Malditos Sentimentos
35 Camas de hospitais & Banheiros.
POV Geral
-DALLAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! -Austin gritou tentando socorrer o moreno que estava estirado no chão com a ajuda do motorista que sem querer o atropelou. O loiro estava desesperado chamando os paramédicos para virem buscar o rapaz e seu coração batia acelerado com medo de que algo acontecesse com o seu único irmão. Já sofrera isso antes e não queria sofrer de novo e também não demorou muito para Cassidy e Ally ficarem sabendo e correrem para o hospital que nem loucas.
-DALLAS, O QUE HOUVE COM O DALLAS? -Falou Ally desesperada.
-Calma ally, vamos esperar ainda os resultados e...
-EU PRECISO VÊ-LO. -Austin tentava controlar a namorada que estava surtando em sua frente enquanto a loira encontrava-se parada, olhando para o nada, estática.
-Cassidy, você tá legal? -Perguntou Austin preocupado com o estado da garota que nesse momento estava mais branca que o uniforme dos médicos.
-Cassidy?? -Ally também tentava chamar atenção dela, mas ela estava quieta, estática, sem dizer nada ou se mexer o que deixou os dois bastantes preocupados.
-Cassidy, ACORDA! -Ally remexeu a loira que finalmente pareceu "acordar".
-Oi vocês. -Ela parou de se concentrar pro nada e se concentrou num quarto de hospital qualquer e começaram a surgir lágrimas do rosto dela que aos poucos se tornaram incontroláveis.
-Ei! Ei! Fica calma, Cassidy! Ele vai ficar bem.
-Acho que ela está bem calma, ally. Calma até demais que esta me deixando assustado.
-Cassidy, você tá legal???
-N-não, Ally. Porra, meu ex namorado acaba de sofrer um acidente e você quer que eu fique legal?
-Desculpa, mas é que você... Espera! Você disse ex?
-Nós terminamos. Eu não sou boa o suficiente pra ele.
-O QUE???? EU VOU MATAR ESSE VIADO...
-Cassidy sobre isso... -Austin tentou falar, mas ally o interviu.
-SOBRE ISSO NADA, AUSTIN. VAI DEFENDER ELE AGORA? ELE FOI UM CRETINO, RIDÍCULO.
-Esqueçam isso, ok? Não quero saber de nada. Eu... apenas o amo e muito. Eu não sei o que aconteceria comigo se ele...
-Percebe-se pelo seu estado, cassie. Você tá pálida, quieta e com os olhos completamente vermelhos. Eu pensei que você ia desmaiar uma hora ou outra, porque...
-AUSTIN!
-Foi mal ae, mas é verdade.
-Eu só quero saber se tudo está bem, sabe? Eu não quero perdê-lo. -Falou a loira segurando suas lágrimas.
-Ninguém de nós quer, loira. -Falou austin a abraçando de leve. -Tudo vai ficar bem, eu prometo.
-É cassie, tudo vai ficar bem. -Assim que ally falou isso, o médico chegou com uma cara não muito agradável o que preocupou o grupo.
-E então doutor? Como está o Dallas?
-Ele está em estado de observação. O que temos certeza é só de algumas fraturas no momento.
-COMO ASSIM???????? -Ally puxou a gola do médico. -VOCÊS SÃO UNS INCOMPETENTES EU...
-Sua namorada? -Perguntou o médico para Austin.
-Sim, doutor.
-Pêsames por você.
-OLHA AQUI.. O QUE VOCÊ QUER DIZER COM PÊSAMES?
-Algum de vocês é Cassidy? -Perguntou o doutor ignorando completamente a morena que estava irritada. O loiro apontou para a garota que estava até agora sentada no banco com a mão na cabeça abaixada.
-Sou eu, doutor. O que foi?
-Quando ele esteve em observação, alguma das enfermeiras ouviu ele falar seu nome 3 vezes dormindo, mas quando tentávamos acordá-lo não conseguíamos. -Ela corou levemente e Austin sorriu pra ela.
-E você acha que ele vai ficar bem?
-Ele sofreu uma grave fratura na cabeça. Me surpreende ele ainda lembrar o seu nome.
-Como assim?
-Ele... olha ainda não temos certeza ainda mas...
-DIGA LOGO ISSO SEU MÉDICO FILHO DA MÃE! -Gritou Ally e o Austin morreu de rir.
-Ele perdeu parte da memória.
-HAN???????????? -Os três falaram em uníssomos.
-Mas por sorte, isso não é irreversível. A memória vai voltando aos poucos com tratamentos.
-Quer dizer que ele.. .ele.. ele.. -Austin tentou pronunciar alguma palavra mas não conseguia. Tudo por culpa dele. Só dele. Se ele não tivesse tão entretido no celular, o Dallas não salvaria sua vida e acabaria com a vida dele.
-Sim, mas eu creio que só tem isso de grave.
-SÓ ISSO??????????? MEU FILHO, EU...
-Cala a sua namorada, pelo amor de Deus! -Implorou o médico e o austin puxou a ally para um beijo calmo e apaixonante.
-Prosseguindo... Me surpreende muito que ele se lembre de você. Você deve ser alguém muito importante pra ele, viu Cassidy?
-Ele era meu namorado.
-Olha, em meus anos de medicina, eu te garanto... nunca vi um caso como esse. -Cassidy apenas sorriu friamente. Ela não estava interessada em saber do amor que o moreno sentia por ela, porque ela mesmo sabia que era muito. Ela queria apenas abraçar ele, saber se estava bem.
-Você acha que ele se lembra de alguém?
-Creio que não.
-Nem de mim?
-Infelizmente... acho que uma parte da memória está guardada mesmo ele sabendo do que significa. Por isso, não é irreversível, entendeu? Ele vai se lembrando aos poucos do que tinha e vai associando o nome gravado as pessoas e os sentimentos.
-E você acha que isso vai demorar muito?
-Depende do desempenho do Dallas, mas ele é um garoto forte. Com certeza vai lembrar de tudo logo logo.
-Eu espero, doutor. Obrigada. -Ele assentiu e foi embora consultar um novo paciente. Isso era um pesadelo para Cassidy. Ver o amor da sua vida nesse estado. E se ele não sentir mais o que sente por ela? Tudo bem que isso ele meio que deixou comprovado na ligação, mas tudo era muito confuso pra Cassidy. Se ele dizia que ela não era boa o suficiente, por que o nome dela foi mencionado nos seus sonhos? Ela não costumava mostrar muito o que estava sentindo e era um dos maiores erros dela. Ela sentia medo. Medo de não beijá-lo de novo. Medo de tudo ser diferente. Medo de perdê-lo porque o amava mais que tudo ou talvez mais um pouco. Ela odiava admitir mas Dallas Centineo tinha se tornado sua vida em poucos dias e nunca tinha sentido isso por nenhum outro homem desde o primeiro beijo deles. Ela sabia os riscos, mas se deixou levar por esse jogo que virou mais forte do que ela e agora está sentada esperando notícias do cara que virou simplesmente é dono do seu coração.
Depois de alguns minutos, austin e ally voltam de mãos dadas, mas a expressão deles era de pura e completa preocupação.
-E ai? o médico falou mais alguma coisa?
-Não. Ele só falou que ele não vai se lembrar da gente, mas que a memória dele vai voltar aos poucos.
-Acho que essa é uma fase muito importante pra ele. Precisamos ficar ao seu lado custe o que custar, entenderam? Tentar ajudar ele a lembrar das coisas...
-E a mãe dele, por que não veio?
-Ela... morreu.
-COMO ASSIM MORREU??????????? -Dessa vez, Cassidy pulou da cadeira espantada.
-Elliot.
-O QUE ESSE MISERÁVEL FEZ? -Nessa hora, austin avista Elliot o olhando com um olhar macabro e sinistro de dar medo a qualquer serial killer existente.
-Eu preciso ir ao banheiro, ok? Se o médico pedir pra entrar, me avisem.
-mas austin... -não deu tempo das meninas falarem nada pois ele se dirigiu ao banheiro assustado. O que fora aquele olhar? Logo, suas explicações foram respondidas quando a porta do banheiro se abre e entra o moreno.
-Austin...
-Corta essa, idiota.
-Cuidado com as palavras.
-O que veio fazer aqui? Você não já causou sofrimento demais?
-Esse acidente me saiu melhor que encomenda. Perder a memória? Como isso é interesse, concorda?
-O que tá planejando, seu psicopata inútil?
-Por que deveria contar a você? Você sabe demais, Austin Monica Moon. Você sabe demais. -Elliot pegou um pano cheio de alcool e colocou rapidamente no nariz de Austin que adormeceu em segundos.
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-Podem entrar, meninas.
-O Austin tá demorando, né? Eu vou lá ver se ele tá bem, você vai lá ok?
-mas...
-Vai Cassidy!
-Ok. -Cassidy se levantou da cadeira e rumou para o quarto do amado com o coração batendo acelerado. O que diria pra ele? Não podia dizer que era sua ex namorada. Isso simplesmente faria com que ele se desesperasse mais ainda por não se lembrar. Respirou fundo e abriu a porta onde viu um quarto completamente escuro e apenas uma cama com o moreno deitado e várias máquinas em cima dele. Nessa hora, Cassidy não controlou o choro e se aproximou dele acariciando seu cabelo levemente.
-Vai ficar tudo bem, viado. -Ela se aproximou mais e deu um selinho demorado em seus lábios causando uma corrente elétrica no corpo da loira que a fez se arrepiar. Toda vez que beijava o Dallas sentia isso. De repente, ela viu os olhos do moreno se abrindo e se desesperou no mesmo momento.
-Q-quem é você? -O coração dela gelou.
-E-eu sou, e-eu...
-Ei calma, não precisa ficar nervosa. -Ele deu um sorriso sapeca. -Por que me beijou?
-Eu não te beijei. -DROGA CASSIDY! Podia ter arranjado desculpa melhor, não?
-Não tem problemas. Pode me beijar a vontade, gatinha. -Dei um tapa na cara dele e ele riu.
-Você é o mesmo idiota de sempre, meu Deus!
-Como assim "de sempre"? -PUTA QUE PARIU E AGORA?
-Quer dizer.. como vários idiotas que sempre passam na minha vida. -Disfarcei e ele pareceu assentir.
-Então loira, por que eu estou nessa cama de hospital?
-Você... Você... Você...
-Vai ficar mesmo com esse disco arranhado ou vai tentar me ajudar?
-Você caiu de um murro numa festa que você foi ontem com seus amigos. -Tentei inventar a melhor história possível.
-Eu AMO festas. -Suspirei aliviada. -Espera... Quem eu sou? E o que você está fazendo aqui?
-Ora, você é o Dallas e eu... sou a garota que você ficou ontem na festa.
-Faz sentido. Não pego mina feia. -Sorri com o seu comentário.
-mas.. já vi melhores. -Dei um soco no ombro.
-É, e já beijei caras muito melhores.
-Duvido, mais do que o gostoso aqui? Nunca.
Sabe? Cassidy ficou muito feliz por está bem e permanecer com o mesmo senso de humor, mas a verdade é que ela só queria agarrá-lo nesse momento e voltar a ser tudo como era antes, mas ela sabia que paciência era uma das coisas que precisa ter e a que menos sabia ter.
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