Malditos Sentimentos
54 Aulas & Términos de Namoro
Notas iniciais
Espero que gostem!!!
POV Cassidy
Eu fiquei a aula inteira falando com a Amanda por bilhetes. Não, não era uma conversa muito importante mas eu gostei dela. Ela me parecia ser uma pessoa simpática e não ter vergonha de mostrar quem ela é, sabe? Bem autoconfiante. Rodei os olhos para ver se achava mais alguém conhecido e bufei ao não ver. Ou melhor, a pessoa conhecida. Eu peguei o celular do meu bolso preocupada e fiquei olhando para o visor enquanto o professor falava coisas inúteis e tediosas. Por que ele não apareceu? Será que alguma coisa aconteceu com ele? Por que eu estava tão preocupada com ele? Isso não estava me fazendo bem. Mentir e fingir sentimentos nunca é um bom caminho porque esses sentimentos podem virar reais e... O que eu tô fazendo? Eu não gosto dele, eu gosto do Dallas. Respirei fundo e tentei prestar atenção na aula na tentativa de esquecer porque ele ainda não deu sinal de vida até que o sinal tocou e eu me virei para a próxima aula ainda com o semblante preocupado e tenso.
-Posso te acompanhar? É que eu sou novata... -Disse uma voz atrás de mim e por incrível que pareça, já a reconhecia. Assenti com a cabeça e ficamos falando de assuntos sem importância até que eu entrar na sala e sorri porque agora é aula de biologia, ou seja...Vi o meu moreninho alto entrar na sala e me deu uma sensação tão boa, mas ao mesmo tempo, tão má. Algo na cara dele não me convencia. Não sei se estou vendo coisas ou se conheço tão bem ele para perceber isso de longe.
-Oi Dallas! -Respondi amigavelmente. Amigavelmente. Droga, como eu odeio essa palavra principalmente quando é direcionada a ele. Eu não queria mais fingir. Isso era nítido, mas eu precisava respirar fundo porque eu tinha problemas mais importantes tipo... COMO O FILHO DA PUTA AINDA NÃO ME LIGOU OU DISSE QUE IA FALTAR ESCOLA? Eu precisava falar com ele urgentemente e isso me frustava.
-Hey Cassie. -Retribuiu o meu sorriso e o direcionou para Amanda que estava do meu lado. Eu pudi perceber uma troca de olhares enigmáticos, mas não era como eu e o Elliot. Era diferente. Era algo mais sombrio, não tinha nada de galante ou algo assim. -Hey Amanda!
-Olá Gregory!
-De onde vocês se conhecem? -Eu perguntei confusa, mas quando ele ia abrir a boca, o outro moreno chega na sala. Finalmente.
-Desculpa, professora, eu...
-Pode se sentar, Christian. -Disse a professora sorridente e ele apenas assentiu caminhando para o seu lugar, mas quando o seu olhar cruzou ao meu senti algo estranho porque ele ficou pálido. Pálido. Pálido cor de papel. E então eu percebi que o olhar não cruzou em minha direção, mas sim, a da novata. O resto da aula se passou até mais rápido do que eu pensei que passaria, mas minha preocupação ainda me rodeava. Por que ele ficou tão pálido desse jeito? De onde Amanda e Dallas se conhecem? E minha mente se enchendo de perguntas que eu nunca fui capaz de responder nenhuma delas.
POV Elliot
Amanda Hill. A causa da minha supremacia ou a causa do meu declínio? Eu estava sem chão naquele momento. Parecia que eu tudo que dissesse ou tudo que eu fizesse eu tropeçaria em todas as palavras ou ações. Ela seria a causa do meu declínio porque eu não saberia o que fazer nesse momento. Nunca fui um cara tão apaixonado, nunca fui um cara tão romântico, mas Amanda conseguiu ultrapassar tudo o que eu pensava que eu não era e agora ela está aqui? De volta? Minhas mãos suavam, minha respiração estava descompassada, minha cabeça parecia que iria explodir e não era muito diferente do meu coração também. Eu não parava de olhá-la. Ela continuava a mesma menininha sapeca de sempre só que agora mais crescida e bem mais madura. Ela sempre foi um tanto autêntica e independente e isso era o que eu mais gostava nela, além do jeito que ela mexia os cabelos era tão misteriosa mas tão doce que eu parecia enfeitiçado a cada minuto que via a sua imagem. Talvez Amanda não seja a causa da meu declínio nem da minha supremacia, talvez Amanda seja causa de está aqui agora. O motivo de eu está tentando me vingar de Dallas Gregory Centineo ou principalmente, o motivo de ter conhecido Cassidy Peeples. Então cheguei a seguinte conclusão que Amanda Hill não é nada mais ou nada menos que a causa da minha loucura.
-Professora, posso ir ao banheiro? -Perguntei numa tentativa de colocar meio litro de água na minha cara e ver se eu não estava completamente louco. Não podia ser ela, mas quem eu iria me enganar? Eu a reconheceria há metros além dela ter aquele cheiro inconfundível que me encanta cada vez mais.
-Claro, Elliot. -Olhei para atrás para ver o rosto dela e seu expressão era indecifrável. Ela olhava fixamente para mim parecendo e senti o olhar da mesma me seguindo até eu fechar a porta e em poucos minutos, sinto a sua mão gélida me tocando ao me caminhar ao banheiro.
-Chris... -Era o meu apelido que ela sempre colocava em mim e isso só me fez ter 100% de certeza que era ela tocando em meu braço e fazendo meu coração acelerar num ritmo inimaginável.
-O que faz aqui? -Perguntei tentando ser ríspido o suficiente para o susto dela.
-Mas eu pensei que...
-Você pensou o que? Garota, acorda. Eu não preciso de você ferrando comigo de novo, entendeu? Eu só quero terminar o que eu comecei.
-Oh baby! -Disse ela passando suas mãos pelos meus ombros me fazendo estremecer. -Não seja tão duro consigo mesmo. E nem comigo.
-Você ainda não respondeu minha pergunta. Por que está aqui?
-Eu pensei que você estava sentindo minha falta.
-Sentir? Amanda, eu morri de saudades. Eu podia te dizer o sentimento que sinto por você, mas eu não preciso repetir o que já foi dito. Então, se quer vim aqui pra ferrar de novo comigo não tente porque eu encontrei outra pessoa e...
-Quem? -Droga, o olhar dela sobre o meu era de uma garotinha de 5 anos que ficou triste por não receber o brinquedo que queria. Era um olhar triste e pesado e me arrependi de ter virado pra atrás.
-Uma pessoa que nunca será como você. Ela não ilude meus sentimentos como você fez.
-Eu perguntei... Quem.
-Cassidy. -Disse por fim e ela começou a ri histericamente.
-Cassidy? Cassidy Peeples? Ora, ora.. essa menininha não brinca em serviço, hein?
-Do que você tá falando? -Perguntei franzindo a testa confuso.
-Nada. -Se aproximou de mim e tocou no meu lábio. -Nada não. Só estou com medo de substituida.
-Medo? Substituida? Amanda, você nunca me amou.
-Não maldiga o passado, Chris. Eu sempre te amei. Só que de uma maneira diferente do que você me ama.
-Amava. -Corrigi.
-Amava? Sério? -Ela tirou o dedo do meu lábio e aproximou sua boca perto dele e pudi mais uma vez senti aquele hálito e aquela boca irresistível mais uma vez se aproximando cada vez mais de mim, eu juro que tentei recuar mas isso era mais forte que eu mesmo e selei os nossos lábios que rapidamente tornou-se um beijo ardente e intenso. Ela colocou uma mão no meu cabelo e outra na minhas costas me arranhando de leve.Eu coloquei minhas mãos na sua cintura que a medida que ia se intensificando e passando para a sua bunda causando um gemido abafado da mesma. Até que quando cai em cima, estávamos dentro de um banheiro, com ela só de sutiã e só de cueca box. Eu afastei o seu corpo rapidamente.
-Não, isso não tá certo, Amanda. Eu...
-Não tente fugir dos seus sentimentos. Eu sei o que você tá com vontade de fazer nesse momento, Elliot. Então faça. -Eu olhei por um momento o seu corpo escultural na minha frente e não pensando duas vezes a apossar os meus lábios novamente na sua boca e por fim, estávamos completamente despidos e ofegantes. Demorou um pouco de tempo para processar o que tinha acontecido aqui, mas logo cai em si, e a abracei com firmeza.
-Chris, meu amor...
-Amanda, senti sua falta.
-Eu sei, baby. Eu não vou a lugar nenhum. Eu prometo.
POV Dallas
A aula tinha acabado e nem sinal do Elliot e da Amanda o que me deixou preocupado. A Amanda sabia que eu era eu e ela não podia estragar meu plano. Não agora que todo estava indo tão bem. Eu não iria deixar. Assim que eu sai da sala, tinha uma loira gata me esperando na porta. Sim, essa loira era minha namorada.
-Dallas, precisamos conversar... -Ela falou séria e o segundo de felicidade ao vê-la se desmoronou ao ouvi-la.
-Ok, ok. O que eu fiz dessa vez? Eu sei que eu...
-Eu quero terminar.
-VOCÊ O QUE?
-Não dar mais para aguentar, Dallas. Não dar. É Ally, Kira e agora essa Amanda? Não tente mentir porque você sabe que eu sou boa observadora e não sou nada ciumenta. -Ri quando ela falou que era nada ciumenta, mas logo menti o semblante sério e senti como se eu tivesse caindo no buraco nesse momento.
-Cassie, eu ia falar com você.
-Ia? Quando? Só me confirma: Essa é a Amanda do Elliot, não é? -Eu apenas assenti e senti ela respirar fundo. -É essa amanda que é a causadora de tudo isso?
-Sim. -Respondi me surpreendendo com a capacidade de Cassidy de observar e da sua inteligência. Por um segundo, me perguntei porque ela não botava isso em prática nas atividades acadêmicas, mas logo voltei a seriedade.
-Sinto mal, moreno. Não dar mais pra conviver com o seu passado. Eu não aguento.
-Então não me ama mais?
-Nunca ouse dizer isso, Dallas Gregory Centineo. Só que as vezes o amor não é o suficiente. Tem tantos problemas que eu...
-Por favor, loira. Pensa direito no que vai fazer. -Minha voz saia embargada e eu peguei na mão dela que estava trêmula.
-Por favor, não torne as coisas mais difíceis do que precisam ser.
-Tudo bem. Eu não posso mais ser egoísta com você. -Nessa hora, senti lágrimas descendo do rosto da loira e eu fiz questão de tirá-las rapidamente.
-Doe. Doe muito. -Eu estava chorando, mas não era nada comparado ao estado dela. Seus olhos estavam vermelhos e seu rosto estava todo cheio de lágrimas. Abri meus braços e a envolvi em um abraço de urso forte com ela enxugando suas lágrimas na minha camisa.
-Ei, tudo vai ficar bem. -Tentei acalmá-la mas eu também estava em pânico. Custava admitir que isso não estava mais dando certo. Custava admitir que um romance como o meu e o dela precisava acabar desse jeito, mas eu precisava dar espaço para ela. Não podia privá-la de ser feliz por minha causa. Só por causa de um planinho estúpido eu poderia acabar com a felicidade da mulher da minha vida. Sim, não tenho dúvidas de que ela era a mulher da minha vida. Eu brinquei com seus cabelos enquanto ela chorava desesperadamente, mas eu não conseguia chorar tanto quanto ela porque eu sabia o quão difícil tinha sido para ela me falar tudo isso.
-Isso é a coisa mais difícil que eu já fiz. Isso é pior do que saber que você não se lembrava de mim, isso é pior do que te ouvir dizendo que amava a Ally novamente, isso é pior do que ver beijando a Kira.
-Eu sei, loira. Mas é a coisa certa mesmo a se fazer. Não posso privá-la de ser feliz. De ter uma vida. Você merece não viver as sombras do meu passado.
-Droga, Derek. -Primeira vez que ela tinha me chamado de "Derek" irritada e eu me assustei. -Para de ser legal comigo. Para de ser você por um momento e por favor, me der um pouco de forças para me afastar de você.
-Se eu tivesse, loira... Eu te daria todas as forças que eu tivesse só pra não te ver sofrer desse jeito. -Ela se afastou do meu abraço e olhou fixamente para mim com os seus olhos vermelhos de choro e fez meu coração estalar de sofrimento ao vê-la assim. -A única força que eu posso te dar é que somos Cassidy e Dallas. Dallas e Cassidy. E que por mais que nós nos afastamos sempre vamos se aproximar de algum jeito então viva sua vida sabendo que daqui a pouco estou nela novamente. E dessa vez, você não precisará conviver com o meu passado porque já teria destruído tudo de obscuro dele.
-Você é o viado da minha vida. Eu te amo.
-Você é a loira da minha vida. Eu te amo mais. -E vi ela se afastando na multidão e me deixando despedaçado, sem chão, sem ela.
Notas finais
Até a próxima, guys! Beijos.
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