Mantendo Você Perto De Mim
32 Capítulo 32: Dificil de Engolir
Notas iniciais
14 horas antes.
Lindsay ainda estava bastante dolorida da sua briga contra Quinn. Mas o que mais lhe doía, era ter descoberto que seu desejo, sua chance de ter a garota por quem tinha um profundo afeto, se desvanecer diante de seus olhos.
Rachel estava tão surpresa quanto machucada. Surpresa por ser alvo do seu amor, e machucada por não poder corresponder a tal sentimento. A cantora se sentia mal por sem saber, ter machucado emocionalmente a primeira pessoa que se aproximou dela, primeiramente com o intuito de forjar uma amizade, mas também que no futuro pudesse ser algo a mais do que uma amiga.
Lindsay se sentiu mal, Rachel não tinha culpa de nada. Na verdade nem ela tinha culpa de alguma coisa. Em nenhum momento ela poderia imaginar a fantástica situação a onde Quinn Fabray se postaria como um leão em sua Savanah. Extremamente territorial.
Mas Lindsay cumpriria sua promessa a Rachel, ela seria a amiga que ela prometeu ser em primeiro lugar. Ela não abriria mão disso, de jeito nenhum. Pelo menos isso ninguém poderia tirar dela.
Depois de ter chegado em casa no melhor estilo ninja. Lindsay chorou por toda a noite. Mas ao amanhecer, ela era uma garota totalmente nova. Ela foi cuidadosa em esconder seus machucados. Seus pais não eram os mais perspicazes, mas com certeza eles notariam manchas negras pelos braços e alguns no rosto que a faziam parecer um dálmata.
Mas a sorte estava ao seu lado. Ao descer para tomar o café, ela se deparou com um bilhete colado na porta da geladeira. Seus pais estariam fora para uma conferência de medicina, e retornariam na terça. Lindsay suspirou aliviada, pelos menos ela não teria que ficar escondendo seus machucados. Seus pais sendo médicos não poderiam ver um vergãozinho sequer e já estavam em cima dela com todos os tipos de medicamentos.
Talvez ela pudesse aproveitar o dia e comprar alguns alimentos e cozinhar alguma coisa. Só que ela faria isso mais tarde para o jantar, por hora ela ficaria em casa lambendo suas feridas.
Lindsay passou a maior parte do dia fabricando cogumelo em casa. Ela até pensou em ligar para Rachel para saber se estava tudo bem com ela, mas ela logo em seguida descartou a ideia.
Ela consultou seu relógio, já era quase seis horas e logo iria escurecer. Era melhor ela ir logo comprar os mantimentos. Com a bolsa a tira colo ela saiu e pegou o carro para ir ao mercado. Lindsay não se demorou muito, pegou o necessário e depois voltou para o carro. As ruas de Lima estavam relativamente tranquilas àquela hora. Não que Lima tivesse um trânsito pesado. A cidade era bem tranquila (chata).
Lindsay conduzia devagar, ela gostava de dirigir a acalmava. E graças a deus que ela estava dirigindo devagar pois ela não sabia o que teria acontecido se seu carro tivesse acertado uma pessoa a 80 km por hora. Tudo aconteceu muito rápido, antes que ela chegasse perto do semáforo uma pessoa apareceu do nada na sua frente, mesmo pisando no freio não foi possível evitar a batida.
“PORRA!” Lindsay gritou assustada. Ela desceu rapidamente do carro para socorrer a vítima. Lindsay por pouco não desmaiou ao reconhecer a pessoa que estava no chão. “RACHEL! OH MEU DEUS.”
Lindsay rapidamente foi até Rachel verificando qualquer sinal de ferimento a vista. Ela começou a chorar, o que diabos ela quase fez?
Para seu alívio Rachel não havia perdido a consciência.
“Lindsay?” A voz de Rachel estava fraca e desorientada.
“Sou eu Rachel.” Lindsay acariciou com mão tremula o rosto um pouco sujo da diva. “Vem eu vou te levar a um hospital.”
Rachel abraçou o pescoço de Lindsay repentinamente e começou chorar baixinho.
“Não! Eu quero ir para casa.” A cantora pediu com voz chorosa.
“Rachel você precisa ir a um médico. Você pode ter machucado alguma coisa.” Lindsay implorou.
“Eu não estou machucada. Só me leva para casa... Por favor!”
Lindsay ficou dividida, aparentemente Rachel não aparentava nenhuma lesão, apenas escoriações leves. Resmungando um palavrão ela pegou Rachel nos braços sem nenhum esforço. Ela conseguiu abrir a porta do passageiro e acomodar Rachel adequadamente.
Lindsay não sabia se era uma casualidade do destino ou não, mas ela não havia se dado conta que dirigia justamente pelo bairro onde Rachel morava. Bem ela não se deteria nessa questão por agora.
Levou só alguns minutos para chegarem à casa da cantora. Lindsay foi cuidadosa em pegar Rachel. Felizmente a porta estava apenas fechada e não trancada.
“Rachel seus pais estão em casa?” Lindsay pediu, torcendo para encontrar qualquer um dos homens Berry.
“Meus pais estão viajando.” Rachel respondeu com dificuldade. Ela transpirava muito.
Lindsay pensou rápido. Ela precisava fazer Rachel descansar. Mas não antes de limpar a menina.
“Rachel, Rachel olhe para mim!” Lindsay puxou o rosto de Rachel delicadamente para olhar para ela. “Eu vou te levar ao banheiro, vou te ajudar a se banhar e depois você vai para a cama. Ok?”
Rachel balançou a cabeça um pouco freneticamente e falando coisa com coisa. Lindsay levou a diva rapidamente ao andar de cima para o banheiro da suíte dela. Em outras circunstâncias ela teria ficado muito nervosa e ligada só de imaginar Rachel nua. Mas esta era uma situação muito esquisita e ela não estava nem perto de descobrir o que estava acontecendo.
Rachel não foi muito colaborativa, mais atrapalhava do que ajudava Lindsay. Mas com firmeza Lindsay conseguiu desnudar a garota menor e enfia-la debaixo do chuveiro. Rachel choramingou e verbalizava que não queria ficar ali.
“RACHEL!” Lindsay chamou com autoridade. A diva olhou para a líder de torcida com lágrimas nos olhos e começou a fazer beicinho. Lindsay quase chorou com ela. “Não chore meu amor, por favor, Rachel me deixe cuidar de você!” Lindsay implorou.
Pela providência divina a diva conseguiu ser mais colaborativa. Toda a situação levou uns trinta minutos e logo Rachel já estava de baixo da coberta. Lindsay andou de cima para baixo cuidando o máximo que podia de Rachel. Ela também estava tentando entender o estava acontecendo, mas não estava tendo muito sucesso. Rachel entrava e saia do estado de sono pelo tempo de uma hora e meia, só que do nada ela começou a tremer muito.
Lindsay se obrigou a manter a calma ela pegou o celular de Rachel e rolou a lisa de contatos atrás dos pais de Rachel. O nome de Shelby apareceu sublinhado pela palavra mãe.
É claro!
Shelby Corcoran, sua professora de Classe AP de Biologia, e mãe de Rachel.
Ela imediatamente discou o numero da casa da mulher.
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Tempo atual.
Shelby zanzava de um lado para outro no quarto da filha. Rachel não estava ajudando em nada, hora ela estava lúcida, hora ela estava fora de seus sentidos. A situação em si fez renovar a sua fúria, como seus pais estavam tão constantemente fora de vista? O que raios teria acontecido com Rachel se ela não tivesse sido encontrada por Lindsay?
Por falar nela, a líder de torcida não arredava pé da cabeceira de Rachel. Era gentil e fofo. Sua filha em fim estava começando, a saber, o que era ter amigos ao redor. Shelby agradeceu a tudo quanto foi divindade por Lindsay ter encontrado Rachel.
No andar de baixo era possível ouvir a campainha tocando. Pedindo licença Shelby desceu rapidamente para atender a porta. Seu amigo médico surgiu como um deus a suas preces.
“Graças a deus você pode vir rápido, Mathew!” Shelby agradeceu.
Mathew sorriu.
“Sem problemas. Confesso que estou muito curioso para conhecer sua filha mais velha. De tanto que você fala dela, sinto como se já a conhecesse desde sempre.” Shelby sorriu. “Vamos logo ver a minha mais nova paciente.”
Ao chegarem ao quarto, os dois adultos se depararam com uma cena no mínimo inusitada. Rachel estava desperta e cantando para seu abajur. Lindsay coitada estava dividida entre rir ou amarrar Rachel na cama.
“Mas vejam só... Shelby, ela é sua filha com certeza! Não perde uma oportunidade de cantar.” Mathew riu espantado com tanta semelhança.
Shelby lhe desferiu um soco no ombro. Aquilo não era hora para piada.
Mathew se aproximou da jovem cantante e encantadora.
“Rachel?” chamou gentilmente. “Eu sou o doutor Mathew.”
Rachel parou de cantar para olhar aquela figura desconhecida. Ela abriu um imenso sorriso para aquele homem. Ela gostou dele de cara.
“Muito prazer, eu sou Rachel Barbra Berry e eu adoro cantar, e num futuro muito próximo eu estarei estrelando peças de destaque na Broadway.” Respondeu eufórica. “Você é namorado da minha mãe? Você é tão bonitão!”
Mathew e Shelby ficaram da cor de uma lagosta. E Lindsay tentou não rir da cara deles.
O doutor pigarreou.
“Hum... Nós não somos... É... Namorados.” Mathew se explicou sem jeito. ”Bem, vamos nos concentrar no que interessa. Rachel eu vou fazer um exame superficial em você, ok?”
Rachel acenou em acordo, mesmo ela tendo voltado sua atenção para seu amado abajur.
Mathew foi gentil e muito paciente ao examinar a mini diva. Shelby e Lidsay pairavam sobre ele como dois falcões a espreita da sua presa.
“Estranho, ela tem sintomas de efeitos colaterais de quem usa vicodin... Mas ela não parece ser usuária deste medicamento.” Mathew explicou de cenho franzido.
Shelby estava chocada. Será que seu bebê estava se viciando em medicamento?
Não nessa vida! Ela pensou ferozmente logo em seguida.
“Os efeitos ainda vão tomar algum pedágio dela durante algumas horas. Mas não será necessário levá-la para o hospital. Ela só precisa tomar muito liquido para se hidratar.” Mathew receitou.
Tanto Shelby quanto Lindsay soltaram a respiração que elas não se deram conta que estavam segurando.
“Graças a deus.” Shelby agradeceu internamente.
Agora ela teria que organizar algumas coisas de Rachel para leva-la ao seu apartamento. Porque o inferno congelaria antes de ela deixar sua bebê sozinha naquelas condições.
Lindsay parecia estar um pouco a frente da decisão de Shelby.
“Sra. Corcoran?” Shelby voltou sua atenção para a líder de torcida. “Meus pais saíram em uma breve viagem, eu não me importaria de passar a noite tomando conta da Rachel.”
Shelby inclinou ligeiramente a cabeça. Remover Rachel talvez não fosse a melhor solução por agora. Do jeito que ela estava agitada, não faria bem ela despertar em um ambiente estranho. Mas por outro lado, deixar a cargo de outra adolescente uma tarefa daquelas também não era uma opção viável.
“Agradeço sua oferta querida, mas eu me sentiria mais tranquila se Rachel ficasse sob minhas vistas. Aliás você também não deveria ficar só, porque você não vem comigo? Eu realmente me sentiria mais tranquila.” Shelby ofereceu.
Lindsay não se importava, desde que ela também pudesse ter Rachel sob suas vistas.
“Se não for incomodo para a senhora, eu aceito. Eu só vou precisar passar em casa e pegar uma muda de roupa.” Respondeu Lindsay.
Shelby buscou papel e caneta na escrivaninha da filha e anotou seu endereço.
“Aqui!” Shelby entregou seu endereço.
Lindsay o guardou e depois se ofereceu para ajuda-la a arrumar as coisas de Rachel. Ela e Shelby trabalharam rápidas e de modo eficiente. A parte complicada ficou em persuadir Rachel em se separar do abajur a qual ela ainda estava fazendo uma serenata. Levou um monte de bajulação e promessas para convencer Rachel a largar o objeto.
Mathew foi bastante gentil e cavalheiro em carregar Rachel nos braços enquanto Shelby e Lindsay lidavam com as coisas necessárias para a estadia da cantora na casa de Shelby.
Depois de instalar (amarrar) Rachel no banco do carona, Mathew se ofereceu para acompanhar Shelby e Rachel em casa. Lindsay se despediu, prometendo não se demorar muito.
Esta parecia ser uma longa noite.
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O ar frio da noite pareceu ter um ótimo efeito em Rachel, porque tirou bastante aquele ar meio alucinado da menina. Agora ela só aparentava o aspecto de um viciado recém-saído de uma clinica de reabilitação. Mathew explicou que o pior da medicação já havia se esvaído do sistema da menina. E que agora ela precisava de um bom café para se espertar, e depois bastante liquido. Talvez ela ainda sentisse um pouco de tremedeira, mas passaria logo, logo.
Assim que chegou em casa Shelby dispensou a babá e se encarregou de acomodar a filha mais velha. Rachel pediu para ficar um pouco no sofá, ela queria ficar mais alerta. Lindsay chegou uns trinta minutos depois e foi logo se oferecendo para fazer o jantar.
Shelby gostou disso. E ela aproveitou que Beth estava dormindo, para poder cuidar de Rachel e também tentar descobrir o que foi que aconteceu. Mathew também ficou para poder ter certeza de que tudo estaria bem.
“Rachel!?” Shelby chamou gentilmente a menina.
Rachel olhou de modo cansado para a mãe. Ela já estava noventa por cento, lúcida.
“Sim?” Respondeu envergonhada.
“Querida o que aconteceu com você?” Shelby ainda não forçaria a barra para saber sobre o porquê de remédios proibidos estarem circulando no corpo de sua filha. Ela primeiro iria ouvir a menina.
“Eu... Eu acho que confundi o frasco de remédio que meu pai tem no gabinete do banheiro, com frasco de advil. Eu estava com uma enxaqueca violenta que estava nublando meu discernimento das coisas.”
“Quantos comprimidos, você tomou?” Mathew perguntou já sabendo que medicamento ela havia ingerido.
“Acho que dois.”
“Menos mal.” O médico falou. “Sua sorte é que seu organismo rejeitou os componentes do medicamento te fazendo arcar com cinco por cento dos efeitos colaterais.”
Rachel e Shelby estremeceram, imagina se Rachel tivesse batido os cem por cento do efeito da medicação?
“Você só precisa de bastante liquido. Pela manhã você vai estar nova em folha.” Mathew disse jovialmente.
Rachel agradeceu a ele. Ela realmente gostou dele de cara.
“Mathew, muito obrigada por ter me socorrido.” Shelby agradeceu.
“Que nada, faço qualquer coisa por você e suas meninas. E a propósito, Rachel não poderia ser mais parecida com você. Até mesmo na personalidade. Ela parece ser uma grande garota. Fico feliz que você duas estejam em fim se relacionando.”
Shelby sorriu orgulhosa. Sim, ela estava muito feliz de estar nos termos certos com a filha.
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A noite correu tranquilamente. Rachel teve uma e outra tremedeira, mas nada alarmante. Ela bebeu mais água do que um beduíno que acabara de achar um oásis no deserto.
Lindsay não arredou o pé de perto da diva. E ficou muito satisfeita de dividir uma cama com a menina, já que Shelby jamais faria a garota que cuidou de sua filha em um momento crítico, dormir no chão de sua sala.
Apesar de ser uma manhã de domingo, todas já estavam de pé. Inclusive Beth. Que no momento em que pôs os olhos sobre Rachel, se contorceu desesperada nos braços de Shelby para chegar a ela.
“Gah, gahhhhhh!” Gritou a garotinha.
Rachel já bastante disposta e de banho tomado, pegou a irmãzinha no colo. Beth abriu o maior sorriso banguelo só para a irmã. Claro que no momento só havia Rachel e Beth, Beth e Rachel.
Lindsay achou fofa a ligação das duas, e ficou impressionada quando Shelby explicou que aquela era segunda vez em que as duas se encontravam. Ela ficou por dentro do que era a relação entre Shelby e o clã Berry. E adicionando a essa equação, Quinn, Puck e Beth.
Ao ouvir o nome de Quinn, Lindsay se retesou e se lembrou que a garota não sabia o que tinha acontecido com a namorada. Lindsay fez uma careta a esse termo.
Ela faria sua boa ação do dia. Mas apenas porque se ela estivesse no lugar de Quinn, ela gostaria de ser avisada se algo assim acontecesse com sua namorada. Claro excluindo a parte do beijo roubado e a situação de dormir na mesma cama que o alvo do seu afeto.
Lindsay puxou seu celular e enviou uma mensagem para a trindade profana.
Agora era só aguardar.
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FODA,FODA, FODA, FODA.
Quinn poderia expelir espuma pela boca de tanta raiva que ela estava sentindo. Ela praticamente estava afundando os botões do seu celular de tanto que ela estava apertando.
Atende o caralho desse celular sua vadia.
“Alô?”
“Você esta morta Santana. Você está fodidamente morta!” Quinn rosnou.
“Ei, ei, ei. Se acalme. Eu estou tão por fora quanto você.” Santana se apressou em se defender. “Você conseguiu falar com Rachel?”
Só de lembrar que ela teve a infelicidade de ter que ligar para o celular de Lindsay, o sangue da loira voltava a borbulhar.
“Sim eu consegui falar com ela. Neste exato momento ela ainda está na casa de Shelby e Lindsay está lá com ela desde ontem!” Quinn poderia chorar de raiva neste momento.
Santana sentiu um aguilhão de culpa bater no peito.
“Estou me arrumando agora e vou passar para te pegar na sua casa. Britt já está a caminho de lá.” Santana comunicou.
“Ok.” Quinn respondeu e depois desligou.
FODA, FODA, FODA, FODA.
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Perto das dez da manhã a campainha da casa de Shelby tocou. Shelby foi atender.
“Olá Brittany.”
“Oi senhora C!” Brittany sorriu animada.
Shelby devolveu o sorriso.
“Olá Brittany.” Shelby abriu espaço para a garota entrar. “Fique a vontade. Rachel já estava esperando qual de vocês três iria chegar primeiro.”
Brittany alargou mais o sorriso.
“Sim, eu sou muito mais rápida do que Quinn ou Santana. Mas não diga isso a elas, pode ferir o orgulho delas.” Brittany deu de ombros modestamente.
Shelby riu da modéstia da garota.
“Rachel!” Brittany saltou em cima da cantora e se atracou com ela no melhor estilo quebra ossos não me resta nada. “Que bom que você está bem.”
Rachel até responderia, se o ar não estivesse lhe faltando.
Beth que estava sentada o colo de Lindsay, começou a bater palmas e a rir muito, achando que era alguma brincadeira.
Se é que tentativa de sufocamento fosse alguma brincadeira divertida.
Brittany libertou Rachel parcialmente. Mas não largou a diva não. A bailarina olhou muito agradecida para Lindsay.
O som da campainha irrompeu mais uma vez. Era fácil adivinhar quem era.
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Quinn teve que reinar sobre seus sentidos. Ela evocou toda a sua frieza tão cultivada para encarar este momento. Ela e Santana entraram na casa de Shelby um tanto quanto desconfiadas. Mas duas coisas quase fizeram desabar seus muros.
Rachel estava sorrindo para Lindsay, e sua filha Beth, também sorria para Lindsay. Ou seja, Lindsay poderia queimar no inferno e Quinn estaria do lado do diabo lhe ajudando a fazê-la sofrer.
Por fora Quinn era a imagem do controle. A única coisa que a denunciava, era a tempestade em seus olhos... E Rachel como excelente leitora comportamental de Wolverines raivosos (Quinn e Santana) soube instantaneamente o turbilhão de emoções que se passava dentro de sua namorada.
“Hobbit! O que eu te disse sobre me atualizar sobre suas condições quando estivesse em casa? Eu deveria ter te levado amarrada para a minha casa! Ou melhor ainda, eu deveria ter chutado a bunda do senhor Shuester no mercado. Isso é culpa dele.” Santana rosnou.
Fez silêncio instantâneo na sala.
Shelby virou sua atenção totalmente para Santana Lopez.
“O que você quer dizer com isso Santana? O que Will tem a ver com essa historia?” Shelby perguntou brusca.
Rachel se encolheu perante o tom de voz de sua mãe.
Shelby, Quinn, Lindsay e Brittany olhavam atentamente para Santana. Essa parte da historia elas desconheciam. Santana explicou o episodio no mercado, sublinhando o despeito do professor e sua presunção, quase tão grande quanto a da treinadora Silvester. Mas pelo menos a treinadora era o tipo que te esfaqueava pela frente e ainda te obrigava a se costurar. Já o senhor Shuester, era o tipo que te acertava por trás, ele ciente disso ou não, e te deixava jazendo no chão quando não lhe servia mais.
O homem até tinha seus momentos positivos, mas normalmente estes momentos positivos eram eclipsados pelo seu excesso de nostalgia lá dos idos anos 70, ou seja lá em qual ano era. E claro, a sua total falta escrúpulos quando a situação não era em seu favor. Nesses momentos todos aqueles papinhos de camaradagem entre os membros do clube Glee, empalideciam frente a sua presunção machista e muitas vezes errônea. E era muito fácil saber quem batia de frente com ele na maioria das vezes.
Shelby estava tremendamente irada. Se ela entendeu bem o que Santana acabou de relatar, Will teve responsabilidade indireta pela crise que poderia acabar em sérias consequências para a sua filha?
Willian Shuester ia saber por que ela, Shelby Corcoran além de respeitada treinadora de coral, também era conhecida como a pior cadela vingativa entre os treinadores e olheiros de talento do país.
Notas finais
Muito indignada com isso. ÒÓ
Em fim, isso não vai me impedir de postar minha fic.
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