Mantendo Você Perto De Mim
42 Capítulo 42: ... Da cá
Notas iniciais
GiuHta,diana, likessarfati,Nataly Agron,princesinhasemjuizo
Lu,mimi,Mari,gleeforeverfaberry,meg,EriKawahi,Niiilene,
nat_sant,MillaHalliwell,nandaffa1,Gleek,Liberty.
Meninas espero que tenham gostado! Consegui terminar este capitulo. Mas não sei se ele ficou a altura do que eu queria. Vou saber se ele foi satisfatório depois de ler suas opiniões. Agradeço por terem a paciência de esperar por cada capitulo. Vocês são o máximo. ^^
Não vou me demorar a postar.
Outra coisa... Só por curiosidade a quem lê esta fanfiction. Vocês recebem alerta de atualização dela? Pois me perguntaram isso, porque uma das leitora marcou para receber alerta de atualização, mas isso não vem acontecendo. Creio que isso seja algo paro site resolver, e me preocupo com a falta de consideração aos leitores e leitoras. Mas em fim... Situações do Nyah...
Will estava altamente aturdido. O que estava acontecendo?
“Rachel o que foi que aconteceu com você?” Perguntou atônito.
“Você! Você foi o que aconteceu!” Santana estourou com raiva.
“Santana!” Rachel chamou severamente. “Você vai me deixar fazer as coisas do meu jeito ou não?”
Santana engoliu seu orgulho e balançou a cabeça a contra gosto. Quinn também não gostava da situação, mas Rachel lhes pediu para se manterem a margem.
“Rachel eu exijo saber o que está acontecendo aqui!” Will demandou um pouco mais enérgico do que deveria.
LeRoy fechou a cara na hora. Ele deu um passo ameaçador na direção do professor. Por um momento todos pensaram que o pai altamente musculoso de Rachel, iria dar um sacode em Schuester. Inclusive o próprio Schuester. Shelby engrossou o caldo ao igualar o passo com LeRoy.
“Pai, Mãe.” Rachel interviu firmemente.
LeRoy e Shelby pararam. Mas eles continuaram com posturas ferozes.
“Eu sugiro que você modere o tom de voz.” Foi a única coisa que LeRoy disse.
Will engoliu em seco.
“Sr Schuester, eu convoquei essa reunião única e exclusivamente para resolver o grande mal estar que o senhor causou na minha vida.”
Will queria muito responder, mas ele não se atreveu a abrir a boca. Não com LeRoy e Shelby lançando olhares ameaçadores na sua direção.
Bom, era até melhor que essa reunião estivesse sendo realizada. Pelo menos ele teria a chance de aplacar de vez a atitude de Diva de Rachel Berry.
Assim que ele se sentou, Rachel começou o que seria conhecido como a maior surra verbal e moral já conhecida pela sociedade.
“Sr Schuester... Diga-me porque você acha que esta me fazendo um favor, ao interferir num assunto tão delicado da minha vida? Que direito você achou que tinha de dizer aos meus pais sobre o meu envolvimento com a minha mãe? Este era um assunto particular que deveria ser abordado com cuidado, e não com total desleixo como você fez. Diga-me? Em que momento você achou que já me ajudou nesse inferno de colégio?” Rachel perguntou monotonamente.
Will ficou um pouco sem palavras. Mas se recuperou rapidamente.
“Rachel, eu tenho plena ciência que eu fiz muito por você aqui dentro desse clube.” Will argumentou.
“Besteira.” Santana rebateu.
Will olhou severamente para ela. Santana nem se incomodou, ela continuou lixando suas unhas. Quinn olhava para ele com o mais absoluto desprezo. Brittany tinha os olhos estreitos.
“Ah, é mesmo? Então me ilumine. Quando foi que você fez muito por mim aqui dentro?” Questionou Rachel curiosamente.
Will voltou sua atenção para a morena e estufou um pouco o peito.
“Para começar, este clube só teve inicio porque eu me prontifiquei em resgata-lo do esquecimento.”
“E rapidamente desistiu dele, quando se encontrou com seu primeiro obstáculo.” Rachel rebateu. Ela então se voltou para os membros originais que participaram da performance, Don’t Stop Believen. “O que foi que aconteceu logo após o senhor Schuester ter dado meia volta em seus desejos tão honrosos de resgate do clube?”
“Você nos encurralou e nos convenceu que de fato tínhamos uma chance de fazer esse clube dar certo. Treinamos e treinamos, até mostrar ao senhor Schuester que de fato éramos capazes de levar este clube adiante.” Artie respondeu de modo sincero, sob a concordância dos demais.
Will ficou vermelho.
“Mas eu sempre os ajudei e os incentivei a serem capazes de superar suas próprias expectativas.”
“Você só se incomodava de fazer exercícios toscos com um tema diferente a cada semana. Quem ficava buzinando nosso ouvido era a Rachel. Que por sinal era a única a dar algum tipo de crédito ao que você escrevia no quadro.” Puck cortou certeiro. “Dependendo do que era, lá estava ela fazendo um trabalho que deveria ser seu! Você escrevia uma palavra aleatória e esperava que aparecêssemos com tudo pronto. Rachel era quem se intrometia e fazia mais o trabalho de professora do que você!”
Puck galgou mais alguns degraus de volta ao melhor dos conceitos de sua Jewbaby.
Schuester sufocou o sentimento de constrangimento.
“Nós somos uma equipe. Sempre me esforcei para que vocês pudessem ter o mínimo de conhecimento para poder lutar com garra nas competições!” Tentou um pouco desesperado.
“Isso não é verdade!” Brittany se pronunciou. “O senhor só se incomodava de se preocupar com a nossa set list e coreografia apenas uma semana antes das competições.” Brittany concluiu com os braços cruzados e um tremendo beicinho.
Rachel a amou mais um pouco por isso.
“E-eu achava que primeiro nós tínhamos que nos resolver como um grupo. Ora, e nós tínhamos muitos problemas com questões como popularidade e guerra de egos!” Nessa parte o professor de espanhol olhou intencionalmente para a diva.
Rachel retribuiu com um sorriso sardônico, pouco característico dela. O que fez o professor vacilar um mili segundo.
Isso mesmo senhor Schuester... Continue por esse caminho.
“Esclareça-nos professor um pouco mais sobra essa guerra de egos.” Rachel pediu blazé.
Will viu isto como uma oportunidade de pelo menos marcar um ponto nessa discussão.
“Você foi um caso crônico de ego maciço, Rachel.” Will pontuou firmemente. “Sempre querendo estar sob os holofotes, querendo ser melhor que os outros.”
Rachel permaneceu com a expressão inalterada.
“Você tem toda a razão!” Concordou a morena, para espanto dele e dos demais. “Eu fui tudo isso mais um pouco.”
“Mas não foi só você. Muita gente aqui tinha mais divatude do que você.” Tina opinou timidamente. “ Kurt e Mercedes com certeza conseguiam ser mais chatos do que as irmãs Kardashians.”
Esse comentário rendeu boas risadas dos demais.
Rachel sorriu brevemente para menina asiática.
“Obrigado Tina, você trouxe um ponto muito interessante e oportuno.” Rachel se virou para a plateia. “Bem... Como colocado anteriormente e não tão sutilmente... Realmente dentro deste clube nós enfrentamos diversas divergências. Mas eu gostaria de perguntar a vocês uma coisa. O senhor Schuester de alguma forma esteve presente para ajudar vocês com questões como, sei lá... Apoio com qualquer tipo de problema que vocês estivessem passando no momento? Claro que como uma atitude nobre de ajudar com o problema de egos aqui dentro?”
Todos do Glee balançaram a cabeça dizendo que sim. Will olhou triunfante para Rachel.
E foi neste ponto, que Rachel o massacrou.
“Pois para mim ele nunca sequer me ajudou.” Disse com toda a amargura de anos de intransigência e descaso.
O sorriso de Will sumiu, e os membros do Glee sabiam que ela estava certa. O professor realmente em algumas vezes os ajudou, mesmo que em um pequeno grau. Mas ninguém nunca o viu fazer isto por Rachel.
“Deixe-me explanar um pouco melhor isso. Eu peço que vocês prestem bastante atenção ao que eu vou dizer. Porque vai ser uma intervenção da verdade muito necessária aqui.”
“Cada um de nós aqui passou por algum tipo de drama. Seja ele em maior ou menor grau. E eu estou ciente de cada um deles. E sabem porque? Porque eu acho que um bom amigo deve estar sempre lá para dar apoio quando preciso. Cada um de nós veio com os seus próprios demônios pessoais para tratar. E cada um de vocês o tratou, com o apoio de seus devidos pares. Mas eu não tive como saber o que era esse apoio até pouco tempo atrás. Meus problemas não eram mais importante do que o de ninguém, mas também não eram insignificantes também. E nem por isso alguém me deu uma hora do seu dia para saber se eu estava legal. Podem achar que era pura vontade de chamar atenção. Mas sinceramente não era de todo mentira. Porque era doloroso de assistir que todos vocês poderiam ter suas costas protegidas por quem menos você esperava que fosse fazer, e eu tinha que me contentar em ser relegada a me defender sozinha. Mesmo com a droga de um professor em sala.”
"O senhor sempre jogou favoritos neste grupo, senhor Schuester. Eu posso chamar Santana de stripper e ela pode chamar de prostituta a Quinn, mas Deus me livre alguém dizer alguma coisa negativa sobre Finn. Você está constantemente dizendo que eu devo ser uma jogadora de equipe, mas você não faz ninguém agir como um. E você é um grande exemplo disso.”
“Todos nós temos defeitos. Mas também temos a chance de redenção. A diferença aqui, é que eu tive que me esforçar mais do que qualquer um para conseguir um misero décimo de respeito.” Rachel olhou para a sua plateia “Às vezes o dia parecia que não ia ter fim. Eu fui ensinada a sempre manter a cabeça erguida. Mas tinha momentos, que fazer isso era muito difícil. E eu só poderia contar comigo mesma. Porque eu já não tinha mais coração para aguentar a decepção toda vez que eu descobria que aquela tão singela oferta de amizade não passava de mais uma brincadeira cruel”
As cheeleaders baixaram a cabeça. Todas menos Quinn, Brittany e Santana. Elas tinham a obrigação moral de ouvir tudo o que Rachel tinha a dizer, olho no olho.
Rachel se voltou para o professor.
“Tinha dias que o Glee era um inferno. E você nunca sequer teve a decência de agir como um adulto responsável. Pelo menos não comigo. E quando eu chegava em casa, eu agradecia fervorosamente por meus pai estarem lá para mim, mesmo eles não sabendo de nada. E sabe porque? Porque eu tinha vergonha de lhes dizer que a filha deles era tratada menos que um ser humano por qualquer um no McKinley” Rachel se aproximou de Will e questionou: “Diga-me, quando foi que o senhor achou que estaria me ajudando, agindo como um perfeito filho da puta!?”
Shelby não era de concordar com palavreados como esse, principalmente vindos de sua filha. Mas a quem ela estava querendo enganar? Ela estava muito é orgulhosa. Rachel era sua imagem espelhada. Seus genes eram todos muito mandões pra caralho.
Shelby disfarçou seu sorriso presunçoso.
Will tentou chamar a atenção de LeRoy para o desrespeito de sua filha. O pai de Rachel olhou friamente em troca.
“M-mas eu estava tentando protegendo-a...” O seu retorno foi pobre.
“De quê? De quem?” Rache indagou severamente. “Você nunca me protegeu de nada e nem de ninguém. Sabe porque ouve essa guinada na minha vida antes tão patética?” Rachel se virou e encarou Quinn. “Quinn? Você pode lhes dizer o por quê?”
Quinn engoliu o caroço que se fez presente em sua garganta. Era muito difícil para ela ter que verbalizar aquele momento doloroso em que Rachel estava decidida a sair de sua vida.
“Rachel e eu fomos emparelhadas em um projeto de escola. No principio tudo correu calmamente, até a hora dela ir embora. Começamos discutir feio e dissemos coisas pesadas uma a outra. Como eu estava me sentindo particularmente cruel, acabei por dizer palavras imperdoáveis a Rachel. E ela tomo a decisão de finalmente me deixar. De desistir definitivamente de se aproximar de uma pessoa como eu.” A voz de Quinn era atada a dor. “E isso me assustou. Porque desistir nunca foi uma opção a Rachel Berry. E minha consciência pesou como nunca antes tinha pesado. Fui atrás dela e forcei-me de volta a vida dela. Eu já tinha perdido muita coisa na minha vida por conta do meu orgulho e arrogância. Eu não estava disposta a perder a pessoa que poderia desde cedo ter sido a melhor coisa na minha vida.”
A troca de olhar entre Quinn e Rachel era tão intenso, que fez com que os demais se sentissem como intrusos.
“Rachel tem essa coisa chata de fazer você se sentir como a porra de um demolidor de obstáculos.” A voz de Santana atraiu as atenções dos demais. “Sabe Hobbit... Quando você encarou o Finncompetente para me defender. Eu pensei, porque você estava fazendo isso, sendo que eu nunca te dei motivos para simpatizar comigo. Mas isso é uma coisa sua. Da sua natureza. Você só mostrou que realmente se importava, como um bom amigo faria. E depois que deixamos nosso preconceito mesquinhos de lado, a única coisa que ficou martelando na cabeça, era porque perdemos tempo te afastando. Ninguém nunca foi tão decente na minha vida, na vida de Quinn ou de qualquer uma das lideres, que tanto te sacanearam antes. Mas aí você só nos roubou e nos fez cair de amores pelo seu tamanho diminuto. Agora você só tem um monte de garotas que estão muito dispostas a arrancar um olho de quem se atrever a te olhar atravessado. E eu Santana porra Lopes não vou repetir essa droga de discurso nunca mais. Por tanto Hobbit, você deve se sentir lisonjeada com esse coração para coração que estamos tendo aqui.” Santana terminou rabugenta.
Quinn rolou os olhos e Brittany deu palminhas para a namorada.
O restante ficou atordoado com o discurso da latina.
“Seu lado sensível esta aparecendo hermanita.” Rachel brincou.
“Solo para ti, chica” Santana respondeu com uma piscadela.
“O senhor tem alguma coisa que preste a acrescentar professor Schuester?”
“Rachel você não sabe que Sue só esta te manipulando?” Will ainda tentou se agarrar a alguma coisa.
“E o que essa sua suposta paranoia tem a ver com a minha mãe e meus pais?”
“Ora você de todas as pessoas deveria entender, sempre rechaçada neste colégio, e até mesmo sua querida mãe te deu a s costas duas vezes. Sua vida se resume a este clube. E de repente Sue aparece e te coloca no plantel dela? Isso me cheira a armação.”
“Você esta dizendo que minha filha não tem capacidade para estar no plantel das lideres de torcida?” A voz grossa e enganosamente calma de LeRoy, foi o que impediu de mais alguém protestar.
Rachel só ouviu seu pai falar assim uma única vez. E não foi bonito.
“Até agora eu só ouço você reclamar e menosprezar os esforços da minha menina. E em nenhum momento você negou a sua conivência com o buylling que Rachel vem sofrendo debaixo do seu nariz.”
Will ficou branco e começou a gaguejar.
“Papai?”
“Sim?”
“Deixe-me acabar com isso, sim?”
“Ok...”
“Senhor Schuester... Como até agora você não me ofereceu uma resposta. Eu vou então lhe pedir um grande favor. Não me ajude. Eu não pedi e nem quero qualquer tipo de intervenção da sua parte. Porque você só me prejudicou. Se você estava entediado, vá procurar algo de útil para fazer, como por exemplo, ser um professor de verdade.” Rachel cuspiu. “Até agora eu só ouvi suas queixas estúpidas e exigências mesquinhas. Já entendi a muito tempo, que você nunca gostou de mim. Nunca dei-lhe motivos para isso, mesmo que outras pessoas tenham lhe dado mais do que um sobre si mesmos.”
Rachel endureceu ainda mais sua postura. E usou-se de um tom de voz desagradável.
“A partir de agora, você vai passar a ter razão em me detestar. Para uma pessoa fracassada e sem futuro, é muito fácil sentir inveja de quem de fato vai fazer algo de si um dia.”
“Agora espere um instante Rachel...” Will tentou interromper.
“Você é tão preso no seu mundinho dos anos 70, que quando a realidade bate na sua porta, você tem que se contentar em minguar os sonhos dos outros” Rachel disse detestável.
Ninguém nunca a viu falar daquele jeito grosseiro e mesquinho.
Isso não era ela.
E era justamente isso que Rachel queria. Que eles percebessem a diferença da Rachel Berry de todos os dias, e a Rachel Berry que eles adoram pintar de diva, no sentido mais negativo da palavra. E a qual era a primeira vez que de fato a viram agir como tal.
Rachel partiu para a parte mais dolorosa de seu ato. Ela aproximou-se de seu professor e apontou trêmula para o próprio rosto.
“Isso foi consequência de suas ações. Você gostou disso?”
“CLAO QUE NÃO!” Will exclamou horrorizado.
“Pois para mim não parece. Acho até que você deve ter achado bem feito para mim, não é? Talvez eu devesse ter levado um soco na boca em vez do olho, certo?”
“NÃO! O que é isso? Eu jamais desejaria isso a você! Ou a qualquer outra pessoa!” Schuester exclamou desesperado.
“Eu sei.” Foi a resposta surpreendente da diva.
Will amassou a cara em confusão.
Aliás, todos ali estavam confusos. A menina não estava provocando um massacre ainda pouco?
“Apesar dos pesares eu sei que o senhor não chegaria ao extremo de sentir prazer com a desgraça alheia. Mas você está tendo atitudes muito equivocadas que a muito tempo só estão me magoando.” Rachel disse cansada. “Eu não sou feita de aço. E o senhor não vai encontrar outra pessoa nesse colégio que seja mais calejada do que eu. Mas uma hora agente cansa... Cansa mesmo. E por este motivo eu estou deixando o Glee. Eu só to cansada de estar em um lugar, que a muito tempo eu não sinto mais prazer de estar.”
O sentimento de alarme entre os membros do Glee estava batendo nas alturas. E Will Schuester sentia a bile subir até a sua garganta.
“Rachel não precisa ser assim. Podemos chegar a algum termo, juntos.” Will argumentou desesperado. “Tenho certeza de que se conversarmos com calma, podemos...”
“Eu não quero mais estar aqui e olhar para a sua cara.” Cortou Rachel calmamente. “O senhor mexeu em algo muito sagrado para mim. Minha família. E não o perdoou por isso.”
A palavra final de Rachel soou como o som de um martelo de juiz, quando este dá o seu veredicto final.
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Após a tensa reunião, e consequentemente a saída de Rachel. Acusações eram jogadas ao vento. Era uma completa falta de respeito. E isso ficava bem evidente com a falta de habilidade de Schuester em tomar o controle da situação. O gleekers acusavam as cheeleaders e acusavam entre si mesmos.
Shelby não tinha paciência para isso. Ela tomaria as rédeas dessa situação. E era bom que LeRoy estivesse fora com sua filha. Porque Shelby não gostava de mostrar seu lado treinadora para ela.
“JÁ BASTA!” Gritou enfurecida.
Silencio.
Ai de que se atrevesse a dar um piu.
“Jogar acusações não vai ajudar a resolver nada. E este é problema de vocês, reclamar e reclamar.” Castigou Shelby em direção aos alunos.
Nenhum deles quis lhe responder. Porque foda-se, a mãe de Rachel Berry os assustava um bocado. Ela fazia a treinadora Sylvester parecer uma senhora simpática em comparação a ela.
“E você!” Ela apontou para Will. “Bem se vê o tipo de profissional que você é... Ou melhor, o tipo de profissional que você não é. Se as coisas neste clube chegaram ao nível que estão, é tudo por causa da falta de discilplina que você não sabe como aplicar.”
Will estúpido como é, não soube que era melhor ficar de boca fechada.
“Escute aqui Shelby, eu sou muito capaz de disciplinar este clube.” Seu comentário lhe rendeu um olhar irônico e um monte de resmungos dos alunos.
Slhelby sorriu cinicamente.
“Sabe tão bem disciplinar, que a sua principal cantora acabou de te dar um chute bem dado na bunda.” Apontou com voz adocicada.
Ui! Na testa.
Os alunos fizeram uma anotação mental para nunca entrarem em uma discussão com Shelby. Não era a toa que Rachel tinha um alto poder de argumentação, embora ela fosse mais bem educada... Quer dizer, quando ela queria ser educada. Porque quando Rachel queria, ela conseguia te rebaixar ao status de bobo da corte.
“Se eu fosse você Willian... Me preparava para o pior, pois eu não acho que você seja tão esquecido ao ponto de não se lembrar da nossa reunião com diretor Figgins.” Shelby deixou a ameaça velada pairando no ar.
Will decidiu de fato calar a boca agora.
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LeRoy e Rachel aproveitavam que um corredor estava deserto para em fim darem uma pausa muito necessária.
LeRoy esperou que sua filha desse o primeiro passo.
“Obrigada por ter vindo pai.” Rachel agradeceu gentilmente.
LeRoy tomou sua filhinha nos braços e a abraçou apertado.
“Você não tem que me agradecer. Eu gostaria de estar a par desta situação a bastante tempo. Eu faria com que as coisas fossem diferentes para você.”
Rachel aproveitou o aconchego que os braços de seu pai ofereciam.
“Eu sei meu pai. E nós vamos conversar sobre isso e muitas outras coisas. Quero que tudo esteja em pratos limpos de agora em diante.”
LeRoy beijou o topo da cabeça de sua filha.
“Eu gostaria que você voltasse para casa.” Pediu esperançoso.
Rachel suspirou.
“Não agora. Eu não me sinto capaz de voltar para casa. Mas eu gostaria de pedir-lhe permissão para ficar com minha mãe.” Rachel pediu cuidadosamente.
LeRou ficou tristonho. Mas ele entendia o pedido de Rachel.
“Você tem minha permissão. Só deus sabe o quanto você tem tantas pessoas agora para te dar apoio.” Falou brincalhão.
“Eu tenho não é !?” Rachel brincou junto.
Shelby se aproximou deles naquele momento. Um pouco cautelosa era verdade.
LeRoy ficou um pouco fascinado ao olhar para a mãe de sua filha.
“Eu tenho alguma coisa na cara?” A mulher perguntou a queima roupa.
LeRoy se fez rir. Shelby continuava do mesmo jeitinho marrento.
“Não, na verdade estou apreciando o quanto você é parecida com Rachel.”
“Você quer dizer o quanto Rachel é parecida comigo, já que eu sou o material original” Shelby atalhou.
LeRoy sorriu e concordou. Ele sempre achou que o jeito mandão de Shelby era uma de suas características marcantes. Quem poderia dizer que seus genes também, pensou bem humorado.
“Mamãe, eu pedi permissão ao papai para poder ficar em sua casa.”
Shelby balançou a cabeça em aprovação.
“Fez bem, eu não quero que você tenha mais algum tipo de stress adicional com seus pais, mais do que o que já temos.”
LeRoy suspirou triste.
“Não vamos trazer qualquer tipo problema, Shelby. E Hiram já se sente miserável o suficiente.” Informou sério.
Rachel mordeu o lábio inferior. Seu coração se contraiu com a ideia de seu papai estar sofrendo. Ela mais do que ninguém gostaria de poder conforta-lo, mas ela ainda não se sentia pronta. Ela precisava de mais um tempo.
“Não estou menosprezando seus sentimentos ou de Hiram. Mas entre vocês e minha filha, você pode ter certeza que a faca vai estar na garganta de vocês, antes que qualquer coisa que possa prejudicar minha filha, possa de fato se tornar uma ameaça real” Shelby simplificou.
“Você é tão dramática!” LeRoy resmungou de modo afetado. Mas ele estava feliz que Shelby estava lá para defender a filha deles também.
“Você não viu nada. Agora estou dando uma passadinha no escritório do diretor Figgins e colocando um ponto final na carreira de Schuester” Shelby informou venenosa.
Rachel se adiantou até a mãe e lhe segurou a mão.
“Mamãe, te peço que não faça o senhor Schuester perder o emprego” Rachel pediu melancólica.
Shelby já mencionou que ela se derretia toda quando sua primogênita a chamava de mamãe?
“Querida, Schuester já havia sido avisado. Ele tem que arcar com as consequências de seus atos” Shelby tentou colocar um pouco de razão na cabeça da filha.
Rachel cravou seus olhos castanhos e tristonhos contra os tempestuosos olhos esverdeados de Shelby.
LeRoy daria toda a sua coleção de discos dos Beatles se Shelby resistisse a sua filha. Ele era bem versado nos encantos de sua estrelinha.
Tesc... tesc...
Shelby bem que tentou resistir. Maldição! Rachel era uma ardilosasinha de marca maior. Utilizar-se dessas artimanhas....
Mamãe estava tão orgulhosa!
Quem era Shelby para recriminar sua filha? Ela fazia isso toda hora mesmo.
“OK...” Rachel abriu um sorriso bondoso para ela, antes de ficar na ponta dos pés e beija-la na bochecha.
“Obrigada mamãe.”
“Tão batida...” LeRoy mexeu com ela.
Shel lhe lançou um olhar de troça.
“Olha quem fala!”
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Rachel ficou sozinha num corredor que dava para a área externa do campo de treinamento do McKinley. Ela decidiu ficar por lá enquanto sua mãe e seu pai LeRoy iam juntos até sala do diretor para uma conversinha. Shelby prometeu não ser muito incisiva em um pedido de demissão para Schuester. Mas ela assegurou que as coisas iam mudar drasticamente para o professor de espanhol. A começar pelo Glee.
Shelby iria tirar o clube do comando dele. Ela não ia deixar que sua filha ficasse sem uma parte tão importante do seu dia, por causa de um idiota daqueles. E além do mais, Schuester já provou que era um incompetente mesmo.
LeRoy iria junto de Shelby, porque ele queria ter uma conversinha com o diretor Figgins, sobre a sua total falta responsabilidade com o Buylling no colégio.
Rachel quase ficou com pena. Mas.... passou logo em seguida.
Ela só precisava de mais um instante para se recompor antes de encontrar-se com Quinn. Ela ficou mexendo no seu celular para passar um pouco o tempo.
“Hora, hora, hora... O que temos aqui. A sapatão que tá se achando o máximo aqui no colégio.” A voz desagradável de Azimio se fez presente.
Rachel deu um bufo. Ô maré de perturbação essa na sua vida. Ela guardou seu celular no bolso e discretamente acionou o botão de gravação.
“Posso ajudá-lo com alguma coisa Azimio? Ou você ainda tem dificuldade para andar, já que esta com o saco rendido?” Rachel rebateu. Ela estava de saco cheio ( Sem trocadilho ) de alguém sempre achar que pode ser grosseiro com ela.
Azimio ficou roxo de raiva. Dois de seu amigos que estavam com ele riram dele. O que só aumentou sua raiva.
“Você devia aprender a manter essa sua boca fechada. Ou então usa-la para uma coisa mais útil, como chupar um pau em vez de uma buceta, sua aberração filha de veados.” O rapaz falou alto e grosseiramente segurando suas partes intimas para enfatizar seu ponto. “Acho que você não recebeu intimidação o suficiente sua putinha.” Azimio se atreveu a empurra-la.
Rachel fechou a cara. Tudo com ela, menos mexer com quem ela ama.
A diva só não partiu para cima deles, por que duas pessoas chegaram na frente dela.
Sabe-as lá de onde, Puck e Finn apareceram por lá.
Puck não contou conversa. Ele arrancou Azimio de cima de Rachel e o arremessou contra a parede oposta. Os dois amigos dele até tentaram partir para cima de Puck, mas eles esbarraram em Finn que pegou cada um pela lateral da cabeça e os fez colidir um contra o outro. Atordoados pelo baque, eles só sentiram suas gargantas serem praticamente esmagadas pelas mãos enormes de Finn Hudson.
“Eu acho que vocês tiveram uma péssima ideia.” Finn sussurrou raivoso.
Finn era uma cara legal e que na maioria das vezes tinha cara de pateta. Mas quando ele estava com raiva... Você notava o quão grande ele era... E como ele realmente poderia fazer purê da sua cara.
Puck não economizava no murros que ele desferia com prazer na cara de Azimio.
“Você acha que pode fazer isso com uma garota? E ainda por cima com a minha Jewbaby?” Puck fez cada pergunta, com um soco bem dado na cara do seu inimigo. Esse filho da puta realmente achou que poderia magoar sua Rachel?
Ele era um homem morto.
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