Manhattan
11 XI
Notas iniciais
P.O.V Cato
Estamos no Starbucks fazendo nossos pedidos, já que estávamos com fome.
—Uma água com limão, por favor — Zoë fala.
-Batata frita — peço. Eita. A educação ficou em casa. — Por favor.
-Coca azul — Percy fala e a moça o olha intrigada.
-Hã... Não temos Coca azul aqui — ela responde.
-Como assim, vocês não tem Coca azul?! — ele pede indignado.
-Percy, Coca azul não existe — Zoë fala.
-Mas eu já bebi! — ele fala.
-Fomos nós que colocamos corante na sua Coca, Percy — Nico explica.
-Ahhhh — Percy compreende.
•••
-Ó, mais uma piada! Pra quê tem uma cama elástica no Pólo Norte? — Finnick pede e responde: — Para o urso pol...
-CHEGA, FINNICK! — brada a Joh — EU 'TÔ COM FOME E VOCÊ COM ESSAS PIADAS RUINS NÃO ESTÁ AJUDANDO!
-Desculpa — Finnick faz beicinho e Joh o olha como quem diz "Que tipo de distúrbio você tem?"
-COMIDAAA — Zoë berra quando nossos pedidos chegam na mesa.
Ela bebe de uma só vez a água com limão que pediu.
-Vossa comida está excelente — ela observa.
-Hã... Zoë? — pede Newt.
-Sejas educado, Newt — ela fala.
-Quê? — pede Reyna.
-Zoë, tudo bom? — peço.
-Esse hamburger está formidavelmente agradável às minhas papilas linguais — Zoë continua filosofando e Newt a agarra pelos ombros, a chacoalhando.
-Zoë... — Newt chama.
-Precisão de linguagem, Zoë — fala Clo tomando um gole de seu milk-shake.
-Zoë, você 'tá bem? — Newt pede e ela responde:
-Tu estás me chacoalhando, loiro.
-Pelo menos ela não esqueceu meu apelido — Newt comenta.
-Tu estás me chacoalhando -Zoë repete, mas dessa vez sem o "loiro" e Newt se preocupa:
—Ih, a coisa 'tá séria — ele larga seus ombros e começa a dar tapinhas em sua bochecha.
—Zoë? — ele pede e ela pega o copo de limão com água para beber.
—Não! — Hermione tira o copo da frente dela.
—Não tire o copo da minha frente, Hermione Granger — declara Zoë.
—Zoë, acho que você não pode beber água com limão — Newt fala o óbvio e concordamos.
Os olhos de Zoë então clareiam:
—É, eu sei — ela diz é volta a comer.
—YOU USED TO GET IT IN YOUR FISHNETS, NOW YOU ONLY GET IT IN YOUR NIGHT DRESS... — começo a cantar _Fluorescent Adolescent_ do Arctic Monkeys e Clove tapa a minha boca falando:
—Vocês andam cantando muito ultimamente — observa. — Estão apaixonados?
—Só se for por você, baixinha — falo com um sorriso e dou um beijo em sua bochecha, ela fica meio corada, mas fala:
—Não me chame de baixinha, Catito.
•••
P.O.V Annabeth
—Percy Jackson, você é retardado? — peço para o ser que está sobre o primeiro galho da Michaela. São três da tarde e hoje é Sábado. Eu estou na frente do apartamento, fui comprar uns livros no shopping e voltando encontrei esse molasso pendurado na árvore.
Percy geme e o ouço murmurar um "ferrou" enquanto desce da Michaela.
—Annie! — ele me chama quando está na minha frente. — Que dia lin...
—O quê exatamente você estava fazendo subindo na Michaela? — o interrompo.
—Hã... procurando alimento? — fala, com uma carinha inocente.
—Percy, você sabe que a Michaela não é uma árvore frutífera — pressiono.
—Hã... eu ia pegar comida no apartamento de vocês, na verdade.
—Ah, eu já suspeitava — digo, revirando os olhos. — Vamos pegar algo no Starbucks.
•••
—Obrigado — Percy fala, pagando os sorvetes. Vamos aproveitar enquanto é verão.
Nos sentamos no banquinho da praça e vi começamos a tomar nossos sorvetes.
Quando dou a primeira lambida no meu, estremeço. É tão bom e tão gelado ao mesmo tempo.
—Frio, Sabidinha? — Percy pede.
—Ah... — antes que eu possa terminar, ele me abraça pelos ombros e me puxa para perto.
Encosto a cabeça em seu ombro.
Percy então coloca um pouco de sorvete na minha testa.
—Jackson, você sujou o meu cabelo — digo.
—Ahh, Annie. É só um sorvetinho — ele responde, passando o sorvete agora no meu nariz.
—Meu nariz — essas palavras devem intimidá-lo. Ele apenas da um sorrisinho e beija o ponto do meu nariz onde ele passou o sorvete.
Passo então meu sorvete em sua bochecha e falo:
—Percy, acho melhor você parar. Eu também posso fazer isso.
—Ok! — ele diz parando de passar sorvete na minha cara.
P.O.V Finnick
—Jojô! — berro.
—Que foi, criatura?
—Criatura?
—É.
—Você poderia me chamar de "Finn" ou "Finnickzinho" ou "Finnzinho" ou "FinnFinnickzinho" ou...
—Chega, criatura.
—Jo...
—O quê você quer?
—Quer fazer alguma coisa? — peço.
—Tá. Cadê os outros? — ela pede.
Talvez eu a tenha feito esquecer o "criatura". Talvez ela apenas esteja com preguiça de continuar falando.
—Saíram — respondo.
—Foram para onde? — ela pede.
—O Newt e a Zoë estão fazendo trabalho da faculdade, o Cato, a Reyna, o Leo, a Clo, a Thalia e o Nico foram no cinema...
—Foram no cinema e não nos levaram?! — ela pede abismada.
—Estavam passando só filmes chatos — digo e ela se convence, já que temos o mesmo gosto para filmes. — A Hermione e o Ronald foram à Biblioteca.
—Ronald foi na Biblioteca? — Joh pede, incrédula.
—Ele não quis deixar a Hermione ir sozinha — explico. — O Percy foi pego no flagra pela Annie enquanto subia pela Michaela...
—Como você sabe disso? — ela pede, estreitando os olhos castanhos.
—Ah, é que eu estava junto com o Percy, mas consegui fingir que era um arbusto a tempo — esclareço.
—Ah bom.
—E o Peeta e a Katniss foram no zoológico.
—O Peeta finalmente tomou vergonha na cara e foi visitar os parentes? — ela pede.
—Hã-hã — confirmo.
—Então, o que você quer fazer, criatura? — ela pergunta. Acho que ela não esqueceu o apelido.
—Hã...
—Cinco segundos — ela pressiona.
—Hã... — desejo dar um chute no traseiro da minha lerdeza. — O quê você quer fazer?
—Três segundos!
—Você pulou do cinco para o três, sua analfabeta! — digo e Johanna põe a mão na cara.
—Isso são números, não letras, Finnick. E eu contei o quatro mentalmente, dããã.
—Hã...
—Um!
—Filme! Vamos ver um filme! — falo. — Espera... o que ia acontecer se você chegasse no zero?
Ela dá de ombros e fala:
—Nada. Eu só estava testando se você se tocava de que nada estava em jogo.
—Mas... — protesto.
—Vamos comer um brigadeiro — ela diz e eu começo a me dirigir à Michaela. — Hã-hã, Odair. Nós é que vamos cozinhar.
—Cozinhar? — peço. — Você domina essa arte?
—Claro — ela diz como se fosse óbvio. — Eu sou uma garota com dotes culinários.
—Bom, se você diz — digo, dando de ombros e me dirigindo à cozinha.
•••
—Finnick, você precisa fazer um círculo, não um brigadeiro em formato de amoeba! — ela diz.
—Ah, tanto faz, Joh! — ela toma a minha obra prima de mim e a transforma em um círculo redondo e sem graça.
—Mas isso não tem criatividade, não tem forma, não tem vida! — exclamo.
—O quê não vai mais ter vida vai ser o seu dedo se você tentar encostar nesse brigadeiro! — ela ameaça.
—Mas como é que eu vou comer? — peço.
—Você me entendeu — ela retruca.
•••
—Caramba, Jojô! Você realmente tem dotes culinários! Sabe fazer miojo? — me impressiono.
—Claro — ela responde.
—É bom, né?
—Sim, mas agora foque no brigadeiro.
Então Joh dá o play no filme e a puxo pra perto, a fazendo encostar a cabeça no meu ombro, porém a porta é escancarada e Katniss e Peeta entram. Peeta anda com a ajuda de Katniss e seu dedão está enfaixado.
—O que que deu? — peço.
—Um cara atropelou o pé do Peeta enquanto saíamos do zoológico — explica a Kat.
—Ah, a visita aos parentes não deu certo, Peeta? — a Joh comenta e Kat solta uma risada.
—Ei! — ele protesta.
—Venham, vamos ver esse filme logo — falo e os dois se sentam, Peeta apoiando o pé com o dedo quebrado em uma almofada.
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