Mantendo Você Perto De Mim
48 Capitulo 48: Prós e Contras
Notas iniciais
Na cabeça de Rachel, ela tinha absoluta certeza que Quinn tinha um pacto como o demônio. E entre os benefícios concedidos pelo tinhoso, estavam a arte de perturbar Rachel Berry com todos os requintes de crueldade conhecidos pela humanidade.
A declaração atrevida da loira teve o efeito de uma bomba. Simplesmente Quinn Fabray disse com todas as letras que elas fizeram sexo? Que Quinn Fabray lhe tirou a virgindade?
Rachel se sentiu quente em todos os lugares. Até agora ela já havia percebido que seu corpo parecia responder sem resistência alguma aos toques e comandos de Quinn.
Era desconcertante.
Aquela manipuladora amoral
Em contra partida Rachel estava em modo automático de defesa. Anos de abuso moral condicionaram seu corpo a reagir e se proteger automaticamente quando sua cabeça não podia.
Se Quinn era persistente e persuasiva. Rachel era resistente e tenaz. Quinn e Rachel eram consideradas adversárias formidáveis.
Quinn com certeza conseguiu desconcertá-la. E Rachel nem poderia dizer que era mentira, porque seus próprios pais eram testemunhas da verdade, menos a parte do sexo. A morena duvidava que eles fossem cientes deste pequeno detalhe sórdido.
E é claro a própria Quinn. A mesma Quinn que neste exato momento era a imagem da presunção mal disfarçada. A garota que era tão cheia de pudores, agora era uma despudorada, a força sensual e sexual que colava a todos no colégio aos seus pés.
Rachel era bem ciente desta persona da loira. E em contra partida Rachel sabia que também podia desconcertar a loira. A morena estava cansada de estar confusa. E as vezes quando ela estava confusa, ela arriscava.
E movida pelo desafio, Rachel fez seu movimento.
Ela acariciou delicadamente o rosto perfeito de sua pseudo namorada. Ela deslizou a ponta do dedo indicador pelas maçãs do rosto e desceu até a boca. A respiração afiada chamou a atenção dela para os olhos de Quinn. Eles estavam verdíssimos e muito dilatados.
Era fascinante de se observar. Todas as alterações no rosto de Quinn eram fascinantes de se observar. Todas as alterações no rosto de Quinn eram fascinantes.
As bochechas estavam coloridas de vermelho, a boca ligeiramente entre aberta deixando escapar a respiração mentolada. Sem falar no desejo total e cruamente exposto.
Rachel segurou o rosto de Quinn porque ela precisava tocar aquela expressão, quase que literalmente.
“Eu e você realmente....” Rachel hesitou.
Quinn foi conduzida pelo movimento hipnótico das mãos pequenas de Rachel ao melhor das sensações de recordação, e quase perdeu a questão sussurrada.
“Sim” Afirmou com convicção a pergunta semi verbalizada.
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Quinn distraiu-se momentaneamente pelo toque de Rachel. Mas ela tratou de reinar sobre seus sentidos. Quem daria as cartas ali seria ela.
Quinn virou a cabeça para beijar uma das mãos de Rachel. E se ela pudesse, ela faria mais. Mas o corpo de sua namorada ainda ficaria um tempo em recuperação, e qualquer atividade recreativa estava temporariamente fora de questão.
Mas isso não queria dizer que ela não fosse querer controlar as circunstancias para que pesassem totalmente ao seu favor. Incluir nisso, todos os tipos de manipulações, chantagens, ameaças e etc... Contra qualquer um que atrapalha-la.
Ela iria usar todo o seu charme e recursos atrativos para envolver Rachel completamente em suas garras. E quando o corpo da morena estivesse melhor, Quinn iria foder Rachel até os miolos e deixá-la tão dependente de seu desejo, que ela não olharia nem para os lados.
E depois de tudo isso, Quinn selaria seu plano atando Rachel a um compromisso vitalício. Rachel não ficaria para sempre a mercê de sua atual condição médica, e quando ela estivesse boa de verdade, aí sim Quinn relaxaria.
Por agora ela só teria que se controlar. Tarefa um pouco difícil com Rachel a tocando assim. Quinn sentia tanta saudade da sua rotina com Rachel, que talvez a sua libido poderia ser tanto um aliado, quanto um empecilho. Aliado, porque ela era conhecedora e praticante de um sexo delicioso com Rachel Berry. O que lhe dá muitas vantagens para envolver sua namorada de volta em sua redoma feliz.
E a também a parte do empecilho. Porque Rachel Berry era uma pequena feiticeira. Quinn querendo ou não, não conseguia resistir a morena, Quinn não conseguia dizer não a Rachel. E foi com muita força de vontade que ela ao menos teve uma chance de não sucumbir ao carinho involuntário de sua namorada.
Sua pequena feiticeira.
Sua sereia...
O interlúdio delas foi interrompido pela entrada da enfermeira da noite. Quinn respondeu educadamente ao boa noite da mulher. Rachel murmurou alguma coisa sem sentido, ela estava muito ocupada, presa sob o feitiço de Quinn.
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Quinn permaneceu durante toda a noite com Rachel. Ela foi inflexível sobre isso. Rachel tentou argumentar, mas de nada adiantou, e ela só ficou quieta depois de Quinn dizer a ela sobre sua promessa de nunca deixar que o bem estar dela seja menosprezado, por menor que seja. Rachel calou a boca depois disso, e Quinn se instalou confortavelmente na poltrona destinada aos acompanhantes de pacientes.
Quinn 1 x 0 Rachel.
Com o remédio começando a fazer efeito, Rachel estava partindo para a terra dos sonhos. Quinn cantarolou uma musica desconhecida aos ouvidos da morena. Era uma musica suave, delicada que ajudou a relaxar a cantora e a fazê-la adormecer de vez.
Quinn passou boa parte da madrugada observando o sono de Rachel, ela fez disso um hábito durante a terrível semana em que ela não acordava por causa do coma. Para Quinn, era como se ela ousasse piscar e Rachel morresse.
Era um terrível pensamento que acompanhou Quinn durante intermináveis horas de vigília. E quando este pensamento se tornava mais sombrio, ela agarrava seu rosário com mais força e rezava com mais fervor.
Mesmo depois de Rachel ter acordado e estar caminhando em direção a uma recuperação satisfatória, Quinn ainda sim se mantinha o máximo de tempo possível acordada. Era um hábito que ela dificilmente se veria livre.
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O doutor Shay decretou mais alguns dias de permanência para Rachel. Ele queria ter todos os campos cobertos antes de liberar sua paciente mais popular neste hospital.
E também por causa de certa treinadora de lideres de torcida. Esta certa senhora com certeza era uma pessoa muito singular. O médico ainda custava a acreditar na ameaça de tortura e assassinato que a mulher teve a audácia de fazer a ele, caso Rachel Berry não saísse nova em folha do hospital.
E quando não era ela exigindo folhear relatórios médicos, era o esquadrão completo das cheeleaders, na qual ela era a treinadora, que vinham exigir saber sobre o estado de saúde de Rachel.
O doutor Shay até relevava, por causa de sua filha. E por tudo o que ela já disse a respeito da menina. E claro, por seus pais. Não existia nada pior para um pai, do que saber que seu filho ou filha esteve à beira da morte. Era um tipo de pensamento que nenhum pai jamais gostaria de ter.
Também não escapou a atenção do médico o carinho extra que sua filha dedicava a sua paciente pop star. Um carinho que quase rivalizava com o da namorada da referida paciente.
Hum...
Talvez fosse hora de puxar sua filhinha para uma conversa.
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10 dias depois...
Shelby estava muito feliz que sua filha iria finalmente sair do hospital. Por Shelby, Rachel só iria ao hospital apenas para consultas de rotina. A mulher estava morta de saudades de estar quase o tempo todo com sua filha mais velha em casa.
Era uma rotina agradável e muito família. Coisas que Shelby desejou por muitos anos após o nascimento de Rachel. E muitas coisas vieram para Shelby. Coisas que nem ela imaginou que poderia ter.
Hoje ela contava com um sistema de apoio muito forte em Judy Fabray, uma amiga muito verdadeira e fiel. E não menos importante, LeRoy e Hiram. Apesar do começo difícil, o acidente de sua filha lhes serviu para mostrar o que era verdadeiramente importante ali. Rachel.
Eles se ajudavam e apoiavam mutuamente. Mesmo com uma birra ou outra entre ela e Hiram. De certo modo era até engraçado as discussões entre eles dois.
Tudo em família.
A parte menos agradável ficou por conta das meninas. Quinn, Santana, Brittany e Lindsay e mais todo o esquadrão Cheeleaders. Infelizmente todas elas tinham testes que eram muito importantes para suas aplicações para as faculdades.
Foi uma tremenda dor de cabeça para demovê-las de seu intento de ir ao hospital no dia da alta de Rachel. Era também de partir o coração a mágoa que as meninas expressavam por terem sido impedidas de visitar sua morena baixinha.
Não era por maldade e nem falta de paciência. Mas por ordem da própria Rachel. A menina não permitiria que nenhuma das outras garotas se prejudicasse por causa dela.
Foi uma birra de proporções altíssimas por conta das líderes. Mas Rachel dobrou todas elas apenas com o seu poder secreto. Que nem ela sabia que tinha.
O olhar do Bambi, junto com o beicinho.
Não existiu uma que teve a coragem de dizer não a Rachel. Mas esse não veio acompanhado de uma condição! Rachel era obrigada a deixar que todas elas lhe fizessem companhia, porque elas passaram dias sem sua companheira de equipe e o plantel ficou um pouco sem graça sem ela para brigar com a treinadora pelo menor dos motivos.
Rachel perguntou a Shelby se ela estava sonhando.
Shelby lhe sorriu indulgente.
Quem deu mais trabalho a sua filha foram obviamente Quinn, Santana, Brittany e Lindsay. Elas poderiam ser mais teimosas que uma mula. E elas só perderam porque não eram páreo para a verborragia coerente e irrefutável sobre garantir um bom futuro acadêmico. E claro, elas não poderia resistir a arma secreta de sua filha. Mas as quatro garotas foram inflexíveis sobre estar com Rachel após a escola, e ninguém iria impedi-las. Quem ouvia elas falando, até parecia que estavam escutando quatro meninas injustiçadas pela vida.
Com tudo resolvido...
A contra gosto das meninas...
Shelby, LeRoy e Hiram estariam no hospital para em fim levar sua querida filha daquele lugar. Judy se prontificou em ficar com Beth no apartamento de Shelby a aguardando. Pelo que a própria Shelby agradeceu.
Shelby chegou ao hospital com uma hora de antecedência aos homens Berry. Ela queria deixar sua filha o mais confortável possível antes de poderem ir embora para sua casa. E também para pisar um pouco mais no calo de Hiram. Apenas uma atitude amigável entre dois pais. Dois pais que mais pareciam um casal de divorciados, mas o que seria da vida sem algum entretenimento?
Ela chegou ao quarto da filha e ficou surpresa de ver, o seu bebê já de pé e arrumada para partir. Uma das coisas que mãe e filha compartilhavam com certeza era a habilidade de madrugar com a energia mil watts de potência.
“Já podemos ir?” Disparou Rachel assim que Shelby pôs o pé no quarto.
A morena mais velha sorriu divertida para a aparente impaciência da filha.
“Bom dia para você também querida!” saudou ainda mais divertida com o rubor que se espalhou pelo rosto de Rachel ante a leve gafe.
“Desculpe! Não quis ser grosseira.”
“Não se preocupe, sei bem como é horrível ficar parada sem fazer nada.”
“Então já podemos ir?”
Shelby rolou os olhos. Essa era sua filha.
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Depois de uma eternidade, na opinião de Rachel. Finalmente o médico veio lhe dar seu alvará de soltura.
Dramático?
Não mesmo.
Hiram e LeRoy estavam incumbidos de leva os pertences de Rachel. O que incluía também, todos os mimos que ela ganhou durante sua estadia no hospital. E não foram poucos não. Seu quarto poderia ser facilmente confundido com uma floricultura misturada com lojas de presentes.
Se não fosse as enfermeiras saberem de cor à onde sua paciente se posicionava no quarto, era bem fácil delas perderem Rachel de vista. Santana, como era um amor de pessoa... Comentou que a diva não poderia deixar de sentir em casa, já que como o Hobbit que ela era, ela então estava em seu habitat natural!
Rachel em um raro momento de garota com TPM, respondeu jogando um mini cacto na latina. Pena que não a acertou. Santana riu zombeteira e começou a fazer sons imitando o Tarzan, ou qualquer outra entidade do reino fantasioso de Tolkien. Uma enfermeira que estava passando pelo corredor, veio a até a latina e tentou levá-la para tomar um tranquilizante e voltar a ala psiquiátrica.
Santana olhou muito ofendida para a enfermeira. Ela rosnou dizendo que ela não era nenhuma paciente maluca fugitiva. Mas a mulher ainda estava meio duvidosa. Para botar mais lenha na fogueira, Rachel disse que esta não era a primeira vez que a latina fugia de seu quarto, e vinha até ela.
Santana ficou horrorizada quando a enfermeira puxou uma espécie de walkie tok chamando por reforço. Rachel estava a ponto de fazer xixi nas calças de tanto rir. Pena que a brincadeira terminou muito cedo com a chegada do doutor Shay. Mas valeu por cada segundo de desespero de Santana.
Bons momentos.
“Estamos prontos?” LeRoy perguntou com certa dificuldade de carregar uma ninhada de bichos de pelúcia que Rachel ganhou de presente.
“Sim!” Hiram foi outro que estava com dificuldades também. Que diabos ele ia fazer com um monte de vasinhos de plantas?
A única incumbência de Shelby que ela mesma se auto incumbiu, era a de auxiliar sua filha que estava em uma cadeira de rodas e levá-la até a saída (Regras do hospital a que todo paciente deve cumprir antes de sai do mesmo).
Shelby sorriu candidamente só para amolar Hiram. LeRoy rolou os olhos diante da infantilidade dos outros dois pais de Rachel. Que por sinal estava pronta ela mesma para rolar para fora dali o mais rápido possível.
A menina resmungou sobre ter que sair usando uma cadeira de rodas. Mesmo que só até a saída. Ela achava um tanto desnecessário. Mas ela era voto vencido diante de seus pais.
Shelby levava sua filha através dos corredores do hospital com uma imensa vontade de rir. Tudo porque sua filha ia se despedindo das enfermeiras que ela conhecia no hospital, do mesmo jeito que uma estrela de cinema faria diante de seus fãs. Rachel se tornou o xodó delas. A historia de sua filha comoveu a todas as enfermeiras que souberam sobre o acidente.
Apesar de toda animação Rachel deixou transparecer certo nervosismo. Shelby captou esses sinais a algum tempo. Sua menina poderia mostrar a melhor cara de bravura que ela quisesse, mas ela nunca conseguiria ocultar certos sentimentos por muito tempo.
Assim que elas chegaram em frente ao prédio onde Shelby morava. A morena mais velha segurou a mão de sua filha lhe chamando a atenção. Rachel olhou pra ela de um jeito meio medroso, que fez o coração de mãe de Shelby se apertar. Ela puxou sua menina para seus braços e a segurou delicadamente, mais com firmeza.
“Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo.” Shelby sussurrou repetidamente. Rachel apenas afundou ainda mais no abraço de sua mãe. Era muito bom.
E então ela relaxou completamente.
“Eu também te amo!” Rachel olhou com adoração para Shelby.
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A professora de matemática aplicada, a senhora Louise Stevenson, não sabia muito bem o que estava acontecendo com a sua turma. Em sua maioria composta pelas cheeleaders de Sue Sylvester.
Essas garotas estavam olhando para ela como se ela fosse o mal encarnado.
Ora essa! Suas provas nem eram assim tão difíceis!
Mas era um pouco difícil de ignorar os olhares reprovadores de adolescentes metidas a máfia.
“Muito bem. Posso saber o porquê dessas caras feias?” A sra Stevenson resolveu acabar logo com isso.
Quinn Fabray cruzou os braços e olhou carrancuda para ela.
“A senhora marcou uma prova para hoje! Isso é inaceitável!”
Várias cabeças com rabo de cavalo balançaram em acordo.
O queixo de Louise quase foi ao chão.
Essas pentelhas pensão que são quem?
“Desculpe-me? Mas eu sou a professora aqui. Eu decido quando aplicar as minhas provas! Se vocês não tiveram tempo de estudar, vocês só tem a si mesmas para culpar. Mas devo lembra-las que suas aplicações para as faculdades estão chegando e ser displicentes com seus estudos não é uma atitude inteligente garotas.”
Se possível, as meninas olharam ainda mais ofendidas para ela.
Adolescentes...
“Não estamos preocupadas com a sua prova, Sra. Stevenson. Isso é fichinha para nós. Estamos muito aborrecidas porque a senhora resolveu aplicar essa prova ultra fácil, HOJE!” Santana reclamou.
E de novo outra rodada de acenos foi feita.
A professora arqueou as sobrancelhas.
“E qual é problema que seja hoje?” Indagou confusa.
“Hoje é o dia em que a Rachel tem alta do hospital. E era nosso dever estar lá para apoia-la.” Brittany respondeu fazendo beicinho. “Não estamos preocupadas com a sua prova, nós só queríamos estar perto da nossa Rachel.”
A expressão da professora suavizou consideravelmente.
Então esse era o motivo.
Se ela soubesse, ela não teria se importado de ter adiado sua prova para a manhã seguinte. Mas a própria jovem havia lhe ligado para expressar seu desejo de evitar o adiamento da prova por causa dela. Todo o colégio soube do acontecido com a moça, e sinceramente, eles todos ficaram comovidos com o sofrimento de Quinn. Mesmo que ela tenha voltado a frequentar a escola, era muito visível seu abatimento. Todos estavam tão apreensivos quanto ela sobre o estado de saúde da cantora mais extraordinária que eles tinham.
Louise particularmente gostava muito de Rachel Berry. Uma vez, quando ela voltava de uma licença por conta da morte de seu marido. A jovenzinha veio até ela durante um intervalo entre uma aula e outra, e lhe ofereceu um singelo buquê de flores com um envelope. Ela lhe prestou suas condolências e depois lhe deu um abraço e um beijo na bochecha.
Muitos alunos não estavam nem ai para seus professores. Eles achavam que nós não tínhamos vida fora da escola. Mas havia poucos casos como o de Rachel, que faziam a um professor lembrar porque ele escolheu o caminho do ensino.
Para a surpresa da Professora, ela encontrou dentro do envelope uma pequena carta e um cd. A carta era um lindo discurso sobre a força do amor através dos tempos. Naquela mesma noite, assim que chegou em casa, ela escutou o cd.
Era uma canção.
Uma linda canção que ela e seu falecido marido escolheram para representar o amor deles. Louise chorou muito, mas ela passou o restante de sua noite envolvida no conforto da voz de Rachel Berry.
Foi um gesto que Louise jamais apagaria de sua memória, e de se coração.
Então ela entendia porque essas meninas estavam chateadas.
“Eu realmente sinto muito meninas. Eu sei o quanto vocês queriam estar lá para a senhorita Berry. Mas a própria me ligou e me pediu como um favor pessoal para que não deixasse de aplicar minha prova por causa dela.”
As cheeleaders ficaram boquiabertas.
Como é que é?
“Aquela nanica fez isso?” Santana nem conseguia esconder seu desagrado.
Quinn olhou feio para a latina. Que devolveu o olhar com zombaria, mas que logo ficou quieta quando Brittany a cutucou as costelas.
A professora apenas deu um meio sorriso para aquelas meninas birrentas. Quem diria que uma garota de menos de um metro e cinquenta e cinco de altura, hostilizada quase que diariamente por este mesmo grupo de garotas. Conseguiria tamanha façanha em conquistá-las? Mas eis que as coisas finalmente começaram a se mostrar mais promissoras para Rachel.
Já não era sem tempo.
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Rachel estava tentando ficar acordada tanto quanto ela podia, mas a medicação que o médico receitou estava fazendo a tarefa parecer hercúlea. Quem estava lhe dando uma força era Beth. Sua irmãzinha não desgrudou dela desde que ela chegou no apartamento de Shelby.
Judy teve que segurar a garotinha quando a mesma praticamente se atirou na direção de sua irmã mais velha. E assim que ela estava nos braços de Rachel, Beth não saiu de lá e não deixou mais ninguém se atrever a tirá-la. Beth exalava DNA Fabray, mais especificamente DNA de Quinn Fabray.
A garotinha não poupava olhares cheios de lágrimas ou gritos angustiados se alguém chegava muito perto dela com a intenção de tirá-la da sua irmã. E mesmo que alguém apenas abraçava as duas ou tentava beijar Rachel na bochecha, a loirinha dava um jeito de enfiar um dedo no olho da pessoa ou agarrar o rosto de Rachel e esmagá-lo contra o dela.
Rachel Berry era território de Beth Corcoran.
Rachel achava tudo muito hilário. E também não deixava de ser um pouco irônico que a filha de duas das pessoas que mais a intimidavam no passado, tinha um amor tão grande por ela.
A cena de possessividade começou no momento em que os amigos de Rachel iam chegando. Glee club, as Cheeleaders e os Discípulos da diva. Eram muitas pessoas que queriam abraçar e beijar a diva. Para desgosto de Beth. Ela era até certo ponto tolerante com as meninas. Mas a historia mudava de figura quando algum rapaz se aproximava. Ela abria um berreiro descomunal ou enfiava o dedinho no olho da sua vitima.
Quem não parecia se importar nem um pouco com isso era Quinn. Ela era horrível em disfarçar sua satisfação com a atitude despeitada da filha. Afinal era de seu interesse manter sua mulher protegida. Era menos divertido quando sua filha deixava Lindsay se aproximar de Rachel. Mesmo que por pouco tempo.
Rachel apesar do cansaço percebeu a animosidade disfarçada entre Quinn e Lindsay. Ela agora já sabia o motivo. E ainda sim era um pouco inacreditável presenciar tal coisa. E quando se achava que a temperatura fosse se elevar demais... O outro terço da trindade intervia discretamente.
Rachel tinha muita coisa para fazer, meditou ela. Muita coisa antes de ela conseguir ficar totalmente recuperada. Quinn era seu guia por uma estrada que Rachel julgava trancada dentro de si. Sua sexualidade. E agora que ela saiu de um como induzido e informada de tudo o que a sua mente resolveu esquecer temporariamente. Ela era obrigada a ser racional.
Mas...
Ela faria isso depois que seu sono reestabelecesse o descanso que se corpo necessitava. Beth era uma grande apoiadora. Desde que ela ficasse com Rachel. A loirinha também lutava contra o sono, e até o momento ela estava com sua cabecinha loira recostada contra o ombro de Rachel e seus bracinhos firmemente presos ao pescoço de sua irmã. Ela queria ter certeza que ninguém tentaria algum tipo de aproximação engraçada pra cima de sua irmã.
Era filha de Quinn mesmo.
“Querida? Que tal você descansar um pouco?” Shelby perguntou baixinho. Ela na queria perturbar a mini Quinn.
“Acho que seria uma boa ideia. Mas não quero ser uma má anfitriã.” Rachel respondeu baixinho também.
Shelby beija o topo da cabeça da filha.
“Eles vão entender que você precisa de uma pausa. E eles não parecem que vão embora tão cedo. Salvo se Santana os chutar porta a fora.” Comentou Shelby, sorrindo.
“É verdade não é? Eles não querem ir embora.” Rachel parecia assombrada com este detalhe.
Shelby se condoeu.
“Não minha querida. Eles não querem e não vão te abandonar.” Afirmou convicta.
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Os adultos estavam um pouco perdidos com o batalhão de adolescentes que se amontoavam dentro do apartamento de Shelby. Rachel coitadinha, a menina não sabia a quem atender primeiro.
Não tinha problema.
A trindade resolveu o problema filtrando os muito animadinhos para cumprimentar a diva. Na verdade, mais Santana e Brittany é quem faziam este serviço. Elas não queriam arriscar mexer com o humor já instável de sua capitã. Também não era para menos. Quinn ficou muito mal humorada por não ter podido estar presente no momento em que sua namorada recebeu a alta.
Quinn também não estava lá muito feliz com o circo que queriam porque queriam ir visitar Rachel. Na cabeça de Quinn, essas pessoas estavam cobertas de boas intenções, e Quinn respeitava. Mas quando estas mesmas pessoas atrapalhavam o seu tempo de qualidade com sua namorada. A compreensão de Quinn tirava férias.
Seu consolo estava em ver que sua filha fazia um ótimo trabalho de guarda costas. Quinn teve que segurar muitas vezes a vontade de rir toda a vez que Beth enfiava seu dedinho no olho dos rapazes que chegavam muito perto de Rachel.
Essa é sua menina.
Pena que ela não atrapalhava quando Lindsay se aproximava.
Uma pena mesmo.
Quinn foi discreta em sua abordagem. Havia muitos olhos indiscretos sobre elas. E se tinha uma coisa que Quinn não suportava era servir de show para qualquer idiota.
Sua oportunidade se apresentou ao observar sua namorada ser levada discretamente para seu quarto. Possivelmente para um descanso necessário.
Essa era a sua oportunidade.
Ela topou com Shelby na porta do quarto. A morena mais velha apenas abriu espaço o suficiente para ela passar. E Quinn lhe sorriu grata. Ela escorregou para dentro do quarto silenciosamente.
Rachel e Beth estavam enroladas uma na outra como se suas vidas dependessem disso. Era adorável. Shelby deixou apenas a luz fraca do abajur ligada para que o quarto não ficasse muito escuro e desorientasse suas filhas.
Quinn subiu na cama com cuidado para pegar Rachel. Ela adorava ficar a com a diva. Beth levantou a cabeça nesse momento e Quinn prendeu a respiração. Sua filha olhou para ela avaliando se ela era ou não uma ameaça. Depois de alguns segundos ela voltou a se aconchegar contra sua irmã, que graças a deus não tinha acordado.
Ou assim ela pensava...
“Você não é tão sorrateira quanto pensa Quinn Fabray” Rachel murmurou semi serrando os olhos para a loira.
Quinn se estabeleceu confortavelmente colada a Rachel. Um olhar significativo em seus olhos verdes tornou mais escasso a distancia emocional entre elas. Ela deslizou um dedo elegante pelo braço bronzeado, fascinada com sua maciez.
A morena acompanhou a viagem que o dedo de Quinn fazia por seu braço. Seus olhos presos aquele toque, e seu coração batendo forte ante a caricia dolorosamente lenta. Seus olhos tremularam para fechar. Rachel não resistiu em entrelaçar seus dedos com os de Quinn.
Um suspiro escapou de seus lábios na conexão estabelecida.
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