Mantendo Você Perto De Mim

34 Capítulo 34: Linha Curva


Notas iniciais
Postadooooooooooooooooo

Will Schuester não sabia o que era a definição exata da palavra desnorteado até ele mesmo ser colocado em uma situação em que havia deixado-o sem chão. Era para ser uma reunião, a qual Sue Sylvester deveria ser advertida seriamente sobre suas atividades de manipulação e possíveis danos morais a um aluno.

Will conhecia Sue muito bem, ele sabia o quanto ela poderia ser nociva. Rachel apesar de seu ego quase megalomaníaco e jeito mandão, era também uma menina com sonhos muito maiores do que esta cidade. Sua ambição em chegar ao topo de seus objetivos a fazia ser muito admirada por sua determinação em se fazer chegar lá. Ninguém poderia dizer que Rachel Berry não fosse esforçada em perseguir e conseguir seus intentos. Mas por isso, veio um preço a se pagar. A solidão...

Muitos não entendiam a magnitude de seus sonhos, e por não entenderem, as pessoas não queriam estar perto da diva, rotulando-a como pária social. Por de baixo de toda a aquela camada de confiança, existia uma menina ingênua e carente de um amigo. Will não era obtuso, desde a reabertura do Glee, ele assistia aos esforços da menina em se aproximar de seus companheiros, muitas das vezes tentativas mal sucedidas.

Com o tempo, porém, Rachel aprendeu a ser mais humilde e não tão louca por controle e perfeccionismo. Mesmo assim ela ainda era deixada a margem, sendo meramente tolerada. Will sabia de coração, que a menina fazia um esforço sincero, muito mais que seus companheiros, com certeza. Os outros membros do clube até podiam reclamar de Rachel, mas eles também não eram nenhum exemplo de esforço e humildade. Em muitos aspectos, eles poderia ser bem cruéis, preguiçosos e bastante narcisistas.

Will admitia pesaroso que não foram poucos os momentos em que Rachel teve que se defender como pôde deles, mesmo com um professor em sala. Com os eventos recentes, a paisagem social tão pouco promissora da diva sofreu uma reviravolta e tanto. Will ficou feliz com a aproximação entre a líder de torcida fria Quinn Fabray, e a tagarela aspirante a estrela Rachel Berry. E por tabela a doce avoada Brittany e a esquentada latina, Santana Lopes.

Will não sabia como as coisas se desenvolveram para se transformar, no que parecia ser uma sólida amizade entre a menina vitima de buylling e suas carrascas. Mas ele varreu para de baixo do tapete quaisquer segundos pensamentos sobre isso, desde que ele presenciou drásticas, mas boas, mudanças que isso trouxe, não só para Rachel, mas para Quinn, Santana e Brittany.

Will sempre achou que seus alunos poderiam resolver seus problemas, se conversassem entre si. Claro que ele admitia que em muitas das vezes, ele não deveria deixar as rédeas tão soltas assim, dentro do clube. Will muitas vezes se sentiu orgulhoso de seus garotos, eles, mesmo aos trancos e barrancos conseguiam se resolver. Ou seja, a sua filosofia tinha dado alguns frutos, certo?

Rachel era de uma natureza boa, boa em perdoar. Sua amizade com a trindade profana estava aí para provar. Mas isso também a deixava vulnerável a manipulações. Por isso Will ficou muito preocupado, abismado mesmo, quando soube da adesão de Rachel ao plantel de Sue Sylvester. Por isso ele estava compreensivelmente guardado. Mas a reviravolta que aconteceu poucos minutos depois da entrada de Shelby, o atirou num vórtice de atordoamento sem fim.

Depois que as testemunhas terminaram seus relatos, Will recebeu uma severa advertência em sua ficha de serviço, algo que deixava uma mancha permanente em sua carreira como professor. Passada a sua confusão, a raiva o dominou.

Como poderiam fazer uma coisa dessas com ele? E Sue? Ela a esta altura já era para estar demitida, não era segredo para ninguém o quão mau caráter ela poderia ser. Mas não... Aqui! Quem estava sendo punido, era ele?

É claro que havia sido uma surpresa saber o que havia acontecido a Rachel. A principio quando Santana começou a falar, ele prontamente renegou seu relato, achando que tudo não passava de um estratagema, afinal, Santana Lopes não era uma fonte tão confiável, ela gostava de ver o circo pegar fogo. Lindsay Shay foi a próxima, Will não tinha uma opinião sobre esta menina, ela era uma de sua alunas de classe de espanhol. Ele sequer sabia que Lindsay fosse amiga de Rachel, mas mesmo assim ele não tomou como sério o seu depoimento.

Agora quando este médico chamado Mathew explicou as circunstâncias do estado de saúde de Rachel, Will engoliu em seco. Ele não poderia ser responsabilizado por isso. Ele não colocou nas mãos de Rachel Berry um medicamento que a fizesse passar mal do jeito que esse tal de Mathew descreveu. Will protestou severamente quanto a isso. Mas ele foi silenciado rapidamente quando Shelby voou para cima dele, ficando a meros centímetros da sua cara. A frieza com a qual ela falou com ele, não mascarou a ferocidade de suas palavras.

Ela responsabilizava-o por um conjunto de fatores, todos os quais Will achou uma tremenda injustiça. Mas ele não verbalizou-os, Shelby o assustava tremendamente.

Quando ficou claro que Will não abriria a boca para interromper novamente, Brad O pianista até então mudo, em uma fala calma e pausada, chamou a atenção para algumas falhas de desleixo e autoridade dele. Brad não centralizou Will como o grande vilão, até porque a escola como um todo sofria do mesmo mal e poucas figuras de autoridade se importavam de verdade com o bem estar, físico, emocional e educacional dos alunos.

Figgins se remexeu incomodado. Brad chamou a atenção de Will para um fato incontestável: O seu constante descaso para com o Bullying sofrido por Rachel dentro de suas classes.

Will contra atacou.

“ Você me chama a atenção por eu fechar os olhos sobre o Bullying feito contra Rachel, mas esquece que ela não é nenhuma flor de humildade.” Will reclamou, ignorando o olhar perigoso de Shelby. “Rachel muitas vezes foi egocêntrica e desrespeitosa, não só comigo, mas com as outras crianças do glee, faltando claramente ao significado da frase trabalho em equipe.” Will pontuou aborrecido.

Santana só não levantou e marchou até a onde o porco hipócrita estava, porque Sue colocou calmamente sua mão no ombro dela em um aviso silencioso. Porque só assim Will Schuester se livrou de ser escalpelado pelas lâminas de barbear da latina furiosa.

Lindsay também precisou ser contida discretamente por Shelby. Os olhos de Lindsay que já eram de um tom de azul escuro, ficaram praticamente da cor de cobalto. Ela estava fervendo, quem era esse queixo de tamanco para falar assim de sua Rachel? Treinadora Sylvester tinha razão. Elas deveriam ter se livrado deste idiota desde o primeiro ano e talvez ter escondido seu corpo em terras colombianas de controle da As FARC.

Shelby sentiu um desejo irresistível de enfiar o salto finíssimo de sua bota italiana, na garganta de Will Schuester.

Figgins passava nervosamente um lencinho em sua careca.

Will era louco? Ele já se indispunha constantemente contra Sue, que já era uma cadela louca que espumava pela boca. Agora ele arrumava briga com uma ursa parda que estava protegendo sua cria? E de quebra dois Rotwaillers com o vírus da raiva? Isso sem falar quando essa historia caísse nos ouvidos da cascavel chamada Quinn Fabray. Se os rumores que ele tem ouvido esta manhã sobre o relacionamento da garota mais popular, venenosa, cruel e pupila de Sue Sylvester, com a menina tagarela e voz de anjo, e mais a amizade de todo o plantel cheeleader para com a garota menor. Will Schuester estava arrumando briga com um zoológico que só abrigava animais perigosos.

Mulheres eram criaturas assustadoras.

Brad até então olhava reprovador a atitude do professor de Espanhol. O pianista rebateu as palavras de Schuester com toda a coerência e imparcialidade.

“A senhorita Berry muitas vezes foi intensa, perfeccionista, egoísta e egocêntrica.” Brad começou imparcial. Will olhou presunçoso. Mas depois deixou a atitude cair nas próximas palavras de Brad. “Mas que adolescente não é todos estes termos pejorativos? Rachel Berry foi sim, em muitas ocasiões todas essas coisas que você alegou Will. Mas ela também, para equiparar, foi humilde, educada e a única que se esforçava em fazer parte da equipe. Você reclama das atitudes dela, mas não enaltece quando ela pede desculpas. Você a acusa de egocêntrica, mas não reconhece quando ela se retira para os bastidores e deixa um de seus colegas brilhar merecidamente sob os holofotes. Você diz que ela não joga em equipe, quando na verdade, ela é a única a se esforçar em reunir uma equipe. Ela tem sim muita humildade em reconhecer suas falhas e oferecer as mãos para trabalhar como uma igual, com todos. Desde a primeira vez em que o clube foi reativado, a única pessoa que eu vi e pude comprovar que dava 110% de comprometimento, se chama Rachel Berry. Will, não se engane nem por um momento achando que você é quem faz as engrenagens do Glee funcionar. Quem faz isso é a menina que você não demonstra o mínimo de respeito. O que eu lhe peço Will é que antes de julgar achando que conhece a verdade, pare, observe e pense muito bem sobre a situação. Você fala muitas coisas de Rachel, mas esquece que os outros membros do clube a principio, eram muito mais egoístas, egocêntricos e desrespeitosos. Mas nem por isso você deixou de passar a mão na cabeça deles. Rachel teve que aprender sozinha os manejos do traquejo social. Ela é quem conseguiu reunir os membros do clube, não você Will. Ela é quem teve que batalhar para conseguir um amigo que seja dentro daquele clube. E finalmente e merecidamente ela conseguiu. Rachel é uma boa pessoa e até ingênua eu admito, mas nem por isso menos gabaritada e apta em saber o que é bom para ela. Se você alguma vez já teve algum senso ético Will, eu digo para você usá-lo, porque está reunião que você exigiu para que sejam tomadas medidas contra Sue, podem ser tudo, menos para o bem de Rachel. O que você está fazendo é brincar de cabo de guerra com a treinadora, e o cabo em questão, é a sua aluna. E você deu um puxão muito grande Will, tanto que você provocou um quase rompimento. Então não encha a boca para dizer que você está preocupado com o bem estar desta menina, porque sinceramente você não esta. Se tiver alguma vergonha, cale a boca e saia dessa sala com um pensamento: Melhorar. Porque meu amigo, você não foi o melhor em nada. Siga seu ideal Will e faça do Glee um lugar em que todos sejam realmente bem vindos.”

Ao término da fala de Brad ninguém disse uma palavra.

Um homem que poucas vezes abriu a boca para falar, era dono de um muito bem articulado linguajar. E as palavras eram as armas mais poderosas que existiam.

Em um futuro próximo, Will tomaria uma atitude que ele não tinha ideia da dimensão que tomaria. E depois que ele tivesse tomado sua atitude equivocada, ele teria um encontro com uma outra pessoa de linguajar elaborado, e as palavras dessa pessoa o transformariam para sempre.


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Duas horas e meia, antes do almoço.

Depois que Santana conseguiu se desatracar de Rachel, ela foi embora alegando ter um compromisso para cumprir, mas na hora do almoço elas voltariam a se encontrar.

Rachel consultou o relógio, ela tinha cinco minutos para chegar a sua classe, uma que ela dividia com Quinn. Ela esperava aproveitar esse tempo para desfrutar da companhia de sua namorada. A esta altura todos do colégio já sabiam do namoro delas. Rachel estaria mentindo se dissesse que não se sentia aliviada que até aquele momento ninguém olhava torto para ela. Mas... Rachel se resguardava, ser pega desprevenida era algo que a diva não estava disposta a correr.

Rachel topou com Quinn no caminho para sua próxima aula. Bastou elas ficarem a cinco metros uma da outra, para um bando de olhares indiscretos passassem a segui-las. Quinn passou o braço sobre o ombro de Rachel para aconchega-la contra si e beijar a lateral de sua cabeça. Após esse gesto, Quinn olhou ao redor desafiando qualquer um a torcer o nariz para elas.

É claro que não houve.

Só tinha muitos e muitos olhos curiosos.

“Como foi sua manhã até agora?” Questionou Quinn.

Rachel deu de ombros, indiferente.

“Impressionantemente tranquilo, salvo os olhares curiosos. Não sei se as pessoas não falaram nada para mim por causa de você, Santana serial killer, ou as meninas do plantel, que curiosamente sempre estavam por perto. Mas prefiro acreditar que seja por causa da noticia não ser tão surpreendente assim, visto que a maioria destas pessoas estarem na festa de Santana.”

Quinn não quis estourar a bolha de otimismo de Rachel.

Pelo sim ou pelo não, Quinn fez valer sua autoridade. Ela deu ordens expressas as cheeleaders, para que mantivessem um olho sobre sua mulher, e que a qualquer sinal de incomodo elas teriam carta branca para eliminar qualquer ameaça a Rachel.

Com Santana e Brittany ela nem precisou verbalizar nada. Brittany naturalmente cobriu Rachel com sua energia positiva. De vinte em vinte segundos ela abraçava carinhosamente a menina. Brittany também não deixava espaço para os demais gleeks chegarem perto da diva se fosse para falar coisas idiotas para a menina. Porque o que elas menos precisavam agora era a intromissão rude dos outros membros do glee.

Santana era quase uma sombra da diva, a latina se sentia muito mal pelo que aconteceu com Rachel e ela prometeu a Quinn corrigir sua falha. E Santana Lopes faria de tudo para garantir que as coias corressem fáceis para sua Hobbit. Porque não estava no livro dela permitir que qualquer um dos seus sofrer qualquer tipo de dano.

Quinn tinha confiança cega em suas duas amigas. E se elas disseram que iriam tomar conta de Rachel, então ela acreditava nelas.

Já dentro da classe, elas foram se estabelecer em suas mesas quando a professora a senhora Penkala entrou.

“Bom dia!” Ela cumprimentou.

“Bom dia!” Saudaram os alunos em resposta.

“Muito Bem, hoje eu gostaria de iniciar um projeto rápido em duplas. Vou designar seus parceiros através de sorteio.”

Quinn e Rachel murcharam em desanimo. Elas queriam desfrutar da companhia uma da outra. Rachel teve que deixar seu lugar para se juntar com uma menina bastante corpulenta e ar de nerd . Quinn fez parceria com um rapaz da equipe de futebol, que estava um tanto ávido e feliz de mais para o gosto da diva. O atleta olhava para Quinn como se não acreditasse na sorte que havia tirado.

Rachel o detestou imediatamente. Aquele infeliz só faltava babar. No decorrer do trabalho, Rachel dividiu sua atenção entre fazer seu trabalho e sua vigília contra o mal feitor... ou mal feito, atleta, que no momento tinha os olhos grudados sobre sua namorada.

Rachel não se considerava uma pessoa possessiva e ciumenta, salvo se era sobre solos no clube glee. Ela sempre soube nesta relação, ela teria que lidar com a atenção luxuriosa que Quinn atraia. Afinal não existia garota mais atraente e sedutora do que Quinn Fabray.

Mesmo sabendo de tudo isso, Rachel não poderia evitar o sentimento venenoso que corria em suas veias.



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Quinn estava extremamente aborrecida. Ela queria Rachel como sua dupla de trabalho e não esse atleta com cérebro de ervilha. O garoto além de ser da largura de uma porta, ainda cheirava um pouco mal. E a coxa dele parecia esbarrar a toda hora contra a sua. Quinn rolou os olhos com a tática patética desse garoto. Ela já ia abrir a boca para lhe dar a maior surra verbal, quando ela percebeu a postura de Rachel no outro lado da sala.

Quinn ficou chocada ao perceber o obvio ciúme que Rachel estava exalando. Ela olhava muito zangada na direção do macaco de circo ao seu lado. Quinn sabia que não deveria se sentir feliz ao percebe isso... Mas ela estava feliz sim.

Mas entendam que não era por questões narcisista e sim por questões sentimentais. Sentir ciúmes era uma coisa saudável em um relacionamento, desde que não ultrapassasse os limites. E ultimamente ela vinha experimentando muito desse sentimento. Quinn achava que era justo Rachel sentir um pouco disso também.

Só que Quinn esqueceu de levar em consideração, que em nenhum momento Rachel fez por provocar ciúmes, ao contrário do que Quinn estava começando a fazer.

Não era nada muito drástico, só um suspiro ou uma piscadela inocente, que encantava o ogro ao seu lado e enfurecia sua baixinha lá do outro lado da sala.



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Torturas medievais !!!!!!

Sim, isso era adequado. Dedos espremidos em máquinas inventadas dois séculos antes. Afogamento em poças imundas. Jogado em calabouços escuros, úmidos e cheios de bichos asquerosos e venenosos...

Existia calabouços em Lima?

Rachel sacudiu a cabeça. Não importa, na falta de um calabouço ela trataria de construir um dentro de um celeiro abandonado.

Rachel nada mais queria do que se levantar e encher a cara daquele moleque de tapas, até ficarem mais inchadas e caídas do as bochechas de um buldogue.

E porque Quinn ainda não deu um chega para lá naquele Neandertal?

Estudando com um pouco mais de atenção, Rachel percebeu que Quinn mantinha uma distância adequada, mas não tão severa. Era quase... Como se ela estivesse flertando...
Mas...

Rachel olhou naqueles olhos avelãs e sacou tudo.

Quinn estava brincando com ela. Uma brincadeira bem sem graça diga-se de passagem.

E a loira aguada ainda teve a audácia de sorrir para ela.

Rachel estreitou os olhos ameaçadoramente em sua direção.



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Quinn botou um ponto final na sua brincadeira, logo que detectou o olhar chateado da namorada.

Assim que o sinal bateu, Rachel saiu da sala em tempo recorde, mal dando tempo para Quinn para-la.

“Ei, onde esta o seu Hobbit de estimação?” Santana perguntou assim que Quinn chegou ao seu armário para guardar seus livros.

“Em algum lugar chateada comigo.” Suspirou Quinn.

“Chateada por quê?” Santana perguntou desconfiada.

“Brinquei de fazer ciúmes para Rachel e me dei mal.” Quinn explicou a situação.

Santana lhe deu um beliscão.

“Ai! Sua puta!” Quinn esfregou furiosamente o local agredido.

“Sua loira de farmácia, o que te deu na cabeça para fazer isso? Não te passou pela mente que isso possa afetar a autoestima de Rachel?” Bronqueou a latina.

Quinn se sentiu muito mal. Realmente isso não passou pela cabeça dela. Ela achou que era até inofensivo. Mas se ela se colocasse no lugar de Rachel, Quinn também não acharia graça alguma.



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Rachel estava bem preparada para dar o troco em Quinn. Não na mesma moeda é claro Isso seria uma falta de respeito. Rachel sabia que Quinn fez aquele showzinho só para amolar a paciência dela.

URGH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Só de pensar na cara daquele atleta retardado, praticamente ejaculando só porque Quinn estava respirando, lhe tirava do sério. Rachel não descartou completamente a ideia do calabouço dentro de um celeiro abandonado.

Meio perdida com seus pensamentos macabros, a diva nem reparou que estava indo emlinha reta para um paredão humano.

“Rachel Barbra Berry!”

“Menina Branca.”

“Rach.”

Rachel de um pulo de susto.

Era só o que faltava.

“Kurt, Mercedes, Finn...” Rachel saudou desanimada

Atrás deles estava à maioria dos membros do Glee, com exceção de Quinn, Santana, Brittany e Noah.

Rachel sentiu uma ligeira pontada de dor de cabeça.

Será que ela passou roupa em cima da tábua dos dez mandamentos?



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Kurt se sentia ferido. Não era suposto Rachel ser amiga dele? Alma gêmea artística? Gêmeos carentes de amor fraterno, ou seja lá o que for?. Como ela pôde não compartilhar essa noticia do século?.

Porque uau...

Quinn Fabray e Rachel Berry namorando? Kurt com todo o seu radar gay, não percebeu nenhum indicio de que o relacionamento delas tivesse mais do que amizade rolando. Claro que sempre havia faíscas... Mas faíscas de animosidade podia ser contado como tesão reprimido?

Kurt sentiu a necessidade de dar uma tapa na própria testa.

É claro que podia, como ele não viu isso?

Lamentável, lamentável.

A amizade delas não era de todo estranho. Elas eram estranhas mesmo.

Mas de amizade esquisita, para namoro passional?

Kurt daria todo o seu kit da Renew clínical para saber como aconteceu.


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Mercedes não poderia deixar passar esse momento.

Quinn? Quinn Fabray era gay?

Senhor, essa era a fofoca do século no MacKinley.



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Finn estava arrasado.

Como assim elas eram namoradas?

Ele torceu muito para que o que ele tinha visto e ouvido, era só fruto da sua imaginação. Mas por mais que ele quisesse se convencer, Finn sabia que suas esperanças eram em vão.

Sua raiva teve só o tempo do final de semana para se desvanecer. Deixando no lugar a tristeza.

Realmente ele não tinha mais nenhuma chance com Rachel?

Finn sorriu tristemente. Quinn era outro nível, e é claro que se ela quisesse algo ou alguém, assim ela teria.

Finn estava na corda bamba, ele só queria entender. Ele levou o aviso de Rachel muito a sério. Se não poderia tê-la como namorada, então teria que ter como amiga.

No momento ele só queria entender.



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Rachel cruzou os braços e encarou seus companheiros de clube. Ela já tinha uma ideia muito boa do que ela deveria esperar.

Vamos ver no que isso ia dar.

O pessoal ficou um pouco desconcertado. Eles esperavam que Rachel começasse a falar e não o contrario.

“Rachel. Eu esperei por uma ligação sua durante todo o final de semana.” Finn falou triste.

“Menina, como vocês duas não falaram antes.” Mercedes inquiriu.

“Rachel, eu achei que fossemos amigos.” Kurt disse ferido.

Os restantes dos membros olhavam desconfortáveis, mas igualmente curiosos.

Rachel manteve a postura e numa voz calma ela respondeu as perguntas.

“Finn, você não tinha porque esperar uma ligação, coisas mais importantes ocupavam minha atenção. Mercedes, não era da conta de ninguém o que eu e Quinn tínhamos acabado de nos tornar. Kurt, nós somos amigos, mas peço que entenda, a natureza do meu relacionamento estava sendo estruturado. O que eu e Quinn menos queríamos no momento era qualquer um dando pitaco onde não deveriam.”

Finn franziu a testa, Mercedes e Kurt compartilhavam um olhar contrito. Certamente está Rachel Berry, era um lado que eles não estavam acostumados.

“Rachel, eu não estou dizendo que você deveria sair falando aos quatro ventos que estava namorando Quinn.” Kurt explicou consternado. “Mas, somos nós. O glee.”

Rachel não cedeu um milímetro. Por vasta experiência, é que ela manteve sua cautela. Os membros do glee até poderiam ter boas intenções, mas suas boas intenções não mediam as palavras. Rachel já foi muito magoada pelas palavras deles.

E alem do mais, quem eles pensam que são para cobrar alguma coisa?

“Tudo bem que a sua amizade com Q é mais digerível do que o seu namoro. Mas garota, isso é um inferno de uma informação. Meu homem aqui tem razão, somos o glee e devíamos ter sidos informados.” Mercedes declarou.

Rachel fez uma perfeita imitação do arqueio de sobrancelha de Quinn.

Ah... Eles deveriam ter sido informados...

Que tamanho um calabouço dentro de um seleiro deve ter para caber o ego deles?

Rachel ficou meditando por alguns momentos. Santana iria gostar de cavar um lugar assim... Ou talvez ela intimidasse alguém para cavar um buraco bem fundo dentro de um seleiro abandonado. Afinal ela era de Lima Hights, certo?

Não, Não Não. Rachel Berry, você não deve pensar sobre coisas como essas. Deixe isso para Santana, afinal você será uma futura estrela, e estrelas não devem se envolver em assuntos que requeiram certo tipo ação dolorosa... Sim, Santana vai ser sua assistente para assuntos deste tipo.

Rachel deu de ombros.

“Porque vocês acham que deveriam saber de imediato sobre a mudança no meu relacionamento com Quinn?” Rachel questionou curiosa.

Todos se remexeram desajeitados.

“Rachel, você sabe que isso foi uma reviravolta e tanto no seu relacionamento com Quinn. Afinal quem poderia dizer que Quinn Fabray poderia ser lésbica e ainda por cima, namorar você!” Artie raciocinou.

Rachel endureceu a postura imperceptivelmente.

Como assim, ainda por cima namorar comigo?

Mercedes balançou a cabeça em acordo.

“É sério Rachel, estamos falando de Quinn Fabray!” Mercedes exclamou. “E também estamos falando de você. De Quinn ser lésbica, claro que é uma noticia e tanto, mas namorar você?” Mercedes era cética.

Com exceção de Finn, o restante do glee concordou com as palavras de Artie e Mercedes. Finn não gostou das palavras de Artie e Mercedes. E ele ficou decepcionado com Kurt.

A mais para amar em Rachel Berry do que eles poderiam entender.

Rachel não demonstraria o quanto as palavras deles a afetaram. Será que ela era tão
inadequada assim para Quinn? Tão desajeitada?

“Porque vocês não se perguntam por que Rachel namoraria Quinn.” Uma voz perguntou rispidamente.

Lindsay se aproximou até parar ao lado de Rachel.

“Você não tem porque ouvir isso.” Lindsay pousou delicadamente sua mão no ombro de Rachel. ”Sua mãe está te esperando.” Sussurrou delicada.

Rachel agradeceu a oportunidade de sair de perto deles. Ela se virou e foi embora.

Assim que Rachel sumiu de vista, Lindsay encarou o um a um, os membros do glee.

“Quem vocês pensam que são para exigirem ser informados sobre o status do relacionamento de Rachel? Quem vocês pensam que são para fazerem Rachel se sentir inadequada? Porque ela não pode ser boa o suficiente para Quinn? Vocês deveriam se perguntar se Quinn é que é adequada para ela.” Lindsay disse duramente. “Grandes amigos que vocês são... Bando de babacas presunçosos.” Lindsay virou as costas e foi embora.



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Rachel encontrou sua mãe saindo da sala dos professores.

“Oi mãe...”

Shelby alargou o sorriso assim que ouviu a voz da filha, mas seu sorriso se desvaneceu assim que viu a expressão de Rachel.

“O que aconteceu?” Shelby se aproximou de Rachel tão rápido que até surpreendeu a diva. “Alguém perturbou você?” Shelby tinha uma inflexão de aço na voz.

Rachel não sabia explicar, mas o tom protetor de sua mãe trouxe um sorriso ao seu rosto. Ela abraçou Shelby, que imediatamente a segurou contra si.

Então era assim que se sentia quando uma mãe era tão ferozmente protetora? Essa sensação de segurança tão pungente?

Rachel sentia isso com os seus papais, e sempre sentiria é claro. Mas com Shelby esse sentimento era muito triplicado. Afinal ela lutou muito para ter o direito de ter uma mãe, e até agora Shelby não a estava decepcionando, para seu grande alívio.

“Posso ir para sua casa?” Rachel olhou para Shelby com olhar pidão.

Shelby não precisou ouvir duas vezes.

“Você não precisa pedir. Seja qual for a hora ou dia, você é sempre bem vinda. Beth vai adorar ter você por perto, parece que você é o sol dela.” Shelby gracejou nessa ultima parte.

Rachel achou graça.

“Vamos para casa e então poderemos conversar calmamente.” Shelby apertou Rachel mais um pouco contra si, para passar mais conforto.

Rachel amou.



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Lindsay andava a passos firmes pelo corredor. Ela estava furiosa com aqueles perdedores. Ela nunca viu tanto egoísmo junto. Lindsay só não acompanhou Rachel para longe daquele grupinho estúpido, porque ela sabia que a diva estaria segura e confortável com a Sra Corcoran.

No meio de suas divagações ela acabou trombando com outra pessoa.

E a pessoa que ela menos queria trombar.

“Sinto muito Fabray.” Lindsay se desculpou de modo neutro.

Quinn disfarçou seu desprezo muito melhor.

“O dia não poderia ser mas estranho.” Santana reclamou. A latina casualmente se postou perto de Quinn, só para o caso de apartar alguma possível briga. Brittany sendo Brittany saudou Lindsay animadamente.

“Oi Lindsay!!!!!” Brittany sorrio de modo largo. “Como foi seu dia?”

Lindsay retribuiu o sorriso.

“Olá Brittany. Meu dia até que estava indo bem, se não fosse pelo glee clube.”

A trindade olhou interrogativa para ela.

“Do que você está falando?” Santana perguntou. Ela tinha o pressentimento de que não ia gostar da resposta.

Quinn dividia um pensamento semelhante ao da latina.

Lindsay ficou com uma expressão severa ao se lembrar do rosto chateado de sua Rachel.

“O glee resolveu fazer uma abordagem contra Rachel.”

Quinn, Santana e Brittany ficaram instantaneamente em causa.

Relutantemente Lindsay contou o que presenciou no corredor a poucos momentos atrás. Ela sabia que tinha que contar isso a trindade, mas ela estava gostando de ser a salvadora de Rachel.

Quinn estava pálida de raiva.

Ela já tinha avisado a eles. Ela já tinha avisado.

Quinn olhou para Lindsay com desgosto.

“Você vem comigo. Quero olhar na cara deles e ver se eles vão ter a coragem de negar alguma coisa.” Quinn apenas meneou a cabeça e Santana e Brittany balançaram a cabeça para ela. Anos de amizade fazem isso. A capacidade de se comunicar sem palavras.

“Vamos fazer uma visitinha ao nosso querido glee clube.” Quinn demandou friamente.

Notas finais
N/A: Agradeço a paciência de vocês em ter esperado quase dois meses por uma nova postagem.
Leio todos os comentários e agradeço muito por eles. No final de semana vou postar outro capitulo e vou fazer os devidos agradecimentos aos leitores tão queridos desta fic.
Esperem por uma atualização neste final de semana.