Make a Wish
1 Make a wish...
Notas iniciais
O verão anunciava as férias escolares e era a data favorita de qualquer aluno, mas para uma turma específica, as férias de verão não significariam descanso ou lazer, pelo contrário...
O clube de basquete de Touou estava reunido no ginásio da escola para escutar as últimas orientações de Katsunori-sensei sobre o acampamento de treino para o torneio interescolar daquele ano. O clube de basquete iria para uma pousada próximo às montanhas para treinar.
– Muito bem, se reúnam aqui amanhã pela manhã. Isso é tudo!
– Que saco... – Resmunga Aomine. – Não vejo necessidade de ir para as montanhas treinar, a gente pode ficar por aqui mesmo.
– Mas uma viagem com todos é sempre muito divertida, Aomine-san. – Sakurai argumenta timidamente. – Teremos os momentos de confraternização.
– Preguiça... – Responde Aomine levando as mãos às costas. – Preferiria ficar aqui...
– Ora, talvez eu tenha um argumento que você comprará, Aomine. – Uma voz sorrateira chama a atenção de Sakurai e Aomine.
– Imayoshi-senpai! – Sakurai parecia curioso. – Qual poderia ser?
– É, fala de uma vez. – Completa Aomine.
– Dizem que perto do local que ficaremos, no fundo da floresta, há uma gruta que se chama “Gruta dos Vagalumes”, se você for nela e achar esses vagalumes, você deve fazer um desejo e ele se realiza no dia seguinte.
– Tsc, que coisa de garotinha, não compro essa parada nem fundendo!
– Uma lenda bonita, senpai. – Comenta Sakurai.
– Ah! – Um grito eufórico assusta os três rapazes. – Pode pedir qualquer coisa?
– Oh, Momoi-san. – Imayoshi a cumprimenta. – Estava ouvindo a nossa conversa?
– Não pude deixar de ouvir, fiquei curiosa! – Ela tinha um brilho nos olhos que incomodava Aomine.
– Nem inventa de ir, Satsuki. Você tem medo de cavernas e grutas, sabe que vai encontrar muitos insetos e bichos por lá.
– Aí Aomine-kun! Isso não foi nada legal...
– Não se preocupe Momoi-san, posso ir com você. – Oferece o gentil Sakurai.
– Sakurai-kun, você é demais! – Comemora Momoi, mas Imayoshi interrompe as comemorações com uma risada irônica.
– Esqueci-me de mencionar um fato importante desta lenda... – Ele começa com ar misterioso. – Mas acho melhor descobrirem...
– Bom, não me importo! Quero é encontrar os vagalumes e realizar meu desejo! – Momoi parecia determinada e Aomine suspirava desanimado, a baixinha ultimamente estava agindo de maneira estranha.
– Momoi, Sakurai! – Katsunori chama por eles. – Preciso que me ajudem a levar o material para a sala.
– Sim! – Os dois respondem juntos e correm em direção ao técnico de Touou.
– Vou para o vestuário... – Antes de Aomine tomar seu caminho, Imayoshi o segura pelo ombro e lhe lança seu olhar ofídico.
– Dizem que se um homem e uma mulher entrarem juntos na caverna, eles se entregaram um ao outro.
Aomine recebe a provocação de Imayoshi, mas não a compreende, ele realmente não tinha interesse nenhum naquelas bobagens folclóricas e supersticiosas. Já o capitão de do time de Touou já maquinava segundas intenções com aquela lenda toda de fazer um pedido na gruta dos vaga-lumes.
Momoi e Aomine fizeram o percurso para suas casas – que são vizinhas uma da outra – e ao longo do caminho o moreno teve que ouvir tudo que a rosada levaria para a viagem de treino. Ele a provocou dizendo que eles não iriam a um spa e sim treinar e que era para ela se centrar no objetivo principal, aquela provocação causou protestos por parte da garota que começou a dar pequenos socos no braço dele, o que o fez querer dar uma risada, pois nada sentia com aquelas mãos tão pequenas e delicadas.
O dia amanheceu e Aomine resmungava a demora da rosada em descer de casa, eles iriam se atrasar e seriam deixados para trás pelo time de basquete. Enquanto esperava no portão da casa de Momoi, Aomine checava seus e-mail pelo celular e havia chegado um e-mail novo de Tetsu, o que ele achou estranho pois o jogador de Seirin não era comunicativo ao ponto de mandar um e-mail para Aomine.
– Dai-chan! – Antes de poder abrir o e-mail, o moreno é interrompido com a chegada de Momoi que joga em cima dele uma mochila um tanto pesada.
– Que merda é essa, Satsuki? – Aomine segura a mochila de cor lilás de qualquer jeito, deixando Momoi indignada.
– São minhas coisas para nossa viagem! Foi difícil arruma-la, mas consegui colocar só o que era essencial. – Dizia orgulha de si.
– Essencial, é? Sei...só deve ter coisa desnecessária aqui e você vai me fazer carregar essa merda para cima e para baixo.
– Dai-chan! – Ela dá um pisão no pé dele que não esboça reação nenhuma. – Você é um tosco, e vamos indo se não perderemos o ônibus, você fica aí de papo furado.
– Eh!? Oe, Satsuki! – Quem estava esperando aquele tempo todo era ele, como ela tinha a cara de pau de dizer aquilo?
Aomine contou até dez, para segurar a raiva e não começar outra discussão com a rosada, o que estava ficando frequente demais. Não que não discutissem, mas desde que Momoi foi à Seirin na semana passada, ela estava agindo de maneira diferente e aquilo estava incomodando o às de Touou e aquilo aumentou ainda mais as discussões que frequentemente tinham um com o outro.
O caminho até a escola foi silencioso, e logo que chegaram aos portões, os membros do time de Touou já estavam embarcando na van fretado para leva-los. Aomine e Momoi conseguiram embarcar mais precisaram ouvir um sermão de Katsunori pelo atraso, o que gerou mais uma discussão entre os dois amigos de infância.
– Satsuki tá muito esquisita, tá um saco isso... – Aomine resolveu se sentar com Imayoshi que ouvia atentamente as reclamações do às.
– Você é ingênuo, Aomine. – Foi o que o capitão respondeu ao rapaz, deixando-o com a cara fechada. – Vou pedir aos vagalumes que abram seus olhos para as coisas que acontecem ao seu redor.
– Vai se fuder. – Retrucou Aomine que resolveu colocar seu headphone para escutar música.
Momoi foi ao lado de Wakamatsu e comentou com ele sobre a lenda que Imayoshi contou a eles, a qual o loiro também fez pouco caso. A viagem em si permaneceu tranquila e silenciosa, para a surpresa de Katsunori.
Finalmente depois de algumas horas de viagem a equipe de Touou chega à pousada que ficariam hospedados, ela tinha banho ao ar livre o que animou os membros da equipe e alguns jogadores já planejavam como iam espiar o banho feminino. Cada um foi para o respectivo quarto e houve alguns protestos por Momoi ter ficado com um só para ela, mas era lógico que o sensei não ia colocar a menina no mesmo quarto de algum dos rapazes, mesmo Aomine.
Depois que todos se acomodaram, foram treinar com Katsunori em um ginásio que ficava no terreno da pousada. Foi um treino de lances e dribles e por ter a rosada em sua cola, Aomine não escapou e precisou participar, além dos treinos com a bola, Katsunori e Momoi apresentaram informações e estratégias para cada time do intercolegial. As atividades foram até o final da tarde e todos ganharam o tão sonhado tempo livre para curtirem o local.
– A comida daqui é muito boa! – Susa não parava de se servir do jantar. Todos estavam reunidos à mesa comendo, conversando e se distraindo.
– Se você comer muito, não vai poder entrar nas termas. – Alerta Sakurai.
– Bom, eu já terminei! – Momoi é a primeira a se levantar. – Eu ainda tenho que explorar a região e encontrar a gruta dos vagalumes!
– Ainda com essa ideia, Satsuki? – Aomine mostra sua indignação.
– Ahomine! – Ela xinga o moreno antes de sair batendo com força a porta de correr.
– Tsc, ela tá muito estranha. – Aomine volta a reclamar e Imayoshi suspira.
– Você é uma criança ainda, Aomine Daiki.
– Tsc! Me erra... – Ele também levanta da mesa e saí.
– Esses dois... – Lamenta Imayoshi.
Momoi foi para o quarto e resolveu que primeiro iria caçar a tal gruta dos vaga-lumes antes de ir para as termas, do jeito que as coisas estavam indo e ela não sabia como lidar com aquela situação nova, tudo que restava fazer era acreditar na fábula contada pelo capitão.
Aomine decidiu caminhar pela pousada, tentando esfriar a cabeça e pensando no que pode estar errado com Satsuki, a rosada estava agindo de maneira estranha com ele, como se quisesse dizer algo, mas não conseguia se expressar. “As brigas devem piorar a situação”, ponderou o às de Touou. Os pensamentos de Aomine são interrompidos por vozes de outros hóspedes que comentaram que uma forte tempestade iria acontecer naquela região e que era melhor evitar sair da pousada.
– Bom, vamos aos trabalhos! – Fala um animado Wakamatsu que só pensava em entrar nas termas e curtir aquele sossego.
– Eu vou procurar a Momoi-san, ela queria ir investigar a gruta. – Comenta Sakurai para Imayoshi.
– Espere Sakurai! – Era a voz de Aomine, ele voltava para o local onde jantaram. – É melhor você e a Satsuki ficarem aqui na pousada, ouvi dizer que vai ter uma tempestade.
– Me desculpe, me desculpe! – Sakurai começa a se inclinar para frente. – Eu não sabia, Aomine-san.
– Esquenta não.
Longe da li, Satsuki desbravava a floresta que circundava a pousada, ela pediu algumas informações e falaram para ela que a gruta ficava um pouco mais ao sul, mas que era perigoso ela sair com o tempo ameaçando começar uma tempestade, mas ela ignorou e seguiu os instintos de uma mulher para se guiar.
– Estou perdida. – Choramingou ela, sentando-se em uma pedra. – E agora, essa porcaria da lanterna que eu trouxe também está dando defeito!
Ela dava pequenas batidas no objeto que ficava piscando e alternando entre aceso e apagado. A rosada então começa a tentar olhar as estrelas para se guiar, mas não tinham estrelas e nuvens pesadas começavam a se formar, ela xinga em voz alta e decide caminhar um pouco mais, se conseguisse um local alto, poderia ver em que direção estava a pousada.
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