou. Lindsay retorcia as mãos em nervosismo.
“Lindsay, eu preciso que você fique com Rachel um instante. Vou ligar para um amigo que é médico.”
“Sem problema.”
Shelby saiu para telefonar ao amigo.
Lindsay retornou a cabeceira de Rachel. A menina ainda tremia muito.
“Desculpe-me por estar te dando trabalho.” Rachel sussurrou envergonhada. Já um pouco mais lúcida.
“Não precisa se desculpar por nada. É o meu prazer cuidar de você.” Lindsay acariciou o rosto delicado de Rachel. “Eu te disse que sempre cuidaria de você.”
Rachel não chegou a responder por que voltou a cair no sono. Lindsay se certificou que Shelby não estava próxima e aproveitou a oportunidade de fazer algo que ela sabia que nunca mais poderia ter a chance realizar.
Ela beijou delicadamente a boca da dona do seu coração.
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Na manhã do dia seguinte, em três lugares diferentes, três celulares receberam a mesma mensagem.
De: Lindsay
Para: Quinn, Santana e Brittany.
‘Rachel passou mal durante a noite’
As garotas estavam incrédulas, que diabos aconteceu? E o que diabos Lindsay fazia na casa de Rachel?
Notas finais
Reviews?
Bjus.
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