Mantendo Você Perto De Mim
35 Capítulo 35: Mexendo em Vespeiro
Notas iniciais
Nossa... Como tinha gente queria me queimar na fogueira.
HUAhuhauhauh.
Sei como é chato esperar por uma atualização. Minhas desculpas, pois como ja disse antes, vocês são muito importante para mim. ^^
Shelby conduzia seu carro calmamente pelas ruas de Lima. Ela resolveu jogar alguma conversa fora, apenas para aliviar a tensão de sua filha. Rachel foi bastante receptiva. Mas ainda faltava o calor entusiástico habitual dela.
Como após o almoço o único compromisso de Rachel era o glee, Shelby permitiu a sua filha para pular essa classe. Shelby não queria sua menina perto de Schuester por enquanto.
Assim que elas chegaram ao apartamento de Shelby, Rachel procurou ansiosamente por Beth. A garotinha que estava jogando com alguns bloquinhos no chão da sala, com supervisão da babá é claro, deu gritinhos de felicidade assim que viu Rachel.
“UECHEL !!!!!!!!!!!!!!!” Beth gritou e estendeu os bracinhos para que sua irmã mais velha viesse buscá-la.
Rachel sorriu.
Alguém pelo menos gosta de mim.
A babá achava engraçado todo o amor explicito entre as irmãs.
Shelby ficava com o coração derretido em ver tal cena.
“Kate obrigado pelo seu tempo” Shelby agradeceu a baby siter.
“De nada.” Kate arrumou suas coisas e depois se despediu.
Assim que a babá foi embora, Shelby e Rachel estavam mais a vontade para conversar.
“Vou preparar algo leve para almoçarmos. Podemos conversar se você quiser.” Ofereceu Shelby a Rachel enquanto tirava a jaqueta.
“Por mim tudo bem.”
Shelby foi até a cozinha preparar o almoço. Rachel a seguiu com uma Beth muito feliz em seus braços.
–-----------------x---------------------x-----------------------x----------------------
A trindade, mais Lindsay, marcharam pelos corredores do colégio em busca dos membros do glee. Quem estava pelo caminho, se atirou contra os armários para deixarem o caminho livre para elas. Quem quer que seja que elas estejam procurando, com certeza estava em
sérios apuros.
Encabeçando a caçada, evidentemente era Quinn. Ela estava furiosíssima. Até quando ela e Rachel teriam que aturar situações como essa? Quinn havia prometido a si mesma que ela faria este relacionamento funcionar e que ela manteria Rachel segura de toda essa porcaria hipócrita que estavam jogando sobre elas.
Ela iria retaliá-los um por um. Eles só tinham coragem de abordar Rachel, mas cadê que eles vinham falar alguma na cara dela? Ratazanas... Quinn estava com tanta raiva que ela não seria capaz de digerir nada.
A meio caminho de entrar na área do refeitório as garotas foram abordadas por Becky.
“A treinadora Sylvester quer falar com vocês.”
Quinn considerou desacatar o pedido.
“Eu sei que você tá com muita raiva Q, mas aqueles bostinhas não vão a lugar nenhum. Temos glee após o almoço. Falamos com a treinadora agora, nos reorganizamos e depois caímos matando.” Diz Santana de modo firme. No momento, ela sabia que Quinn iria desobedecer a uma convocação da treinadora, só para rasgar em pedaços os infelizes do glee. Mas ela poderia fazer isso logo após ao almoço. E então elas teriam todos eles na mira.
Quinn respirou fundo. Santana tinha razão, pra quê se desgastar procurando-os se elas o achariam todos junto em um só lugar?
“Está bem.”
Um pigarreio atrás delas lhes chama a atenção. Era Lindsay.
“Vocês terão glee após o almoço, não é?” Quinn concordou. “Seria possível se eu pudesse participar também?”
Santana e Brittany trocaram olhares.
Quinn podia até não gostar de Lindsay, mas mesmo assim ela tinha que admitir meio que a contra gosto que a garota tinha ajudado.
“Se quiser, pode vir.” Quinn consentiu da má vontade.
Lindsay pouco ligou para a carranca de sua capitã, o que importava era apenas o castigo merecido pelos membros do glee.
–-------------------x------------------x----------------------x-----------------------
“E então vai me dizer o motivo da sua chateação?” Shelby perguntou suavemente.
Rachel brincou um instante com a sua salada, antes de responder.
“Qual a sua impressão quando você vê eu e a Quinn juntas?”
Shelby ficou um pouco surpresa com a questão.
“Como assim?”
Rachel se remexeu um pouco incomodada.
“Quão bom ou ruim... Nós parecemos juntas?”
Shelby olhou séria para sua filha.
“Rachel.” O tom dela foi o suficiente para agarrar a atenção da menina. “Eu quero que você me diga exatamente o que está em sua mente.”
Rachel mastigou alguns tomates antes de começar a falar. Sua mãe não tirou os olhos dela nem por um instante.
“Alguns dos membros do glee vieram questionar a mudança do meu relacionamento com Quinn. Em suma... Eles acham que eu não sou tão boa assim para ser namorada de Quinn, ou até mesmo ao lado dela.” Rachel falou com amargura. “Será que eu pareço tão horrível assim?”
Rachel sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, inesperadamente. Até quando as pessoas vão trata-la como se ela fosse menos digna do que um ser humano?
Shelby se levantou rapidamente e deu a volta na mesa. Ela se ajoelhou em frente a sua filha.
“Olhe para mim.” Como Rachel não fez. Shelby segurou o queixo da filha, para fazê-la olha-la. “Escute-me com atenção. Você é a pessoa mais digna que alguém poderia ter a sorte de ter ao lado. Quinn é quem tem sorte de ter uma menina linda como você tanto por dentro, quanto por fora.”
Rachel jogou seus braços ao redor do pescoço de Shelby e a abraçou com força. Shelby retribuiu com igual vigor.
Shelby ficava com o coração doído de ver sua filha se questionar se ela era boa o suficiente para alguém. Sua menina era a pessoa mais digna que ela conhecia.
“UECHEL! UECHEL! Beijo, Beijo.” Beth gritava do cadeirão.
Shelby riu.
“Tem uma pessoinha que te acha muito digna agora.”
Rachel fungou. Ela olhou para a mãe com carinho. Rachel acariciou o rosto maduro dela. Um rosto em que ela poderia enxergar como seu daqui a alguns anos.
“Eu te amo.”
O coração de Shelby falhou uma batida.
“Eu também te amo.” Shelby estava emocionada.
“Uechel!” Uma Beth muito indignada começou a bater a colher na bandeja.
As duas morenas começaram a rir. Elas voltam suas atenções para uma loirinha emburrada.
Beth agradece.
–--------------------x-----------------------x--------------------x--------------------------
A trindade sabia como fazer uma entrada triunfal. Elas entraram na sala com a mesma determinação que os EUA na invasão da Normandia. Sam uma vez comentou que a cada vez que elas faziam isso, ele imaginava a marcha imperial como trilha sonora de fundo. Mike e Artie concordavam com ele.
O drama em torno das duas já tinha começado a cobrar seu preço e elas estavam se sentindo esgotadas por isso já. Mas Quinn sorriu para si mesma, esse foi um teste de seu relacionamento e elas passariam por isso. Quinn iria garantir que isso acontecesse.
Assim que a trindade e Lindsay puseram os pés na sala, começou o pandemônio.
Quinn manteve-se firme durante o bombardeio de perguntas. Esses idiotas ainda não viram seu olhar, porque se tivessem reparado, apenas ficariam de boca calada.
“Calem a maldita boca!” Quinn cuspiu ressentida.
Silêncio.
“Até quando vocês vão continuar magoando Rachel?” Brittany perguntou séria.
O restante da sala ficou confuso. Como foi que eles magoaram a diva?
“Do que vocês estão falando?” Perguntou Mercedes em tom até humilde.
“Estamos falando da pequena abordagem no corredor.” Santana lembrou.
O glee se remexeu inquieto.
“Nós só estávamos perguntando a Rachel sobre a noticia tão bombástica que vocês duas são.” Artie falou baixinho.
“E vocês resolveram abordar Rachel em bando? Muito interessante Optimos Prime.” Santana olhou fixamente para Artie. “Porque não vieram perguntar alguma coisa a Quinn? Afinal chances é que não faltavam. Mas não... Vocês foram em cima de quem achavam que seria mais fácil arrancar alguma coisa, que devo frisar. NÃO É DA CONTA DE VOCÊS.” Santana intimidou todos.
Mike, Tina, Blaine, Sam e até Artie, ficaram envergonhados.
Puck franziu a testa.
“Que diabos eles fizeram com a minha jewbro?” Puck começou a flexionou seus bíceps ameaçadoramente.
Mercedes e Kurt resolveram ser corajosos.
“Nós não...” Começou Kurt, apenas para ser cortado por ninguém menos que Finn Hudson.
“Vocês disserem veladamente que Rachel não é boa o suficiente para Quinn. Como se Rachel não fosse boa para ninguém.” O rapaz explicou calmamente.
Todos olharam boquiabertos para Finn. O rapaz olhou diretamente para Quinn.
“Você tem muita sorte. Rachel é a pessoa mais incrível que alguém poderia ter a sorte de ter.” Finn sorriu melancólico. “Você é muito melhor do que eu jamais poderia ser para ela.”
O rapaz se levantou e encarou o restante de seus companheiros. Principalmente seu irmão.
“Eu não sou o cara mais sensível ou esperto. Como já é de conhecimento da maioria.” Finn olhou rapidamente para Brittany, lembrando-se das palavras dela. “Mas se tem uma coisa em que eu sou bom, mesmo que esse bom não seja tão bom assim... É que eu sei identificar muito bem quando Rachel está magoada. Magoada de verdade.” Finn disse triste. “Eu só sei que ela só escutou da nossa boca, que ela era uma porcaria.”
“Mas ninguém disse que Rachel era uma porcaria.” Mercedes se defendeu. Ela estava alarmada. Se a mãe dela houve mais uma reclamação sobre ela, seria seu fim.
Kurt se levanta um tanto indignado com seu irmão.
“Isso é um absurdo! Finn, de maneira nenhuma que falamos tal coisa para Rachel.”
“Sente-se Kurt!” Finn retruca de modo severo. O que impressionou a todos. “Vocês não disseram com todas as palavras, vocês disseram com as palavras que estão tão acostumados a dispararem para Rachel.”
Finn se vira para Quinn.
“Eu só queria saber por quê. Mas Rachel disse que não era da minha conta, e eu vou respeitar. Sinto muito se a deixamos chateada.”
Quinn considerou as palavras dele. Ela sabia reconhecer a sinceridade dele.
Santana pouco se importava com o gigante paspalho. Perto de sua Oonpa Loompa, ele não chegava. Assim como o porcelana e a gorda metida a Aretha.
Brittany acreditava em Finn. Mas ela não deixaria ele ou qualquer outro, chegar perto de Rachel, a não ser que a própria permitisse.
Lindsay encarava os principais agressores com desprezo. Ela não comprava de jeito nenhum o discurso aguado do gigante das montanhas. E quanto aquele moleque afrescalhado e a sua amiga nojentinha, nada do que eles disserem faria alguma diferença. Lindsay não gostava nem um pouco deles. Ela também desprezava a atitude passiva dos demais.
Quinn olhou para todos com dureza.
“Vocês vão me escutar com muita atenção. Se vocês querem saber de alguma coisa, perguntem a mim. Pois vou lhes responder a altura. Ou seja, manda-los para o inferno se eu julgar que o nível de intromissão esta passando dos limites.” A voz de Quinn baixou uma oitava. Causando arrepios nos presentes. “Alguns de vocês já haviam sidos advertidos sobre esse jeito de falar com a Rachel. Vocês não fizeram perguntas, vocês a intimaram a responder as suas perguntas. Como se ela devesse alguma satisfação.”
Quinn colocou a as mãos na cintura.
Xiiiiiii.......
“Aqui está o que vocês vão fazer”
Por aproximadamente vinte minutos, os membros ouviram de Quinn Fabray, o que eles não ouviram da própria mãe. Ela não se furtou de usar a intimidação e nem de rebaixar cada um deles aos seus próprios defeitos.
De modo sublinhado, ela mandou todo mundo se FUDER e cuidar da própria vida. E se algum dia eles se prestassem a ser uma pessoa decente, um amigo decente, talvez ela pudessem ter a HONRRA de serem reconhecidos como conhecidos de Rachel Berry.
–---------------x-----------------------x-------------------------x---------------------
Will pegou o discurso final de Quinn, com grande indignação. Tudo que acontecia de discórdia ultimamente tinha Rachel no meio. Ele estava cansado disso. Ele tomaria suas devidas providencias.
Esse namoro entre Quinn e Rachel estava se mostrando um grande ponto de discórdia. Sem falar na influência que Shelby parecia estar agregando em Rachel.
Will ainda se sentia muito insultado pelo que aconteceu no escritório. Ele achava que tudo foi muito injusto. Shelby e Quinn estavam se mostrando uma péssima influência para a diva. Então era sua obrigação como professor, zelar pelo bem estar de sua aluna.
Por tanto, Will tomou a decisão de chamar os pais de Rachel para uma conversa. Ele sabia que estava certo em suas convicções.
Notas finais
Faberry de montão.
Will Schuester é um bundão.
Fale com o autor