Malditos Sentimentos
46 Carros & Ensaios.
Notas iniciais
Beijos e boa leitura!
POV Cassidy
-AI MINHA CABEÇA! AI AI! TÁ DOENDO. -Eu ouvia os gritos estéricos do Dallas e eu não podia fazer nada a não ser ficar mais que desesperada nesse momento. A essa altura, Dez e minha tia tinham ido socorrê-lo e levaram ele pra o sofá da sala.
-DALLAS! -Me sentei próximo dele. -VOCÊ TÁ MELHOR? O QUE HOUVE COM VOCÊ? OLHA, VAMOS ATÉ O HOSPITAL E..
-Não precisa! -Ele falou mais calmo. -Eu tô melhor.
-NÃO DALLAS, VOCÊ NÃO TÁ MELHOR! VOCÊ PRATICAMENTE DESMAIOU NO CHÃO.
-Cassidy.-Escutei outra voz. -Se ele diz que tá tudo bem, é porque está tudo bem. Não é, Dallas?
-É, Elliot. -Concordou o olhando com raiva. Droga! Não era pra isso ter acontecido, mas por que ele o olhava com raiva?
-Olha Elliot, eu acho melhor você ir embora. -Falei calmamente e ele assentiu.
-Mas eu quero saber notícias do meu melhor amigo, ok? Por favor, me liguem. -Como poderia ser tão cínico? Ele é um ser insuportavelmente cínico e idiota.
-Claro! -Eu, Dez e minha tia falamos em unissomos e ajudamos o Dallas a se levantar.
-Olha, você vai ao médico, entendeu? -Falei decidida.
-Loira, não precisa. Eu já falei.
-Deixa de ser teimoso, garoto. Se eu tô dizendo que você vai, é porque você vai.
-Eu vou pegar minhas chaves... -Falou minha tia agoniada.
-Não precisa, tia. Você tem muita coisa pra fazer e além do mais, você e meu tio vão se atrasar para o jantar. Eu levo ele.
-Eu vou também com vocês. -Pronunciou Dez e eu apenas assenti. Fomos no carro do meu primo e eu e o Dallas fomos no banco de trás para caso ele tivesse mais alguma crise.
-Vocês vão me deixar de chofé mesmo?
-Claro, primo. -Falei brincando e ele fez uma careta.
-Então se importam se eu chamar a Trish? É caminho do hospital e...
-Tudo bem. -Dallas finalmente falou alguma coisa, eu já estava ficando preocupada. Passamos na casa da Trish e o Dez desceu para esperar ela lá na portaria. Nesse momento, eu senti uma corrente elétrica invadir meu corpo porque eu estava sozinha com ele e eu não tinha explicação pra tudo isso que está acontecendo na minha vida.
-Eu...-Eu comecei a fazer para quebrar o silêncio constrangedor que estava entre nós.
-Você gosta dele, não é? -Dallas falou baixo mas deu para eu ouvir perfeitamente.
-Não. -Disse no mesmo tom que ele. Eu tinha evitado olhar pra ele e o mesmo para mim. Era inevitável o clima entre nós, mas eu sabia isso não iria pra frente.
-Então por que deixou ele beijar você? -Foi a primeira vez que eu olhei para os seus olhos naquele carro e eu sinto como se fosse um erro porque me assustei com o seu olhar furioso pra mim.
-Por que você se preocupa?
-Droga, Cassidy. -Ele bateu no banco da frente furioso. -É claro que eu preocupo. Como você faz essas perguntas pra mim?
-Porque você que me pediu para eu seguir em frente, se lembra? No hospital. -Ele abaixou a cabeça nesse momento e eu estranhei sua reação.
-Eu não quero.
-O que?
-Eu não quero que siga. -Ele olhou no fundo dos meus olhos e eu sorri com isso.
-Dallas, eu..
-Cassidy, me responda uma coisa. -Eu assenti me assustando um pouco com a seriedade de sua voz.
-Esse bebê que você está esperando por acaso é meu? -Choque. Se eu podia definir esse momento sem dúvidas o definiria com essas palavras. Eu tentei formular alguma coisa, eu tentei formular alguma mentira, mas eu não conseguiria. Não mentir desse jeito, não mentir pra ele sobre isso.
-Por que pergunta isso?
-Eu sinto como se fosse meu. -Ele foi sincero. -Eu fui na sua casa depois de tanto pensar nisso, mas depois eu vi... o jeito que o Elliot te olhou me partiu em dois e apareceu uma imagem na minha cabeça meio embaçada, mas eu não sei direito.
-Que imagem?
-Um riacho. Duas crianças sentadas rindo sem parar.
-Mas alguma coisa?
-Ela gostava dele. Dava pra ver em seu olhar. -Senti umas lágrimas saindo pelo o meu rosto ao lembrar dessa imagem. Nosso primeiro beijo.
-E mas alguma coisa?
-Ele ficava ali vendo ela tocar o seu violão e a admirando e então... quando ela terminar de tocar, ele se aproxima dela e não me lembro de mais nada. -Nessa hora eu engoli meu choro e olhei séria pra ele que agora me olhava procurando respostas.
-Você não sabe tudo, Dallas. -Foi a única coisa que eu consegui dizer.
-Eu percebi.
-E eu não posso te contar. Não agora. Vamos focar em te levar ao hospital, tudo bem?
-Você ainda não respondeu minha pergunta... esse filho é meu ou não? -Nessa hora, Dez voltou com a Trish pro carro e seguimos ao hospital sem tocar mais no assunto. Eu sabia que não iria poder esconder por muito tempo.
POV Austin
Eu cheguei na casa da Rydel e tava lá o Rocky, Rydel, Ross e Ratliff, mas logo minha alegria desapareceu quando eu a vi entrar. Ela era mais bonita do que eu me lembrava e isso me fez me odiar por ter esse pensamento. Nossa! Ross, Rydel, Joyce e eu? Esse ensaio não ia ser nada calmo.
-E ai pessoal? Eu cheguei! -Falou Joyce animada dando um beijo em Rocky e Ratliff que a abraçaram fortemente.
-JOYCE!!!!! SENTI SUA FALTA!!!! -Falavam os dois animados. Eles sempre gostaram dela porque ela era muito animada e sempre colocava o grupo em total animação.
-Eu também, lindos. -O que tinha de sorriso desmanchou assim que ela viu Rydel e o seu namorado, Ross. Senti um clima tenso entre elas, mas a Rydel resolveu quebrar o gelo.
-E ai Joyce? Tudo bom? -Ela sorriu.
-Tava até eu te ver. -Joyce continua a mesma barraqueira de sempre.
-Olha aqui...
-OPA OPA OPA. -Eu e o Ross falamos em unissomos já suspeitando uma possível briga.
-E ai Joyce? Não fala mais comigo não? -O Ross tentou parecer simpático, mas erro dele.
-Não. -Ela falou ríspida e eu me segurei para não ri da sua cara.
-E comigo? Fala ou não? -Sorri e ela veio me dar um abraço forte.
-Os melhores são sempre os últimos, lombriga. -Ela falou e eu ri.
-EI! -Ratliff e Rocky ficaram bravos com aquela afirmação e Joyce só fez um sinal de coração para eles.
-Ótimo, agora que todo mundo chegou vamos tocar? -Falou Rydel mudando de assunto. Eu percebi que ela não queria que ficasse um clima tenso entre elas, mas ela não podia evitar. Eu conhecia a Joyce e sabia que ela era cabeça dura e que isso seria uma longa tarde.
POV Elliot
O que houve comigo? Eu procurava desesperadamente por respostas. Eu resolvi ignorá-las e procurar uma vadiazinha pra eu passar a tarde. Vai que eu esteja precisando disso e assim eu tento tirar a Cassidy da minha cabeça. Eu avistei uma moreninha linda e com um corpo delicioso. Hoje tem. Eu fingir esbarrar nela e suas coisas cairam.
-Ai droga! Eu sou tão desastrado. -Falei apanhando as coisas do chão.
-Tudo bem, foi culpa minha. -Ela falou me ajudando a apanhar.
-Então, você aceita ir tomar café comigo? É uma desculpa por ter eu derrubado suas coisas e eu não aceito não como resposta.
-Café? -Ela riu. -Por que os homens não são diretos com uma pessoa uma vez na vida? Fala logo que quer me comer, idiota. -Me assustei com a sua atitude.
-Gosto de garotas assim... com atitude. -Eu soltei um sorriso malicioso e galanteador. Me aproximei dela e ela nem mesmo hesitou e avançou nos meus lábios furiosamente. Eu intensifiquei o beijo, mas parte de mim já estava cansado disso.
-Que tal irmos para minha casa? -Ela falou assim que nós paramos de nos beijar.
-Quer saber? Eu acho melhor não. -O que deu em mim?
-Prefere na sua casa?
-Não, eu... me lembrei de preciso fazer uma coisa agora. Foi mal.
-Tudo bem então. -Ela virou a cara e seguiu em frente. Por que as meninas são tão fáceis? Eu me cansei disso. É a mesma rotina, a mesma coisa. Isso é normal? Não, acho que não estou num dia bom. É isso. Eu preciso tirar a loira e esse beijo dos meus pensamentos mas eu até agora não sei como e eu estou assustado com isso.
Notas finais
Beijos!
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