Mantendo Você Perto De Mim

41 Capítulo 41: Toma lá...


Notas iniciais
cristianekrieser, Mhell, GiuHta, Gleek, Gleekety, Valentinna Louise, Nataly Agron, Mari, FaberryShipper, Niiilene, MillaHalliwell, Jéssy, nat_sant.

Beijos na bochecha meus amores! Espero que tenham gostado. Mais esta por vir.

Shelby estava preocupada, muito preocupada. Rachel não estava sendo Rachel. Devido as circunstancias era até compreensível que a menina se mostra-se recolhida. Mas Shelby era uma hábil leitora comportamental, e desde que ela se reconectou com sua querida filha, ela se transformou em uma especialista com relação a Rachel.

Felizmente Beth mantinha uma sólida ponte com a Rachel borbulhante de todos os dias. A loirinha praticamente tinha uma paixão fulminante pela irmã. Rachel por sua vez retribuía todo o carinho oferecido pela irmãzinha. A morena tinha um pouco de dificuldade para sorrir, mas para Beth, valia a pena.

“Querida, que tal você se deitar na minha cama? Vou levar um analgésico e um pacote de ervilha congelada para ajudar com seu inchaço.”

“Posso levar Beth”

Shelby riu.

“Claro, ela não ia deixar ser diferente”

Dez minutos depois. Shelby voltou ao quarto principal. Rachel e Beth estavam entretidas conversando. As duas estavam com seus respectivos pijamas... Bem... Beth estava. Rachel usava um blusão de Shelby.

“Confortáveis meninas?” Shelby perguntou divertida.

A resposta de Beth foi continuar a balbuciar com entusiasmo. Rachel sorriu de lado antes de fazer cócegas na barriguinha da irmã. A loirinha deu gritinhos de felicidade enquanto tentava rolar para longe das mãos da sua irmã mais velha. Rachel perseguiu Beth pela cama para mantê-la segura de cair pela borda. E também para capturar sua prisioneira.

Shelby não poderia apagar seu sorriso nem que quisesse. Ela se juntou as duas macaquinhas. Rachel fez Beth se aquietar contra si. A garotinha foi de bom grado se aconchegar no peito da irmã. Mas isso não a impediu de tagarelar como bem entendesse.

Shelby entregou o pacote congelado de ervilha para Rachel colocar sobre o hematoma feio e escuro de seu rosto. A mulher mais velha esticou seu gracioso corpo sobre a cama para se deitar ao lado de suas duas preciosidades. De alguma maneira ela conseguiu arrebatar as duas meninas para dentro de seus braços.

Beth e Rachel aprovavam o arranjo 100%

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Will se levantou pontualmente as seis da manhã. Fazendo um pouco de preguiça ele retardou sua saída da cama. Ele ficou pensativo, ele não conseguia afastar a sensação de um sonho esquisito que teve.

Toda essa tensão com Sue Sylvester estava lhe rendendo até pesadelos. Ele riu sozinho. No sonho ele tinha a nítida sensação de ouvir as vozes de suas três principais líderes de torcida. A risada desagradável de Santana toda vez que ela aprontava com alguém, o riso de Brittany quando ela ria das peripécias de sua amiga latina e o riso cheio de escárnio de Quinn, aquele tipo de riso que ela dava, quando uma ordem sua era bem executada.

Will não entendia bem porque ele sonhou com elas. Já bastava o que ele sonhava com Sue. Coisas do tipo que envolvia campos de concentração nazistas e potes de gel gigantes.

Dando de ombros, ele se levantou e foi banhar-se.

Ele sentia que hoje seria um bom dia...


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Judy e Quinn se dirigiam para a casa de Shelby para um café da manhã amigável. Santana e Brittany já estavam se movimentando para lá. Judy olhava desconfiada para a filha. Tinha qualquer coisa sobre o jeito dela que fazia alarmes dispararem na sua cabeça. Aquele tipo de alarme que todo o pai ouve quando seu filho esta armando alguma coisa.

Mas a Fabray mais velha sabia que Rachel não iria permitir qualquer tipo de retaliação a lá Sue Sylvester. Mas que ela estava desconfiada, ah ela estava. Judy conhecia sua filha. A menina não era tão sorrateira como ela achava que era. Pena que Judy não pôde adivinhar do que se tratavam as maquinações dela. Claro, havia coisas que ela simplesmente não poderia mudar. Nenhuma quantidade de influência no mundo jamais erradicaria completamente certas partes da genética de Quinn.

Às vezes, quando Judy olhou para ela e vê-la rindo com um brilho especial nos olhos, ela pensaria em Russell. Ela iria pensar em sua raia de manipulação, a crueldade de sua língua, comentários ácidos durante uma conversa de jantar perfeitamente normal e feliz.

Quando Judy pensa nessas coisas ela torcia as mãos, porque ela podia vê-los em Quinn, ela podia senti-los de tocaia, à espreita, pronto para saltar a menor chance. Eles estariam sempre lá, logo abaixo da máscara de anjo.

Esse potencial para a crueldade.

As Fabray chegaram ao mesmo tempo em que o casal Brittana. Assim que viu a dupla. O sexto sentido de Judy voltou a formigar. Para aquelas três, só faltava os chifres e o rabos.

Sexto sentido de mãe não falha.

Judy resolveu empurrar essa sensação para o fundo de sua mente.

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Shelby atendeu a porta com um sorriso cansado.

“Bom dia.”

“Bom dia!” As demais responderam em coro.

Shelby abriu espaço para que elas pudessem entrar. A trindade praticamente saiu correndo porta a dentro, deixando as duas mulheres mais velhas na poeira.

Judy rolou os olhos enquanto Shelby riu.

“Noite difícil?” Judy perguntou simpática.

“Um pouco. Fisicamente Rachel não me deu trabalho. Mas o emocional... Parece que a chama dela foi apagada.” Shelby estava preocupada.

Judy balançou a cabeça em compreensão.

“Rachel é uma menina de muita fibra. E ela não está mais sozinha.”

Shelby e Judy trocaram sorrisos.


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A trindade encontrou Rachel a mesa do café, junto a Beth. A morena usava um curativo sobre o machucado, tentando amenizar um pouco a imagem agredida.

“Bom dia meninas.” Saudou calmamente.

A resposta das três, não foi bem o que Rachel esperava.

“Você acha que vai para a escola, hoje?” Quinn perguntou incrédula

“Você enlouqueceu Hobbit?” Santana rosnou.

“Seu curativo ficava melhor na cor rosa com patinhos amarelos!” Brittany opinou.

Rachel balançou a cabeça de modo divertido. Beth olhou para as líderes de torcida e deu o seu melhor sorriso gengival.

“E porque eu não iria?” Perguntou Rachel, curiosamente.

“Por quê?” Santana estava estupefata. “Porque você merece uma folga e também não creio que você vá querer topar com aquele retardado do Schuester pelos corredores do colégio.” Explicou Santana com uma expressão de DUH.

Quinn olhava cautelosamente para a namorada.

Algo estava errado.

Brittany pensava a mesma coisa. Sua Rachel estava diferente.

“Santana, não perca seu tempo. Rachel está decidida a ir à escola.” Disse Shelby, entrando na cozinha junto de Judy.

Quinn sentou-se ao lado de Rachel. Ela não gostava da sensação que formigava no seu peito. Ela procurou os olhos da morena, e o que ela viu, só reforçou esse sentimento.

Rachel tinha um olhar indiferente. Algo que ninguém esta acostumado a ver. Ela estava calma... Muito calma. Não que alguém queira que a morena esteja chafurdando em miséria, longe disso. Mas alguma reação como raiva era o que mais estavam buscando na diva.

Quinn colocou uma mecha de cabelo de Rachel atrás de sua orelha.

“Hei...” Sussurrou carinhosa.

“Hei...” Sussurrou de volta a diva.

Santana revirou os olhos diante de todo o açúcar. Brittany fez um som tipo won.

“Hobbit, você deve ficar em casa.” Santana demandou.

Rachel nem se incomodou em contradizer sua amiga esquentada, ela deu de ombros. Ela iria ao McKinley quer gostem ou não.

Santana se irritou com o pouco caso de Rachel. Brittany pousou sua mão no ombro da namorada para impedi-la de dizer mais alguma coisa fora de mão.

“Eu vou subir e preparar as minhas coisas.” Comunicou tranquilamente.

A diva se levantou beijou a cabeça da irmãzinha e depois foi ao quarto da mãe para terminar de se aprontar.

“Isso não é a Rachel que conhecemos.” Brittany disse preocupada.

Shelby concordou silenciosamente.

Quinn se levantou e seguiu Rachel.

Santana e Brittany permaneceram na cozinha para dar alguma privacidade as duas amigas.

Shelby e Judy concordavam com a atitude das duas meninas que ficaram.


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Rachel não se surpreendeu por Quinn tê-la seguido até o quarto.

“Você vai ficar em casa”

O tom calmo de Quinn atado a sua ordem, foi o que provocou uma reação em Rachel.

A morena se virou e encarou sua namorada com a maior irritação.

“Não pense que você manda em mim, Quinn Fabray.” Disse irritada.

Quinn fechou a porta só por precaução.

“Rachel...”

Rachel rapidamente estava cara a cara com a loira.

“Não tente me dizer o que fazer.” A diva cutucou a loira no peito.

Era o que Quinn queria. Ela agarrou a mão pequena e delicada da diva e tirou de rota. Com rudeza, Quinn pegou a menina menor pela cintura e andou com ela até a cama e lá se jogou com ela. Sempre mantendo o domínio sobre a diva.

Rachel estava totalmente descrente.

“Sério? Você vai querer me subjugar Quinn?” Perguntou super irritada. Quem diria que sua namorada tivesse a alma de um caminhoneiro que comia prostitutas a beira de estrada

Ela bem que tentou se livrar das mãos de ferro de Quinn. Mas foi em vão.

“Porque você quer ir a escola?” Quinn questionou calma, como se ela não estivesse subjugando a namorada.

Desistindo de tentar se livrar de Quinn, Rachel respondeu de má vontade.

“Por que eu vou colocar um ponto final nessa história ridícula com Schuester.”

Quinn aliviou seu aperto sobre a menina.

“Não construa muros entre nós...”

Rachel deixou de lutar contra Quinn. E ela olhou profundamente para a namorada estonteante.

“Você não lida muito bem com um não...”

“Acertou. Tudo que se refira ao seu bem estar é de meu interesse. Você não pode ficar zangada comigo por me preocupar com você. Até porque você faria igual.”

Rachel buscou a boca da namorada. Quinn ficou feliz de trançar sua língua de modo languido com a dela.

Na falta de bom senso da cabeça, o corpo delas lhes diria o que fazer para se acertarem.


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As meninas chegaram ao McKinley em carros separados. Judy deixou Quinn levar o carro, porque ela havia se oferecido para cuidar da neta. Shelby levaria Judy e Beth a mansão Fabray, já que ela só começaria a dar aula somente no terceiro período.

A contra gosto, todas tiveram que engolir a decisão de Rachel sobre ir a escola. Santana foi a que mais reclamou. E ela só parou depois que Rachel apontou risonha, que os sentimentos de preocupação dela estavam aparecendo. Isso e o olhar de Bambi da diva.

A latina suspirou ultrajada e depois aborrecida. Não era a toa que Quinn nunca conseguia dizer não a nanica.

Assim que elas passaram pelas portas principais, instantaneamente se fez silencio. Não tinha um par de olhos sequer, que não estivesse cravado no rosto de Rachel. Coincidência ou não, todos os membros do Glee e do plantel das líderes estavam no corredor.

Eita que drama.

Em três segundos eles estavam em cima das meninas. Falando todos ao mesmo tempo. E de novo Rachel teve que usar seu talento secreto com o assovio para fazê-los se calar. Santana olhou feio para a diva, resmungando sobre avisá-la antes de fazer isso novamente.

“Por favor me acompanhem.” Rachel solicitou educadamente.

Sem alternativa o pessoal teve que segui-la. Todos eles foram se acomodar no laboratório de biologia que era vago aquela hora.

“Quem fez isso com você Jewbaby?” Puck estava visivelmente chateado. E assim o era todos os meninos do Glee.

“Meu papai Hiram”

Todos ficaram choacados.

“O senhor Berry te bateu?” Kurt perguntou incrédulo. “Porquê?”

“Porque Schuester disse ao meu papai que eu me reconectei com a minha mãe sem a sua permissão. Que Sue Sylvester esta por trás de um grande esquema de manipulação, alem de todo o Bullying que sofri nas mãos da trindade profana.”

Os membros do Glee estavam boquiabertos. Seu treinador do coral fez tal coisa?

As cheeleaders eram uma coisa curiosa de se ver... Todas elas estavam eriçadas. Pareciam um amontoado de cascavéis. Lindsay andou até Rachel e sem se importar com Quinn, ela abraçou a diva, que correspondeu.

Quinn teve que engolir em seco sua raiva.

Depois disso, imediatamente as demais garotas do plantel cercaram Rachel para prestarem seu apoio. O Glee ficou sem graça diante dessa demonstração de afeto. As líderes tinham Rachel como membro há apenas alguns dias. E mesmo assim, elas acolheram a pequenina a despeito de seus reveses anteriores, com mais sinceridade do que o Glee clube nesses três anos juntos.

“Rachel você quer que nós nos livremos do queixudo?”

“Podemos jogá-lo numa piscina de raspadinhas”

“Vamos queimar seus produtos de cabelo”

“Eu tenho pomada contra contusões no meu armário. Vou buscar para você”

“Não se preocupe. Não vamos deixar ninguém dar um piu sobre você!”

E os mais diversos comentários foram jogados ao redor. Que iam desde a ameaças de morte, até shiatsu e acumputura para ajudá-la com seu olho roxo.

Rachel olhou carinhosa para as meninas. Suas briguentas e super protetoras amigas.

“Meninas, calma.” Todas ficaram quietas.

Rachel olhou para todos.

“A única coisa que eu gostaria de pedir é que todos vocês pudessem comparecer a uma reunião extraordinária que estou convocando para hoje.”

“O que você pensa em fazer?” Questionou Lindsay.

“Vou colocar um ponto final nessa situação desastrosa.”


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Sue Sylvester poucas vezes poderia dizer que ela realmente queria prejudicar seriamente uma pessoa. Mas aí se perguntam, e o que ela faz no dia a dia com seus desafetos?

Sue Sylvester responde.

Esporte.

No seu dia a dia ela pratica o seu esporte. O que ela diz e faz, é o seu jeito de separar o joio do trigo. E fora que assistir o espírito esmagado de pobres adolescentes acéfalos, era deveras divertido.

Mas prejudicar um aluno da maneira que Will fez? Sue não perdoava. Podem dizer o que quiserem de seus métodos de ensino, mas ela nunca, mas nunca mesmo, prejudicou um aluno tão mal, como Will fez com Rachel.

E Rachel estava prejudicada. Na hora em que Sue tomou conhecimento sobre a situação da mini-diva. Ela estava pronta para tomar as providencias administrativas cabíveis. Porque se fosse para esperar por alguma atitude de Figgins, tudo ficaria como estava.

Só que a pedido da própria Rachel, ela solicitou a treinadora que conseguisse dispensar das aulas do ultimo período da tarde, tanto as cheeleaders quanto os membros do Glee. Rachel explicou calmamente a razão por trás do seu pedido. E Sue seria uma condenada se ela não pudesse fornecer a Rachel a chance de se desengasgar de Will Schuester.

E Sue se encarregaria de que tudo saísse a contento da Banshezinha. Já com a mãe da garota... Assim que Shelby pisou no McKinley, ela iniciou sua caçada. Para seu desgosto Schuester estava atrasado.

Grande novidade.

A mulher estava visivelmente chateada. Os únicos momentos em que ela se permitia relaxar era quando estava perto da filha. Fora isso, ela era uma panela de pressão prestes a explodir.

E por mais que Sue apreciasse um bom banho de sangue, desta vez ela teria que intervir. Pois como já foi citado anteriormente. Ela seria uma condenada se ela não desse um direito de resposta a Rachel Berry.

Como um puma, ela se aproximou de Shelby e fez sua presença conhecida.

“Eu já vi Pit Bulls mais receptivos do que você.” Disse em tom de conversa, assim que sentou em uma das poucas mesas disponíveis na sala de descanso dos professores.

Shelby sorriu ironicamente por trás do seu copo de café.

“Pit Bulls são coisinhas fofas em comparação a mim.”

Sue suspirou tristemente. Ela queria tanto ver um banho de sangue pelas mãos desta mulher.

Sua próxima fala foi cortada pela súbita aparição da persona non grata de Will Schuester. Sue Sylvester não imaginava que um dia de fato, suas palavras se tornariam realidade. Tanto ela quanto a Streisand sênior, mal podiam segurar seus queixos diante da figura de Will Schuester.

Não tinha nenhum professor na sala que não estivesse espantado.

Por quê?

Eu explico por que.

Will Schuester estava totalmente desprovido de cabelo. Isso mesmo! Sem cabelo algum na cabeça ou no rosto. E possivelmente no resto do corpo. E isso não era tudo. O homem tentou fazer algum tipo de maquiagem que disfarçasse a falta de pelos, pelo menos na cara.

Claro que a tentativa foi totalmente falha.

“Eu não sabia que Boy George tinha parentes em Lima” Sue comentou distraída.

Esse comentário foi o que desencadeou uma onda risos dentro da sala de descanso. Teve até um professor que não conseguiu segurar o café dentro da boca e acabou cuspindo pela janela, pegando um aluno desavisado.

“Ei !” Gritou o rapaz enojado.

Will ficou tão vermelho que ninguém sabia se era de raiva ou de vergonha.

“Escuta aqui Sue...” Will começou indignado.

“Poupe-me do seu discurso Willian. Ouvir sua ladainha é tão doloroso quanto te olhar.” Sue cortou asperamente. “Por Deus homem. Sua obsessão com produtos de cabelo finalmente te levou ao fim da linha. Eu particularmente não estou surpresa. Seu cérebro a muito tempo já vinha sendo danificado por eles.”

“Basta Sue! Você já passou dos limites. Eu não me surpreenderia se você tivesse alguma coisa haver com o meu infortúnio.” Acusou.

Sue bocejou na cara dele.

“Willian você já deveria saber que o que tenho que fazer ou dizer, eu o faço na cara da pessoa e não pelas costas, como é o seu caso.”

“O que você esta insinuando?” Perguntou afrontado.

“Ora não se faça de inocente Will. Ou você já esqueceu que teve uma conversinha muito interessante com os pais da minha filha.” Shelby falou friamente. Se pronunciando na conversa.

Will por um momento foi surpreendido. Mas voltou a atacar.

“Ora, eu fiz o que julguei estar certo.” Disse pomposo. “Não acho que ela esteja sob-boa influencia.”

Shelby se levantou vagarosamente de sua cadeira. Tudo sobre a linguajem corporal dela gritava perigo. Os outros professores se mantiveram cautelosos. Não era segredo para ninguém que Will Schuester tinha uma séria observação em sua ficha de serviço. E no centro disso tudo estava Rachel Berry, que por um acaso era filha de Shelby Corcoran.

Will fazia uma tentativa de se fazer de bravo. Mas convenhamos... Ele estava falhando vergonhosamente. Shelby o olhava com desprezo cínico, fazendo-o se sentir como um pedaço de merda que ela teve a infelicidade de pisar.

“Realmente a minha filha não esta sob-boa influência, se ela tem que ter você como professor e treinador. E você foi longe de mais dessa vez Schuester.” Shelby cuspiu raivosa.

O mal estar era muito grande dentro da sala dos professores.

“Will, Will, Will... Poupe seu fôlego. Você vai precisar dele até o final do dia.” Sue falou misteriosamente. E efetivamente cortando qualquer resposta chata da parte dele. “E me faça um favor, vá esconder essa sua cara feia de Boy George travesti. Ela me dá náuseas.” Sue mandou.

Foi só Sue falar de novo em Boy George que os professores voltaram a rir descontroladamente.

Qualquer aluno que passava pelo corredor em que se localizava a sala, se perguntava o que diabos estava acontecendo.


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Ultimo período de aula.

Conforme o planejado Sue fez com que os membros do Glee e suas Cheeleaders fossem dispensados da ultima aula. Todos eles se dirigiram a sala do coral a pedido de Rachel.

E Rachel fez com que Will Schuester fosse a sala do coral.

No devido tempo todos estavam lá, exceto por Rachel e Will.

A trindade estava inquieta. Elas não sabiam direito o que Rachel iria fazer. Apenas por hora elas estavam se contentando com os rumores sobre o professor Schuester.

Por diversas vezes elas tinham que segurar ferozmente a vontade de rolar pelo chão de tanto rir. O trabalho delas valeu a pena.

16 horas antes.

Nessas horas é que todo o sacrifício que a treinadora Sylvester as fez passar, se fez valer a pena. A trindade chegou a área residencial de Schuester sem levantar suspeitas. Elas se aproximaram da casa dele e fizeram seu caminho até a porta dos fundos.

Santana pôs em pratica seu espírito de trombadinha e tratou de arrombar a fechadura da porta. Como gatunas, elas adentraram a residência do professor e foram direto ao seu alvo.

O professor de espanhol dormia como uma pedra. O que facilitava demais o trabalho da trindade. Enquanto Brittany vigiava o paspalho de cabelo encaracolado, Quinn e Santana vasculhavam o banheiro dele.

Realmente a treinadora Sylvester tinha razão. O homem tinha um estoque ridículo de produtos capilares e produtos para o corpo. Espantando a descrença inicial, elas tiraram de uma pequena mochila um frasco com um liquido que continha o mais poderoso removedor de pelos conhecido pelo homem.

As duas estavam tão entretidas misturando os produtos, que elas quase tiveram um troço quando Brittany veio afobada para dentro do banheiro.

“Rápido. O professor Schuester esta acordando.” Disse frenética.

Quinn e Santana arregalaram os olhos.

Puta que pariu! Onde é que elas iriam se esconder?

Mentes desesperadas exigem atitudes desesperadas.

A trindade se enfiou dentro do boxe do banheiro. Para sorte delas, o boxe tinha vidro fumê e como elas estavam de preto, isso lhes serviu de camuflagem. E outro ponto a favor, foi que Schuester só acendeu o abajur do criado mudo, criando uma iluminação bem fraca.

As três deram um jeito de se apertar lá dentro. E seja o que deus quiser.

Will entrou grogue no banheiro sem acender a luz. Para alivio das meninas. Depois elas ouviram o som inconfundível de homem mijando.

Elas fizeram caras de nojo ante o som de alivio que o professor delas estava emitindo. E quando elas acharam que já estariam livres...

Elas ouviram o que parecia ser uma pessoa se sentando no vaso sanitário. A cara de terror delas poderia rivalizar com a de qualquer vitima do Freddy Krueger.

EWWWWWWW!!!!!!!!!

Cara porco. Ele não poderia cagar pela parte da manhã como qualquer pessoa normal?

E o pior não demorou a vir... Depois de soltar um peido escabroso, veio o cheiro medonho.

Porra!!!!

Esse cara comeu o quê? Carcaça de urubu?

Brittany já estava em vias de desmaiar, Santana de vomitar e Quinn de gritar.

Era muita provação para um ser humano. Cadê a piedade divina?

E o que parecia ser os minutos mais longos de suas existências.... Em fim a descarga foi ouvida.

Graças a Deus.

A trindade ainda ficou um bom tempo paradas dentro do boxe. Só por precaução. Assim que tiveram certeza de que o homem voltou a dormir, elas saíram de seu esconderijo e voltaram aos seus afazeres malignos.

Elas levaram apenas vinte minutos para fazer o que tinha que fazer. Depois de tudo pronto elas se retiraram da residência do professor Schuester na maior surdina.

Elas voltaram as suas residências com sorrisos imensos na cara. Ninguém poderia dizer que elas tiveram alguma coisa haver com a traquinagem. Para todos os efeitos as meninas da trindade estavam dormindo como anjinhos em seus quartos.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Elas mal podiam esperar pelo dia raiar para poder conferir o resultado de suas ações.


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Will estava muito chateado. Ele não entendia como foi que ele acabou pelado. A questão da maquiagem foi uma tentativa desastrosa de camuflar sua imagem. Will não achava que ele se parecesse com Boy George.

Por enquanto ele tinha questões mais urgentes para resolver. Aparentemente Rachel convocou uma reunião de emergência sem o seu consentimento prévio. Quer dizer, não sem o seu consentimento. Mas sem lhe dizer do que se tratava.

Mas isso lhe serviria. Já estava na hora de ele fazer valer sua autoridade como treinador do coral do McKinley.

Ele atravessou a porta da sala do coral e ficou surpreso com a quantidade de gente lá dentro.

O que estava acontecendo?

O espanto dele se equiparava com a dos alunos que ainda não haviam visto a figura reformulada dele. Havia vários graus de olhares. Desde os espantados até os de riso mal contidos.

Uma coisa que ele notou foi que a pessoa com a qual ele queira falar ainda não havia chegado. Bom, isso era uma vantagem para ele.

Ou assim ele pensava...

Assim que Rachel entrou na sala o silencio foi maior.

Will não sabia decidir o que o chocava mais. O hematoma feio na face da diva ou a aparição intimidante de Shelby e LeRoy atrás da menina.

De repente a sua previsão otimista no começo da manhã, estava bem longe de se concretizar.



Notas finais
Peço suas opniões. E também peço que se mantenham calmas, pois tudo ainda vai piorar antes de melhorar.

Bjus!!!!!