Manhattan
10 X
Notas iniciais
P.O.V Thalia
Antes de pular pela janela, dou uma olhada dentro do apartamento pra ver se a Mione ou a Annie não estão olhando (elas desprezam a Michaela e tudo que a use como meio de transporte.)
Como a barra está limpa, pulo pra dentro e jogo uma folha na cara do Rony.
—Hey! — ele protesta e mostro a língua.
—Cadê o bolo? — Nico entra na sala.
—Você realmente achou que porque a vizinha da tia da Annie está de aniversário você ia ganhar bolo? — peço, revirando os olhos.
—É bem a sua cara... só falou com a mulher uma vez na vida pra explicar que ele e a Annie tinham uma relação de professora e aluno e que o fato de o Nico precisar de aulas de Cálculo II não significa que eles dividam um amor platônico — Newt diz, se jogando no sofá.
— Ovo — Peeta geme entrando na sala. Ele está com um ovo na cabeça.
—Peeta... Era seu aniversário e você não disse nada? — a Kat pergunta, se levantando do sofá, onde estava deitada.
—Não — ele fala.
—Fui eu, mas foi sem querer! — o Cato fala entrando no apartamento pela Michaela. Sorte que nem a Mione nem a Annabeth estão aqui. — Eu fui jogar o ovo num chapéu.
—O problema foi que o Percy — nesse momento o dito cujo aparece na porta e joga os braços para o alto e a cabeça pra trás, fazendo uma pose dramática.
A Annie, que está atrás dele (provavelmente foi por isso que Percy subiu pela escada), dá uma joelhada nas suas costelas e ele entra no apartamento cambaleando.
—Havia deixado o chapéu na minha cabeça — Peeta completa.
— E quando o Cato ia jogar o ovo, um bandido roubou o chapéu — Percy termina.
—Que tragédia — comenta a Mione entrando pela porta com a Clo atrás dela.
—Peeta, quer um conselho? — o Finn pede saindo da cozinha.
—Hã? — Peeta pede.
—Vai tomar um banho — Finnick declara.
Peeta faz uma cara de taxo e vai tomar o bendito banho.
•••
—Emo Gótico das Trevas, eu ordeno que pare de jogar flores na minha cara — falo tirando uma flor de mim.
—Se eu sou o "Emo Gótico das Trevas", você é minha "Gótica Tenebrosa" — Nico tenta desviar o assunto. O olho com um olhar psicopata.
—Ou talvez seja a minha "Gótica Tenebrosa das Trevas" — ele fala jogando mais flores na minha cara, que eu jogo na cara dele, ou tento.
A Zoë então chama o Nico e ele me dá uma trégua.
Deito de bruços no banco da pracinha que fica perto dos nossos apartamentos, onde nós estamos, e começo a ouvir Stray Heart do Green Day.
Fecho os olhos e depois de uns dez minutos, quando When September Ends também do Green Day também acaba, os abro e dou de cara com um ser pálido de cabelos pretos me espiando da grama (pela fresta entre o lugar de sentar no banco e o encosto do mesmo), preparado pra jogar flores em mim.
—Da onde você brotou, di Angelo? — peço, revirando os olhos.
Ele começa a cantar:
—Eu estava aqui o tempo todo e só você não viu... — tampo sua a boca e me sento no banco. Nico se senta ao meu lado.
De repente ele coloca os braços nos meus olhos e canta:
—Hoje... é um novo dia, de um novo tempo, que começou! E... — calo a boca dele e digo:
—Não é fim de ano ainda, Nico. E essa música é brasileira — Nico morou no Brasil por um tempo.
—Vamos ser felizes! — ele me balança de um lado para o outro com os braços sobre os meus ombros.
Vendo que eu não estava a fim de cantar música de fim de ano, ele começa a cantar 21 Guns do Green Day.
Dessa vez, eu o acompanho.
P.O.V Annabeth
Acordo as 3:00 da manhã com uma sensação de vazio.
Fico tentando lembrar se levei algum pé na bunda ou algo do gênero mas nada me vem a mente. Então percebo: é fome.
Me levanto e resolvo ir ao quarto da Thalia. Ela sempre sabe onde achar comida. Bom, as outras meninas também, mas o quarto mais próximo do meu era o da Thals e eu não estou a fim de andar muito.
Levanto da cama e abro a porta do meu quarto, batendo na porta da frente, que é da Thalia.
Ouço uns gemidos e então finalmente uma Thalia descabelada e com cara de sono abre a porta.
—O quê foi, Annie? — ela resmunga.
—Ah, eu... tô com fome — falo.
—Hum... legal — diz Thalia.
—Você sabe aonde achar comida? — peço.
—Na geladeira, talvez?
—Ah, é. Obrigada.
—Você vai comer? — agora a Thals parece mais desperta.
—Sim — confirmo.
—Então eu vou junto — ela declara com um brilho nos olhos.
E então nos dirigimos à cozinha e abrimos a porta da geladeira, nos deparando com...
...com
...
...
—Tá vazia? — pede Thalia incrédula.
—Aff — falo. — Que fome.
—Precisamos ir urgentemente no mercado — fala ela é concordo.
—Tá. Onde mais tem comida? — peço.
—Aqui no apartamento em nenhum lugar — diz Thalia.
—Será que seria muito errado irmos no apartamento dos meninos e pegarmos o mínimo para a sobrevivência? — pergunto com um sorriso travesso e a morena sorri.
—Eles fazem isso toda hora conosco, pegar o mínimo não vai fazer mal — Thalia fala e saímos correndo em direção ao apartamento dos meninos (sim né, nos temos a chave.)
Enquanto atravessamos a rua correndo, tropeço no asfalto e bato meu dedão do pé, caindo no chão.
—Ai! — gemo.
—Annabeth! — Thalia chama.
—Tô bem! — falo e me levanto.
Logo chegamos ao apartamento dos meninos e abrimos a porta, indo em direção a cozinha e abro a geladeira, dando de cara com um maravilhoso pote de sorvete.
—Ai, que saudade de você, Juscleiton — falo, pegando o pote no colo. — Você é muito delicioso, sabia?
Thalia então pega duas colheres e me dá uma.
—Voltamos ou ficamos aqui mesmo? — pede ela e dou de ombros.
—Estou com preguiça de andar. Vamos ficar aqui — falo.
Nos sentamos no sofá dos meninos e começamos a comer o sorvete, suspirando.
Então o sono chega e durmo antes de terminar o pote.
P.O.V Percy
Acordo as 10:00 da manhã (é sábado, uai) e me dirijo à cozinha para comer o sorvete que eu comprei ontem, mas chegando na sala eu solto um berro: dois corpos estavam dormindo com um pote de sorvete derretido nas mãos. Annabeth e Thalia acordam com o meu grito e arregalam os olhos.
—Ah, oi Percy! A noite está muito linda, não? — Annie pede, com as bochechas vermelhas.
—Hã... na verdade é dia, Annie — falo e ela parece notar que a luz do sol entra pela janela.
—Ah, sim! Foi isso o que eu quis dizer — ela fala enquanto Thalia come o resto do sorvete.
—Por que vocês estão comendo o meu sorvete? — peço, indignado.
—Sabe aquela fome das três da manhã? — Annabeth diz. — Então, nós sofremos com esse mal.
—Ah bom — falo e paro para raciocinar um pouco. — Mas isso não é motivo para vocês comerem o meu sorvete!
Annie faz beicinho:
—Mas não tinha comida lá em casa!
—E não é como se vocês nunca roubassem a nossa comida — Thalia completa.
—Ah, mas isso não tem nada ver! — falo e então paro para pensar um pouco no assunto. — Tá bom.
—ÊÊÊ! — as duas se levantam do sofá e me dão um abraço duplo.
P.O.V Ronald
—Finnick, pega aquele pano — a Zoë delega.
—Rony, limpe seu estoque de coxinha de frango, por favor — a Mione fala com um suspiro e a olho boquiaberto.
—Como você descobriu? — peço. Aquilo é sigiloso ao máximo.
—Talvez pela placa de "NÃO ABRA ESTA GAVETA" em letras garrafais?! — ela diz, revirando os olhos.
—Mas se não era pra abrir, por que você abriu? — peço, confuso.
—Rony, a maioria das coisas que para você não devem ser descobertas, para mim devem — ela fala, me jogando uma esponja, um pano e um produto de limpeza, provavelmente um desengordurante.
•••
Suspiro. Pelo menos agora tem espaço para refazer o estoque de coxinhas de frango.
Vou explicar o motivo de termos virados empregados domésticos:
As garotas vieram no nosso apartamento. Simples assim. Elas acabaram vendo a bagunça que fazemos e agora estão nos obrigando a limpar nosso apartamento. Elas delegam e nós obedecemos. É maravilhoso.
—Annie, por favor, deixe nós tomarmos um milkshake — Percy implora.
—Não — ela responde, simplesmente.
—Mas isso é escravidão! — o Newt protesta.
—Escravidão é o que o Ronald estava fazendo com as coxinhas de frango — comenta Hermione, se jogando no sofá.
—Newt, deveria dizer que quando jogamos futebol, nós guardamos a bola no lugar, não deixamos ela na transição entre o seu quarto e o do Finnick — a Zoë fala.
—Hã... — Newt tenta formular uma desculpa. — É que a bola fica patrulhando o corredor à noite, sabe?
—Não, não sei — ela retruca com um ar reprovador. — E por que raios a bola tinha o nome de Jurandir?
—Ah, longa história — digo. — Jurandir era um-
—TONIGHT WE ARE YOUNG! SO LET SET THE WORLD ON FIRE! WE CAN BURN BRIGHTER THAN THE SUN! TONI... — Peeta, que cantava e fazia gestos com o pano enquanto limpava, é interrompido por Katniss:
—Peeta, para. Acho que você precisa de um hambúrguer.
—AAAAH — Nico revira os olhos. — Acho que eu também preciso de um hambúrger — ele cai no chão simulando um desmaio. Todos olhamos para Nico com uma cara de paisagem.
Eu e o resto dos meninos nos jogamos no chão também.
O que não se faz pela comida, não é mesmo?
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