Malditos Sentimentos
45 Revelações & Pianos
POV Cassidy
Eu estava realmente muito nervosa com tudo isso e a cara do moreno não ajudava muito. E se eu estivesse grávida? E se eu ficasse grávida de uma pessoa que nem se lembra que um dia fomos namorados? Dallas não entendia porque eu estava tão nervosa, mas talvez se ele soubesse da verdadeira versão da história, ficaria mais nervoso que eu.
-FALA LOGO! -Supliquei pra ele e o mesmo me olhou com uma cara séria e um olhar severo. Eu via as pessoas andando pela rua e nem ligava mais. Não tinha chão.
-"Negativo." -Falou sorrindo e eu mal pudi acreditar em suas palavras.
-Dallas...
-Ei, você não precisa se preocupar. Deu tudo certo. -Eu conheço aquele sorriso. Eu comecei a chorar. Chorar desesperadamente e ele me abraçou fortemente.
-Você não sabe mentir. -Falei entre lágrimas e ele me abraçou mais forte ainda. Eu sei como, mas ele consegue me dar uma segurança que quase vale a pena tudo que eu passei pra receber esse abraço novamente.
-Loira, eu...
-Me abraça de novo, por favor. -Supliquei e assim ele o fez. Palavras não podiam descrever esse momento. Era ele. Aqui e agora. E seu suave perfume que me embriagava ou talvez a sua presença que me dava forças para continuar. Eu não queria pensar em como eu vou cuidar desse filho, em como eu vou dizer a verdade para o Dallas ou em como eu vou conseguir ser vista pelas pessoas. Eu não me arrependo. Pelo menos, não aqui e não agora.
-Droga! -Ele falou irritado e eu a olhei confusa. -Eu me odeio.
-Por que?
-Eu queria ter feito algum enquanto eu pudi. Eu queria ter socado a cara desse garoto que te fez passar por isso. Eu queria... -Ele socou a parede e eu me assustei com isso.
-Ei! Dallas! Dallas! Se acalma, tá legal? -Toquei em seu braço. -Não foi só culpa dele, foi minha também. E agora eu tô arcando com os meus erros.
-MAS ISSO TÁ ERRADO. -Me espantei. -QUAL É O NOME DESSE GAROTO? ME FALA AGORA.
-Não importa.
-Como não importa? Cassidy, cai na real, VOCÊ TÁ GRÁVIDA. Ele não pode te deixar assim. Me fala quem é.
-Não. -Falei seca. -Não com você desse jeito.
-De que jeito?
-Dallas, você precisa se controlar.
-EU TÔ CALMO. -Ele abaixou a voz. -Eu tô calmo.
-Eu tô vendo.... -Ironizei. -Olha, não precisa se preocupar comigo, tudo bem? Eu preciso ainda botar minha cabeça no lugar e ver o que eu preciso fazer em relação a esse filho e...
-Você não tá pensando em abortar, não é?
-Não. Nunca vou tirar uma vida de uma pessoa por um erro meu.-Falei decidida. -Dallas, se importa se eu for pra casa? Eu preciso pensar. Eu preciso pensar em tudo. Nesse momento, eu não posso perder o controle e nem você porque eu preciso de você assim como você precisa de mim e eu não quero que isso acabe.
-Claro. Eu te levo.-Ele estava bem menos alterado do que antes, mas ainda dava vestígios que não havia se inconformado e que iria buscar o pai dessa criança custa o que custasse. Eu tenho medo do que posso acontecer porque se o Dallas "herdou" essa impulsividade, ele pode fazer coisas nas quais arrependa perdidamente.
POV Austin
Eu procurei o Dallas em todo canto, mandei mais de 20 mensagens e liguei mais de 30 vezes para o seu celular e o mesmo na Cassidy, mas nada. Eu estava desesperado com o que podia acontecer com eles dois, mas talvez eu esteja me preocupando demais, eles se amam e eu sei disso... talvez estejam só se reconciliando? E isso faria a Ally "livre" dessa coisa toda. Eu suspirei aliviado com esse pensamento, mas logo ele se apavorou de novo quando eu olhei o visor do meu celular.
"Joychatinha."
Suspirei e atendi.
"-Alô?"
"-Fala gazela loira."
"-Há quanto tempo, Joychatinha."
"-Haha. Você e sua falta de apelido, lombriga velha."
"-Fala o que queres logo porque eu tô com uma agenda lotada."
"-Uiii o viado tá com uma agenda lotada."
"-Fala logo, imbecil."
"-Quanta audácia, lombri"
"-Lombri?"
"-Apelido pra lombriga haha"
"-Muito engraçado agora fala logo." -Eu não tava afim de conversar com a Joyce. Não que eu a odiasse ou algo assim, mas é porque eu não quero problemas com a Ally e eu realmente acho que não vale a pena isso.
"-Bem... o ensaio da banda vai ser mudado pra casa da irritante da... você sabe quem."
"-Nossa! Ainda não superou, Joy?"
"-Quem esse otário pensa que é? Me trocar por uma desnutrida com aquele cabelo loiro oxigenado feito de chapinha mal feita."
"-Ei! A Rydel é bonita."
"-Ótimo, mas um pra defender essa idiota. Cala a boca lombri porque a Rydel pode ser bonita, mas eu sou mais." -Disso eu tinha que concordar. A Joyce era muito bonita e poderia ser até mais que a Rydel.
"-Ok, eu estarei lá." -Mudei de assunto na hora.
"-Ótimo. A gente se ver."
Desliguei o telefone assustado. Ela voltou.
-Quem você vai ver? -Respirei fundo e olhei para a sua cara. Elliot.
-Não te interessa.
-Nossa! Calma, Moon. Eu só queria ser gentil e começar um papo.
-Cai fora, imbecil. Eu juro que um dia eu está te visitando na prisão com um sorriso no rosto de satisfação pelo o que eu vou fazer.
-O que você vai fazer? -Ele me desafiou.
-Um bom jogador não revela os seus truques.
-Não Austin, um bom jogador revela os seus truques pois tem a segurança que eles vão dar certo de todo o jeito. Não entende? Eu estou um passo a frente de todos vocês e eu estarei aqui vendo o fracasso do seu irmão e sabe qual parte vai ser mais interessante? Você não vai poder fazer nada porque na altura do campeonato, você estará morto.
-Eu não tenho medo de você.
-Essa história agora não se trata de medo. Se trata de habilidade e agilidade então boa sorte tentando me detonar porque quando você pensar em fazer isso, você já estará detonado. -Elliot saiu sem me deixar falar nenhuma palavra. O que esse idiota vai fazer agora? Sabe? Eu não tenho escolha a não ser entrar no jogo, mas cautelosamente. Eu não quero que mais ninguém se machuque. Suspirei e seguir para o ensaio da banda já que Ally tinha ido com o Lester procurar o Dallas.
POV Geral
Dallas havia deixado Cassidy na casa dela muito preocupado, mas não mais que a própria loira que havia tentado se acalmar há algumas horas mas nenhum sinal de calma. Como contaria pra sua mãe sobre a gravidez? Aliás, como contaria para os seus tios e o Dez sobre a gravidez? Eles nunca deixariam pisar de novo na casa deles e ela estaria de volta para o interior onde ela viveu e ela não queria isso.
-Olá, prima. -Falou o ruivo e ela abriu um imenso sorriso. Esses dias, eles nem haviam mantido muito contato porque ela estava ocupada com o Dallas e o mesmo com a Trish.
-E ai primo? Nossa! Quanto tempo!
-Pois é. Parece que não vivemos na mesma casa, não é?
-É mesmo! Como vai com a Trish?
-Vai mais ou menos. Ela não quer assumir um relacionamento sério agora, mas eu gosto muito dela.
-Você sempre gostou muito dela.
-É mesmo. -O rapaz sorriu. -Eu me lembro que eu sempre te infernizava falando sobre ela.
-Pois é... mas se você gostava dela, a surpreenda.
-Como assim?
-Ah Dez! Você sabe melhor que eu como a Trish é, então...
-É, você tem razão.
-Eu sempre tenho. -Disse me gabando e ele riu.
-E como está com o Dallas?
-Nem me fala primo...
-Imagino, mas tudo vai ficar melhor. Eu sei disso.
-Tomara. Eu só preciso relaxar um pouco porque tem muita coisa na minha cabeça e eu só queria me acalmar. -Ele então apontou para o piano que havia na casa dos primos dele e olhei para ela que entendeu o recado. -Mas eu não toco faz anos...
-Você não escreve? Então, tente. Tocar sempre me ajudou e eu aposto que vai te ajudar também.
-É, vou tentar. Obrigada primo.
-De nada, Sisi. -Ele falou usando o antigo apelido dela.
-Para com isso! Eu odeio esse apelido.
-Sisi. -Ela parou de repente e lembrou do Dallas. Ele teria feito exatamente a mesma coisa que o primo fez. Tê-la irritado. Como ela sentia falta dele. Era um sentimento forte e que ela precisava esquecer. Ela precisava de alguém que a amasse por completo e mesmo que o antigo dallas não morresse completamente, seria existiria ally e kira pra atrapalhar a felicidade deles e ela não estava mais com disposição pra isso. Ela pegou o piano e começou a dedilhar algumas notas de um refrão que ela havia escrito. (N/A: Just Give Me a Reason — P!nk)
"Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second we're not broken just bent
And we can learn to love again"
De repente, ela sente um peso leve em seu ombro, e se surpreende ao ver quem era.
"It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken just bent
And we can learn to love again"
Elliot. Ela não teve tempo de dizer nada porque o moreno havia sentando ao seu lado e dedilhado mais algumas notas.
"I'm sorry I don't understand
Where all of this is coming from
I thought that we were fine"
Ele fechou os olhos e começou a tentar inventar mais alguma letra para a música, mas desistiu.
-A música... -Ele começou. -Está muito boa.
-Obrig...
-Mas precisa de certos arranjos profissionais e só temos um refrão concluído.
-Nós?
-Sim ou você acha que é só você que vai tocar no trabalho da escola?
-Pensei que estivesse precisasse de suas preparações vocais e gays. -Ela sorriu e ele o fuzilou com os olhos, mas logo depois, acabou rindo também.
-Sabe? Você é talentosa.
-Elliot Christian me elogiando sem um pingo de galinhagem? Nossa! Não esperava ouvir isso um dia. -Ela falou zoando, mas ele pareceu a ignorar.
-Foi para o Dallas essa música? -Perguntou com um olhar meio estranho. O moreno não queria olhar para ela de jeito nenhum e ela pareceu notar isso.
-Sim. -Ele assentiu e voltou a dedilhar mais algumas notas causando estranheza em Cassidy.
-Elliot? Você tá...
-Hoje. -Parou de repente de tocar. -Aonde você estava?
-Ah, eu fui para enfermaria. -Ela mentiu.
-E por que não voltou?
-Porque ela me mandou vim pra casa.
-Sabe? -Primeira vez que ele olhava para os seus olhos hoje e ela pode perceber sinceridade em seu olhar. -Eu fiquei realmente preocupado com você.
-Não precisava. Eu tava bem com o Dallas e...
-Não confio nele.
-Não confia nele? Você transforma a vida dele um inferno e você acha que tem o direito de não confiar?
-Você não entende, tá legal? -Ele fechou os olhos e bateu no piano irritado. -Eu não sou um monstro, Cassidy.
-Sim, Elliot. Você é. Um monstro psicótico, doente e vingativo.
-E se eu for? Por que confia em mim a ponto de me deixar sentar no piano da casa de seus tios, dedilhar o seu piano e te beijar?
-Me beijar? -Ele, sem demora, apossou-se dos lábios da loira que no início não correspondeu, mas logo não resistiu e se deixou levar por aquele sentimento tão repentino e perigoso.
"-AI MINHA CABEÇA" -Ouviu-se gritos altos e um outro moreno caído no chão o que fez Elliot e Cassidy se despertarem na hora e socorrer o moreno que gritava de dor. Dallas.
Notas finais
Obrigada por lerem e eu tô adorando os comentários! Eu leio todos e eu vou se eu tenho tempo de responder os meus leitores queridos! haha
Beijoooos!
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