Mantendo Você Perto De Mim
4 Capítulo 4: Rachel tem a palavra
Notas iniciais
Quinn se espreguiçou e despertou-se se conscientizando de que estava sozinha na cama, isso a alarmou. Ela se lembrava muito bem de ter ido dormir com uma Rachel Berry firmemente presa em seus braços.
Eu olhei ao redor rezando para ver alguma baixinha lá.
Não teve sorte.
Levantei-me da cama num rompante. Como estava só de calcinha, peguei um short e uma camiseta na cômoda e me vesti depressa. E se Rachel deu um jeito de fugir? Saí do quarto com o coração batendo a mil.
De carro ela não poderia, escondi as chaves no lugar mais alto, lá ela não alcançaria. Do jeito que Rachel era teimosa era bem capaz dela ter ido a pé. Entrei no corredor apressada para chegar à porta da frente. Foi quando fui atingida por um cheiro muito bom de café bem fresquinho vindo da cozinha.
Cautelosamente segui até lá. Acho que balancei um pouco na mistura de alívio e ternura que me preencheu ao avistar a cena mais adorável que já tinha visto.
Rachel estava de costa para a entrada da cozinha, a mesa estava posta e ela estava concentrada no café sendo preparado no balcão. Ela trajava apenas uma camisa ligeiramente comprida de ginástica e cantarolava uma música que Quinn desconhecia.
Provavelmente Broadway
Havia algo sobre esse cenário que mexeu profundamente comigo. Eu poderia não estar pronta para nomear o que estava tão profundamente enterrado em mim, não agora. Mas eu estava mais do que pronta em não permitir em hipótese alguma deixá-la sair de perto de mim.
Poxa Fabray... Você é tão egoísta.
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Rachel cantarolava distraída enquanto preparava o café. Seu plano de fuga foi altamente frustrado ao perceber que um temporal se abatia sobre Lima.
Francamente, há alguns meses era para ter-se iniciado o período de chuvas, mas nem uma gotinha caiu. Agora a tempestade resolve cair no pior momento possível. Tipo, Hoje!
Rachel amaldiçoou a imprevisibilidade metereológica.
Na verdade estava mais é aborrecida consigo mesma.
Em toda a sua vida nunca foi de recuar de qualquer situação. Mas nos últimos tempos estava se provando uma covarde de marca maior. E uma estúpida como bônus adicional.
Mas agora era um novo dia e, pelas suaves batidas das gotas da chuva contra a janela, ela não estava livre para sair levando sua humilhação. Talvez ela devesse ter tido alguma conversa com Quinn, de preferência a longa distância, será que uns 150 Km ? Ou melhor, um e-mail de uma conta anônima. Ou talvez um bilhete por pombo-correio?
O que quer que fosse ela não gostaria de encarar a garota novamente, estava considerando seriamente ir a pé para casa, mesmo que vestida só naquela camisa.
Rachel fez uma careta.
Não seja estúpida, Quinn parecia embutida de um GPS que lhe fornecia sua posição de qualquer lugar do globo terrestre. E você já experimentou em primeira mão o que acontece quando se ignora a HBIC do Makinley.
Rachel fez outra careta, quando outro pensamento lhe ocorreu.
Desde quando uma pessoa na iminência de uma fuga faz café da manhã para seu raptor?
A morena parou de cantarolar, apenas para resmungar algo inteligível.
Só ela, mesmo. ¬¬
O som de passos suaves e cautelosos chegou a sua audição como um alerta vermelho.
Quinn.
Vê-la era um problema! Ao encará-la ela se lembrou das peripécias noturnas e seu rosto ficou da cor de um rabanete. Não ajudava que Quinn poderia ficar divina em qualquer situação. Presumivelmente ela acabara de acordar, mas estava linda. E aquele conjunto infame que estava usando agora ficava atiçando a minha libido.
E para completar ela ficava me encarando com aquela maldita e perfeita sobrancelha arqueada de modo quase zombeteiro. E uma expressão de quem sabe das coisas.
Eu fiquei muito tentada em jogar aquela jarra de café na cara dela. Mas lembrei que seria um crime desfigurar aquela face. Talvez um par de bofetadas me satisfizesse.
Balancei a cabeça, que raios eu estava pensando? Violência não era resposta para nada. Mas... Que eu fiquei tentada, não podia negar.
“Oh, oi!” Tentei fazer uma expressão casual. ”Espero que não se importe que eu tenha usado a sua cozinha. Mas estava com fome e preparei o café da manhã. Escusado eu dizer que me recusei em preparar qualquer coisa proveniente de carne animal, visto que eu não como nada que tenha cara. E vai contra todos os meus princípios em defesa dos animais. Preparei algo que talvez você venha a apreciar e que com certeza não vá privá-la dos nutrientes necessários a sua dieta de atleta.”
Quinn estava só olhando para mim. Parecia mais divertida do que entediada com o meu passeio verbal.
“O quê?” Eu já me preparava para qualquer tirada desagradável que ela pudesse me dizer.
Acho que ela estava se divertindo com meu tom meio mal humorado.
“Nada em particular. Acho que você é como eu, se não ingerir cafeína de qualidade logo pela manhã, vamos começar a roer as pernas da mesa.” Respondeu a loira divertida.
Hunm...
“Você ia sair para correr?” apontei para sua vestimenta.
Quinn fez uma cara engraçada.
“Não, apenas peguei esta roupa ao acaso...”
Não sei por que, mas acho que ela não tinha essa intenção ao colocar estas roupas. Parecia mas é com outra coisa. Mas o quê?
Eu também não perdi o olhar dela na direção das minhas pernas. Bem o que mais ela queria que eu usasse? Eu fui seqüestrada, não era como se ela fosse me dar um tempo para preparar uma malinha para o fim de semana.
Peguei a jarra de café e outra de suco e as coloquei na mesa, rapidamente me sentei. O olhar de Quinn estava se transformando rapidamente em algo luxurioso. E eu suponho que se eu ou ela não abrisse a boca para conversarmos, em questão de segundos estaríamos em cima daquela mesa fazendo coisas libidinosas e com mais freqüência que um casal de coelhos ou Santana e Brittany para essa matéria.
“Você me assustou por um momento hoje.” Quinn falou do outro lado da mesa, que propositalmente a onde coloquei a cadeira dela, para estabelecer algum espaço.
A olhei de modo interrogativo.
Ela ficou brincando um pouco com sua torrada antes de atender meus olhos.
“Fiquei incrivelmente assustada ao acordar e não vê-la na cama comigo. Pensei que você tivesse conseguido fugir e quando eu vi que ainda estava chovendo fiquei apavorada só em pensar que você poderia estar lá fora nesse tempo sem algum tipo de agasalho e a mercê de algum estranho pronto a lhe dar uma carona, sabe-se lá para onde.” Quinn por algum motivo parecia zangada, mas com ela mesma.
Rachel não esperava seu coração se aquecer tão rápido na confissão de Quinn.
“Quinn, apesar da minha propensão a saídas dramáticas, nem eu seria capaz dessa atitude. Embora houvesse me passado pela cabeça. Mas acho que isso não nos levaria a lugar nenhum.”
Quinn se acomodou melhor na cadeira.
“Porquê você me evitou, como se eu tivesse contraído a peste negra?”
Rachel tentou não se encolher no tom duro das palavras dela. Mas por qualquer meio era bastante obvio o seu motivo de tentar evitar a loira.
Olhei para ela com determinação.
“Eu estava com medo de você!” Uma sombra pareceu pairar sobre a mesa, na minha resposta. ”Nunca em um milhão de anos esperaria que meu inicio sexual seria com HBIC Lucy Quinn Fabray. A garota que por anos nada mas fez do que tornar a minha vida acadêmica em suas mãos, um inferno. A mesma garota que foi a primeira em jogar uma raspadinha na minha cara, me sujeitar a humilhações públicas me intimidar tanto física quanto verbalmente e até mesmo me agredir...” Minha voz nunca passou de um tom elevado, era estranhamente suave enquanto enumerava minhas coleções de humilhação.
“Para quem constantemente rechaçava minhas tentativas de amizade, para do nada, você me tomar em seus braços e querer me possuir... Você com certeza conseguiu me confundir de uma maneira que até agora me deixa zonza. Você, a garota mais popular e bonita da escola em que aparentemente todos dariam um braço para estar ao seu lado, de repente me deseja? Apenas deseja a garota com sonhos maiores do que esta cidade? E-eu não compreendo. É apenas eu...” Acho que minha voz nunca soou tão suave e tristonha.
Levantei-me da mesa sem ao menos dispensar qualquer atenção a Quinn. Aproximei-me do balcão e apoiei minhas mãos lá. Fiquei observando a chuva que caia lá fora.
“Não nego que correspondi a você. A final que prova mais gritante do que ter te dado minha virgindade. E nem mesmo uma semana depois, além de ser seqüestrada, ainda sim ceder mais uma vez meu corpo.” Balancei minha cabeça esperando clarear um pouco mais meus pensamentos. “Te evitei porque na minha cabeça, nada mais me mostrava que isso não fosse uma espécie de piada cruel, que finalmente eu seria quebrada definitivamente pelas suas mãos.”
“Sinto medo o tempo todo, mas nunca deixei que isso levasse a melhor sobre meus nervos. Mesmo sobre esse calvário acadêmico, se tivesse me deixado atingir por você desde a primeira vez, eu nada mais seria do que uma pobre coitada depressiva.” Ergui minha cabeça
“Sempre fui ensinada a ter a cabeça erguida, me orgulhar de ser quem sou e nada mais em contrário. Mas você me tirou do eixo e atirou num enorme turbilhão. Dá para imaginar? Eu e você fazendo sexo! E não uma mais muitas vezes? Tenho que dar a mão a palmatória, você é uma sedutora magnífica. Sou eu oferecendo meu tolo coração aos chacais novamente?”
Suspirei cansada.
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Quinn nunca sentiu que fosse querer morrer naquele instante. Salvo o momento em que ela teve de dar sua filhinha em adoção.
Ouvir tudo aquilo de Rachel, equiparava-se a ter um rolo compressor passando por cima dela.
Rachel não tinha idéia, mas todas aquelas acusações mesquinhas que ela era alvo eram só para tentar diminuir o meu desejo inconsciente que ela me despertava.
No passado eu sempre senti uma pontada incomoda toda vez que sujeitava Rachel a situações degradantes. Mas ignorava. Eu sabia o que era, mas ignorava. Uma única vez lembro de sentir-me totalmente culpada.
Foi naquele maldito banheiro depois da coroação de Rei e Rainha do baile.
Depois de ter estapeado Rachel, senti uma letargia tomar conta de mim.
Eu não só tinha levantado a mão para ela como também havia descido a mesma sobre o rosto dela.
Nunca senti tanta raiva de mim mesma.
Apesar do acontecido, Rachel nada mas fez do que enxugar minhas lágrimas e me consolar. A bondade simples dela foi como um bem devolvido tapa na cara. Isto era algo inerente a Rachel Berry: Bondade e capacidade ilimitada de perdão.
Ela até disse que apreciava o drama da tapa.
Você tem que amar essa garota.
Saí da cadeira e me aproximei daquela figura fragilizada. Debati se deveria tocá-la, meu corpo parece ter tomado essa decisão com ou sem consentimento do meu cérebro. Meus braços passaram ao redor dos ombros delicados dela e levemente a trouxeram a mim. Apenas fiquei contente de te-la assim comigo, suas costas descansando contra meu peito de modo despretensioso.
Apertei levemente minha bochecha esquerda contra o lado de sua cabeça. Minha boca facilmente poderia roçar sua orelha se eu quisesse, e foi o que fiz. Mas nada neste movimento tinha de interesse provocativo.
“Você é a única pessoa que tem o talento de me tirar da minha zona de conforto. Sempre fui à pessoa mais controlada seja em casa ou na escola. Mas você, parece ter um talento especial em aperta os meus botões e me fazer cair a mascara da imparcialidade.” Considerou Quinn.
“Só para constar... Você parece que está descrevendo o Dr. Jekill e Mr. Hyde.” Disse Rachel.
“Talvez eu seja como ele.” Ela se aconchegou um pouco mais na morena. ”Você já assistiu ao filme o Segredo de Mary Reilly?”
Rachel balançou a cabeça concordando.
“Você é para mim, o que Mary era para Jekill e Hyde.” Sussurrou Quinn “Meu catalisador...”
Rachel se arrepiou da cabeça aos pés. Entendo muito bem as implicações.
“Acho que nunca vou conseguir me desculpar o suficiente com você. Mas não vou parar de fazê-lo pelo resto da minha vida.” Havia qualquer coisa na voz de Quinn a respeito dessa promessa que fez Rachel se mexer para ficar de frente para Quinn. Seus corpos bem coladinhos.
Tentação...
“O quê exatamente você esta querendo me dizer?”
“O quê quero dizer, é que estou apaixonada por você a mais tempo do que eu pudesse me dar conta. Eu quero você de uma maneira que faz meu corpo doer.” Quinn pressionou seu corpo mais um pouco no de Rachel querendo ter algum tipo de alivio “E não vou abrir mão de você Rachel. Eu não vou deixar.”
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