Malditos Sentimentos
34 Mortes & Acidentes.
Notas iniciais
Eu espero que curtam (curtir não, mas... vocês me entenderam)
Bom capítulo para todos e se puderem, comentem lá por favor! Eu tô notando que eu tô perdendo alguns leitores ou que pararam de comentar e isso me deixa triste porque eu não sei se o capítulo tá bom ou ruim e o que precisa mudar. Então... se puderem comentem, ok?
Amo vocês! Beijos!
POV Dallas
Caminhei pelas ruas úmidas de Miami irritado, furioso, com sede de raiva por aquele cara moreno. Quem ele pensa que é pra querer destruir minha vida? Mas eu cansei de ficar sentado, eu cansei de tentar entendê-lo. Existem pessoas más no mundo, mas infelizmente esse consegue ser pior que todos. Eu cheguei na casa dele e joguei uma pedra pra quebrar o vidro da janela já que a porta ninguém atendia. Assim que eu entrei na sua casa, percorri por todos os cômodos e nem sinal de gente. Sai irritado de lá e me encontro com um dos garotos do bando, Chris.
–CADÊ ELE, HEIN? -Puxei a gola de sua camisa e ele arregalou os olhos de medo. Sim, eu sei ser macabro quando eu quero. Na verdade, eu era um dos mais macabros do grupo e eu acho que é por isso que o Elliot vivia competindo comigo para ser o macho alfa daquele bando.
–DE QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO? -Não dei tempo dele responder, soquei a cara dele fazendo o nariz dele sangrar. Eu sei que em meu estado normal, eu nunca faria isso mas eu não estava em meu estado normal. Ele se levantou e tentou revidar, mas eu imprensei ele contra a parede e ele me olhou assustado.
–Fala para o seu amiguinho que... se ele queria ressuscitar as coisas, ele conseguiu. -Me aproximei dele e falei. -Avisa para o bando que eu estou de volta e farei de tudo para acabar com a vida de todos vocês.
Ele assentiu tremendo de medo e eu sei de lá irritado. Eu não sei o que me deu pra socar aquele menino que poderia ser inocente, mas eu estava de cabeça muito by Text-Enhance\">quente pra pensar. Ele conseguiu fazer de minha vida um inferno. A diferença é que eu quando eu quero eu sou o próprio inferno. Senti algo no meu bolso vibrar e peguei meu celular escutando a voz que mais queria ouvir nesse momento.
–Com saudades, Derek? -Apenas ri no celular com ironia.
–Muita. Na verdade, acho que nunca estive com tanta.
–Ora, ora, ora. O que é bom sempre volta, não é mesmo?
–Não, Elliot. O que é mal sempre volta. A diferença é que muda a intensidade e isso pode ser bem interessante.
–Cuidado, Dallas. Você não imagina com quem está se metendo.
–E você imagina?
–Com um garotinho revoltadinho com a vida e inseguro com a própria namorada? Sim, eu imagino sim.
–Pura ironia, não é Elliot? Como você disse... o passado sempre volta.
–Não tente ressuscitar a amanda que...
–Que o que, Elliot? Não ver? Você tá buscando vingança aonde não existe.
–Não estou buscando vingança. Eu estou buscando acabar com a sua vida. -De repente eu escuto uns gritos conhecidos do outro lado do telefone e meu coração gela.
–AONDE VOCÊ ESTÁ, ELLIOT?
–Não seja tão ingênuo, Dallinhas. Aonde pensa que eu estou? Apareça logo aqui ou ela morre, entendeu?
–Elliot -falei com a voz fraca. -Por favor, isso é golpe baixo.
–Que os jogos comecem, Derek. -Ele desligou o telefone e me deixou estático por questões de segundos e assim que eu pude abstrair tudo que havia acontecido e que poderia acontecer, peguei um táxi rapidamente e rumei para a minha casa tremendo o caminho inteiro. Aguenta mãe, eu estou chegando.
POV Geral
As lágrimas do moreno eram inevitáveis naquele táxi. Ele queria se socar por fazê-la correr perigo. Ele queria se socar por não ser bom o suficiente para parar o Elliot. Ele queria se socar por não ter entendido os motivos dela. Agora era tarde demais e ele sabia disso. Ele pagou o taxista rapidamente e arrombou a porta de casa vendo uma cena que menos desejava ser vista.
–MÃE! -Dallas gritou e pode sentir as lágrimas de Courtney por não conseguir dizer nada com uma arma em sua cabeça e um pano cobrindo sua boca.
–Dallas, que bela surpresa! -Falou Elliot em ironia.
–LARGA ELA, ELLIOT! POR FAVOR, ME MATE.
–Você é tão patético, menino. É tão desprezível que nem a sua namoradinha. Acha mesmo que eu queria te matar agora? -Dallas apenas o olhou confuso.
–Eu queria destruir com a sua vida, Dallas. Eu quero que você sinta cada segundo de infelicidade possível. Destruir todos que você ama e você deveria saber que a Cassidy e sua mãe seriam o bilhete premiado, não acha? Depois eu podia terminar com seu irmão ou talvez com a namorada dele que você tanto gostou.
–Por favor, Elliot. -As lágrimas eram incontroláveis. -Solta minha mãe, cara. Vamos resolver isso sozinhos.
–Sozinhos? Que graça tem? Para uma tragédia ser completa, ela precisa ser desenvolvida. O sofrimento precisa ser aumentado a cada capítulo. E adivinha só? Hoje é o seu dia de sorte porque o capítulo começou.
Dallas olhara incrédulo para o moreno que sorria sarcasticamente a sua frente. Ele não podia fazer nada. Se ele se aproximasse, a mãe dele morria. Se ele tentasse revidar, todos morreriam. Se ele ficasse sentado, todos morreriam. Como um ser humano poderia ser tão mal? O que ele tinha feito de errado pra merecer isso?
–Então Courtney, quais vão ser suas últimas palavras? Adeus?-Disse Elliot tirando o pano da boca de Courtney por um segundo.
–Me desculpa, Dallas. Eu queria ser a mãe perfeita pra você e eu falhei. Me desculpa. Eu quero que saiba que eu tenho orgulho de você. Eu te amo. -Depois disso, Dallas escutou um barulho de tiro e viu sua mãe estirada no chão. Ele apenas caiu de joelhos e ficou chorando no chão frio.
–Ouviu isso, Dallas? Não tente ficar contra mim. Não tente. Porque eu sempre vou está a um passo contra você e você sabe disso. -Nessa hora, Dallas se levantou mais furioso que tudo no mundo e deu um soco no Elliot que fez o mesmo quebrar o nariz e ficar com marca roxa na cara. Elliot nem tentou revidar, apenas o encarou e foi embora deixando um Dallas no chão por um bom tempo.
–Mãe, me desculpa. Me desculpa pelos os meus erros. Você foi a melhor mãe do mundo, mas você só falhou em uma coisa. Me amar demais. Você não merecia morrer assim, não merecia. Você não merecia ter um filho como eu. Mãe, se você soubesse a vontade que eu tenho de me matar agora... -Ele pegou na mão gélida e morta da mãe e beijou-a. -Eu te amo.
Tudo o que ele menos queria que acontecesse, aconteceu. A vida dele estava um caos. Ele estava um caco. Tinha perdido a pessoa que ele mais amava no mundo e não podia fazer nada para evitar. Ele era um fraco covarde, idiota. De repente, Austin aparece na sua porta e ver o estado de Dallas.
–Dallas! -Ele ainda não tinha notado o corpo da mãe do moreno estirada. -Aonde você estava? Eu procurei você por todos os cantos e...
O silêncio se estalou quando ele viu o corpo de Courtney estirado no chão e o estado deplorável de Dallas. Ele não disse nada, apenas o abraçou forte.
–Ela morreu, Austin. -Disse com uma voz fraca. -Ela morreu e eu não fiz nada pra evitar.
–Como assim?
–Elliot. Ele falou que ia destruir minha vida, mas não sabia o quão louco ele poderia ser.
–ELLIOT? ESSE CARA PRECISA SER PRESO, DALLAS. ELE É UM PSICOPATA, LOUCO, MANÍACO...
–Eu preciso que se afaste de mim.
–COMO É QUE É?
–Isso que você ouviu. Eu preciso que você, Ally e Cassidy se afastem de mim.
–DALLAS, VOCÊ FICOU DOIDO?
–Por favor.
–NÃO.
–Não vou suportar perder mais alguém por minha causa.
–DALLAS, VOCÊ NÃO PODE DEIXAR ISSO ACONTECER. ESSE CARA TÁ TE DESTRUINDO.
–Tem razão, Moon. Mas eu preciso ser destruido sozinho. É mais fácil.
–MAS VOCÊ NÃO VAI.
–Austin, eu...
–Eu sou seu irmão. Você não está sozinho, entendeu? -O loiro virou a cara de Dallas antes abaixada e se assustou com o estado do rapaz.
–Você nem sabia que era meu irmão há um tempo atrás. Você parece que mudou de repente e acha que pode ser meu irmão de uma hora pra outra, mas não pode.
–Eu sei o que está tentando fazer, Dallas. E não... não vou cair nessa só pra você se afastar de mim. Vamos para a delegacia, ok? Vamos prestar queixa para esse imbecil e resolver tudo.
–Desculpa Austin, mas não vamos. -Dallas se levantou e pegou o seu celular.
–Alô?
–Oi viado, tudo bom?
–Cassidy, eu quero terminar.
–O QUE?????????
–Você não é boa o suficiente pra mim.
–DALLAS, O QUE VOCÊ BEBEU?
–Adeus. -Ele desligou o telefone e Austin o encarava incrédulo. Quando ele ia discando o número da Ally, o loiro o deteve.
–O QUE VOCÊ TÁ ACONTECENDO???????
–Moon, fica fora disso.
–FICA FORA DISSO? VOCÊ QUER SOFRER, NÃO É? VOCÊ QUER DEIXAR CASSIDY, ALLY E EU FORA DA SUA VIDA? VOCÊ É LOUCO? ME DAR ESSE CELULAR.
–Não.
–ME DAR ESSE CELULAR.
–Não. -O loiro pegou o celular do moreno e começou a correr rua a fora e o moreno começou a correr atrás dele.
–Moon, não seja infantil e me der essa porra de celular.
–Não vou dar, entendeu? -Austin estava tão preocupado olhando para o celular que não percebeu um carro descontrolado vindo em sua direção. Em frações de segundos, Dallas jogou o corpo do loiro pra a calçada e apagou completamente.
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