Manhattan
18 Capítulo XVIII
Notas iniciais
P.O.V FINNICK
Nesse momento estou no cinema assistindo Procurando Dory junto com os outros. Quer dizer, a Reyna e o Valdez não vieram, mas o resto está aqui.
Enquanto tento roubar mais pipoca doce da Joh, que está ao meu lado, e reflito o porquê de as pipocas acabarem tão depressa, recebo um tapa na cabeça.
— Tira essa mão da minha pipoca, Odair! — a Joh berra e eu tapo a boca dela com a mão. Mesmo não conseguindo ver seu rosto, tenho certeza de que ela revira os olhos.
— A minha acabou! — explico e tiro a mão de sua cara.
— E daí?
— Eu não quero morrer de fome.
— Nem eu. Se você não sabe, não consigo sobreviver lambendo o gloss da boca. — ela retruca.
— Pelo menos você tem gloss na boca. — resmungo e roubo mais pipoca.
Ela dá de ombros.
Vejo que Annabeth está quase dormindo no ombro de Percy, que está completamente focado no filme. Kat e Peeta estão dormindo, Thalia e Nico estão disputando pedra, papel e tesoura e os outros (Mione, Ron, Zoë e Newt) estão vendo o filme.
Logo a pipoca da Joh acaba e a sede vem com tudo. Bebo o resto da minha coca-cola e a Joh bebe seu suco de laranja.
— Ai. — ela resmunga. — Preciso de mais suco de laranja.
—Quer o meu? — Thalia pede.
—Passa pra cá.
***
O filme termina e saimos do cinema rindo e agindo normalmente, ou seja, como um bando de idiotas.
A Joh não parou de beber suco de laranja até agora e estou começando a ficar preocupado. Lanço um olhar para Thalia, que está ao meu lado e que já experimentou os efeitos de excesso de suco no corpo. Ela apenas balança os ombros e fala:
— Relaxa, são efeitos normais do excesso de suco de laranja. Ela vai voltar ao normal, hã... dentro de algumas horas.
— Horas?!
— É, relaxa.
Então Annabeth (que está meio grogue por só ter acordado no final do filme), Percy (que está muito alegre por ter assistido Procurando Dory), Johanna (que está sob os poderes do suco de laranja)e Nico (que esta feliz por sair do cinema) começam a cantar/berrar no meio da rua a música Do I Wanna Know do Arctic Monkeys.
Então chegamos no carro de Cato e ele me puxa para dentro junto com Clove, Percy e Annabeth.
O Newt, a Zoë, a Thalia e o Nico vão de moto e o resto do pessoal (Joh, Peeta e Kat), vão andando e procurando o carro da Joh, que ficou mais longe. Vejo que Johanna está olhando ao redor freneticamente. Ah, ela perdeu o carro na rua. Sempre acontece.
Cato liga o carro.
Joh parece encontrar o dela e ensaia uma corridinha, mas então tropeça no asfalto e cai de joelhos e mãos no chão e logo se levanta, como se nada tivesse acontecido e uma cara de paisagem.
— A Joh caiu! — berra a Clo rindo.
— Vamos parar ali e ver se tá tudo bem. — falo, mas a Clo diz:
— Não! Ela vai ficar mais envergonhada do que já está, confie na chefe.
— Vamos parar! — digo. Cato para o carro e vamos até onde a Joh está.
— Joh, tudo bem? — pede a Annabeth e vejo Johanna ficar vermelha.
— Sim! Por quê estão aqui?
— Porque você caiu.
— Hã? — ela fica mais vermelha. — CARAMBA QUE VERGONHA, ALGUÉM VIU?
Bom, eu acho que metade das pessoas no barzinho que tinha na frente do lugar onde ela caiu viram a cena fora nós, mas não comento.
— Não, não. Fora nós ninguém. — o Percy diz. Ficamos quietos.
— Ah, ok. MAS POR QUÊ VOCÊS TINHAM QUE VIR AQUI? — Joh berrou.
Clove aponta para mim, me dando a culpa. Dou de ombros me encolhe não.
— FINNICK, EU QUERO QUEBRAR SEU DEDINHO. — berrou ela.
— Calma, Joh! — falo amedrontado.
— EU TÔ CALMA! POR QUÊ QUE O ASFALTO EXISTE?
— Calma — Clo fala.
— Tá. Eu tô calma. — fala a Joh, parecendo mais calma. Ela se vira e dá três passos e então para e solta um berro gutural. — QUE DROGA, CARAMBA! -E volta a andar.
— Vou com ela. — aviso e os outros assentem. A sigo.
Melhor não colocar a vida em risco com uma Johanna louca no volante.
Apesar dos protestos da Joh, eu entro no banco do motorista e Peeta e Katniss entram logo atrás.
Ligo o carro.
— Joh — fala o Peeta animado — Foi muito bom! Você devia repetir!
Johanna direciona o olhar mortal para meu amigo, mas ela apenas responde:
— Talvez outro dia.
E rimos.
Começo a andar pelas ruas. Estávamos em silêncio, nem o rádio funcionava. Quer dizer, não tinha rádio.
—Cadê o Aristocláudio?
—QUÊ? — o Peeta pede.
—A Clo pegou emprestado porque o rádio do carro dela sumiu. — explica a Joh compreendemos.
—Quê triste. — fala Katniss.
Acho que eu devia explicar a linda história do Aristocláudio. Confira abaixo:
"Era um lindo dia. Estávamos apenas eu, a Joh, a Kat e o Leo na casa das meninas e resolvemos ir no Starbucks.
Porém, no caminho passamos por uma loja de eletrônicos onde havia um moço corpulento bloqueando a porta e a Johanna anunciou:
— Dá licença, eu preciso comprar um rádio.
O cara olhou pra ela sem entender e falou:
—Quê?
—Um rádio.
-Ata. — ele nos deu licença e entramos.
Logo um moço veio nos atender e pediu o que queríamos e a Joh pediu o tal rádio. Ele nos mostrou os rádios para carro que tinham e a Joh já estava apontando pra um pretinho quando eu gritei:
—Não! Esse é muito sem vida!
Ela é Katniss olharam para mim como se eu fosse louco, mas Leo ficou ao meu lado e falou:
—Ele está certo, senhoritas. Muito gótico para o meu gosto.
—Leo, desculpa, mas o seu gosto não é dos melhores. — falou a Kat e ele fez cara de ofendido. Infelizmente era verdade, havíamos tirado essa conclusão no dia em que ele comprara para sua mãe um par de botas laranja néon, alegando que iria combinar com um vestido rosa que ela tinha._
—Mas esse rádio preto não 'tá com nada! — reclamei.
—Ok. — falou a Joh. — Então o quê você sugere?
Apontei para um rádio rosa pink e ela me olhou como se eu fosse louco.
—ROSA PINK?! — a Joh berrou.
—É tão bonito! — falei com uma cara de adoração em direção ao rádio.
—Você 'tá brincando.
—Ah, Joh... — a Kat falou, tomando meu partido. — Esse rosa está bonito.
Ela fez uma cara do tipo: Alguém chama o psiquiatra, acho que meus amigos estão precisando.
—Viu? — falei. — Até a Kat concorda. Três contra um.
—O Leo não votou ainda, então é dois contra um. — a Joh alegou.
— Tá bom! — falou Leo.- Eu concordo com eles.
— Aff. Ninguém merece. — ouvimos ela resmungar, pegar o rádio e entregar para o atendente, que estava com um sorriso divertido na cara.
— PERA! — Leo berrou e olhamos para ele assustados. — Temos que nomear o rádio!
Concordamos e eu e Joh berramos juntos:
—ARISTÓTELES! — berrei.
—CLÁUDIO! — berrou ela. Nos olhamos.
—Tá. Pode ser Aristocláudio! — falou a Kat e olhamos para ela, a Joh e o Leo fazendo sinal de positivo.
—ISSO! — falei e o nome virou oficial. Até escrevemos seu nome com caneta permanente no objeto e ao lado colocamos: Aristocládio, o rádio pink.
Linda história, não? Pois é.
Mas então. Estamos aqui no carro da Joh na maior depressão sem o Aristocláudio. Fico imaginando o pessoal no carro do Cato ouvindo música boa e lendo o nosso lema: Aristocláudio, o rádio pink.
Quase entro em depressão, mas o Peeta não deixa e berra:
— EU VOU CANTAR!
Olhamos para ele e a Kat berra:
— PEETA, DE NOVO NÃO! Mas, infelizmente, era tarde de mais:
— NÃO RICK MARTIN, SAQUÊ! CRIA UM MARGINAL NESSA BABY NÃO MORRE!
— O quê é isso? — peço e o Peeta fala:
— É K-POP, MON AMOUR. — ele explica e Kat bate na cara.
— RICK MARTIN, NÃO SE REPRIMA! -aconselha a Joh.
— PORQUE SARA MANDOU ME MORDÊ — Peeta continua e Kat súplica:
— Peeta, por favor...
— O CHUCHU! — ele berrou.
— Cara, você... — começo e sou interrompido novamente:
— O MUNDO É UMA POLENTA! — a Joh berra.
— TRÁS PASTEL PRA GRIPEEEE! — agora foi o Peeta. — QUERIDA EU VOU CHUTAR O MICKEY!
— SARAH NÃO DOMINA O JOHN! — Joh. As frases estão ficando cada vez mais filosóficas.
Nesse momento, a moto de Nico fica ao lado de nosso carro. Thalia berra:
— QUERIDA EU VOU CHUTAR O MICKEY! — como ficamos sem reação ela faz uma cara confusa e olha para nós:
— Ah, vocês já fizeram essa?
Concordamos com a cabeça. A última frase de Thalia antes de Nico acelerar em direção ao apartamento é: Dane -se.
P.O.V Zoë
Entro pela Michaela e me jogo no sofá.
-Zoë? — ouço a voz do Newt. Ele obviamente está na cozinha. Ele vem até a porta e se encosta no batente da mesma. Ele, obviamente, está comendo um hambúrguer.
-Enchendo o tanque de novo, loiro? — peço rindo.
-Saco vazio não para em pé, ué — ele retruca.
-É saco cheio de mais tomba — falo, ainda sorrindo.
—A senhorita está insinuando que estou gordinho? — ele pede indignado.
Reviro os olhos. Newt definitivamente não é gordinho nem aqui nem na China, até por que ele é um dos únicos por aqui que faz academia, então né.
—Pois saiba que meu tanquinho tem vida longa — fala ele mordendo o hambúrguer.
-Ok, Sr. Barriga Chapada — respondo e ele dá sua típica risada rouca, se sentando ao meu lado.
Deito a cabeça em seu colo e ele começa a afagar meus cabelos. Nesse pequeno momento de silêncio que temos, eu ouço uma voz e, ao olhar para a cara de Newt, percebo que ele também está ouvindo.
Isso é estranho, já que supusemos que estávamos sozinhos. Era para todos estarem fora.
—Lítio, Li, 3, 6.94, sólido... — eu e Newt continuamos nos entreolhando, tentando entender um sentid por trás das palavras que a voz fala. Mas, logo em seguida, percebemos que a "voz" se trata de Katniss, que fala coisas sem sentido como a vista acima. Pelo som, ela deve estar no quarto dela.
-Ae, cambada! — Leo berra aleatoriamente ao pular pela janela.
Depois dele, entram também pela janela Reyna, Cato, Clo, Joh, Finnick (com um galho emaranhado no cabelo), Peeta, Percy (com uma cara preocupada) e Annabeth.
ANNABETH.
ANNABETH SUBIU PELA MICHAELA.
Isso mesmo.
Pois é, nem eu entendi.
—ANNABETH? — eu e Newt gritamos. Se você está boiando pelo nosso espanto, a explicação para ele é que Annabeth abomina a Michaela e tudo o que a use como meio de transporte, lembra? Então.
-Ah, sim. Decidi me abrir a novas experiências — ela explica displicentemente.
-Na verdade, ela quer é torcer o pé, ou algo pior, tipo a Mione — Percy explica, e entendo a expressão preocupada dele. Annabeth dá de ombros.
-Ué, um pouco de folga não mata ninguém — ela retruca.
É que desde que Mione torceu o pé, ela vem ficando na folga: não precisa ajudar na limpeza, Ronald a leva pra tudo que é canto, entre outras regalias. Mas ué, ela torceu o pé.
-Ah, então você quer se quebrar — Newt compreende.
-Isso foi excessivamente suicida e trágico, Newt — Annie fala.
-Ok, mas você querer se machucar é masoquista.
-Eu quero ficar na folga. Interprete como preferir.
-Cadê Katniss? — Peeta pede.
Ficamos em silêncio, conseguindo ouvir Katniss recitando de seu quarto:
-Ítrio, Y, 39, 88.91. Elemento sólido. Zircônio, Zr, 40, 91.22. Elemento sólido. Nióbio, Nb, 41, 92.91. Elemento sólido.
-Mas que marimba é essa? — pede Leo bem no momento em que Rony abre a porta. Ele entra ajudando Mione a fazer o mesmo com um braço debaixo dos seus ombros.
-Chama-se Tabela Periódica — Mione explica.
-Ahhhh — um ruído de compreensão se espalha.
A única voz que não se faz ouvir é a de Clove. Todos olhamos para ela, que carrega uma expressão confusa e fala:
-Nunca ouvi falar desse negócio.
Apenas reviramos os olhos imaginando o que ela fazia nas aulas de química que teve no passado. Katniss continua falando aquela poesia sem sentido que Hermione falou que é a Tabela Periódica:
-Seabórgio, Sg, 106, 266. Elemento sólido. Bóhrio, Bh, 107, 264. Elemento sólido.
-Que horror — Clo se joga no sofá ao meu lado.
-Hássio, Hs, 108, 277. Elemento sólido — Kat prossegue e fala mais alguns nomes:
-Roentgênio, Rg, 111, 272. Elemento sólido.
-Olha, esse é um bom nome para cachorro! — Percy fala e o olhamos incrédulos. — Roentgênio! Roentgênio! Vem aqui, Roentgênio!
Todos colocamos a mão na cara, pelo que Leo fala:
-Eu vou tomar um todinho sem canudo.
Após essa feliz observação, apenas o seguimos para fora do apartamento, ouvindo Katniss falar mais alguma coisa. Provavelmente outro nome para cachorro.
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